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fumetti. #5 – Maio 2018

A maior e melhor edição já feita da fumetti digital! E seguimos mês a mês batendo essa meta!

Nessa edição um grande especial sobre Dampyr, contando desde sua criação até o atual momento na Itália. Isso sem mencionar a entrevista com ninguém menos do seu criador, Mauro Boselli!

Aliás pra quem gosta de entrevistas essa edição está recheada delas, Pasquale Frisenda, Rouxinol do Rinaré e Massimo Rossi.

Depois de alguns meses de pesquisa e apuração, trazemos os resultados da pesquisa sobre o perfil dos leitores Bonelli

No nosso espaço de quadrinhos independentes, um história exclusiva de Décio Ramírez

Joana Rosa trás a terceira parte de seu artigo sobre as coleções de Tex que já terminaram ou foram canceladas e porque elas ainda movimentam tanto o mercado. E na coluna do Luiz Henrique o anime de Martin Mystery.

2 superpôster de brinde!

Agora com uma modificação, a distribuição da revista não será mais gratuita, mas o precinho é mais que camarada! R$ 1,50 (sim, mais barato do que figurinha da copa!!)





obs.: Essa é a versão digital da revista, após o pagamento ela será enviada para o seu email.

fumetti #4

Fumetti. #04 – Abril 2018!

fumetti #4A maior e melhor edição já feita da fumetti digital! Claro que todo mês esperamos bater essa meta e seguir melhorando e crescendo cada vez mais.

Nessa edição um super especial sobre Dylan Dog, contando desde sua criação até o atual momento na Itália. Isso sem mencionar a entrevista com ninguém menos do seu criador, Tiziano Sclavi e Gigi Cavenago, um dos melhores (senão for o melhor) capista e desenhista do Investigador do Pesadelo. Gigi é o desenhista da primeira graphic novel de Dylan Dog que será lançada no Brasil, pela Mythos, agora em maio.

Para os amantes do Western, EXCLUSIVO no Brasil, “O Mundo do Oeste”, uma série de ensaios sobre o velho Oeste escrito por Wilson Vieira para um dos maiores portais especializados em quadrinhos Bonelli, a Dime Web. Parceria mais do que especial entre a Revista fumetti e o portal Dime Web. Um trabalho muito bem elaborado entre o Wilson e o Francesco, um dos responsáveis pelo portal, onde ao longo do texto ele relaciona as passagens com edições de Tex, Zagor e demais personagens Bonelli.

Depois de alguns meses de pesquisa e apuração, trazemos uma matéria sobre a formação de preço de capa das HQs vendidas no Brasil, complementando artigos anteriores sobre o custo dos quadrinhos por aqui.

No nosso espaço de quadrinhos independentes, um história exclusiva de Décio Ramírez e outra grande entrevista, dessa vez com Pedro Mauro falando sobre sua HQ Gatilho, que já se tornou um clássico dos quadrinhos nacionais.

Joana Rosa trás a segunda parte de seu artigo sobre as coleções de Tex que já terminaram ou foram canceladas e porque elas ainda movimentam tanto o mercado. E na coluna do Luiz Henrique quadrinhos de terror, uma paixão nacional.

Um super pôster de Gringo, na arte de Marcos Martins!

E fechando a edição, o review de Dampyr da Editora 85, Godless e games de faroeste!

Faça o download já!

Edição em formato página simples, aqui.

E em formato de páginas duplas, aqui.

Boa leitura!

Tex ganha nova coleção de miniaturas na Itália

Em mais uma novidade pelos setenta anos de Tex, a Sergio Bonelli Editore anunciou uma nova coleção de miniaturas do herói, seus pards e personagens importantes de sua saga.

A partir do dia 24 de março será lançada a coleção Tex 3D – Coleção Oficial. São modelos 3D com 12 cm de altura, feitos com materiais de qualidade e atendendo a todos os detalhes e pintados à mão.

Quem produz as peças é a Centaúria, empresa de colecionáveis experiente no mercado.

Cada modelo é acompanhado por um dossiê, com um estudo aprofundado do personagem apresentado. A distribuição será quinzenal.

Viva Bonelli!

Dylan Dog e Twin Peaks

As edições #64 (Os Segredos de Ramblyn) e #65 (O Animal das Cavernas) de Dylan Dog tem clara referência à série de terror e suspense da década de 90: Twin Peaks. Dylan está investigando os mistérios de uma pequena aldeia nas montanhas do País de Gales (Ramblyn), onde uma menina chamada Katinka desaparece. Praticamente a mesma trama e o principal foi a inserção de personagens tão ou mais bizarros como os da série.

Twin Peaks é uma série criada por Mark Frost e David Lynch. A trama mostra a investigação do agente do FBI Dale Cooper sobre o assassinato da popular estudante do colegial Laura Palmer. O título da série provém de seu cenário principal, a cidade fictícia de Twin Peaks, em Washington. A série iniciou em 1990 e teve duas temporadas. A primeira com sete episódios e a segunda com 22.

Twin Peaks possuía uma história complexa nunca vista em uma série antes, personagens estranhos e excêntricos, tramas cheias de mistérios, sendo difícil categorizá-la, pois possuía momentos alternados entre suspense, surrealismo, drama, policial, humor e terror psicológico. A misteriosa morte de Laura Palmer, a música tema de Angelo Badalamenti, assim como a forma como cada habitante de Twin Peaks estava envolvido com a morte de Laura Palmer, ajudaram a segurar o trama e a tensão e ter uma 1ª temporada aclamada pelo público e crítica até os dias atuais.

