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Mister No e a Mad Maria

Sergio Bonelli era um aventureiro e muitas das histórias que escreveu com o pseudônimo de Guido Nollita saíram de suas aventuras. Em Mister No isso acontece ainda mais, pois Jerry Drake percorre por muitas vezes o caminho trilhado no mundo real por seu criador, Sergio.

Um exemplo disso é a relação de Sergio Bonelli com a Ferrovia Madeira-Mamoré, cuja história foi imortalizada no livro Mad Maria de Márcio de Souza. A intenção era construir uma estrada de ferro de 366 Km no meio da Floresta Amazônica para ligar Guajará-Mirim a Porto Velho.

A Bolívia havia perdido sua faixa litorânea no Pacífico para o Chile, durante a Guerra de Guano em 1883 ficando sem saída para o mar, meio fundamental para uma economia baseada na exportação. Por isso os bolivianos optaram trocar o Acre por uma ferrovia que fosse da fronteira do Brasil ao rio Mamoré e daí, de barco pelos rios Madeira e Amazonas, os produtos bolivianos chegariam ao Atlântico.

Em maio de 1905, o governo brasileiro abriu concorrência para a obra tomando por base o custo das ferrovias construídas em Minas, São Paulo e Rio e conseguiu apenas dois pretendentes. Venceu Joaquim Catrambi, um testa de ferro do empresário americano Percival Farquhar, que achava poder ganhar dinheiro explorando as riquezas naturais da região

Pelo contrato, madeira e outras coisas retiradas da floresta seriam de quem achasse. A obra começou em 1907. Em plena estação das chuvas, 14 sujeitos abriram a mata e construíram casas para trabalhadores, oficinas e escritórios que, mais tarde, viraria a cidade de Porto Velho.

Trens e equipamentos foram engolidos pela floresta.

A ferrovia deveria passar sobre rios que triplicam de volume na época da chuva, o que pode durar quase metade do ano. Os empreiteiros americanos logo descobriram que o ambiente insalubre e as doenças tropicais incapacitavam os trabalhadores num ritmo mais rápido do que eles podiam avançar com os trilhos.

Foi criado um processo de rodízio no qual cerca de 500 empregados chegavam todos os meses para substituir os doentes. Cerca de 22 mil operários chegaram e se foram. Segundo os registros do Hospital da Candelária, criado apenas para tratar os funcionários da ferrovia, 1.593 pessoas morreram lá dentro.

Seis anos e milhares de dólares depois, a obra ficou pronta. No mesmo ano de 1913 a exportação de borracha da Ásia superou a da Amazônia e o preço do produto despencou. Com o tempo a tão desejada saída para o mar passou a ser cada vez menos frequentada e ficou praticamente abandonada por quase 20 anos, até ser oficialmente desativada em 1966. Parte dos equipamentos foi vendida ou jogada no Rio Madeira. O exército incinerou os documentos oficiais sobre ela.

Mister No e suas aventuras com a Mad Maria

Em Mister No #111 e #112 Nolitta nos traz uma Nova Mad Maria, nome da empresa que o senhor Galvão cria pretendendo reconstruir a antiga ferrovia. Mister No e seu cliente, Almeida, um jornalista maltrapilho, visitam uma tribo de índios, que se enfurecem com os trabalhos da construção da Nova Mad Maria.

Mister No entra em conflito com os empreiteiros e descobre que Galvão não quer construir uma ferrovia na Amazônia, mas sim recuperar um baú de moedas de ouro escondido por seu pai e assim fraudar uma seguradora. Descobre também que Almeida não é um jornalista… o velho caso de clientes que enganam o bom Jerry Drake.

A edição #111, publicada em 1984 traz o título “A Lei da Violência” e a #112, “Caçada Humana”. Ambas com arte de Roberto Diso.

Em setembro de 1995 Nolitta (Bonelli) conta outra história sobre a Mad Maria, mas essa com fatos presenciados por ele mesmo. A história A Ferrovia do Diabo, publicada no Brasil em Tex e Os Aventureiros n.2 pela Mythos e originalmente publicada em Amico Treno n.8, da Ferrovia Estatal Italiana, leva Mister No ao local onde ainda existiam os restos da antiga ferrovia.

A história foi resultado de uma visita in loco de Sergio Bonelli à região. Em poucas páginas, o autor narra a trágica aventura da ferrovia fantasma tomada pela floresta, locomotivas enferrujadas e cemitérios improvisados ao longo do percurso.

