Categoria: Mythos Editora

Dylan Dog contra a censura

A Mythos vem cumprindo com o prometido e publicando a série regular de Dylan Dog em sequência, para preencher as lacunas deixadas pela publicação ao longo dos anos. Em maio chegamos na 21ª edição intitulada, Os Desaparecidos, publicada originalmente em Dylan Dog #59 (Imagem à esquerda).

Se tudo correr bem, muito em breve chegaremos à edição #69, um marco para o Detetive do Pesadelo. Intitulada no original “Caccia alle Streghe” (Caça às Bruxas), esta história escrita por Tiziano Sclavi com desenhos de Piero Dall’Agnol em 1992 foi uma maneira original e inteligente de Sclavi expressar sua opinião sobre a censura.

Dylan Dog #69 – Caccia Alle Streghe

A história em si é muito simples e distante da abordagem clássica de Sclavi. Dylan está apoiando e auxiliando Justin Moss, um amigo cartunista, cujas obras, devido a algumas cenas de violência e nudez, tem atraído a atenção de padres fanáticos, jornais e políticos determinados a impedir a liberdade de expressão dos autores para evitar que certos conteúdos sejam facilmente encontrados por menores de idade.

 

1ª edição da minissérie Daryl Zed

Um dos personagens criados por Moss é Daryl Zed, personagem que ganhou uma minissérie pela Sergio Bonelli Editore em 2020 em seis edições com 32 páginas cada, coloridas.

A investigação de Dylan fica em segundo plano pois a trama secundária relacionada aos acontecimentos principais é mais importante. Ela foca em um horror mais sutil e cotidiano: a censura, entendida como principal instrumento de controle da massa e assim detendo um poder ilegítimo que mina a liberdade pessoal de cada indivíduo.

Sclavi insere na trama Lord Cherril, líder dos padres fanáticos (na trama de Zed), e o pai da criança que lê Daryl Zed (no mundo real), pai este que chega a acusar Moss por associação criminosa. Através destes personagens Sclavi compara autoridades do presente com inquisidores do passado. Na longa introdução da história e nas páginas finais, estas figuras estão dentro de uma masmorra torturando bruxas e tentando destruir os nossos heróis.

Sclavi vs. Censura

A motivação de Sclavi para escrever esta história foi o duro tratamento que os políticos italianos estavam dando contra os quadrinhos violentos, querendo proibi-los!

Segundo os parlamentares da época, as revistas da editora ACME (em particular a Splatter, Primi Delitti e o jornal Lobotomia), eram perigosas justamente pelo fato de que as crianças conseguiam comprar facilmente nas bancas e assim, serem instigadas pelos seus conteúdos a realizarem atos não convencionais. No processo estava escrito o seguinte:

“Essas publicações podem ou são de fato compradas em bancas de jornais, mesmo por crianças; a propagação da violência contra menores é um fenômeno grave também em nosso país; no entanto, os menores devem também ser protegidos da violência moral que nos fatos denunciados é certamente perpetrada contra eles tanto por quadrinhos, como por contos. Quais as medidas que o Governo e em particular o Ministério do Interior e da Justiça pretendem adotar, de acordo com as tarefas atribuídas a eles por lei na prevenção e supervisão de publicações que contenham incitação ao crime e grave violência moral contra menores.”

Capa da Antologia da Splatter. Uma das capas mais “leves”

Embora Dylan Dog não fizesse parte do grupo de quadrinhos a que o documento se referia, Sclavi acompanhava a onda de censura que varreu o mundo dos quadrinhos no final dos anos oitenta e início dos noventa. Por outro lado, embora não o acertasse diretamente, o conjunto de reclamações, protestos e proibições veem como inimigos incontestáveis o horror e gênero splatter ou gore, que o próprio escritor havia posto no auge com a série que havia idealizado.

Sclavi em uma entrevista para o livro “Antistoria del fumetto italiano, da Pazienza a oggi (publicado em 2004) fala sobre “Caça às Bruxas”: “É um número do qual me orgulho, mas ninguém gostou. Foi a época em que havia muitos imitadores de Dylan Dog. Dylan deu origem a uma série interminável de imitações, não digo ruins, mas muito fortes, com muito gore. Isso até provocou uma questão parlamentar na qual, devo dizer, Dylan Dog nunca entrou. Em toda a polêmica espalhafatosa e sanguinária dos quadrinhos, Dylan Dog nunca foi mencionado nos jornais ou nesta questão parlamentar. Lamento especialmente que um dos signatários desta petição parlamentar tenha sido Luciano Violante.”

