Editora Lorentz anuncia três coleções de Dylan Dog

Em 1986, Tiziano Sclavi publicou pela Sergio Bonelli Editore Dylan Dog. Rapidamente a série de terror atraiu um grande público de jovens leitores os envolvendo em questões como: direitos dos animais, antirracismo, inclusão de comunidades marginalizadas e muito mais. De 1986 a 1995, nos primeiros 100 números de Dylan Dog, diz-se que é a Era de Ouro de Dylan Dog.

Em 1987, Sergio Bonelli estava determinado a explorar o potencial do personagem de Sclavi e conhecer o novo público que era atraído para a editora. Muito diferente do então público que era predominantemente de meia-idade. Ele então encomendou um evento que pudesse reunir os fãs mais jovens em torno de Dylan Dog, identificados pela estreita relação entre cinema, terror e histórias em quadrinhos.

Assim nasceu, em 1987 o Dylan Dog Horror Festival. Um festival dedicado ao cinema de terror com o nome do personagem. O evento foi totalmente gratuito e na primeira edição levou Sergio Stivaletti, o criador dos efeitos especiais de Dario Argento. Com um sucesso inesperado, o Festival aconteceu mais três vezes, em 1990, 1992 e 1993, que contaram com Bruce Campbell (Evil Dead), Wes Craven e Robert Englund (A Hora do Pesadelo).

Na esteira da Dylan Dog Mania, a Bonelli aproveitou e lançou uma série de títulos extras além da série regular. Todos com a curadoria de Tiziano Sclavi. Entre os novos títulos estava o Speciale, Almanacco Della Paura e Dylan Dog Gigante. São estas séries que a Editora Lorentz acaba de anunciar e irá trazer ao Brasil nos próximos meses. Iniciando por Dylan Dog Especial.

Dylan Dog Especial

Desde 28 de setembro está no ar a campanha no Catarse Dylan Dog Especial #1 – O Clube do Terror e As Vozes da Água, uma Graphic Novel de Tiziano Sclavi com desenhos de Werther Dell’Edera.

O Speciale Dylan Dog é a primeira coleção lançada fora da série regular do personagem. É uma edição anual que ainda é publicada na Itália e já conta com 38 volumes. A partir do Speciale 29 deu-se início a aclamada série “O Planeta dos Mortos”, publicada hoje no Brasil pela Panini Comics em um formato de luxo.

A Lorentz publicará as duas primeiras edições da série em formato italiano, papel off set 120g. Mais de 300 páginas que incluem os volumes especiais da Enciclopédia do Medo que saiam junto com as edições.

A edição terá alguns extras como o prefácio de um autor de Dylan Dog. O Dylan Dog Horror Post, com perguntas de apoiadores e o Dylan Dog Horror Club, onde uma fã se apresentará para agregar ao ponto de vista do personagem.

A edição será vendida por R$ 62,90 no Catarse e conta com as seguintes histórias:

Dylan Dog Especial #1 – O Clube do Terror

Publicado em 1º de agosto de 1987

Roteiro de Tiziano Sclavi com roteiro de Corrado Roi. Capa de Claudio Villa. Tradução de Paulo Guanaes.

132 páginas.

Em uma noite, nas margens do Lago Ness, o Clube do Terror se reúne. Seis narradores de contos de fadas sombrios se desafiam. Qual é a história mais assustadora? Invenções bizarras, loucuras, fantasmas, histórias imaginadas e reais. Tudo para homenagear o mistério do lago: o Monstro do Lago Ness. Dylan escuta com atenção e sente a tensão aumentando. Parece que algo está se mexendo no lago…

Este volume ainda contém a Enciclopédia do Medo. O Horror de A a Z, com a curadoria de Ferruccio Alessandrini.

Dylan Dog Especial #2 – Os horrores de Outro Quando

Publicado em 1º de julho de 1988

Roteiro de Tiziano Sclavi com arte de Attilio Micheluzzi (Autor de Marcel Labrume, edição em campanha pela Figura). Tradução de Paulo Guanaes.

