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Quem eram os Justiceiros de Vegas?

Será publicado pela Panini Comics ainda este mês de novembro o primeiro volume da Biblioteca Tex: Os Justiceiros de Vegas. A edição, escrita por Mauro Boselli, com desenhos e capa de Corrado Mastantuono, terá 224 páginas coloridas pela GFB Comics. Terá o mesmo formato das edições da Salvat e virá no preço de R$ 84,00.

Na trama, Tex e seus pards descobrem alguns bandidos que foram enforcados em Vegas, mas as contas não batem quando ele percebe que a mesma gangue havia assaltado uma diligência depois de dados como mortos. Para esclarecer a situação, os pards devem enfrentar Hoodoo Brown e Dave Mather, respectivamente prefeito e xerife da cidade, aparentemente, livre de crimes.

Hoodoo e Mather são personagens reais, que fizeram história no velho oeste americano e é deles que vamos falar hoje. Os Justiceiros de Vegas.

Dave Mather, mais conhecido como “Mysterious Dave”

 Homem misterioso em vida e também na morte. Cruzou a linha entre homem da lei e fora-da-lei diversas vezes, porém deixou poucos documentos confiáveis para descobrirmos com certeza como foi sua vida.

O que se sabe é que Mather (à esquerda) nasceu no nordeste dos Estados Unidos em 1851, seus pais morreram quando ele tinha 16 anos, obrigando ele e seu irmão, Josiah a se mudarem para o oeste. Em 1873, supostamente roubava gado com Dave Rudabaugh antes de fugir do estado do Arkansas. Se envolveu também na caça de búfalos. Em 1878 vendeu barras de ouro falsas para cidadãos ingênuos em Mobeetie, Texas. Na época, seu parceiro de crime, segundo alguns, era a futura lenda Wyatt Earp.

Não existe registro fotográfico de Hoodoo Brown, porém em 2005, Hoodoo apareceu no game Gun. Usando o mesmo nome e as feições do personagem real, aqui, Hoodoo era prefeito da cidade fictícia de Empire City, Novo México.

Hoodoo Brown

Hoodoo foi considerado o cowboy mais malvado de todos por Harold Thatcher, curador do Rough Rider Museum em Las Vegas. Alto, magro e com bigode fino, não há registro fotográfico. Seu nome original era Hyman G. Neil, natural de Lexington, Missouri. Seu pai tinha vindo para Lexington do Condado de Lee, Virgínia, na década de 1830, advogado, ingressou na Confederação quando a Guerra Civil Americana começou, porém, decidiu não negar seu juramento de apoiar a Constituição e acabou ingressando na União. Por causa dessa decisão, ele e sua família se mudaram para Warrensburg, Missouri após a Guerra.

Hoodoo saiu de casa ainda adolescente e em 1872 caçava bisões e transportava madeira. Era conhecido por ser um jogador e trapaceiro. No Colorado trabalhou em minas de prata com um amigo e juntos montaram uma companhia de ópera no México.

 

A Gangue de Dodge City

Mather mudou-se para Las Vegas e encontrou trabalho como vice xerife. Sua reputação como pistoleiro começou nessa época, quando se envolveu em um tiroteio em 22 de janeiro de 1880. Ele e seu chefe, Xerife Joe Carson se envolveram em um tiroteio com quatro homens no Variety Hall de Close & Patterson, na Rua Principal. Carson foi morto, Mather matou William Randall e feriu gravemente James West. Ele também feriu Thomas Jefferson House e John Dorsey, mas os ferimentos foram leves e eles fugiram do local. Devido a esse acontecimento, Mather foi promovido à xerife.

Ao chegar em Las Vegas, Hoodoo descobriu que estava desenvolvendo uma reputação em um lugar sem lei, cheio de foragidos, trapaceiros, assassinos e ladrões. Seu descontentamento levou à sua eleição como Juiz de Paz de Las Vegas. Serviu também como legista e prefeito da cidade e recrutou vários ex-atiradores do Kansas para formar uma força policial. Porém este grupo era pior do que os criminosos da cidade. Chamada de “Dodge City Gang” (imagem acima), a gangue incluía o xerife da cidade, Mysterious Dave Mather, Joe Carson, “Dutchy” Schunderberger e Dave Rudabaugh.

Foi nesta época que Boselli resolveu contar a história do encontro entre estes personagens reais e os nossos heróis.