Em 1992, a série teve um prequel que mostrava os últimos dias de Laura Palmer, o filme Twin Peaks: Fire Walk with Me e em 2017 a série retornou como uma série limitada de 18 episódios no canal a cabo Showtime.

O próprio Dylan é um grande fã do gênero terror, tem vários pôsteres de filmes em seu escritório e sempre ao ir no cinema assiste à algum filme como Lobisomem Americano em Londres, um que ele adora (gosto duvidoso, realmente). Os próprios roteiristas colocam várias referências à filmes do gênero nas edições. Já vimos referência ao filme Psicose, de Alfred Hitchcock, com a famosa cena do assassinato no chuveiro praticamente quadrinizada por Corrado Roi na Edição Italiana #20 (Dal Profondo, publicada no Brasil na edição #9 da Mythos).

Além da primeira edição de Dylan Dog ser uma clara referência aos filmes de George Romero. Inclusive na edição Horror Paradise, onde  a Mythos retoma a publicação de DyD no Brasil agora em março, Dylan enfrenta uma série de personagens de terror, como Alien e Freddy Krueger.

Como mencionado antes, as edições 64 e 65 tem várias referências à Twin Peaks, e em Dylan Dog Color Fest n.13 (acima), um jovem Dylan é mostrado assistindo ao filme “Estradas Perdidas” de 1997, onde é forçado a parar para ver quem estava gritando na casa do vizinho.

“Eu adoro esse filme”, comenta Dylan assistindo a uma das cenas mais perturbadoras do cinema, realizada por David Lynch.

10 Episódios memoráveis de Zagor

Com mais de 50 anos e 600 edições, não é fácil escolher 10 episódios marcantes da série da Bonelli Zagor. Vários fãs  tem ligações pessoais com as histórias e as 10 melhores histórias pra um não são para outro. Portanto aqui iremos apenas citar 10 momentos marcantes, especialmente para possíveis novos leitores que queiram vir a conhecer a série agora. E para os mais longevos fãs, é apenas um retorno à boas memórias junto ao Espírito da Machadinha.

Irei dar importância apenas para edições publicadas no Brasil.

1 – Iron Man

Publicado originalmente em Zagor #14 e #15 na Itália. No Brasil pela Editora Record em Zagor #05 e Zagor Especial Mythos #19, da Editora Mythos.

História de Guido Nolitta e desenhos de Gallieno Ferri.

Vemos aqui o herói criado por Guido Nollita (pseudônimo de Sergio Bonelli) ser derrotado por um guerreiro mais forte do que ele, mais perspicaz e usando seus próprios truques. Chico leva Zagor nos ombros, ferido, até seu abrigo, humilhado, anulado. O que nunca poderia ter acontecido com Tex, acontece com o personagem de Sergio.

Depois Zagor busca vingança, que além de restabelecer o equilíbrio, proporciona um caráter mais articulado com mais profundidade do que pode parecer. A estrutura narrativa típica é confirmada com um tom de humor e um drama de ação.

Zagor aqui já mostra que é um personagem diferenciado, que apesar de ser um mito lendário, é apenas um humano. E um herói Bonelli que tende a errar também.

 

2 – A Origem de Zagor (Zagor Racconta)

Publicada originalmente na Itália em Zagor #55 e #56. No Brasil saiu nas edições da Vechi Zagor #01, da Record Zagor #01 e em Zagor em Cores #01 pela Editora Mythos.

História de Guido Nolitta e desenhos de Gallieno Ferri.

Nesta história como o nome já diz, vemos a origem de Zagor, mas também toda a originalidade que Nollita deposita em sua criação. A história conta desde a infância serena de Zagor com os pais na cabana de Clear Water até a grande tragédia de sua vida.

Zagor fica orfão ainda bebê, quando seus pais — Mike Wilding, um ex-oficial do exército americano (que largara tudo para viver como um desbravador), e Betty — são massacrados por um grupo de índios (abenakis), liderado por um renegado chamado Salomon Kinsky. Antes de morrer, Mike joga Zagor no riacho que passa atrás de sua casa. Recolhido e salvo por um andarilho, Wandering Fitzy, o rapaz cresce com um único pensamento: vingar o pai matando quem o matou.

Até aí nada de original, temos referências de várias histórias se mesclando, mas é aí que Nollita arregaça as mangas e mostra porque foi um dos maiores nomes do Fumetti italiano e mundial.  Em sua busca por vingança, Zagor capta os ensinamentos de Wandering Fitzy, este homem que o encontra e se torna seu mentor.

Um poeta, um filósofo e um homem livre das convenções e hipocrisias dos civilizados. Ele havia renunciado até mesmo às armas e defende-se e caça usando apenas uma machadinha, um símbolo que viria marcar o futuro herói. E a figura desse conselheiro acabaria por se transformar, aos olhos de Zagor, na imagem do herói moderno na sua busca incansável da própria identidade.

Quando Zagor consuma a sua vingança, ela tem um sabor amargo e cruel, pois descobre que o pai que ele tanto idealizou odiava os índios e, enquanto servia no exército, fora um dos mais ferozes exterminadores.