132 páginas

Quais são os limites do terror? Não dá pra saber, é preciso descobrir aos poucos. No espaço, existe um pequeno e estranho planeta que pode ajudar a descobrir. Chama-se Terra e é habitada por criaturas que tem uma familiaridade especial com o terror. Elas contam histórias: zumbis, vampiros e monstros são sua especialidade. E se não for o suficiente, eles buscam onde há mais terror para lhe contar.

Este volume ainda contém a Enciclopédia do Medo. O Diabo de A a Z, com a curadoria de Ferruccio Alessandrini.

As Vozes da Água, Graphic Novel de Sclavi

A primeira campanha da Lorentz também publicará “As Vozes da Água”, Graphic Novel publicada em 2019 com roteiro de Tiziano Sclavi com desenhos de Werther Dell’Edera, artista que faz a série Something is Killing the Children, da Boom! Studios que é publicada no Brasil pela Devir.

A edição da Lorentz terá aproximadamente 100 páginas em papel off set. Capa dura, 16x24cm (formato americano).

Em 2019 o lançamento desta obra pegou de surpresa a todos os fãs de Sclavi, pois ele estava afastado dos quadrinhos há 9 anos devido a uma forte depressão e ao alcoolismo. Em 2007 ele se afasta totalmente e volta a escrever Dylan Dog em 2016 com a história Depois de um longo silêncio. Em 2017 sai mais uma história de usa autoria, No Mistério e em 2019 ele lança a Graphic Novel As Vozes da Água.

Em As Vozes da Água temos Stavros, um homem que sofre de diversas fobias, vagueia por uma cidade onde sempre chove. Tentando lidar com os traumas que sofreu e enfrentando seus medos, ainda tem que lidar com o fim do mundo, mesmo que seja ignorado por todos. Além dele, muitos outros personagens na trama parecem sofrer de fobias semelhantes. E além disso, Stavros começa a ouvir vozes em sua cabeça que falam com ele quando entra em contato com a água.

A narrativa avança com flashes carregados de existencialismo, do absurdo que caracteriza a vida de Stavros. O leitor acaba se sentindo um pouco como ele, atordoado, desorientado. O que as vozes da água querem dizer? Por que ele? A resposta não é óbvia, se é que existe.

Vemos alguns lampejos do Sclavi Dylandoguiano quando ele mostra um escritório como um dos maiores horrores. Com um diretor sem qualquer sentimento e um local sem condições de trabalho. Além de utilizar os pais como a origem dos problemas, provocando no leitor até um sentimento de piedade.

Werther Dell’Edera, autor de forte personalidade artística, tem o trabalho em perfeita harmonia com o tom surreal da história. Os desenhos sem margens, a ausência de fundos pretos, a chuva onipresente, entre outras qualidades que contribuem para a narrativa.

As Vozes da Água é uma das melhores obras de Sclavi se você aproveitar o momento e se eixar saborear pela história. As dúvidas que surgem sobre a obra desaparecem com uma leitura mais atenta. Temos aqui um Sclavi com sua brilhante ironia e sua extraordinária sensibilidade para lidar com temas difíceis e delicados.

Dylan Dog Gigante

Pra 2025 a Lorentz já prepara mais uma campanha de Dylan Dog que será a edição gigante. A Lorentz trará do tamanho da original, 29,5 x 21 cm (maior que um Tex Gigante) em capa dura e papel offset. Com prefácio de Sergio Bonelli. A campanha deve iniciar em janeiro ou fevereiro. Dylan Dog Gigante teve 22 edições na Itália, publicadas anualmente e se encerrando em 2013.

Dylan Dog Gigante #1

Publicado em 1º de janeiro de 1993 traz três histórias:

Totentanz

Roteiro de Tiziano Sclavi com a colaboração de Mauro Marcheselli. Desenhos de Giampiero Casertano.

Noite de Halloween, entre os túmulos, Dylan Dog conhece a jovem Hope, guardiã das almas perdidas. Junto a ela Dylan encontrará a história de vários fantasmas que vem ao seu encontro. Sem entender, Dylan se desespera ao longo da noite buscando saber o porquê ele estar neste local tão tenebroso e passando por esta situação.