Sclavi se referia a um parlamentar comunista que assinou a petição. O fato impressionou tanto o roteirista que ele colocou o assunto na boca de Dylan Dog: “Louco! Dezenas e dezenas de assinaturas! Existe até mesmo a de um comunista!”

Na época, um artigo de Nicoletta Arstrom em resposta aos políticos que criticaram o anime Super Robot, de Go Nagai, o classificando como perigoso e violento, dizia que:

“As crianças não pensam em todos esses problemas. Eles aceitam ou rejeitam os desenhos de acordo com seus gostos, às vezes se revelando mais adultos e mais razoáveis ​​do que aqueles que querem ou podem administrar o que eles podem ver. […] Não há, talvez, nesse tipo de conceito, uma lógica de se comportar como tutores ou censores? Em vez disso, confie nas crianças. Eles são inteligentes!”

Voltando à Caça

De volta à história, ela tenta enfatizar, graças aos desenhos vívidos de Dall’Agnol, o quanto a própria censura gera uma série de atos violentos e/ou incorretos, além de ser ela própria principalmente uma violência moral. No decorrer da trama, de fato, acontece o colapso físico e psicológico de Justin (esteticamente parecido com Silver, diretor da revista Splatter na época); uma série de mentiras (fake news) contra Dylan Dog para aumentar as acusações contra os quadrinhos Daryl Zed; o falso testemunho deliberado dos jornais e a agressão de fãs obstinados que querem seus quadrinhos de volta. Em suma, uma série de golpes, abusos e atos brutais e não convencionais resultantes da censura.

Este enredo, habilmente desenvolvido do início ao fim, cativante, que usa a parte metafórica da história com o protagonista Daryl Zed, uma versão bombada e “americana” do Investigador do Pesadelo criada por Justin, inspirado no próprio amigo Dylan Dog.

 

Tiziano Sclavi usa as primeiras páginas da história para contar metaforicamente tudo o que acontecerá nas páginas seguintes sem revelar o final. Daryl Zed é cercado pelos inquisidores que poderão fechar definitivamente a editora. Além disso, por meio dessa estratégia, leva os leitores a reconhecer Dylan em Daryl Zed e destacar quão grande é o perigo que seu personagem corre.

Ao final, observamos Dylan, em busca de abrigo, chega a uma masmorra que já havia visto no início onde as histórias dos dois heróis acabam se entrelaçando, porém o terror maior é o que Dylan vive:

“Dylan Dog será capaz de se salvar dos Inquisidores?”

Esta edição foi republicada pela Bao Publishing com duas capas variantes, uma de Piero Dall’Agnol e outra de Gigi Cavenago, atual capista de Dylan Dog. E nós, tomara que, muito em breve, possamos ter contato com ela pela Editora Mythos, talvez daqui a poucas edições na série regular ou em uma Graphic Novel.

Mythos anuncia a publicação de Ken Parker

Em live realizada nesta terça-feira (20) no Canal Mythológico, a editora Mythos anunciou a publicação de Ken Parker. Obra máxima de Giancarlo Berardi e Ivo Millazo. Ken Parker estava sendo publicado desde 2000 pela Editora Cluq.

Coleção referência da Mondadori.

A Mythos pretende lançar a edição com base na coleção publicada pela editora italiana Mondadori. Foram 50 volumes com duas histórias cada. Estes volumes compilam toda a série regular, a série publicada em Ken Parker Magazine, os especiais até a última edição publicada por Berardi e Millazo, Até onde vai o amanhecer.

Segundo Joana Rosa Russo, responsável pelo Marketing da Mythos, a pré-venda tem início em junho e as edições serão no formato e tamanho de As Grandes Aventuras de Tex, (apesar da edição da Mondadori ser em formato maior), com capa dura e uma média de 200 páginas, preto e branco. A editora disse que dará mais detalhes sobre a edição em lives na próxima semana.

Distribuição da Bonelli em bancas está ameaçada

O ano de 2020 não está fácil para ninguém. A pandemia acelerou processos de comunicação e trabalho, e a compra de quadrinhos online teve um aumento significativo, porém outros setores que já não estavam bem sofreram uma aceleração em seu desgaste e tendem a piorar ou se encerrar, como a venda em bancas de jornal.