Como para se redimir do sangue inutilmente derramado para satisfazer seu espírito de vingança, Zagor consagra à sua vida a tarefa de “contribuir para que a paz reine neste grande país atormentado pela violência”. Zagor passou a dedicar sua vida à defesa da paz e da ordem na imaginária floresta de Darkwood, situada na região dos Estados Unidos conhecida por “As 13 Colônias”. Com a ajuda da família acrobata Sullivan (o pai Tobia e os filhos Romeu e Horace), Patrick Wilding (o real nome de Zagor) inicia a lenda do Espírito da Machadinha, Rei de Darkwood e enviado do Grande Espírito. Uma auto-designação que, em sua opinião, não é a exploração da ingenuidade de um povo primitivo, mas uma forma de respeito pela sua cultura.

3 – Odisseia americana (Odissea americana)

Publicada originalmente em Zagor #87, #88 e #89. No Brasil foi publicado pela Vecchi nos números #05 e #06. Pela Record no número #17.

Roteiro de Guido Nolitta e arte de Gallieno Ferri.

A viagem do barco “Athena” ao longo do rio Tallapoosa manteve-se gravada na imaginação dos leitores. Quando foi pedido para que fosse criado um jogo de tabuleiro de Zagor, a história indicada foi: Odisseia Americana.

Mais do que uma história, foi um período editorial em que Zagor permaneceu fora de sua Ítaca (Darkwood) e se envolveu em uma série de aventuras que se desenrolaram da edição #85 (Angústia) a #107 (De volta a Darkwood). Dois anos de vida editorial. Aqui conhecemos também o belo e trapaceiro Trampy, que vive com truques inteligentes para conseguir almoço e acaba envolvendo Chico em seus golpes acabando em várias confusões.

  1. A marcha do desespero (La marcia della disperazione)

Publicada originalmente na Itália nas edições #112 a #116. No Brasil saiu pela RGE em Zagor #06 e #07.

História de Guido Nolitta e arte de Gallieno Ferri.

Neste período, as histórias narrativas tendem a durar mais tempo. Bonelli coloca Zagor contra personagens com fortes motivações. Vemos vários temas clichês e ambientes de impacto: o deserto, o embate entre brancos e índios, a morte, o sacrifício, a poesia e até o amor. Vemos Zagor encontrando chefes tribais e mostrando todo o seu prestígio entre os nativos americanos e os militares.

Temos de um lado, Winter Snake, chefe da tribo Kiowa, um dos melhores vilões de Zagor e do outro Frida, uma das poucas e fundamentais mulheres da saga de Zagor.

A história mostra a arrogância dos brancos e seu desprezo pelo estilo de vida dos nativos. Zagor em toda a sua essência se indigna, enfurece e vai fundo em promover a paz e a salvação dos mais fracos. Zagor vive sua primeira história de amor com Frida Lang e encontramos o engraçado feiticeiro Mohawk, Many Eyes. Bizarro e simpático, usa óculos e um relógio como colar.

  1. Adeus irmão vermelho (Addio fratello rosso)

Publicada originalmente em Zagor #119 a #122. No Brasil foi publicado como “O Aventureiro” pela RGE, edição #02.

História de Guido Nolitta e desenhos de Franco Donatelli.

Mais um embate mortal entre americanos e nativos, reavivado com violência irredutível.

Zagor é forçado a enfrentar uma comunidade inteira para levar à justiça um jovem homem branco responsável pela morte da esposa de Sakem Wakopa. Nolitta apela para a emoção do leitor e quebra em pedaços os corações, nos fazendo enfrentar a complexidade do conceito de justiça.

  1. Terror do sexto planeta (Terrore dal sesto pianeta)

Publicado originalmente na Itália de Zagor #178 a #182. No Brasil foi publicado pela Record em Zagor #06 – O Raio da Morte

História de Guido Nolitta e arte de Ferri e Franco Bignotti.

Esta é a última grande história de Guido Nolitta, uma pequena obra-prima, apesar do bizarro tema. Nolitta traz ao extremo o que é Zagor: Western, fantasia, misticismo e ficção científica. Características primordiais da série que aqui consegue nos levar a uma aventura incrível elevando Zagor a uma figura mítica.

Nesta aventura vemos o confronto de Zagor com seu maior inimigo, o Professor Hellingen, cientista louco e brilhante, inventor de futuristas armas e máquinas que periodicamente retornam para ameaçar o Espírito da Machadinha, que para Hellingen é “um homem ignorante da floresta”. É a quarta aparição do vilão e a mais perigosa devido aos seus aliados, os extraterrestres com tecnologia avançada: Akkronians.

Existe toda uma atmosfera de tensão e mistério na primeira parte da história e em seguida cresce uma terrível ameaça dos adversários aparentemente insuperáveis. A magia dos índios desempenha um papel importante neste caso e agora surge como um dos grandes heróis e defensores do povo vermelho. Desta vez, de verdade.

Aqui também conhecemos amigos importantes de Zagor como o coronel Perry (médico oficial do Forte Pitt), Barão Ícaro la Plume (inventor bizarro e aviador) e Tonka (Mohawk e irmão de sangue de Zagor). É a história que Nolitta se despede de seu personagem.

Depois disso Hellingen apareceu apenas mais três vezes em quase 37 anos.

  1. Oceano

Publicado originalmente em Zagor #95 a #99. No Brasil foi publicado pela RGE em Zagor #24 e pela Globo na edição #25 como “Bandeira Negra”

Tem vários motivos que tornam Oceano uma leitura indispensável de Zagor e em seu campo específico, insuperável. É, e permanece a melhor história de viagem de navio no oceano e a melhor caça ao tesouro da série. Para os zagorianos, as viagens pelo oceano trazem a memória o capitão Fishleg, com uma perna artificial feita com um osso de baleia. É um dos amigos mais famosos de Zagor e Chico, e comandante da caça à baleia na “Golden baby”. De tripulação variada e multiétnica (com o fakir Ramath, que reaparecerá em outras edições).