De 1879 a 1880, a Gangue de Dodge City roubava diligências e trens, realizava assassinatos, furtos e corrupção municipal. Hoodoo era o prefeito e a gangue foi oficializada como Júri. Eles mesmos determinavam se as mortes eram ou não em legítima defesa. Com isso, Hoddoo conseguiu encobrir a maioria dos crimes da gangue.

Em fevereiro de 1880, os dois homens que sobreviveram no tiroteio no Variety Hall, House e Dorsey foram capturados. Sob a supervisão de Mather, uma turba de linchadores os tirou da prisão junto ao colega pistoleiro James West e os enforcou. No mês seguinte, houve dois assassinatos no mesmo dia e o público começou a suspeitar que Mather tinha ligações com o chefe da máfia da cidade. Mather renunciou ao cargo de xerife em 3 de março de 1880.

Rivalidade em Dodge City

Mather foi substituído como xerife por Tom Nixon, iniciando uma rivalidade entre os dois. Que piorou quando foi aprovada a “Portaria nº 83”, que proibia salões de dança em Dodge City. A lei foi aplicada contra o Opera House, impedindo dança no saloon, cujo dono era Mather, mas não contra o Lady Gay Saloon, de Nixon. Mather iniciou uma guerra de preços de cerveja. Cobrava apenas 5 centavos o copo, metade do preço de seus concorrentes.

Nixon e os outros proprietários de bares em Dodge City pressionaram os atacadistas de cerveja a cortar o fornecimento de Mather. A rivalidade resultou em um tiroteio no dia 18 de julho de 1884, quando Nixon atirou em Mather, mas apenas o feriu levemente. Nixon pagou fiança sob acusação de tentativa de homicídio.

Três dias depois, Mather e Nixon entraram em outro confronto e Mather atirou e matou Nixon. O caso de Mather foi enviado a julgamento que durou apenas três dias. O júri deliberou apenas sete minutos antes de declarar Mather inocente. O jornal Kinsley Mercury escreveu que “o veredito foi adequado, pois o peso do depoimento mostrou que Nixon foi o agressor na contenda e que Mather tinha justificativa para o tiroteio”. O Dodge City Times observou que “a leitura do veredito, pelo tribunal, foi interrompida por manifestações de aprovação da audiência”.

Após a absolvição, Josiah, o irmão de Mather o encontrou. Eles estavam no Junction Saloon em Dodge City jogando cartas com David Barnes. Após uma discussão e tiroteio Barnes foi morto. O xerife Pat Sughure prendeu os dois irmãos.

Um exame preliminar para os irmãos foi realizado em Dodge City 12 dias depois, em 22 de maio. Os dois irmãos foram presos para julgamento sem fiança. Imediatamente, eles solicitaram habeas corpus. Em 2 de junho de 1885, o juiz Strang permitiu que os réus pagassem uma fiança de $ 3.000 e eles foram libertados. Seus advogados adiaram seus casos até o termo do tribunal em dezembro de 1885. Os dois réus saíram sob fiança e nunca foram julgados.

As mortes de Hoodoo e Mather

Cansados da corrupção de Hoodoo, foi organizada uma equipe de vigilantes para derrubar o prefeito. Hoodoo não foi morto mas sim expulso do estado. Um dos delegados de Hoodoo havia sido morto dois meses antes e a viúva, ao ir fazer a exumação do corpo do marido para transferi-lo para Houston descobriu que Hoodoo estava preso. Ela visitou Hoodoo na prisão e o jornal local relatou que “o encontro entre os dois foi um tanto mais afetuoso do que seria de se esperar dado às circunstâncias”. Hoodoo estava preso por assassinato e roubo e contratou dois advogados locais. Foi libertado e nem ele nem a viúva foram mais vistos.

Hoodoo morreu em Torreón, no México e deixou esposa e um filho. Seus irmãos levaram seus restos mortais para Lexington e ele foi enterrado lá com o nome de Henry G. Neil.

Já Mather (à esquerda) se tornou xerife da cidade de New Kiowa, Kansas e o último registro dele foi em 1885, onde retirou $ 300 dólares para ajudar um amigo, Dave Black, acusado de assassinar um soldado. Ele fugiu de New Kiowa ao ouvir rumores de que a Companhia do Soldado poderia vir atrás dele por defender o assassino de seu companheiro.