Nesta página é mostrado o Cemitério da Candelária.

Bonelli visitou o cemitério da Candelária, também mostrado na história, e escreveu assim no artigo da revista Amico Treno:

“A pé, de canoa, de carro ou num Piper alugado, tentei refazer o trajeto da Ferrovia do Diabo, e encontrei as marcas de uma das maiores derrotas sofridas pelo homem moderno e tecnológico… vagões cobertos pela vegetação, aqui e ali alguns metros de trilhos e fascinantes pontes de ferro que ainda unem as margens de um afluente do Rio Madeira. E à minha volta explodia, em suas mil cores a silenciosa como sempre, a exuberante floresta amazônica, o terrível e belíssimo Inferno Verde”.

E aqui, além da estação, um trem abandonado.

Para mais aventuras de Mister No na Amazônia

Está no ar a nova campanha da Editora 85 que traz os volumes Dampyr 6, Morgan Lost 2, Nick Raider 1 e Mister No Especial 6. Este Mister No traz uma história publicada originalmente em Mister No Speciale 7. 148 páginas de uma aventura escrita por Nolitta e desenhos de Roberto Diso pela Amazônia.

James Newman, autor de histórias em quadrinhos, apaixonado pelas tiras de “Terry e os Piratas” de Milton Caniff, procura Mister No para que ele seja seu guia pela selva amazônica a fim de encontrar ideias para suas novas histórias. Mas nesta aventura ele acaba vendo que a realidade é bem diferente da ficção.

Parece mais uma aventura vivida por Sergio Bonelli em terras brasileiras.

Para apoiar acesse o link: www.catarse.me/85001

 

Fonte: Aventuras na História

Tex Willer colorido fracassa nas livrarias italianas

A Itália foi um dos países mais atingidos pela Covid-19, logo, prejudicando economicamente a Sergio Bonelli Editore fazendo com que os planos de publicações sejam muito bem avaliados no futuro. Ao que tudo indica, uma das edições que não terá mais continuidade, devido ao custo e às baixas vendas são as edições encadernadas coloridas de Tex Willer. São edições encadernadas que compilam as aventuras do jovem Tex com mais de 250 páginas  vendidas especialmente em livrarias.

Tex Gold da SALVAT não será mais distribuído em Bancas

Como já informamos antes, a DINAP/Treelog não irá mais distribuir em bancas, revistas, quadrinhos e afins a partir de janeiro de 2021. Isso prejudica em especial a chegada de Tex aos leitores de todo o Brasil. Pois a Editora Mythos realiza sua distribuição através da DINAP e agora, em comunicado oficial, a Editora Salvat que lança a coleção Tex Gold anunciou que também não terá mais suas coleções distribuídas nas bancas.

A Coleção Tex Gold iniciou em 2017 com o lançamento de O Profeta Indígena com o primeiro volume custando o valor promocional de R$ 9,90. Os valores foram sofrendo reajustes chegando hoje a R$64,90. As edições da coleção são em capa dura, coloridas, papel de qualidade e geralmente com mais de 200 páginas. A série possui assinatura e era distribuída em bancas.

Das Terras Frias a mais nova casa da Bonelli no Brasil: Editora Saicã

E vem da Terras Frias a mais nova editora a publicar quadrinhos italianos (Fumetti) da nossa querida Sergio Bonelli Editore. Com sede em Rosário do Sul, RS, idealizada e criada por um grande colecionador e fã de quadrinhos Bonelli. A Editora Saicã, recém criada, fará suas primeiras publicações em 2021 por meio de financiamento coletivo, também conhecido como crowdfunding. A plataforma escolhida é o Catarse, a exemplo das várias editoras que surgiram nos últimos três anos e que publicam Bonelli.

A influência de Alien na série Legs Weaver

A Editora Graphite está com uma campanha aberta no Catarse para trazer ao Brasil a personagem Legs Weaver.

A personagem surgiu em Nathan Never n.1 em 1991 e em 1995 ganhou sua série própria. Inicialmente era para ser uma imitação da série original Nathan Never, inclusive compartilha seus personagens, mas o grande diferencial é que a atmosfera da história tem um tom mais irônico e engraçado, contrastando com o cenário profundo e envolvente de Nathan Never.

Quem eram os Justiceiros de Vegas?