E por tratar de tesouro, a trama traz Digging Bill, que busca o tesouro apenas pela satisfação de estar em uma busca e não para enriquecer. Ele acaba se tornando um dos mais famosos amigos de Zagor. A atmosfera aventureira desta história não cansa o leitor, mesmo que se estenda por algumas edições.

  1. Liberdade ou morte (Libertà o morte)

Publicada originalmente nas edições #82 a #92 na Itália. No Brasil saiu pela Vecchi em Zagor #47 – Liberdade ou Morte

História de Guido Nolitta e arte de Donatelli.

Uma história densa que mostra como Zagor para alguns leitores não é apenas um herói que vive em um lugar imaginário, muitas vezes se afastando da realidade histórica, ou que a presença de Chico ou outros personagens deixam as tramas mais simplórias e ingênuas. Liberdade ou Morte é de fato a melhor história da série que pode ser lida para entender que tais características não impedem episódios ambiciosos, que mesmo com personagens e eventos imaginários, se inspire na lógica implacável que governa a sociedade do homem branco.

Aqui, Zagor enfrenta uma de suas principais lutas, a contra todas as formas de escravidão, pela liberdade dos homens de qualquer raça e cor. Surgem também personagens fundamentais da série como Manetola, líder dos Seminoles e Liberty Sam, escravo fugitivo que se juntou a causa de Zagor.

  1. Zagor contra Supermike

Publicada originalmente em Zagor #123 e #124. No Brasil foi publicado pela RGE na edição #03 – Zagor contra Supermike

História de Nolitta e desenhos de Ferri

Zagor quando está lutando contra injustiças e maldade, se torna uma fúria, e tem entre seus maiores inimigos figuras não menos excepcionais que ele, dotadas de extraordinários poderes intelectuais ou sobrenaturais. O adversário, no entanto, mais irritante, é um homem sem poderes, mas com habilidades extraordinárias que o fazem superar todas as atividades que se propõe a realizar. É Mike Gordon, conhecido como Supermike. E adivinha qual a próxima missão que ele decidiu superar? Tornar-se o “Perturbador de Darkwood”.

Com um traje colorido e um grito de batalha, para mostrar ser superior ao Espírito da Machadinha, humilhá-lo para quem sempre o valorizou e forçá-lo a entrar na briga. O ponto é que ele realmente consegue tirar Zagor do sério e colocá-lo em sérios problemas.

Supermike se tornou um inimigo muito popular, porém seu único retorno, pós-Nolitta, não foi muito bem aproveitado.

 

  1. Il mio amico Guitar Jim

Publicado originalmente na centésima edição de Zagor na Itália. No Brasil saiu pela Vecchi em Zagor #02 – Guitar Jim

História de Nolitta e desenhos de Ferri

Este foi o único centenário assinado pelo criador da série, Guido Nolitta. Nos mostra um amigo histórico do Espírito da Machadinha, embora nem sempre confiável.

Guitar Jim, é um rapaz bom, porém é um cantor fora da lei que esconde uma arma na caixa inseparável de seu violão. Inicialmente ele luta com Zagor que é enganado por Jim e determinado vai em busca de justiça (mesmo acontecendo uma simpatia mútua entre os dois).

Nolitta nos mostra como Zagor fica zangado quando traem a sua confiança.

Nas aparições posteriores de Guitar Jim, elas não tem resultados tão convincentes.

Menção honrosa pois sei que está na lista de vários Zagorianos:

Zagor contra o Vampiro

Publicada originalmente nas edições #85 a #87. No Brasil foi publicado pela Vecchi em Zagor #10 e #11. E pela Record em Zagor #14.

História de Nolitta e desenhos de Ferri.

Nolitta, um apaixonado pelos clássicos do cinema de sua época,  não podia deixar faltar uma história com vampiros. Guido concebe um enredo que começa como um épico ocidental, estabelecido no imaginário comum e depois entra casualmente nos elementos de terror com vários mistérios.

O núcleo principal da trama acontece em uma residência escura, onde nos deleitamos com momentos hilários de Chico. Nesta história vemos a estreia do Dr. Metrevelic, grande especialista no assunto que em outras aventuras ajudará Zagor contra outras criaturas “impossíveis”.

É o início do que os fãs de Zagor chamam de Idade do Ouro: cinquenta e quatro edições consecutivas com uma história mais inesquecível do que a outra.

Viva Bonelli!

Com Horror Paradise Mythos retoma Dylan Dog no Brasil

A Editora Mythos anunciou através de seu blog parceiro TexWillerBlog.com o checklist de março. E nele estava a tão aguardada divulgação das histórias, preços e formatos das novas edições de Dylan Dog e Martin Mystere que a editora irá lançar este ano.

Dylan Dog e Martin Mystère serão publicadas neste mês de março ao preço de R$ 26,90, formato italiano Bonelli, papel Offset 90g e miolo preto e branco com 100 páginas. Os fãs que aguardavam ansiosamente pelas edições ficaram decepcionados com o valor das edições, que serão, segundo a Mythos, distribuídas apenas em algumas capitais, livrarias e comic shops, além da venda pelo próprio site da Mythos.