Em 1902, a revista Everybody’s Magazine afirmou que Mather havia se alistado na Polícia Montada Real Canadense (RCMP) onde trabalhou até 1922, fato negado pela Polícia Montada. Seu irmão Josiah disse que Mather foi morto por Moonshiners no Tennessee, porém este relato é contraditório pois Josiah contou aos filhos que ele nunca mais viu ou ouviu falar do irmão após o incidente com Barnes em Dodge City.

Por fim, o “Mysterious Dave” teve um fim misterioso em uma vida conturbada, porém cheia de histórias incríveis.

Não deixe de vê-lo e também Hoodoo Brown na Biblioteca Tex: Os Justiceiros de Vegas.

 

Imagem da Capa da edição retirada do site Tex Willer Blog.

Fonte informações: PeoplePill

72 Anos de Tex Willer e a Arte de Fred Macêdo

Há 72 anos, no dia 30 de setembro de 1948 foi publicada a primeira história de Tex. Chamava-se Il Totem Misterioso (O Totem Misterioso). Com o balão “Por todos os diabos, será que ainda estão nas minhas costas?”, começava a saga de um dos mais famosos cowboys dos quadrinhos.

Nesse dia especial, gostaríamos de fazer uma dupla homenagem: 1) comemorar essa data de 72 anos de vida editorial do nosso querido Ranger do Texas e 2) reverenciar a arte de um artista, fã e colecionador de Tex: Fred Macedo, já famoso entre nós pela sua “Divina Ceia Texiana”, feita em 2008 para comemorar os 60 anos do personagem.

Divina Ceia Texiana: Nat Mac Kennet, Gros-Jean, General Davis, Jim Brandon, Cochise e Montales à esquerda. Pat, El Morisco, Tom Devlin, Kit Willer, Jack Tigre e Kit Carson à direita. Tex Willer ao centro.

Pedro Mauro, Desenhista Brasileiro da Bonelli, Comemora 50 Anos de Carreira Com Lançamento de um Livro

Por: Ricardo Elesbão Alves (Confraria Bonelli) e Renato Frigo (Colecionadores de HQs)

Em 1970 vivíamos anos de chumbo no Brasil da Ditadura Militar. As bancas de revistas eram repletas de gibis de cowboys pasteurizados, desenhados com traços limpos e atitudes pudicas, derivados de “Faroestes B” dos cinemas e das séries pueris da TV, aqui difundidas desde a década de 1950.

Então, de repente, surgiu um menino, Pedro Mauro, com seus faroestes estampando aventuras e cenários realistas, rudes e poeirentos, com personagens sujos e sarcásticos, mocinhas lindas com jeito de hippie. E mexicanos, muitos mexicanos. Tal qual nos filmes Spaghetti Western que tomava as salas de cinema naqueles anos, formando uma nova legião de público. Pancho foi o herói apresentado por Pedro Mauro. Na verdade, um anti-herói, porque não se importava em ser bom nem justo. Mas apreciava uma vingança e não tolerava hipocrisia. Filosofia dos protagonistas dos demais bangue-bangues do artista.

A “poesia” nas cores e arte de Sergio Tisselli

Lamentavelmente a nona arte perdeu hoje um mago dos pincéis, aquele que emprestava as cores de suas aquarelas, verdadeiras pinturas, aos quadrinhos. Capaz de se deslocar dos Apeninos ao velho oeste americano, contava habilmente as grandes aventuras e as pequenas histórias. Nos deixou nesse dia 14 de abril de 2020, aos 63 anos, o desenhista e ilustrador italiano Sergio Tisselli. Bolonhês, nascido em 24 de janeiro de 1957, como muitos dos grandes artistas dos quadrinhos, dedicou parte de seu tempo aos personagens da Sergio Bonelli Editore. No final dos anos 90, com Lucio Filippucci, criou capas de Martin Mystère, o que  parecia ser o prelúdio para seu desembarque nas páginas de Dylan Dog, mas não se sentiu confortável com o Detetive do Pesadelo. Foi então que, com uma história de Pasquale Ruju, estreou oficialmente na Editora com Tex.

È morto il disegnatore e illustratore Sergio Tisselli - Fumettologica

Quarentena da criatividade: O deserto também produz flores

TEXTO: Aline Ferreira Antunes

Aline Ferreira Antunes

Convidada pela Confraria Bonelli à escrever para o seu site, optei, em tempos de quarentena, por relatar minhas pesquisas com as revistas Tex, do início.