Crimes de amor

Roteiro de Tiziano Sclavi com arte de Bruno Brindisi

O assassino e o detetive se encontram. Dylan sente uma raiva crescendo e tem o assassino, indefeso, na mira de sua arma. Mas será que conseguirá puxar o gatilho?

O Dia do Julgamento

Roteiro de Tiziano Sclavi com desenhos de Ugolino Cossu

Um anjo despenca, atingido por um míssil. Os mortos saem de seus túmulos em busca de alguém que julgue seus pecados. Monstruosidades e ataques homicidas começam a acontecer. É o dia do Juízo Final?

Almanaque do Medo

Almanaque do Medo de Dylan Dog é uma revista que foi publicada pela Bonelli anualmente, a partir de 1991. Idealizada por Alfredo Castelli (Martin Mystère), os três primeiros volumes foram lançados como suplementos da série de reimpressões de Dylan Dog. E a partir do quarto volume começam a fazer parte da Série Almanaque da Bonelli, onde publicava diversos personagens da Bonelli. Por exemplo, o Almanaque de Nathan Never era o Almanaque de Ficção Científica, o de Martin Mystère era o do Mistério, o do Tex era o do Oeste e o de Julia e Nick Raider era o Giallo, que remete à histórias de suspense e policial.

São volumes de 160 páginas contendo uma ou duas histórias inéditas de Dylan Dog além de colunas e artigos dedicados a temas que envolvem terror no cinema, música, livros e Videogames. Inicialmente em preto e branco, a partir de 2007 as páginas das colunas passaram a ser coloridas.

O Almanaque do Medo foi até a 24ª edição. A partir de 2023 a nova editora de Dylan Dog, Barbara Baraldi resgatou a ideia desta publicação na Enciclopédia do Medo. E além de histórias curtas, ela também traz matérias e curiosidades.

Ainda em 2025 a Editora Lorentz trará o Almanaque do Medo no mesmo formato da edição Especial, mas com menos páginas, pois, segundo a editora a maioria dos artigos estão datados. Os que ainda forem publicáveis estarão na edição.

Almanaque do Medo #1

Publicado dia 1º de março de 1991.

Capa de Angelo Stano.

160 páginas

Depois do Grande Esplendor

Roteiro de Tiziano Sclavi com desenhos de Gabriele Pennacchioli, que hoje em dia trabalha como animador. Já trabalhou com a Dreamworks e hoje trabalha na Blur Studios que faz a série Love Death and Robots para a Netflix.

Uma grande luz virá para acabar com o mundo cobrindo tudo com chuva radioativa…Monstros vivem escondidos da humanidade, nascidos do pesadelo atômico querendo ter seu direito a viver.

A adega

Roteiro de Tiziano Sclavi com arte de Corrado Roi

O pequeno Jonas não quer descer pois lá embaixo, sob o alçapão abre-se um poço escuro, cheio de horrores. Um universo paralelo povoado por monstros e tentáculos. Será apenas a imaginação fértil de uma criança?

Almanaque do Medo #2

Publicado em 1º de março de 1992

94 páginas. História completa. Entre os extras está o Manual do Caçador de Fantasmas.

A máscara do diabo

Argumento de Tiziano Sclavi e Roteiro de Claudio Chiaverotti. Desenho de Gabriele Pennacchioli. Capa de Angelo Stano.

Uma máscara é roubada do antiquário Hutton e acaba tornando quem a usa um demônio assassino que Dylan Dog precisa destruir.

Editora Lorentz já foi a Casa de Dylan Dog no Brasil

A Editora Lorentz hoje se denomina a casa de Alvar Mayor, Avrack, Black Death e Loco Sexton, mas em 2017 era a casa de Dylan Dog. Foi através de seu editor, Adriano Lorentz que publicou do próprio bolso três edições em formato italiano de Dylan Dog. Retorno ao Crepúsculo, Manchas Solares e Mater Morbi.