Será publicado pela Panini Comics ainda este mês de novembro o primeiro volume da Biblioteca Tex: Os Justiceiros de Vegas. A edição, escrita por Mauro Boselli, com desenhos e capa de Corrado Mastantuono, terá 224 páginas coloridas pela GFB Comics. Terá o mesmo formato das edições da Salvat e virá no preço de R$ 84,00.

Na trama, Tex e seus pards descobrem alguns bandidos que foram enforcados em Vegas, mas as contas não batem quando ele percebe que a mesma gangue havia assaltado uma diligência depois de dados como mortos. Para esclarecer a situação, os pards devem enfrentar Hoodoo Brown e Dave Mather, respectivamente prefeito e xerife da cidade, aparentemente, livre de crimes.

Hoodoo e Mather são personagens reais, que fizeram história no velho oeste americano e é deles que vamos falar hoje. Os Justiceiros de Vegas.

Dave Mather, mais conhecido como “Mysterious Dave”

 Homem misterioso em vida e também na morte. Cruzou a linha entre homem da lei e fora-da-lei diversas vezes, porém deixou poucos documentos confiáveis para descobrirmos com certeza como foi sua vida.

O que se sabe é que Mather (à esquerda) nasceu no nordeste dos Estados Unidos em 1851, seus pais morreram quando ele tinha 16 anos, obrigando ele e seu irmão, Josiah a se mudarem para o oeste. Em 1873, supostamente roubava gado com Dave Rudabaugh antes de fugir do estado do Arkansas. Se envolveu também na caça de búfalos. Em 1878 vendeu barras de ouro falsas para cidadãos ingênuos em Mobeetie, Texas. Na época, seu parceiro de crime, segundo alguns, era a futura lenda Wyatt Earp.

Não existe registro fotográfico de Hoodoo Brown, porém em 2005, Hoodoo apareceu no game Gun. Usando o mesmo nome e as feições do personagem real, aqui, Hoodoo era prefeito da cidade fictícia de Empire City, Novo México.

Hoodoo Brown

Hoodoo foi considerado o cowboy mais malvado de todos por Harold Thatcher, curador do Rough Rider Museum em Las Vegas. Alto, magro e com bigode fino, não há registro fotográfico. Seu nome original era Hyman G. Neil, natural de Lexington, Missouri. Seu pai tinha vindo para Lexington do Condado de Lee, Virgínia, na década de 1830, advogado, ingressou na Confederação quando a Guerra Civil Americana começou, porém, decidiu não negar seu juramento de apoiar a Constituição e acabou ingressando na União. Por causa dessa decisão, ele e sua família se mudaram para Warrensburg, Missouri após a Guerra.

Hoodoo saiu de casa ainda adolescente e em 1872 caçava bisões e transportava madeira. Era conhecido por ser um jogador e trapaceiro. No Colorado trabalhou em minas de prata com um amigo e juntos montaram uma companhia de ópera no México.

 

A Gangue de Dodge City

Mather mudou-se para Las Vegas e encontrou trabalho como vice xerife. Sua reputação como pistoleiro começou nessa época, quando se envolveu em um tiroteio em 22 de janeiro de 1880. Ele e seu chefe, Xerife Joe Carson se envolveram em um tiroteio com quatro homens no Variety Hall de Close & Patterson, na Rua Principal. Carson foi morto, Mather matou William Randall e feriu gravemente James West. Ele também feriu Thomas Jefferson House e John Dorsey, mas os ferimentos foram leves e eles fugiram do local. Devido a esse acontecimento, Mather foi promovido à xerife.

Ao chegar em Las Vegas, Hoodoo descobriu que estava desenvolvendo uma reputação em um lugar sem lei, cheio de foragidos, trapaceiros, assassinos e ladrões. Seu descontentamento levou à sua eleição como Juiz de Paz de Las Vegas. Serviu também como legista e prefeito da cidade e recrutou vários ex-atiradores do Kansas para formar uma força policial. Porém este grupo era pior do que os criminosos da cidade. Chamada de “Dodge City Gang” (imagem acima), a gangue incluía o xerife da cidade, Mysterious Dave Mather, Joe Carson, “Dutchy” Schunderberger e Dave Rudabaugh.

Foi nesta época que Boselli resolveu contar a história do encontro entre estes personagens reais e os nossos heróis.

De 1879 a 1880, a Gangue de Dodge City roubava diligências e trens, realizava assassinatos, furtos e corrupção municipal. Hoodoo era o prefeito e a gangue foi oficializada como Júri. Eles mesmos determinavam se as mortes eram ou não em legítima defesa. Com isso, Hoddoo conseguiu encobrir a maioria dos crimes da gangue.