Sou formada em História pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e, portanto, minha leitura e minha escrita é acadêmica. Meu primeiro contato com Tex data da infância e juventude quando lia as revistas somente para divertimento. Foi com o ingresso na universidade que passei a olhar com outros interesses para as aventuras do ranger mais famoso e mais duradouro dos quadrinhos dedicados à temática western.

O Bibliotecário de Tex no Brasil

Tex Willer é um dos personagens em publicação mais longevo na história dos quadrinhos mundiais. No Brasil é publicado ininterruptamente desde 1971 em formato revista e apareceu pela primeira vez na Revista Júnior nº 28 em formato de tiras em talão de cheque. Na época se chamava Texas Kid.

Tex – L’Inesorabile : O Tex Gigante de Claudio Villa

Após o lançamento de três edições limitadas, a Sergio Bonelli Editore anunciou a versão popular do Texone Especial de Cláudio Villa. Aqui no Brasil a edição é publicada em Tex Gigante. Tex – L’Inesorabile (Tex – O Implacável, em tradução livre) será a 35ª edição de Tex Especial, chamado carinhosamente de Texone, a ser lançada dia 22 de fevereiro, com 240 páginas, roteiro de Mauro Boselli e os desenhos e capa de Claudio Villa.

A história fala dos três irmãos Logan, nascidos de mães diferentes, mas todos igualmente perigosos. De Tucson aos desertos do México, entre os bandidos de Harry, os Mescaleros de Simon e os bandidos mexicanos de Manuel, Tex caça os irmãos para vingar a morte de seus amigos.

Tex ganha nova coleção de miniaturas na Itália

Em mais uma novidade pelos setenta anos de Tex, a Sergio Bonelli Editore anunciou uma nova coleção de miniaturas do herói, seus pards e personagens importantes de sua saga.

Histórias de Tex por gênero: Passado de Tex e seus Pards

Antes de começar aperte o Play nesta trilha de Red Dead Redemption e animar a leitura:

Olá a todos!

Vamos para mais um compilado de ótimas histórias de Tex por gênero. Desta vez vamos destacar algumas das principais edições do Tex Mensal que falam de seu passado e de seus companheiros.

Histórias de Tex por gênero: CIDADES

Olá Pards! Inicio aqui uma série muito difícil de se fazer e impossível de dar a certeza de qual a melhor história de Tex. Porque no fim, a melhor história de Tex é aquela que marca o leitor, que faz ele se apegar ao herói e na vasta carreira de Tex, com 70 anos de publicação, é impossível gostar de apenas uma.

Para nos divertirmos um pouco então, relaciono aqui por gênero algumas das melhores histórias do herói publicadas na série mensal, com o tema: Cidades.

As aventuras de Tex acontecem geralmente no Oeste Selvagem. Uma vida bruta, onde Tex e seus pards enfrentam vários perigos. Naquele tempo, algumas grandes cidades já haviam se estabelecido e crescido bastante, atraindo todo o tipo de bandidos, políticos corruptos, gangues e pessoas inescrupulosas. As cidades mais visitadas por Tex eram San Francisco, Nova Orleans e Washington.

Fiquem atentos que as histórias estão relacionadas pelo original italiano, já que tirei esta lista do site http://texwiller.forumcommunity.net/, mas deixei ao lado de cada uma onde as histórias saíram no Brasil pela primeira vez. Veja também a confusão de algumas capas que as editoras fizeram ao longo dos anos.

Vamos lá!

Tex n. 062 – Squali (Tubarões)

No Brasil a história saiu em Tex n.19 – A Cidade Sem Lei (Editora Vecchi)

Roteiro de Gianluigi Bonelli e arte de Aurelio Gallepini. Capa também de Gallepini.

Durante a corrida do ouro na Califórnia, as cidades cresceram desordenadamente, abrigando gente de todas as espécies. Refém nas mãos de bandidos inescrupulosos e na inoperância das autoridades locais, a cidade de San Francisco precisa de ajuda para fazer vigorar a lei.