A Dinap e a Treelog, empresas integrantes do Grupo Abril, responsáveis pela maior parte da distribuição de revistas no país informaram às editoras no dia 6/11 estar rompendo unilateralmente todos os contratos de distribuição nas modalidades consignação praticados nas últimas décadas. O motivo alegado é a retração provocada pela pandemia de Covid-19.

Os leitores Bonelli que costumam comprar as edições da Mythos e Salvat em banca, podem não encontrar Tex no início de 2021.

Esta situação ligou um alerta na Editora Mythos que distribui grande parte dos seus quadrinhos para todo o Brasil usando exclusivamente a Dinap/Treelog. No TexWillerBlog, o Editor e sócio/proprietário da Mythos, Dorival Vitor Lopes comentou que a editora está em busca de novos distribuidores.

“Gente, tenho uma péssima notícia… a Dinap – única distribuidora a nível nacional – está para encerrar as atividades. Estamos procurando distribuidores, mas até agora só achamos dois que fazem apenas São Paulo e Rio. Queremos alternativas para as outras regiões do Brasil, mas até agora não temos. Ainda não é oficial, por isso, rezem pra todos os santos pra Dinap continuar”.

E Dorival complementou que as vendas pela internet irão se intensificar cada vez mais, “de qualquer forma, quem puder comprar pela internet, não deve esperar mais: nosso site está cada vez melhor, com muitas ofertas, e como eu já informei, temos um novo galpão de 500 m2 pra atender os pedidos”. As compras pelo site da Mythos são entregues usando os serviços dos Correios.

Com a Mythos parando de usar os serviços de distribuição da DINAP/Treelog, muitos leitores podem deixar de comprar em bancas as revistas Tex, Tex Gigante, Tex Platinum e Ouro, além de outras edições publicadas pela editora. Existem leitores que somente compram Tex em banca e nunca compraram revistas online.

Situação da Distribuição em Bancas e Comunicado da DINAP

COMUNICADO DINAP:

Caras Jornaleiras e Jornaleiros!

Na última 6ª feira a Dinap/Treelog enviou um comunicado aos Editores informando que cessará a prestação de serviços em consignação a partir de 2021, por desequilíbrio financeiro entre os custos de distribuição, obstáculos operacionais ocasionados por medidas restritivas e as receitas que declinaram durante a pandemia.

É importante esclarecer que esta decisão não representa o encerramento da operação da Dinap/Treelog, que continuará distribuindo revistas impressas da Editora Abril para os pontos de venda. Não haverá desmobilização da empresa, portanto todas as operações fiscais e financeiras (Contas a Pagar e Contas a Receber) continuarão normalmente.

As revistas fazem parte da história da DINAP, levando cultura, entretenimento e conteúdo de qualidade aos leitores por intermédio dos pontos de vendas e pretendemos continuar com esta missão.

Agradecemos a compreensão e continuamos emprenhados em servir com soluções que sejam sustentáveis para prosseguir com a prestação de serviços.

Atenciosamente

Equipe Dinap

Hoje, o jornaleiro recebe as revistas em consignação. Vende a revista e fica com 30% do valor de capa. 70% é pago à distribuidora. Esta porcentagem varia dependendo da negociação com a distribuidora, a grande maioria não chega a receber 30%. As revistas que não foram vendidas são trocadas por revistas novas. O comunicado da DINAP destaca que a empresa” cessará a prestação de serviços em consignação a partir de 2021”. Embora não se saiba ainda de possíveis alternativas para os jornaleiros face a situação, uma das alternativas é a de que o jornaleiro compraria a revista por 70% do preço de capa, se vender ganha 30%, se não vender fica com a revista em banca.

Este modelo já é realizado por algumas Comic Shops nacionais, que também negociam diretamente com as editoras (Devir, Panini, Mythos) sem usar o modelo de consignação. O que não vender no momento, continua à disposição, não é recolhido.

Se o jornaleiro já tem um público cativo, isto pode não ser problema, porém a porcentagem deve ser renegociada, já que a distribuidora terá menos trabalho e as editoras terão perda zero. Em um mercado já fragilizado, o jornaleiro terá que ter um bom caixa para bancar as compras, o que irá reduzir a oferta e impactar em toda a cadeia produtiva como Editora e Gráfica.

No comunicado, a DINAP também esclarece que, “continuará distribuindo revistas impressas da Editora Abril para os pontos de venda”. A DINAP pertence ao Grupo Abril e é natural que mantenha este comportamento. Metade da receita do Grupo Abril vem de seu negócio de mídia, a Editora Abril. A outra metade, de seus negócios de logística, a DINAP/Treelog, que entrega revistas e a Total Express, que entrega encomendas.