Foi graças à esta iniciativa que Editoras como a própria Mythos, Editora 85, Red Dragon Publisher, entre outras começaram a publicar mais histórias da Bonelli em seu formato original.

Somente em 2019 a Editora voltou ao mercado editorial publicando Alvar Mayor e agora em 2024, a Lorentz retorna a Dylan Dog com um planejamento editorial muito bem definido para voltar a ser mais uma Casa de Dylan Dog no Brasil.

O Retorno do Tex Gigante

No dia 22 de setembro foi realizada uma Live pela Confraria Bonelli em alusão aos 76 anos de Tex no Brasil, que contou com a presença do colecionador João Marin e do editor e sócio proprietário da Mythos, Dorival Vitor Lopes. Ao ser perguntado, Dorival deu a entender que estuda a possibilidade de republicar a coleção Tex Gigante em ordem cronológica.

A notícia se espalhou e por e-mail, Dorival confirmou à Confraria sobre a informação e que está em fase de negociações com a Bonelli. “Queremos iniciar em janeiro e a intenção é que seja bimestral. Formato do Tex Gigante que publicamos atualmente, em papel offset”, ressaltou o Editor da Mythos.

O Tex Speciali, ou Texone (apelidados assim por Tiziano Sclavi), já chegou à 40ª edição na Itália. No Brasil, a edição é conhecida por Tex Gigante e a última edição já está em pré venda pela Mythos. É o Tex Gigante com desenhos de Giusepe Palumbo (Diabolik) com roteiro de Jacopo Rauch, intitulado Montanhas da Sierrita.

A edição surgiu em 1988 nas bancas da Itália. A intenção de Sergio Bonelli era trazer grandes nomes dos quadrinhos para o universo de Tex, oferecendo aos leitores a sua interpretação pessoal do personagem. Bonelli já havia proposto a vários artistas a oportunidade para desenhar Tex, como o belga William Vance (criador de XIII), o espanhol Ruben Pellejero (Corto Maltese) e Nadir Quinto.

Mas foi somente no início dos anos 1980, depois de ser convidado durante um evento, é que o italiano Guido Buzzelli prometeu a Bonelli que desenharia Tex. Inicialmente, Buzelli desenharia uma edição intitulada Tex, O Grande! que então inauguraria o projeto dos Speciale. Mas na época, a intenção era publicar a história na série regular.

Porém, apesar das recomendações da editora, Buzzelli desenhou as 224 páginas fieis aos seu próprio estilo, majestoso e barroco e ao mesmo tempo grotesco. Ou seja, longe do realismo da série regular de Tex. A editora, frente à trabalho tão inovador e fascinante, obrigou-se a encontrar um espaço adequado para a publicação.

Foi então que para festejar os 40 anos de Tex, em junho de 1988 foi lançada a publicação especial Tex, O Grande!. O primeiro Tex Speciale. Vendeu 250 mil edições e a editora decidiu publicar anualmente um novo Speciale. No Brasil, a edição foi publicada pela Editora Globo em setembro do mesmo ano. A Editora publicou apenas quatro edições especiais.

Terra Sem Lei foi a segunda edição italiana do Speciale, com desenhos de Alberto Giolitti com roteiro de Claudio Nizzi. Mas, mesmo com a série pavimentada, foi difícil encontrar nomes que estariam dispostos a encarar as 224 páginas do Tex Especial. Em 1992 foi convidado Jordi Bernet, de Torpedo e Clara da Noite.

Nizzi teve dificuldade em encaixar um roteiro para Bernet, que tinha um estilo longe do habitual de Tex. Mas, em 1996 sai O Homem de Atlanta, esta que foi a primeira edição publicada pela Editora Mythos em março de 1999, dando início à série Tex Gigante que conhecemos hoje.

Vale destacar o Tex Gigante do americano Joe Kubert, O Cavaleiro Solitário, publicado em 2001. O primeiro norte-americano a trabalhar para a série. O convite veio da SAF, então agência internacional da Sergio Bonelli Editore e de Erwin Rustemagic, produtor, distribuidor e agente, retratado na Graphic Novel Fax From Sarajevo, do próprio Kubert.