O comando dos Rangers então designa Tex e Kit Carson para fazer uma tremenda limpeza na cidade, do jeito que o velho Bonelli gostava, com muitos socos, pontapés e uma chuva de chumbo grosso! Hogan e Colbert são os principais vilões desta edição, líderes de facções opostas e sanguinários. Hogan é o primeiro a ir para o inferno, quando explode uma caixa de dinamite enquanto o vilão tentava escapar do fogo. Esta história foi publicada originalmente em 1964 na série do Tex em Talão de Tiras n. 12, com o título “La Cittá senza legge” (A cidade sem lei).

 Tex n. 072 – New Orleans (Nova Orleans)

No Brasil foi publicada originalmente em Tex n. 14 – O Tesouro do Pirata (Editora Vecchi)

Roteiro de Gianluigi Bonelli e arte de Aurelio Galleppini e Francesco Gampa. Capa de Galleppini.

Esta já não tem tanta ação quanto a aventura citada anteriormente em San Francisco, mas remete bastante aos antigos filmes de faroeste.

Nesta história, Tex e Kit estão viajando em um clássico barco a vapor e acabam se metendo em uma trama de conspiração entre bandidos que estão em busca de um tesouro escondido. Nesta edição Tex aparece com roupas íntimas, algo que não se vê frequentemente. Nesta história Carson acaba se envolvendo com uma bela mulher, do jeito que gosta.

 

 

 

 

Tex n. 110 – Chinatown

Publicado no Brasil na edição n. 085 – A Volta doDragão (Editora Vecchi)

Roteiro de Gianluigi Bonelli e desenhos de Guglielmo Letteri. Capa de Aurelio Galleppini

Entre salões esfumaçados de Texas City, Tex e seus amigos vão até lá para investigar o assassinato do companheiro ranger, Fred Bolton e descobrem que a cidade portuária caiu nas mãos da gangue oriental do Dragão Negro que está traficando ópio, caso que Bolton estava investigando.

Tex começa interrogando a encantadora Jane Brent. A partir deste momento os chineses tentam acabar com os pards de todos os jeitos: Esforço desperdiçado! Tex contrata uma gangue e juntos reduzem os salões dos narcotraficantes a escombros.

Nas sombras, o grande vilão da história, o Dragão, permanece em segredo até que um pequeno detalhe acaba por revelar a identidade do inimigo para Tex. Era Jane, para a tristeza de Carson que naquela altura já estava enamorado pela bela (como sempre). Não é explicado como ela acaba se tornando chefe do submundo da cidade, e a garota quase consegue derrotar Tex, porém seu destino é cruel. Roteiro genial de G. L. Bonelli.

 

O desenho da capa original saiu na edição 86 da Vecchi

 

Tex n. 154 – San Francisco

Publicada no Brasil na edição 98 – San Francisco / e 99 – Luta no Mar (Editora Vecchi)

Roteiro de Gianluigi Bonelli. Desenhos e capa de Aurelio Galleppini

Tex e seus pards retornam a San Francisco para reencontrar um velho amigo, Tom Devlin e acabam entrando em uma aventura de vingança, tiroteio e perseguições. Tex encontra um irmão de Johnny Devine, Diamond Jim, o braço direito de Shangai Kelly que dominava o crime na cidade e que Tex já havia derrotado.

Diamond Jim então procura vingança e ordena o rapto de Kit Willer, o colocando em um veleiro com o objetivo de abandoná-lo em uma ilha perdida no Pacífico. O capitão Drake, conhecido como Barba Negra é encarregado do trabalho mesmo sem saber com quem está lidando.

Na edição seguinte, Luta no Mar, Tex parte em resgate de seu filho em uma grande aventura marítima. Bonelli faz com que Tex chegue a sua plenitude, atuando com um verdadeiro justiceiro que não recua perante nada em busca de seu filho.

Em tempo, o roteirista ainda constrói Barba Negra, um personagem fascinante, fugindo um pouco dos estereótipos dos vilões Bonellianos. Galep dá show na construção das embarcaçoes e cenas marítimas. Ponto muito alto na carreira de Tex, G. L. Bonelli e Galep.

 

 

 

 

Tex n. 172 – Il laccio nero (O laço negro)

No Brasil edição n. 115 – Chinatown (Editora Vecchi)

Roteiro de Gianluigi Bonelli e arte de Gugliemo Letteri. Capa de Aurelio Galleppini.