O Grupo Abril se arrasta em uma crise há anos estando em recuperação judicial com uma dívida que chega a R$ 1,6 bilhão. Em 2018, o então presidente da Abril, Marcos Haaland em entrevista à Istoé Dinheiro já dava uma ideia do enorme problema que era a Dinap. “Importante destacar que boa parte do problema da Abril está na Dinap. O modelo de negócio não é sustentável. A Dinap, quando faz o recolhimento do que foi vendido, repassa o dinheiro para as editoras e fica com uma parte como remuneração. O que não é vendido, a Dinap recolhe e devolve às editoras, sem cobrar nada por isso. Então, ela faz um serviço de levar e buscar sem ser remunerada. E o custo logístico é imenso. O segundo problema é que a Dinap absorvia a inadimplência da cadeia. O que não recebe dos distribuidores, cobre e paga às editoras. Então, o rombo da Dinap é gigantesco”. Na época foram demitidos 800 funcionários do grupo Abril, várias revistas encerradas e inclusive a linha Disney foi descontinuada e seus direitos foram adquiridos pela Culturama e Panini Comics.

Em 2019 o Grupo Abril foi vendido e quem assumiu a presidência foi Fábio Carvalho, especialista em assumir empresas em dificuldades.

A Pandemia e a busca por soluções

Em nota enviada às editoras, a Dinap/Treelog destacou que a grande culpada pelo rompimento de contratos por consignação é a pandemia de Covid-19. “A pandemia gerou uma disruptura sistêmica na cadeia de distribuição, atingindo de forma dramática a estrutura em que se assenta o negócio da Dinap/Treelog de distribuição de revistas e congêneres, mediante redução drástica da receita de parte substancial das vendas, ocasionada pela queda na circulação de pessoas nos canais de vendas, oriunda de medidas governamentais de distanciamento”, e reiterou, “apesar de todos os esforços feitos para a regularização da rede de distribuição, a Dinap/Treelog não passou incólume pelos efeitos devastadores e sem precedentes que a pandemia do Covid-19 provoca e continuará provocando pelos próximos meses”. Segundo algumas fontes, esta mudança da Dinap/Treelog será irreversível.

Em outubro deste ano, a DINAP já havia emitido um comunicado relacionado à Editora Globo, onde anunciou que deixou de distribuir publicações da mesma, como Época, Marie Claire, Globo Rural, Autoesporte, Vogue, entre outros títulos. As edições foram recolhidas até o final de outubro.

Em abril, devido à pandemia, a Editora havia suspendido a produção impressa de suas revistas, menos Época por ser focada em noticiário e Marie Claire por ser bimestral e retornou apenas em julho. A Editora afirmou que ainda era seguro continuar lendo o impresso, porém o medo da contaminação das revistas, ao serem colocadas no chão da rua pelas equipes de distribuição, ou nos corredores dos prédios dos assinantes, levou a que muitos assinantes suspendessem suas assinaturas.

Após a DINAP encerrar a distribuição, a Editora Globo começou a usar os serviços da Distribuidora Brancaleone.

Em 2017 a Editora Panini, responsável por publicar quadrinhos no Brasil da Maurício Produções, Marvel e DC parou de distribuir pela DINAP/Treelog e iniciou um serviço próprio de distribuição.

E a Mythos?

A Mythos mesmo vendo a DINAP ruir há anos não deixou de usar o serviço, pois há leitores Bonelli em muitos cantos do Brasil que somente a distribuidora poderia chegar. Ela vem trabalhando em deixar cada vez melhor as vendas pelo site, mas ainda gera reclamações por parte dos leitores que compram online, em especial devido ao processo de entregas.

Porém outro fator que atrapalha o crescimento das vendas pelo site é o frete que se torna muito alto dependendo da quantidade e distância que será entregue. Por usar os Correios, a Mythos se coloca na posição desconfortável de ter que depender dos valores aplicados pela instituição.

Neste mês de novembro por exemplo, onde está acontecendo uma ótima campanha de Black Friday, muitos leitores reclamam que ao chegar ao final da compra o valor do frete encarece demais e assim acabam desistindo. É necessária a fidelização dos clientes para que, caso haja problemas na distribuição em 2021, exista outra alternativa para vender os quadrinhos Bonelli para todo o Brasil.

E a Salvat?