E também o Especial Capitão Jack, desenhado por Enrique Breccia. O pai, Alberto, havia sido convidado em 1993 mas não teve segmento devido à morte do autor. Bonelli tentou por anos que Breccia fizesse um Tex, mas somente em 2011, quando foi morar na Itália, o desenhista recebeu o convite em um almoço, poucos dias antes do falecimento de Sergio.

Com informações do livro Tex – Mais que um herói, de Mário João Marques, publicado pela editora portuguesa A Seita.

Dois volumes de Saguaro estão em Campanha no Catarse

O selo Lorobuono Fumetti e a Editora 85 estão com campanha no Catarse para o lançamento dos volumes 3 e 4 de Saguaro que contém as edições de 11 a 20 italianas. A Editora 85 pretende publicar a série completa em sete volumes com 484 páginas cada.

Saguaro conta a história do índio Navajo Thorn Kitcheyan, veterano da Guerra do Vietnã que volta à reserva Navajo e encontra seu povo em perigo devido à corruptos proprietários de terra e corporações fazendo seus negócios sujos. Saguaro então se alia ao FBI para poder enfrentar os criminosos da região em uma série de aventuras com muita ação e reflexões acerca da situação dos nativos americanos.

A trama acontece na década de 1970, com os Estados Unidos fragilizados, abalados pela guerra e pela ebulição social que o país vive. O mesmo período é um tempo dramático para os nativos, deixados sozinhos ou atormentados por políticas governamentais injustas. Tudo isso é abordado em Saguaro, série criada por Bruno Enna e graficamente desenvolvida por Alessandro Poli.

Cada volume irá contar com cinco histórias. No volume 3 temos Saguaro #11 – Caçadores e presas, com desenhos de Fabrizio Busticchi e Luana Paesani. Antes de voltar da guerra, transformado no corpo e na alma, Cobra Ray também tinha uma família. Agora que essa família está em perigo, o pior inimigo de Saguaro trama uma maneira cruel, impiedosa e distorcida para convencê-lo a se juntar a ele no rastro de dois assassinos ferozes.

Em Saguaro #12Matem a testemunha!, com desenhos de Luigi Siniscalchi, acompanhamos a história de Miguel Aguilar, uma testemunha ameaçada por Noah Folsom que espalha a ordem de matá-lo para os criminosos, tendo em vista o início do seu julgamento. Saguaro e Kai, encarregados de escoltar a jovem testemunha, enfrentam marginais e assassinos de todo tipo, em uma corrida contra o tempo nos trilhos da Amtrak!

Saguaro #13Sentença de morte, com desenhos de Elisabetta Barletta, temos a continuação da edição anterior, com o início do julgamento de Noah Folsom. Miguel está pronto para testemunhar e Saguaro e Kai para encerrar esse difícil capítulo da vida de todos. A única incógnita parece ser o veredicto do júri, pelo menos até Cobra Ray entrar em ação, embaralhando dramaticamente as cartas na mesa.

Em Fuga na serra, história de Saguaro #14 com desenhos de Italo Mattone, Saguaro é acusado injustamente de homicídio. Acaba ecebendo a ajuda de Júlio Aguilar para cruzar a fronteira do México. Recebido entre os pacíficos rarámuri da Sierra Tarahumara, o nosso herói acaba envolvido numa cruel caçada humana, que o obriga a sair a descoberto e arriscar a vida.

Na última história do volume #3, temos: Entre dois fogos, história da 15ª edição de Saguaro, com desenhos de Marco Fodera. Saguaro decide deixar o México para trás. De volta aos Estados Unidos, enfrenta perigosos traficantes de armas, na esperança de descobrir onde Cobra Ray está escondido. Mas sua fuga é acompanhada passo a passo pelos determinados delegados federais, os US Marshals, que têm a ordem de capturá-lo vivo ou morto!