É provável que este valor diminua consideravelmente com promoções e descontos, possibilitando assim a compra com um preço razoável das edições. Mas o que chama a atenção principalmente nestas novas edições é a escolha das histórias. Tirando Dylan Dog, que foi publicado em 2017 pela Editora Lorentz em três edições, nenhum dos outros personagens anunciados, Martin, Nathan Never e Nick Raider havia sido publicado nos últimos anos. A última publicação dos mesmos faz mais de 10 anos pela própria Mythos.

Dylan Dog por exemplo, a Mythos anunciou a história Horror Paradise, publicada na edição n. 48 em 1990, escrita por Medda, Serra e Vigna, com desenhos de Claudio Castellini. A sinopse conta o seguinte: “Um péssimo despertar para Dylan Dog, que não se recorda como e nem por que alguém o jogou numa espécie de parque de diversões de filme de terror. Enquanto foge de demônios, monstros e alienígenas famintos, o Investigador do Pesadelo deve reencontrar o fio da memória. Tudo começou poucos dias antes, ao seguir os rastos ensanguentados de Alfred Hotchkiss, o diretor maldito, o gênio do terror, que foi desta para a melhor em circunstâncias misteriosas”.

Para entender melhor porque a editora irá publicar esta edição primeiro, é bom dar uma olhada em toda a trajetória de Dylan pelo Brasil.

Começando pelo final. Pela Editora Lorentz que publicou três edições de períodos distintos em homenagem aos 30 anos do Detetive do Pesadelo.

  • Lorentz 01 – Retorno ao Crepúsculo – Dylan Dog n° 57/1991
  • Lorentz 02 – Manchas Solares – Dylan Dog n° 192/2002
  • Lorentz 03 – Mater Morbi – Dylan Dog nº 280/2009

Em 1991 a Editora Record lançou a primeira edição de Dylan Dog no Brasil.

Em ordem cronológica ela foi até o número 11, quando encerraram a série. Todas as edições foram lançadas similares às italianas, mesmo formato, mesmo desenho de capa, mesmo estilo. Muito fieis à original.

Dylan voltaria a ser publicado no Brasil apenas em 2001 pela Editora Conrad, em seis edições que foram baseadas nas lançadas pela editora Dark Horse nos EUA. As capas eram de Mike Mignola, criador de Hellboy, papel offset e formatinho similar aos mangás publicados pela editora na época. A Conrad repetiu duas edições publicadas anteriormente pela Record. O Despertar dos Mortos Vivos e O Retorno do Monstro.

A edições eram consideradas as melhores de Dylan Dog até então:

  • DYD-001 – Johnny Freak –   Dylan Dog n. 81 /06/1993
  • DYD-002 – O Despertar dos Mortos Vivos – Dylan Dog n.01/ 10/1986
  • DYD-003 – Memórias do Invisível – Dylan Dog n. 19 / 04/1988
  • DYD-004 – Morgana – Dylan Dog n.25 / 10/1988
  • DYD-005 – O Retorno do Monstro – Dylan Dog n.8 / 05/1987
  • DYD-006 – Depois da Meia-Noite – Dylan Dog n.26 / 11/1988

Em novembro de 2002 a Mythos inicia sua publicação de Dylan Dog no Brasil. Mesmo formatinho de Tex, papel jornal, a arte da capa tinha algumas peculiaridades que a diferenciavam da original italiana e os números eram totalmente variados. Tanto é que ela inicia pela número 100, uma edição que fala do passado de Dylan mas sem contexto se torna muito confusa.

Pela lista a seguir você pode acompanhar a miscelânea que a Editora fez, sem um critério específico de publicação:

  • DYD-001 – A História de Dylan Dog, julho/2002 – 10/1994 – n.100
  • DYD-002 – Cagliostro!, setembro/2002 – 03/1988 – n.18
  • DYD-003 – O Túnel do Terror, outubro/2002 – 07/1988 – n.22
  • DYD-004 – Partida com a Morte, novembro/2002 – 03/1992 – n.66
  • DYD-005 – O Longo Adeus, dezembro/2002 – 11/1992 – n.74
  • DYD-006 – Assassino!, janeiro/2003 –  Dylan Dog n° 12/1987
  • DYD-007 – Entre a Vida e a Morte, março/2003 – Dylan Dog n° 14/1987
  • DYD-008 – Um dia Maldito, maio/2003 – Dylan Dog n° 21/1988
  • DYD-009 – Nas Profundezas, julho/2003 – Dylan Dog n° 20/1988
  • DYD-010 – A Ilha Misteriosa, agosto/2002 – Dylan Dog n° 23/1988
  • DYD-011 – Canal 666, setembro/2003 – Dylan Dog n° 15/1987
  • DYD-012 – O Castelo do Medo, outubro/2003 – Dylan Dog n° 16/1988
  • DYD-013 – A Dama de Negro, novembro/2003 – Dylan Dog n° 17/1988
  • DYD-014 – Visões Mortais, dezembro/2003 – Dylan Dog n° 27/1988
  • DYD-015 – Terror do Infinito, janeiro/2004 – Dylan Dog n° 61/1991
  • DYD-016 – Grand Guinol, fevereiro/2004 – Dylan Dog n° 31/1989
  • DYD-017 – Obsessão, março/2004 – Dylan Dog n° 32/1989
  • DYD-018 – Jekill, abril/2004 – Dylan Dog n° 33/1989
  • DYD-019 – Aconteceu Amanhã, maio/2004 –  Dylan Dog n° 40/1990
  • DYD-020 – O Mal, junho/2004 – Dylan Dog n° 51/1990
  • DYD-021 – Uma Voz Vindo do Nada, junho/2004 – Dylan Dog n° 38/1989
  • DYD-022 – Golconda!, agosto/2004 –  Dylan Dog n° 41/1990
  • DYD-023 – Quando Caem as Estrelas, setembro/2004 – Dylan Dog n° 131/1997
  • DYD-024 – A Casa Assombrada, outubro/2004 – Dylan Dog n° 30/1989
  • DYD-025 – Eles Estão Entre Nós, novembro/2004 – Dylan Dog n° 13/1987
  • DYD-026 – Coelhos Assassinos, dezembro/2004 – Dylan Dog n° 24/1988
  • DYD-027 – O Fio da Navalha, janeiro/2005 – Dylan Dog n° 28/1989
  • DYD-028 – Quando a Cidade Dorme, fevereiro/2005 – Dylan Dog n° 29/1989
  • DYD-029 – O Escuro, março/2005 – Dylan Dog n° 34/1989
  • DYD-030 – O Recife dos Fantasmas, abril/2005 – Dylan Dog n° 35/1989
  • DYD-031 – Pesadelo de uma Noite de Verão, maio/2005 – Dylan Dog n° 36/1989
  • DYD-032 – O Sonho do Tigre, junho/2005 – Dylan Dog nº 37/1989
  • DYD-033 – O Senhor do Silêncio, julho/2005 – Dylan Dog n° 39/1989
  • DYD-034 – O Hiena, agosto/2005 – Dylan Dog n° 42/1990
  • DYD-035 – A História de Ninguém, setembro/2005 – Dylan Dog n° 43/1990
  • DYD-036 – Reflexos de Morte, outubro/2005 – Dylan Dog n° 44/1990
  • DYD-037 – O Duende, novembro/2005 – Dylan Dog n° 45/1990
  • DYD-038 – Infernos, dezembro/2005 – Dylan Dog n° 46/1990
  • DYD-039 – Escrito com Sangue, janeiro/2006 – Dylan Dog n° 47/1990
  • DYD-040 – O Mistério do Tamisa, fevereiro/2006 – Dylan Dog n° 49/1990

A Mythos então, pretende iniciando a republicação de Dylan Dog no Brasil retomar a coleção de onde parou. Mesmo publicando de forma totalmente variada as edições na vez passada, ela conseguiu que todas as edições originais de Dylan Dog fossem publicadas no país, contando as edições publicadas pelas outras editoras

Do 1 ao 11 pela Record, e da 12 até a 47, pela Mythos, fora os números 26 e 27 que a Mythos não republicou e saíram pela Conrad. A edição que lança agora em Março, n. 48, Horror Paradise, era a que faltava para que a cronologia do Detetive fosse totalmente respeitada no Brasil, pois a Mythos pulou ela, encerrando sua coleção na edição n. 49.

Para os colecionadores isso é ótimo. Pois mesmo em formatos diferentes, poderão ter até a número 49 e depois dela a 51, 61 e 131.

Das quatro edições programadas para este ano então podemos esperar que sejam continuações, sendo a próxima:

Al confini tel tempo n.50/1990

“Ao Confim do Tempo” (Tradução Livre), é escrita por Tiziano Sclavi, desenho de Luigi Piccatto e capa de Angelo Stano.

No Skyglass, o arranha-céu mais impressionante de Londres repentinamente é povoado por animais bizarros, antigos, extintos a milhões de anos. Dylan Dog deve ldar com homens das cavernas e dinossauros do passado mais remoto e fechar a passagem secreta que está ligada aos confins do tempo.

A número 51 já foi publicada pela Mythos na edição n. 10 – O Mal e pulamos pra:

Il Marchio Rosso (A Marca Vermelha) – n.52/1991

História de Tiziano Sclavi e desenhos de Gianluigi Coppola. Capa de Angelo Stano.

Yuri Wolkoff não entende por que o acusam de crimes tão monstruosos. Mas com o rosto marcado pela pobreza, é para todos o candidato perfeito: só pode ser ele o assassino, o terrível Marca Vermelhla! Após sua morte, no entanto, a dúvida surge, serpenteando na névoa como um fantasma. Um fantasma que retorna para matar…

La Regina Delle Tenebre (A Rainha das Trevas) – n.53/1991

Roteiro de Claudio Chiaverotti, desenhos de Montanari & Grassani. Capa de Stano.

A jovem Pam é possuída por um demônio. Médicos, sacerdotes e psiquiatras jogam a toalha: não há nada a fazer, pois a garota está ficando cada vez mais louca. Mas algo terrível se esconde por trás desta maldição, mas o quê? A Rainha das Trevas não é apenas uma alucinação, mas um monstro de carne e osso!

Claro que tudo isso passa apenas de especulação, mas pelo que foi feito me parece o mais correto a dizer que a Editora irá fazer.

Viva Bonelli!

Fumetti. #03 – Março 2018!

Reforçando ainda mais a parceria entre a Revista fumetti. e a Confraria Bonelli antecipadamente está no ar a nova edição da revista eletrônica sobre quadrinhos Bonelli!

Nesta edição, um grande especial sobre quadrinhos independentes brasileiros. Você irá conhecer Saint Alamo e seu universo de “bichinhos” que estão longe de serem fofos e gentis e que deixariam Tarantino e Garth Ennis assustados.

São muitas entrevistas e material de alta qualidade produzida por nossos artistas brazucas e que muitas vezes não chegamos nem a conhecer. Descubra o Nanquim Arretado, o Gringo e muitas outras ações fantásticas.