Em fevereiro de 1880, os dois homens que sobreviveram no tiroteio no Variety Hall, House e Dorsey foram capturados. Sob a supervisão de Mather, uma turba de linchadores os tirou da prisão junto ao colega pistoleiro James West e os enforcou. No mês seguinte, houve dois assassinatos no mesmo dia e o público começou a suspeitar que Mather tinha ligações com o chefe da máfia da cidade. Mather renunciou ao cargo de xerife em 3 de março de 1880.

Rivalidade em Dodge City

Mather foi substituído como xerife por Tom Nixon, iniciando uma rivalidade entre os dois. Que piorou quando foi aprovada a “Portaria nº 83”, que proibia salões de dança em Dodge City. A lei foi aplicada contra o Opera House, impedindo dança no saloon, cujo dono era Mather, mas não contra o Lady Gay Saloon, de Nixon. Mather iniciou uma guerra de preços de cerveja. Cobrava apenas 5 centavos o copo, metade do preço de seus concorrentes.

Nixon e os outros proprietários de bares em Dodge City pressionaram os atacadistas de cerveja a cortar o fornecimento de Mather. A rivalidade resultou em um tiroteio no dia 18 de julho de 1884, quando Nixon atirou em Mather, mas apenas o feriu levemente. Nixon pagou fiança sob acusação de tentativa de homicídio.

Três dias depois, Mather e Nixon entraram em outro confronto e Mather atirou e matou Nixon. O caso de Mather foi enviado a julgamento que durou apenas três dias. O júri deliberou apenas sete minutos antes de declarar Mather inocente. O jornal Kinsley Mercury escreveu que “o veredito foi adequado, pois o peso do depoimento mostrou que Nixon foi o agressor na contenda e que Mather tinha justificativa para o tiroteio”. O Dodge City Times observou que “a leitura do veredito, pelo tribunal, foi interrompida por manifestações de aprovação da audiência”.

Após a absolvição, Josiah, o irmão de Mather o encontrou. Eles estavam no Junction Saloon em Dodge City jogando cartas com David Barnes. Após uma discussão e tiroteio Barnes foi morto. O xerife Pat Sughure prendeu os dois irmãos.

Um exame preliminar para os irmãos foi realizado em Dodge City 12 dias depois, em 22 de maio. Os dois irmãos foram presos para julgamento sem fiança. Imediatamente, eles solicitaram habeas corpus. Em 2 de junho de 1885, o juiz Strang permitiu que os réus pagassem uma fiança de $ 3.000 e eles foram libertados. Seus advogados adiaram seus casos até o termo do tribunal em dezembro de 1885. Os dois réus saíram sob fiança e nunca foram julgados.

As mortes de Hoodoo e Mather

Cansados da corrupção de Hoodoo, foi organizada uma equipe de vigilantes para derrubar o prefeito. Hoodoo não foi morto mas sim expulso do estado. Um dos delegados de Hoodoo havia sido morto dois meses antes e a viúva, ao ir fazer a exumação do corpo do marido para transferi-lo para Houston descobriu que Hoodoo estava preso. Ela visitou Hoodoo na prisão e o jornal local relatou que “o encontro entre os dois foi um tanto mais afetuoso do que seria de se esperar dado às circunstâncias”. Hoodoo estava preso por assassinato e roubo e contratou dois advogados locais. Foi libertado e nem ele nem a viúva foram mais vistos.

Hoodoo morreu em Torreón, no México e deixou esposa e um filho. Seus irmãos levaram seus restos mortais para Lexington e ele foi enterrado lá com o nome de Henry G. Neil.

Já Mather (à esquerda) se tornou xerife da cidade de New Kiowa, Kansas e o último registro dele foi em 1885, onde retirou $ 300 dólares para ajudar um amigo, Dave Black, acusado de assassinar um soldado. Ele fugiu de New Kiowa ao ouvir rumores de que a Companhia do Soldado poderia vir atrás dele por defender o assassino de seu companheiro.

Em 1902, a revista Everybody’s Magazine afirmou que Mather havia se alistado na Polícia Montada Real Canadense (RCMP) onde trabalhou até 1922, fato negado pela Polícia Montada. Seu irmão Josiah disse que Mather foi morto por Moonshiners no Tennessee, porém este relato é contraditório pois Josiah contou aos filhos que ele nunca mais viu ou ouviu falar do irmão após o incidente com Barnes em Dodge City.