A primeira história do volume #4 traz a edição de Saguaro #16 – O ninho da águia, com desenhos de Luigi Siniscalchi. Chamado para colaborar na busca aos rebeldes da Rádio Águia Livre, Saguaro se vê envolvido em uma história com implicações inquietantes em que nada é o que parece. A investigação o leva a entender que há algo de podre no Bureau, trazendo à tona dúvidas e questionamentos e revelando que um velho irmão de sangue retornou.

Em Saguaro #17 – Almas perdidas, com desenhos de Fabrizio Busticchi & Luana Paesani, Saguaro é chamado por um ex-companheiro de armas. Vai a uma pequena cidade do Texas para investigar um homicídio e tentar salvar uma casa coletiva dedicada a assistir veteranos do Vietnã. A verdade se esconde nas sombras de uma comunidade em que reina a hipocrisia e que se recusa a cuidar dos próprios filhos.

Saguaro #18 – A tribo do céu, com desenhos de Marco Fodera leva Saguaro a Nova York. Thorn viaja à Grande Maçã para ajudar os colegas federais em um caso difícil que envolve nativos americanos. Agindo como infiltrado entre os trabalhadores da construção de alguns arranha-céus, Saguaro descobre que tudo se liga a um velho conhecido.

Saguaro #19 – FBI Academy, com desenhos de Davide Furnò e Paolo Armitano mostra Saguaro atuando como instrutor temporário na Academia Federal de Quântico. Treina alguns agentes nativo americanos muito promissores, mas acaba se envolvendo na investigação de um assassinato inexplicável, que o leva a caçar um de seus alunos e descobrir que nem tudo dentro do FBI é o que parece.

E na última edição do volume #4, Saguaro #20 – O homem de areia, com desenhos de Fabio Valdambrini, Saguaro e Kai se envolvem na busca por um jornalista que desapareceu enquanto caçava um ex-criminoso nazista. As investigações os levam ao Novo México, na região do deserto de White Sands, onde os vestígios do desaparecido parecem se dissolver passo a passo, como pegadas na areia.

A campanha no Catarse vai até dia 6 de outubro e você pode adquirir os volumes anteriores apoiando determinados combos. Para apoiar basta acessar: https://www.catarse.me/sg3e4

Volume 3 de Nathan Never está em campanha pela Futuro

Em abril a Editora Futuro lançou Nathan Never vol.2 com as edições italianas #4, #5 e #6 e neste mês está no ar a campanha no Catarse para a publicação do volume 3. A campanha vai até dia 30 de setembro e traz as edições #7, #8 e #9. O volume #1 foi publicado pela Editora Graphite em 2020, por isso a Futuro preferiu publicar neste momento as edições seguintes, já que foi muito recente.

Vol.2 – Futuro

Seguindo o mesmo projeto gráfico da Graphite, com a diferença de ser em capa cartão e em papel off-set, a Futuro planeja seguir publicando Nathan Never pelo Catarse. A primeira campanha não conseguiu bater a meta, mesmo assim as edições foram impressas e entregues aos apoiadores. E a campanha atual já superou o número de apoiadores da primeira.

Vol. 3 – Futuro

As edições de Nathan Never da Futuro são baseadas nas edições italianas de Nathan Never Grande Ristampa, de 2009 e contam com a tradução de Paulo Guanaes e letras de Lilian Mitsunaga. O volume 3 terá 296 páginas mais as capas originais.

Nathan Never é o primeiro título de ficção científica da Sergio Bonelli Editore. Criado em 1991 por Antonio Serra, Michele Medda e Bepi Vigna. Nathan faz parte da Agência Alfa, uma das agências particulares que combatem o crime neste futuro semi-distópico. Nathan é uma mistura de alta ficção científica, gênero noir, crimes urbanos e de clássicos do cinema como Blade Runner e Alien.

Página de A Zona Proibida.