Mais uma vez em San Francisco, pequenas meninas chinesas, tiradas de suas aldeias nativas à força, são levadas como escravas para Chinatown onde são vendidas. Quem investiga este tráfico sujo acaba morto estrangulado por um laço de seda preto. Uma destas tentativas de homicídio é presenciada por Tex, Carson, Kit, Tigre e Tom Devlin, que conseguem evitar.

Depois disso, a investigação leva nossos heróis ao  salão de jogos Tong, dirigido pela atriz Ah-Toy, mais conhecida como A Filha do Dragão e seus dois cúmplices sombrios, Lao Tan, chamado Garra Negra e o fabricante de biscoitos, Wong Ha Gum. Mas com Tex chegando na cidade, os criminosos chineses se ouriçam e imediatamente começam a tecer planos para acabar com nosso herói. Após falhar já na primeira tentativa, Tex e seus pards mais uma vez e com a delicadeza habitual, levam ao colapso a organização criminosa.

A capa de Tex Coleção ficou muito mais detalhada que a original.

Esta é uma das aventuras de G. L. Bonelli mais queridas dos fãs de Tex. E uma das melhores do herói em cidades. Bonelli e Letteri no auge. Entre vários confrontos nesta aventura, o mais emblemático é o entre a justiça dos homens e a justiça das leis. Tex sempre com sua conduta e ação guiada pelos valores da honra e lealdade, a verdadeira justiça. E Tom Devlin limitado por uma justiça de tribunais e leis. O tema de tráfico de jovens é ainda atual, Bonelli traz este tema e reforça com a diferença entre a cultura ocidental e a oriental.

Tex n. 220 – Il complotto (O complô)

Publicado no Brasil no Almanaque Tex 11 com o título – Complô em Washington (Editora Mythos)

Roteiro de Guido Nolitta e Gianluigi Bonelli e desenhos de Erio Nicoló e Guglielmo Letteri. Capa de Aurelio Galleppini

Tex vai a Washington encontrar Ely Parker e assim conseguir garantias para as fronteiras da reserva Navajo e acaba se deparando com um atentando ao candidato à presidência Hayes, um político honesto que arruma alguns inimigos. Tex e Carson são capturados e presos no porão do navio.

Após conseguirem escapar, desmantelam a conspiração e derrotam os vilões. Letteri, o grande especialista em desenhar cidades faz um belíssimo trabalho.

A primeira parte da trama é emocionante, porém depois da metade as expectativas não se mantém e a história é concluída abruptamente.

 

 

Tex n. 230 – Il Clan dei Cubani (O clã Cubano)

Publicado no Brasil na edição 147 – O Clã dos Cubanos (Editora Vecchi)

Roteiro de Gianluigi Bonelli. Desenhos de Fernando Fusco e capa de Aurelio Galleppini.

A aventura começa em um barco no Mississippi onde os quatro pards dão uma dura lição em um grupo de jogadores. Depois da surra, acabam descobrindo que Nova Orleans está nas mãos de uma gangue criminosa cubana chamada Máscara de Ferro. Liderada pelo sudanês Hanubi, a gangue faz uma parceria com o clã cubano. Misturando voodoo e outros artifícios, os bandidos começam a ameaçar e chantagear os ricos da cidade, usando cobras e dardos venenosos.

O xerife Nat Mac Kennet dá carta branca para Tex acabar com a organização. A Máscara de Ferro coloca uma recompensa de cinco mil dólares para quem acabar com Tex e seus pards que ao chegarem já começam a prejudicar os planos dos vilões até chegarem ao líder da Máscara de Ferro. Uma das últimas grandes aventuras de Gianluigi Bonelli, com destaque aos diálogos perfeitos. A trama segue parecida à de “O laço negro”. Os quatro pards em grande forma e a presença muito original de Lola Fuente com os belos traços de Fusco.

Tex n. 323 – La città corrotta (A cidade corrompida)

Publicada no Brasil em Tex – Edição Especial Colorida n.2 – A Cidade Corrompida (Globo)

Roteiro de Gianluigi Bonelli e desenhos de Fabio Civitelli. Capa original de Aurelio Galleppini e pintura de Sergio Zaniboni na edição brasileira.