Por fim, o “Mysterious Dave” teve um fim misterioso em uma vida conturbada, porém cheia de histórias incríveis.

Não deixe de vê-lo e também Hoodoo Brown na Biblioteca Tex: Os Justiceiros de Vegas.

 

Imagem da Capa da edição retirada do site Tex Willer Blog.

Fonte informações: PeoplePill

Divulgada a capa do crossover entre Flash e Zagor

Foram divulgadas as capas do crossover entre Flash e Zagor em mais uma parceria entre a DC Comics e a Sergio Bonelli Editore. A arte da capa foi realizada por Carmine Di Giandomenico e, em 10 de dezembro será publicado o número Zero, escrito por Giovanni Masi e Mauro Uzzeo, com desenhos de Davide Gianfelice. O título da edição será “The Hatchet and the Lightning” (“A Machadinha e o Relâmpago”).

As capas divulgadas são de duas edições limitadas. Uma destaca Zagor com Flash ao fundo e a outra o contrário. Carmine Di Giandomenico (à direita) já desenhou Conan, o Bárbaro para a Marvel Itália (1997), e sua mais recente obra para a Marvel foi Homem Aranha: Noir. Giandomenico desenhou o Flash na fase Renascimento e hoje trabalha na revista da Liga da Justiça.

A edição número 0, “The Hatchet and the Lightning”, terá 32 páginas coloridas no formato 16x21cm. Além da história, a edição terá muitas curiosidades e bastidores deste novo crossover entre os heróis da DC e os da Bonelli. Lembrando que este encontro entre as duas editoras já aconteceu no especial Dylan Dog/Batman: Relações Perigosas, lançado em 2019.

O encontro entre Dylan Dog e Batman teve argumento de Roberto Recchioni com desenhos de Gigi Cavenago e Werther Dell’Edera. A edição também conta com a participação dos vilões Coringa e Xabaras.

O encontro de Flash e Zagor é o segundo de três encontros entre os personagens da DC e da Bonelli. O terceiro, ainda sem data definida já foi anunciado na Lucca Comics & Games 2019 e será entre Nathan Never e Liga da Justiça.

Em breve você pode acompanhar mais informações aqui mesmo no site da Confraria Bonelli.

Fonte: https://www.sergiobonelli.it/news/2020/11/19/gallery/flash-corre-a-darkwood-1008928/

Mythos estuda lançar nova coleção de Dylan Dog

Em outubro de 1986 a Sergio Bonelli lançou Dylan Dog #1, O Despertar dos Mortos Vivos. No Brasil, Dylan começou a ser publicado em 1991 pela Editora Record. Desde então acompanhamos o personagem criado por Tiziano Sclavi em suas aventuras com humor nonsense, surreais, com muita ação, mistério e terror. No Brasil o personagem já viveu altos e baixos sendo publicado por quatro editoras diferentes. Hoje, podemos dizer que estamos vivendo o melhor momento do Investigador do Pesadelo no Brasil.

A Mythos que já publicou 40 números do personagem em formatinho, agora publica duas coleções: Clássica e Nova Série. Publica também Graphic Novels, o Almanaque do Pesadelo e especula lançar mais uma coleção em 2021.

Na live do canal BlogBuster (https://www.youtube.com/watch?v=qj-CZgparI8&t=2237s), Joana Rosa Russo, editora da Mythos ao ser questionada sobre uma possível coleção de Dylan Dog Classic, com publicações desde o primeiro volume de Dylan, destacou que a editora não pretende lançar uma coleção assim, mas estuda lançar uma coleção de alguma fase do personagem: “A gente prefere lançar por fase, mas como está saindo algumas ristampas (reimpressões) na Itália, a gente talvez acabe publicando uma coleção Tiziano Sclavi. Mas é tudo especulação”, destacou Joana.

Claro que não vamos tirar nenhuma conclusão disso, mesmo que os leitores da Bonelli aqui no Brasil sintam falta de mais histórias clássicas de Dylan, em especial de Tiziano Sclavi, criador do personagem. Mas vamos listar algumas coleções lançadas na Itália que seriam muito interessantes para serem publicadas por aqui:

IL DYLAN DOG DI TIZIANO SCLAVI (O Dylan Dog de Tiziano Sclavi)

Série mensal que propôs trazer em 24 volumes as melhores histórias de Tiziano Sclavi. A série iniciou em maio de 2017 com “Através do Espelho” e foi até abril de 2019 com “O Longo Adeus.” O acabamento dessa edição lembra publicações americanas de terror dos anos 1950.