No segundo volume da Futuro que está em campanha no Catarse, a primeira história é “A Zona Proibida”, uma aventura ao estilo de “Fuga de Nova York”, de John Carpenter. Conta com roteiro de Antonio Serra e desenhos de Nicola Mari. Nela, Kal Skotos sequestra os passageiros de uma nave, o doutor Alan Byrne e a jovem June, e os transporta para a Ilha do Inferno, cujo acesso é proibido devido a um vírus perigoso que infectou seus habitantes, tornando-os monstros mutantes. Nathan Never recebe a missão de libertar os dois prisioneiros e trazê-los de volta dentro de 48 horas, antes de ele próprio ser infectado. O Agente Alfa consegue libertar Byrne e June, graças ao alarme criado entre os homens de Skotos por um misterioso grupo de homens uniformizados de preto e bem armados…

Fuga de Nova York (1981) – John Carpenter

Na segunda história, “Os Homens-Sombra”, com roteiro de Antonio Serra e desenhos de Nicola Mari, é uma continuação direta da aventura anterior. Nathan Never consegue escapar dos homens da Irmandade Sombra com a ajuda de uma comunidade de “crianças-homens” liderada por Bill e Sony. Mas, para escapar dos capangas de Skotos e dos misteriosos Homens-Sombra e ainda levar a um lugar seguro Byrne e June (que começa a sentir uma doença inexplicável), Nathan ainda terá que enfrentar o terrível Big Sam

E na terceira história da edição, “Os olhos de um Estranho”, com roteiro de Michele Medda com arte de Stefano Casini, Nathan investiga quem matou Hannah Owens, uma mulher solitária e introvertida com uma vida aparentemente normal. A investigação é solicitada pela única amiga da vítima, Lucy Vega. Durante a investigação, Nathan descobre, com a ajuda de Sigmund Baginov, que outras três mulheres solteiras como Hannah foram mortas de forma semelhante. Ao revistar o apartamento de Hannah, Nathan é surpreendido por um indivíduo misterioso e na pressa de escapar, o estranho perde uma fita de vídeo.

Esta história é repleta de referências, em especial a Blade Runner. A trama é inspirada nas canções melancólicas da americana Suzanne Vega, famosa pela canção “Luka”. É daí que vem o nome de Lucy Vega, contratante de Nathan.

O personagem Manny Gray é semelhante em aparência a J. F. Sebastian, também conhecido como John R. Isidore, de “Blade Runner”.

Na página 41, Nathan tem um dos muitos encontros com um símbolo constante em suas histórias: o unicórnio (que também é elemento recorrente em “Blade Runner”).

Na página 69, Amanda seca o cabelo com um capacete semelhante ao usado por Zhora em “Blade Runner”.

As edições #7 e #8 já foram publicadas no Brasil pela Editora Globo em 1992 e a edição #9 foi publicada pela Editora Mythos em 2018.

Para apoiar a campanha da Futuro basta acessar o link: https://www.catarse.me/nn_vol3?ref=user_contributed

 

 

Mythos prepara Dylan Dog Omnibus #2 para Dezembro

Esta semana muito se falou sobre a Editora Mythos e buscando colher mais informações acabou surgindo uma excelente novidade. Por e-mail o Editor e sócio da Mythos, Dorival Vitor Lopes revelou que a editora já está preparando o segundo volume de Dylan Dog Omnibus para dezembro.

Dorival Vitor Lopes. Foto: texwillerblog.com

“Estamos firmes e fortes e já trabalhando no plano editorial do próximo ano. E nosso projeto mais imediato é fazer nossas vendas crescerem e preparar o Dylan Dog Omnibus nr. 2 para dezembro”, revelou Dorival.

O primeiro volume, lançado em agosto, superou as expectativas de vendas da editora que precisou fazer mais de uma tiragem para dar conta dos pedidos em pré-venda. Com 604 páginas, a edição traz as seis primeiras edições do Investigador do Pesadelo, todas com roteiro do criador do personagem, Tiziano Sclavi e desenhos de Angelo Stano, Corrado Roi, Gustavo Trigo, Montanari & Grassani, entre outros.

Todas as seis edições já haviam sido publicadas pela Editora Record no início da década de 1990 e a primeira, “O Despertar dos Mortos Vivos” foi publicada pela Editora Conrad em 2001.