Tex e Carson chegam mais uma vez em Nova Orleans a pedido do xerife Nat Mac Kenneth para investigar denúncias sobre um bando que está extorquindo dinheiro de comerciantes e donos de barcos, a River Band. Liderada por Evil Rod Rever, jogador e dono de um pequeno barco, o Florida. Rever e sua gangue são protegidos por uma rede de silêncio, onde conseguem agir sem sofrer qualquer denúncia, dificultando o trabalho de Mac Kenneth em prendê-lo.

Com a vinda dos pards o jogo muda e o império de Rever afunda junto com seu barco que Tex e Carson explodem com dinamite! Nova Orleans respira o ar puro novamente.

Civitelli conta uma história que em uma manhã, Giovanni Luigi Bonelli entra na redação da via Buonarroti e diz a Decio Canzio que preparou um novo roteiro. O enredo da história? O pai do ranger responde com diversão: “Tex chega e explode tudo!”. Era o roteiro de Cidade Corrompida.

Esta história foi uma das últimas de Bonelli, uma edição literalmente explosiva em suas 110 páginas, das quais 30 foram escritas por Tiziano Sclavi (criador de Dylan Dog). Civitelli recria muito precisamente as ruas de Nova Orleans a partir de inúmeras ilustrações do período. A área portuária com seus barcos a vapor característicos, os monumentos históricos… Mas seu Tex ainda estava evoluindo, sem uma identidade precisa, mas seu rosto é afiado e duro, combinando perfeitamente com o enredo violento desta história.

Tex n. 325 – La morte scende dal cielo (A morte desce do céu)

No Brasil foi publicado em Tex n.232 – Asas da Morte (Editora Globo)

Roteiro de Claudio Nizzi e desenhos de Guglielmo Letteri. Capa de Aurelio Galleppini.

Em Washington, os falcões Li-Wang comandados pelo falcoeiro Koo, espalham a morte. Tex e Carson se livram da aves de rapina com tiros de revólver e perseguem Koo pelos telhados da cidade.

Koo acaba caindo de um telhado e preso. Depois é usado como isca para atrair o advogado Rafferty que tem envolvimento com o senador Russell, a alma negra por traz da especulação ferroviária no Arizona.

Mais uma aventura onde Tex se envolve com tramas políticas em Washington.

 

 

Tex n. 331 – Nelle paludi della Louisiana (Nos pântanos da Louisiana)

Publicado no Brasil em Tex n. 239 – Nos Pântanos da Louisiana (Editora Globo)

Roteiro de Claudio Nizzi, desenhos de Fernando Fusco e capa de Aurelio Galleppini

O sinistro Martin Stingo, cúmplice do capitão Curtiz del Nantucket navegam o Pierre de la Rochelle e buscam a independência da Louisiana dos EUA.

Se juntam aos rebeldes negros de Manbela, adoradores do Grande Crocodilo e sonham com uma terra onde podem viver livres.

Os planos corriam muito bem até que o xerife Nat Mac Kennet chama mais uma vez Tex e seus pards para enfrentar mais esta aventura em Nova Orleans.

 

 

Tex n. 354 – La Congiura (A Conspiração)

Publicada no Brasil em Tex. 264 – A Conspiração (Editora Globo)

Roteiro de Claudio Nizzi e desenhos de Cláudio Villa. Capa de Aurelio Galleppini.

Tom Devlin, chefe da polícia de Frisco é sequestrado. Tex e Carson são chamados por Mike Tracy do Alameda Hotel e Sam Bennan do San Francisco Examiner para partir em busca de Tom.

O capitão Barba Negra sabe onde Devlin está e é revelada uma conspiração interna na Polícia. Enquanto isso em Alcatraz, Barba Negra quer liberdade.

Um retorno a San Francisco junto aos personagens das aventuras que aconteceram nas edições San Francisco e Luta no Mar.

 

 

 

Tex n. 415 – Delitto nel porto (Crime no Porto)

Publicado no Brasil em Tex. N.327 – Briga de galo (Editora Globo)

Roteiro de Claudio Nizzi e desenhos de Fabio Civitelli. Capa de Claudio Villa.

Saindo um pouco da conexão San Francisco, Washington e Nova Orleans, Tex e Carson vão até uma nevada Boston em busca de Wayneka. Um Navajo renegado, cúmplice do negociante de armas Paul Beaumont, ex-revolucionário. Os rangers logo encontram Wayneka em um “Cockfight”, um grande galpão onde ocorrem lutas de boxe clandestinas.