As capas são simples, em uma cor parda com um desenho realizado por Gigi Cavenago, atual capista de Dylan Dog. Todas as edições são coloridas ao estilo dos anos 1950 e com as páginas mais amareladas. A série foi publicada em banca com 112 páginas cada edição e compila ótimas histórias realizadas pelo criador de Dylan.

A série foi um enorme sucesso e a Sergio Bonelli Editore depois publicou packs (caixas) com quatro edições cada.

LIBRI DYLAN DOG (Uma espécie de Dylan Dog Anual)

Outra ótima coleção de Dylan lançada pela Bonelli é esta em capa dura. Até o momento foram lançados 5 volumes e cada um compila cinco histórias indispensáveis do Investigador do Pesadelo.

O formato lembra As Grandes Aventuras de Tex, recém lançado pela Editora Mythos. Cada volume tem em média 500 páginas e as histórias são selecionadas com base em um tema. Por exemplo:

O primeiro volume, Angeli i Demoni compila histórias com demônios e anjos (ah, jura?) que acabam atravessando o caminho de Dylan. Lançado em 2016 compila Dylan Dog #6 “A Beleza do Demônio” com roteiro de Tiziano Sclavi e arte de Gustavo Trigo. Dylan Dog #141 “O Anjo Exterminador”, de Pasquale Ruju e arte de Nicola Mari. “O Mistério de Veneza”, publicado em Dylan Dog #184 com roteiro de Ruju e arte de Angelo Stano. Dylan Dog #221, “O Toque do Demônio” de Paola Barbato e arte de Fabio Celoni. E encerra com “O céu pode esperar”, de Michele Masiero e arte de Corrado Roi, publicado em Dylan Dog #229.

E o volume dois se mostra bem mais interessante para ser lançado no Brasil neste momento. Intitulado Xabaras, a edição traz histórias que recontam o passado de Dylan com histórias cruciais e roteirizadas por Tiziano Sclavi e arte de Angelo Stano. Nela consta Dylan Dog #1, “O Despertar dos Mortos Vivos”. Em seguida vem “Morgana”, publicada em Dylan Dog #25. Dylan enfrenta Xabaras em “História de Ninguém”, publicada em Dylan Dog #43 e o volume conclui com “A História de Dylan Dog”, publicado em Dylan Dog #100. Este volume tem uma história a menos que as outras.

Esta coleção sai anualmente e seria uma ótima ideia ter um Dylan Dog Anual nesse sentido. Uma alternativa para quem pede o Dylan Dog Clássico.

 

Existem duas séries interessantes que saíram em parceria com jornais italianos.

Dylan Dog – Coleção Histórica a Cores

Esta série foi publicada em uma parceria entre os jornais La Repubblica e L’Espresso. Em 50 números foram publicadas cronologicamente os 150 primeiros volumes de Dylan Dog. Três histórias coloridas por edição, com acréscimo de material extra organizado pelo jornalista e perito em quadrinhos Luca Raffaelli e pelos editores da Bonelli Luca Crovi e Maurizio Colombo. A série iniciou em 2013 e terminou em janeiro de 2014. Lembrando que os volumes saíam semanalmente.

 

Dylan Dog Viaggio nell’Incubo

Esta série é uma parceria entre os jornais La Gazzetta dello Sport e Corriere dela Sera. Em andamento, a série já chegou à edição 68 de 80 planejadas. Com 208 páginas, cada volume compila duas histórias combinadas com base em um tema, monstros, alienígenas, fantasmas, vampiros, etc… A divisão por temas permite que o leitor se aproxime da complexidade e nuances do personagem em seu mundo inquieto e em suas investigações.

As histórias são em preto e branco, e as capas são inéditas, criadas pelos mais importantes artistas da Sergio Bonelli Editore. Em cada volume o leitor encontrará conteúdos extras. Colunas de Fábio Licari, supervisor editorial da coleção e textos de Maurizio Colombo, que explora a temática de cada volume.

Por falar em Tiziano Sclavi, não posso encerrar esse texto sem citar I Racconti di Domani. O retorno de Tiziano à escrita de Dylan Dog. Aqui ele faz uma série de pequenos contos apresentados pelo Dylan, ao estilo Creepshow, onde ele apresenta os contos mas não participa. Nesta série somos transportados de uma maneira incrível pela escrita de um dos maiores roteiristas italianos.