E para o próximo Omnibus teremos as seguintes histórias:

Dylan Dog #7 – A Zona do Crepúsculo, com roteiro de Tiziano Sclavi e desenhos de Montanari & Grassani. A vida flui em Inverary, lenta e lamacenta como a água do pântano. Mabel Carpenter (referência a John Carpenter) experimenta uma angústia silenciosa enquanto os dias seguem preguiçosamente… Será sempre assim? Vai ser desse jeito todos os dias? Há algo estranho na neblina do lugar. Qual é o segredo que o Doutor Hicks esconde? Por que ninguém nasce e ninguém morre na eterna quietude de Inverary? Muitas perguntas certo? Somente o Dylan pra desvendar tudo.

Dylan Dog #8 – O Retorno do Monstro, roteiro de Tiziano Sclavi com arte de Luigi Piccatto. Leonora Steele é cega, mas pode ver com os olhos da memória. A morte chegou perto dela há muitos anos, quando sua família foi assassinada por um louco. Agora este monstro voltou! Damien, o gigante assassino fugiu do manicômio para matar Leonora e o único que pode impedi-lo é Dylan Dog. Esta edição também foi publicada pela Conrad em 2001.

Dylan Dog #9 – Alfa e Omega. Roteiro de Sclavi com desenhos de Corrado Roi. A noite se ilumina e um objeto estranho despenca do espaço. A jovem Amy Irving encontra uma força alienígena com um poder incrível: o poder de se moldar em formas infinitas. Os mistérios de todo o cosmos se abrem diante de Dylan Dog. Qual é o propósito secreto da criatura? Por que ele escolheu a Terra? E por que ele quer um filho com Amy? Eeeeepa!! Uma das primeiras e brilhantes histórias de Sclavi que tratam de ufologia.

Dylan Dog #10 – Através do Espelho. Roteiro de Sclavi com desenhos de Giampiero Casertano.

Aditrevid é etrom A… Sim, às vezes é preciso ler o livro do Destino de trás para frente para entender a trama. Uma cadeia de mortes sem explicação e sem culpados, monstros infernais que saem dos espelhos, portas abertas para outros mundos. Tudo começa na casa de Rowena durante um baile de máscaras, um baile em que ninguém é o que parece ser…

Dylan Dog #11 – Diabolô O Grande. Roteiro de Sclavi com arte de Luca Dell’Uomo.

Com um movimento ágil dos dedos, um manequim, sangue falso… e o voilá, o truque está feito! No espetáculo de Diabolô, a morte é encenada como uma ilusão perfeita, mas, na vida real, ninguém vê o truque… porque não existe! Um serial killer se move nos bastidores da magia e um caso difícil está no caminho de Dylan Dog: ele deve enfrentar todos os truques de mágica de uma mente perturbada.

Dylan Dog #12 – Killer! Roteiro de Tiziano Sclavi com desenho de Montanari & Grassani.

“Cão!” é a única palavra que escapa entre os lábios do assassino. O que isso significa? Um gigante invulnerável assola as ruas de Londres, matando com a frieza de uma máquina e ninguém consegue detê-lo. Sua força vem de uma antiga profecia, sua mente vazia tem um único propósito: Matar Sarah Connor! Não… semear a destruição, apenas. Adivinhem quem se coloca no caminho deste… Exterminador e quase acaba se dando mal? Dylan Dog!

Esta edição foi publicada pela Mythos em 2003 em Dylan Dog #6.

Aproveitando fica a dica de capa para o segundo volume com uma belíssima arte de Bruno Brindisi!

Para adquirir o primeiro volume você pode acessar: https://www.lojamythos.com.br/hq-s/pre-venda-dylan-dog-omnibus-vol-01-julho2024

E acompanhe também nossas matérias especiais sobre as edições do primeiro Omnibus de Dylan Dog:

O Despertar dos Mortos Vivos

Jack, O Estripador

As Noites de Lua Cheia

O Fantasma de Anna Never

Os Matadores

A Beleza do Demônio

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