Lá, eles são identificados por Wayneka e uma briga generalizada estoura. O capitão de polícia Corbett, cúmplice de Beaumont, repreende os rangers e Wayneka acaba morto e jogado no porto. Tex e Carson começam a seguir Requin, também ajudante de Beaumont, para descobrir onde as armas estão escondidas. Mas acabam caindo em uma armadilha e salvos por Pierre Touissant, um agente da Companhia Pinkerton que está investigando sob identidade falsa o caso do contrabando de rifles.

Tex, Carson, Touissant  e a bela Julie, conseguem capturar Requin e descobrir o nome do navio que transporta as armas: o Normandie. Ao preparar o golpe final em Beaumont, as surpresas contra os rangers ainda não acabaram.

Esta é uma história muito convincente e agradável até a última página. Nizzi, graças à habilidade de Civitelli, nos mostra uma Boston corrupta e suja, que nem mesmo uma nevasca a torna mais amigável. Tex e Carson são brilhantes e irônicos.

A bela capa de Claudio Villa que deveria ser publicada pela Globo na edição 327 saiu na edição 325 com o título “A Prisioneira do Farol”. A Mythos quando republicou Crime no Porto na Edição Ouro n. 48 colocou a capa certa.

 

Tex n. 456 – Al di sopra della legge (Acima da Lei)

Publicado no Brasil nas edições n. 370 a 372 – Cadeia de Homicídios (Editora Mythos)

Roteiro de Claudio Nizzi e desenhos de Víctor De La Fuente. Capa de Claudio Villa

Os justiceiros, uma associação que comete crimes em nome da justiça, deixa Tom Devlin impotente perante uma série de homicídios que vem afligindo San Francisco. Esta terrível associação justifica seus atos em nome de um julgamento onde os culpados acabam sempre impunes.

Devlin chama Tex e Carson que logo encontram um grupo de assassinos com motivações diferentes das habituais histórias do ranger. Vemos uma crítica de Nizzi à sociedade atual cheia de corrupção, chantagem e crimes, que deveriam ser levados à justiça e não são.

A dinâmica entre ética e moral, tanto a dos assassinos, quanto a do próprio Tex permeiam toda a trama que se revela muito interessante e ao aprofundamento da ideia inicial, de que as leis não funcionam.

Esta é a última aventura de Tex desenhada por Victor D La Fuente e como em todas as aventuras em cidades, vemos as verdadeiras habilidades dos desenhistas. De La Fuente com um traço elaborado e elegante demonstra facilidade em mudar de cenários.

Tex n. 461 – La pietra di Akbar (A pedra de Akbar)

Publicada no Brasil nas edições n. 376 a 378 – A Pedra de Akbar (Editora Mythos)

Roteiro de Claudio Nizzi e desenhos de Fernando Fusco. Capa de Claudio Villa.

Durante sua estadia na Índia Britânica, o Major Granger roubou um diamante denominado: A Pedra de Akbar. Perseguido pelo marajá de Akbar, o militar inglês conseguiu embarcar no primeiro navio que rumava para a Europa. Durante a viagem, atacado pela febre amarela e sentindo que pouco tempo lhe restava de vida, o major entrega o diamante ao comandante da embarcação, pedindo-lhe que o faça chegar à sua filha que está precisando de dinheiro.

Mas, as paredes tem ouvidos e alguém acaba tendo conhecimento da história e roubando o diamante. Devido aos seus poderes ocultos ou não, a verdade é que a pedra vai deixando um rastro de morte e alvo de cobiça de alguns. Tex e Carson, que estão deixando Nova Orleans depois de ajudar mais uma vez o xerife Pat Mac Kennet, acabam tendo que enfrentar várias pessoas inescrupulosas e gananciosas.

Nizzi consegue construir um conjunto de situações enquanto o diamante anda de mão em mão, prometendo uma aventura feita de coincidências. Mas no fundo, a história fica girando em torno do diamante que motiva a cobiça cega dos homens. A aventura acaba nunca saindo dessa armadilha. Parece até que o próprio Nizzi se confunde com todas as coincidências…

O desenho de Fusco, que por muitas vezes acaba ultrapassando a qualidade dos argumentos, aqui fica mediano.

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É isso pessoal, quem souber de mais histórias em cidades comente aqui e caso encontrem erros nos textos das edições, já que não li todas não posso garantir, deixe aqui também seus comentários.

 

Viva Bonelli!

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