No primeiro volume, Dylan encontra na loja Safará um misterioso livro. Hamlin, o misterioso gerente da loja descreve o livro como uma “coleção de contos que serão escritos amanhã”. E é justamente este o título do livro empoeirado: Contos do Amanhã! O Investigador do Pesadelo iniciará a leitura junto a nós, leitores e encontraremos uma coisa em comum entre as histórias: o horror!

Cada volume conta com 64 páginas coloridas, capa dura. O segundo volume tem arte de Nicola Mari e a terceira edição, que sai dia 26 de novembro, tem a arte de Giorgio Pontrelli.

Existem várias outras reimpressões e coleções de Dylan, mas no momento estas parecem se encaixar melhor em nossa necessidade como leitor.

Estas foram algumas especulações, mas concretamente já podemos esperar que Dylan Dog terá as edições inéditas até a número 100, finalmente publicadas. “São 37 histórias. E pra coisa andar mais rápido, talvez passe a ser mensal”, destacou o Editor da Mythos Dorival Vitor Lopes. Ele comentou também que Dylan Dog Nova série continua do mesmo jeito.

Mas isso abordaremos em outro post, enquanto isso, leiam Dylan Dog! Não irão se arrepender.

Conheça Il Confine – Série de mistério e suspense da Bonelli

A Bonelli esbanja boas histórias, equipes criativas brilhantes e nos últimos anos arrisca ainda mais com novos selos. Entre eles o selo Audace, da Sergio Bonelli Editore com um tratamento diferenciado e com histórias mais adultas.

Dos títulos lançados no selo Audace estão os já lançados no Brasil Mister No Revolução e Deadwood Dick. E na Itália um dos que mais chama atenção é Il Confine, dos roteiristas Mauro Uzzeo e Giovanni Masi. A obra lançada em 2019 é bimestral, com edições coloridas de 80 páginas. No momento está no quinto volume.

As edições são em capa dura no formato 22x30cm, com 80 páginas coloridas, 60 de quadrinhos e o restante com entrevistas e outras informações. A edição também conta com um mecanismo de preview sobre o que vai acontecer na próxima edição, como é feito nas séries de TV.

Mas do que se trata este fumetti?

A história começa em uma pequena vila alpina na fronteira entre Itália e França, onde um micro-ônibus que transportava uma classe de adolescentes em uma viagem escolar desaparece. Dois personagens distintos são chamados para apoiar as investigações como consultores das autoridades. A italiana Laura Denti, é uma agente da Interpol concreta e pouco afável. E o francês Antoine Jacob, um perito conhecedor das montanhas, fascinado pelo próprio mistério e pelas mudanças na paisagem que parecem perturbar o espaço e o tempo de formas inexplicáveis. Dá mais importância à isso do que pela investigação das crianças.

Mesmo com o foco nos dois protagonistas, Il Confine não deixa de mostrar todo o elenco: os pais dos jovens desaparecidos, o colega que ficou em casa naquele dia, um repórter e a comunidade local. Isso faz com que a narrativa tradicional linear consiga se aprofundar em eventos aparentemente marginais à trama, que logo encontrarão um significado dentro de um quadro geral.

Na primeira edição, La neve rossa (A Neve Vermelha), a história vai direto ao ponto: Onde foram parar as crianças? Sob uma avalanche? Por que, então, não há vestígios? A investigação é densa, em capítulos curtos bem focados que ditam o ritmo não só dos acontecimentos, mas do verdadeiro suspense.

Il Confine é uma história de fantasia, terror, mistério e suspense, que fala de realidades diferentes, algo inspirado em Lovecraft. Para os fãs da série Twin Peaks, de David Lynch é um deleite como também para os fãs de Arquivo X e LOST, mas aí os leitores podem achar, “será que o final vai ser bom?”. Os mistérios vão sendo abertos e nos convidam a ir em busca do desconhecido e explorar tudo em busca de respostas.

Outro elemento interessante à trama é o ambiente. Existem fatos culturais como a tensão entre os policiais italianos e franceses, primos uns dos outros, mas que se provocam com os defeitos das respectivas nações. A montanha é outro elemento especial, que lembra o sobrenatural Lovecraftiano, perturbador.

Eventos e detalhes se acumulam e faltam explicações, pois o enigma rege a trama. Elemento que prende a atenção do leitor, mas também carrega o risco de gerar alguma insatisfação com as respostas que chegarão. Os autores ao menos garantem que tudo fará sentido, mas é o mínimo que podem prometer não é mesmo?