Joana Rosa apresenta a primeira parte de seu artigo sobre as coleções de Tex que já terminaram ou foram canceladas e porque elas ainda movimentam tanto o mercado. Temos a chegada do Luiz Henrique nosso mais novo colunista, mostrando que nossa ligação com os quadrinhos Italianos vem de longa data.

Pra fechar a edição, duas entrevistas especialíssimas em comemoração ao retorno de Dylan Dog e Martin Mystère, Aurélio Miotto bateu um papo com Giuseppe Montanari, desenhista de Dylan Dog e em parceria com o Aurélio, eu bati um papo com Lucio Filippucci, desenhista de Martin Mystère.

Faça o download da edição em páginas simples aqui.

Ou se preferir a edição em páginas duplas, aqui.

 

Conhecendo Adam Wild

Dica de trilha para escutar enquanto lê. Nada melhor do que a trilha de “As Minas do Rei Salomão”, clássico da Sessão da Tarde que conta uma grande aventura na África:

Gianfranco Manfredi (à direita), é um dos gênios da Sergio Bonelli Editore, criador de séries como Mágico Vento e Face Oculta. Em 2014 o italiano deu vida à mais uma série Bonelli: Adam Wild. Para nós esta série teve algo muito especial, em sua equipe de desenhistas estavam dois brasileiros: Ibraim Roberson e Pedro Mauro.

Ibraim Roberson já desenhou para Marvel e DC, além de ter feito a versão em quadrinhos do Guia de sobrevivência aos zumbis – Ataques registrados, lançado no Brasil pela Rocco. E Pedro Mauro é um desenhista muito experiente que voltou com força total. Começou na editora Taika, de Jayme Cortez ajudando Ignacio Justo em histórias de guerra. Meses depois assinava a arte da revista Pancho, um western spaguetti. Depois deixou as HQs para fazer storyboards para publicidade. Em 2017 Pedro lançou junto ao roteirista Carlos Estefan a hq independente “Gatilho” contando a história de um caçador de recompensas que chega a uma cidade abandonada em busca de justiça.

Voltando à Adam Wild, a obra foi lançada em outubro de 2014 com a primeira edição intitulada “Os Escravos de Zanzibar”. Os roteiros são de Gianfranco Manfredi e as capas são de Darko Perović. A realização gráfica do personagem ficou a cargo de Alessandro Nespolino. A série acontece no final do século XIX e suas histórias são histórico-aventureiras que ocorrem na chamada África negra, do Quênia à África do Sul, com uma “localização” prevalecente na Tanzânia, incluindo países como Congo e Nigéria.

Como em Mágico Vento, Face Oculta, entre outros de seus trabalhos, Manfredi escreve com muita base em pesquisa histórica. Adam Wild é um homem de ação, que prefere o contato com a natureza e a viver em Londres.

Em suas missões, Adam está sempre acompanhado de amigos e de Amina, a princesa guerreira Bantu que luta ao seu lado. Suas características o fazem parecer Errol Flynn (imagem abaixo), Clark Gable e Douglas Fairbanks.

Adam Wild é um homem ousado, positivo e amante da natureza. É um explorador escocês, membro da Royal Geographical Society de Londres. Em suas aventuras combate as mais diversas ameaças da exploração colonial na África como o poder de empresas ocidentais, a exploração nas minas de ouro e diamantes e as guerras tribais induzidas pela política europeia.

Em entrevista a Alfredo Castelli, criador de Martin Mystère, Manfredi comenta que Adam Wild nasceu como um projeto dedicado aos leitores de longa data da Bonelli. “Os leitores Bonelli estão a décadas conosco, são leitores para a vida toda. Em épocas de crise chegamos a vender 28 milhões de cópias e temos muito a agradecer aos fieis leitores. Enquanto no passado, quando a tradição da Bonelli era vista como conservadora, eu e outros autores tentávamos propor coisas inovadoras (devido à estabilidade assegurada por Tex, Dylan Dog e Martin Mystère), agora penso que alguém deveria cuidar não só de encontrar novos leitores, mas manter os que continuam conosco, pois se os perdermos, estamos ferrados”, comentou Gianfranco.

Foi Manfredi quem encontrou a arte de Pedro Mauro no Facebook e o convidou a fazer parte do projeto (arte de Pedro Mauro à direita). Em entrevista ao site Mania de Gibis, Pedro Mauro comentou sobre Gianfranco, “ele é muito organizado: manda todas as referências, quadro a quadro, e tem um roteiro bem fácil de seguir”. Já Ibraim Roberson chegou a Manfredi por meio do seu representante na Itália.

Segundo o desenhista, Manfredi nunca fez um retoque sequer nas sequências narrativas. “Ele parece desenhar cada detalhe das páginas no momento em que está escrevendo. O meu trabalho fica facilitado, pois é exatamente como uma tradução, em vez de uma adaptação”, diz Roberson. “Toda a energia de um texto incrível está visível em cada painel de Adam Wild”.

Em Adam Wild, Manfredi diz que tentou mostrar a raiz histórica de problemas que reapareceram fortemente hoje em dia, como a escravidão. “Adam Wild não é um explorador normal, ele é um libertador de escravos que mais tarde se envolve em guerras coloniais. É uma série que continuou o discurso aventureiro e histórico das obras de Arthur C. Clark (2001: Uma Odisseia no Espaço), ou do personagem Indiana Jones, etc.