A Editora Salvat publica Tex Gold e também pode sofrer mudanças devido à estas alterações em relação aos consignados pela DINAP/Treelog, já que suas coleções são distribuídas pela mesma. Lembrando que em 2018 a editora parou de distribuir por um tempo pois o cronograma de distribuição da DINAP havia parado. A distribuição parou em agosto e retornou somente em novembro de 2018.

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Aos Bonellianos resta aguardar e acompanhar os próximos passos da Editora Mythos e que não falte Tex para os leitores em 2021.

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As fontes das informações estão linkadas ao longo da matéria.

Foto de Capa José Carlos Francisco.

72 Anos de Tex Willer e a Arte de Fred Macêdo

Há 72 anos, no dia 30 de setembro de 1948 foi publicada a primeira história de Tex. Chamava-se Il Totem Misterioso (O Totem Misterioso). Com o balão “Por todos os diabos, será que ainda estão nas minhas costas?”, começava a saga de um dos mais famosos cowboys dos quadrinhos.

Nesse dia especial, gostaríamos de fazer uma dupla homenagem: 1) comemorar essa data de 72 anos de vida editorial do nosso querido Ranger do Texas e 2) reverenciar a arte de um artista, fã e colecionador de Tex: Fred Macedo, já famoso entre nós pela sua “Divina Ceia Texiana”, feita em 2008 para comemorar os 60 anos do personagem.

Divina Ceia Texiana: Nat Mac Kennet, Gros-Jean, General Davis, Jim Brandon, Cochise e Montales à esquerda. Pat, El Morisco, Tom Devlin, Kit Willer, Jack Tigre e Kit Carson à direita. Tex Willer ao centro.

Segredos de Júlia Kendall #1: “Olhos do Abismo”, Um Perigoso Mergulho!

TEXTOMarcos Guerra Tântalo

Júlia Kendall |

“Quando eu tinha cinco ou seis anos, Audrey Hepburn foi meu primeiro amor cinematográfico. E o primeiro amor a gente não esquece.” É assim que Berardi respondeu a famosa pergunta “Por que uma protagonista com o rosto de Audrey Hepburn?” Pouco se pode falar sobre essa escolha além disso! Um primeiro amor não se questiona, afinal de contas!

Quarentena da criatividade: O deserto também produz flores

TEXTO: Aline Ferreira Antunes

Aline Ferreira Antunes

Convidada pela Confraria Bonelli à escrever para o seu site, optei, em tempos de quarentena, por relatar minhas pesquisas com as revistas Tex, do início.

Sou formada em História pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e, portanto, minha leitura e minha escrita é acadêmica. Meu primeiro contato com Tex data da infância e juventude quando lia as revistas somente para divertimento. Foi com o ingresso na universidade que passei a olhar com outros interesses para as aventuras do ranger mais famoso e mais duradouro dos quadrinhos dedicados à temática western.

Revelações: Os segredos de Julia Kendall

TEXTO: Marcos Guerra Tântalo

Júlia Kendall, o protagonismo de uma mulher real | | Impulso HQ

“Viva! Julia está viajando ao Brasil. E vai chegar antes de mim.” Com essas palavras, Giancarlo Berardi iniciou minha leitura de sua nova série, com o texto “Umas palavras aos Brasileiros”, abrindo a icônica história “Os olhos do abismo”, desenhada por Luca Vannini, capa de Marco Soldi. Era a Júlia número 1, lançada pela Editora Mythos, em novembro de 2004. Hoje, ela pode ser adquirida, sob demanda, no formato italiano, pela mesma editora, bem diferente dos formatinhos com quase 200 histórias que estão ali, em minha estante, olhando para mim enquanto digito isso. Sem dúvida, ela também está lá, com as marcas amarelas que registraram meu espanto.

A Trilha sonora da vida de Julia Kendall

TEXTOMárcio Grings (Memorabilia)

Um breve resumo – Julia Kendall é uma psicóloga/criminóloga residente em Garden City que auxilia a policia de Nova York na resolução de crimes. Baseada fisicamente na atriz Audrey Hepburn, e criada pelo quadrinista italiano Giancarlo Berardi — ao lado de Ivo Milazzo, um dos pais do antiherói western Ken Parker – saiba mais AQUI, a personagem é publicada no Brasil desde novembro de 2004. J. Kendall: Aventuras de uma criminóloga (Editora Mythos) levou em setembro de 2010 o Oscar dos quadrinhos brasileiros, o Troféu HQ Mixpremiado na categoria “Publicação de Aventura/Terror/Ficção”.

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