Ao falar do encerramento da série na 26ª edição, Manfredi comenta que poderia ter abordado muito mais assuntos. “Adam Wild passa por cerca de quinze países africanos subsaarianos. Passagens pelo Congo, alusões ao Sudão e nem mencionamos Angola. Em suma, haveria muito a contar”, e destaca que agora com a série concluída, não mudaria nada em sua trajetória, “após ter passado pela falta de clareza no início da série, pois não sabíamos se seria longa ou não, tudo se encaixou depois e a série é muito clara em sua proposta”.

Viva Bonelli!

Dampyr 212 – O dia dos mortos

Por Joe Fábio Mariano Oliveira

 

A Itália sempre foi o berço de excelentes obras em quadrinhos. Criado no ano 2000, Dampyr é um desses personagens que a Editora Bonelli apresentou. Criado pelos talentosos artistas Mauro Boselli e Maurizio Colombo, o Caçador de
vampiros já superou os 200 números em seu país de origem.

Enquanto isso, no Brasil, o personagem que teve uma breve passagem em nossas bancas, sob a tutela da Editora Mythos, com 12 números publicados entre setembro de 2004 e agosto de 2005, prepara seu retorno, agora numa aposta ousada da jovem Editora 85, que após uma campanha flexível no site de crowdfunding Catarse, já mandou para a gráfica o álbum que apresentará quatro histórias inéditas com Harlan Draka.

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Séries Bonelli que talvez nunca vejamos no Brasil: Morgan Lost

A Sergio Bonelli Editore se modernizou bastante nas últimas séries lançadas, como exemplo cito Orfani, primeira série Bonelli totalmente publicada a cores. Em Morgan Lost, mais uma grande novidade foi explorada. O personagem sofre de um problema de visão, fazendo com que enxergue em escalas de cinza e vermelho, por isso em todas as edições da série, fora a capa, enxergamos da mesma maneira que Morgan, em apenas tês cores.

Conhecendo a série

Morgan Lost começou a ser publicada em 2015. A série é uma criação de Claudio Chiaverotti (ao lado), autor que já trabalhou com Dylan Dog em alguns especiais, Dylan Dog Gigante e almanaques.

Em 1998 criou Brendon, um mercenário em uma terra pós-apocalíptica. Série também publicada pela Bonelli. Escreveu algumas edições de Martin Mystère até criar Morgan Lost. Morgan é um caçador de Serial Killers de New Heliopolis, uma versão alternativa de Nova York dos anos 1950, onde a Segunda Guerra Mundial nunca aconteceu.

A cidade é cheia de assassinos em série e a polícia criou um Grupo Especial dedicado a apenas capturar este tipo de criminosos. O personagem nasceu no final dos anos 1920 e logo ficou órfão acabando em um orfanato. Ele cresce e torna-se proprietário de um cinema chamado, o Império. Junto à sua namorada, Lisbeth Connor eles administraram o local por um tempo. Uma noite os dois foram sequestrados por homens mascarados que os torturaram. Os bandidos tatuaram uma máscara preta no rosto de Morgan. Lisbeth morre e Morgan se salva.

Ele vende o cinema ao seu velho amigo Fitz e inicia uma carreira de caçador de Serial Killers. Seis anos depois da tragédia, ele vive em um pequeno apartamento no topo de um arranha-céu. Vive atormentado por traumas passados e sofre de insônia. Durante suas investigações descobre seus captores e que Lisbeth não está realmente morta. Ela também se tornou uma assassina em série!

Junto a uma criminóloga, Pandora Stillman, Morgan encontra Lisbeth e descobre que o médico que cuidou dela, (atenção agora que é bizarro) descobriu que Lisbeth tinha a mesma doença que o Diretor do Templo da Burocracia, fingiu a morte de Lisbeth e a vendeu para que os cientistas do Diretor pudessem achar uma cura para ele. A cura não foi encontrada e o Diretor fez de Lisbeth sua parceira, pois ela é a única mulher que pode se relacionar com ele, sem matá-lo!

Características do personagem

Como mencionei acima, Morgan sofre de um problema de visão que o faz enxergar em escalas de cinza e vermelho. Quando se encontra em situação de forte estresse psicológico, ele gagueja, problema que traz desde a época que estava no orfanato.

Ele sofre de insônia, que o faz ficar sem dormir por dias, o que provoca fortes enxaquecas que tenta resolver com analgésicos. Quando está perto do mar, Morgan tem visões estranhas com os assassinos que caçou e matou, sentados em cadeiras o observando.

A tatuagem que tem no rosto, os maníacos que fizeram isso tinham o costume de fazer em outras vítimas. Chamam a tatuagem de “Olhar de Seth”. Morgan chegou a fazer um curso na polícia de New Heliopolis recebendo educação necessária para conseguir rastrear o perfil dos assassinos em série.

Ele tem uma boa preparação física e habilidade de luta corporal bem como no uso de armas de fogo. Usa uma pistola Mateba AutoRevolver. Na fivela de seu cinto tem o símbolo da paz, que pegou de um pingente que Lisbeth tinha ao redor do pescoço no dia de seu sequestro.

Publicações

A série principal iniciou em 2015 e teve 24 edições já concluídas. Em 2017 iniciou uma nova série, Morgan Lost – Dark Novels que está em sua quarta edição.

E então? A série é muito bem construída com várias referências à assassinos bizarros do cinema. Tem um personagem cheio de problemas, dramático e a série regular já está concluída com 24 edições. Teria chance se fosse publicada no Brasil?

Viva Bonelli!

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