A edição

Il Confine é idealizado pelos roteiristas Mauro Uzzeo e Giovanni Masi, com a colaboração visual de Lorenzo “LRNZ” Ceccoti, que faz as capas. Emiliano Mammucari fez o design de personagens e é o supervisor das cores. Federico Rossi Edrighi faz os layouts e os gráficos são de Fabrizio Verrocchi. Uma equipe de trabalho respeitosa trabalhando com a Bonelli, uma editora conhecida por seus padrões habituais de organização e produção.

Este é um projeto de mídia cruzada da Bonelli, embora os outros produtos relacionados ainda não tenham sido anunciados. Espera-se que Il Confine venha a se tornar uma série de TV, romances, RPGs entre outras coisas.

Distribuída em livrarias e lojas especializadas, a SBE destaca uma valorização da qualidade do produto. E a forma como a edição se comporta é impecável. Sabe misturar suspense e reviravoltas, as cores, os diálogos, a mudança de cena e os personagens são algo bem destacados na trama e fazem parte claramente da narrativa como um todo.

Diferente das propostas da Bonelli de atualizar e modernizar a história de personagens da editora como Martin Mystére ou Mister No, além de realizar eventos chamativos como o encontro de Dylan Dog e Batman, com Il Confine a SBE afirma que quer ir além de seus limites.

O Objetivo é buscar novos territórios, novos leitores, novos habitantes de seu vasto território imaginário. Para sobreviver e evoluir no mercado editorial.

 

Nick Raider volta ao Brasil pela Editora 85

Nesta quarta-feira (4), o editor da Editora 85, Leonardo Campos, confirmou durante o Podcast Confins do Universo (em exatos 01:28:00) que irá publicar Nick Raider. É o retorno da série policial da Sergio Bonelli Editore ao Brasil. A Editora 85 publica atualmente Dampyr, Mister No, Morgan Lost e Diabolik.

Nick Raider foi criado por Claudio Nizzi, famoso escritor de Tex e foi publicada de 1988 a 2005 em 200 edições. Este fumetti mistura as atmosferas do thriller e romance policial com o noir. Nick Raider tem uma narrativa gráfica dinâmica, com elementos clássicos da narrativa policial e as tramas giram em torno de investigações bem detalhadas e desfechos com tiroteios e perseguições emocionantes.

Leonardo revelou à Confraria Bonelli que irá publicar as edições 27, 29, 31 e 32 de Nick Raider, em um compilado com as quatro edições em 388 páginas. Como já vem fazendo com Dampyr que já está em sua quinta edição. “Vou varrer a cronologia em busca das inéditas ainda não publicadas no Brasil”, destacou.

Em Nick Raider vamos encontrar os policiais da Divisão de Homicídios enfrentando casos muito violentos com muita ação e histórias sérias mas ao mesmo tempo divertidas. Além de Nizzi, entre os autores que participaram da série estão, Gianfranco Manfredi, Michele Medda, Tito Faraci, Gino D’Antonio, e muitos outros. Desenharam a série Aldo Capitanio, Bruno Ramella, Ivo Milazzo, Sergio Toppi e outras feras. Do nº 1 ao 43 as capas foram feitas por Giampiero Casertano e Bruno Ramella assumiu da nº 44 até 99. Da 100 até a 200, quem desenhou foi Corrado Mastantuono.

A campanha no Catarse de Nick Raider estreia, se tudo der certo, na primeira semana de janeiro de 2021.

Para saber mais sobre Nick Raider leia esta matéria que publicamos em 2018: https://confrariabonelli.org/?p=1058

 

A seguir uma breve sinopse das histórias que virão em Nick Raider da Editora 85:

Nick Raider #27 – Una Voce nel buio (Uma voz no Escuro)

Roteiro: Giuseppe Ferrandino

Desenho: Federico Antinori

Capa: Giampiero Casertano

Um escritor cego é degolado por uma navalha. Nick e Marvin começam a investigar o passado da vítima, mas um novo assassinato hediondo surge. Novamente a vítima era uma pessoa cega e o crime foi cometido com a mesma arma. Uma nova pista surge, os dois cegos se conheciam e se encontraram com mais duas pessoas cegas há pouco mais de um mês. Depois de encontrar a terceira vítima, fica claro que algo estranho deve ter acontecido naquele encontro. Nick corre para salvar a quarta pessoa…

 

Nick Raider #29 – Missione nel Bronx (Missão no Bronx)

Roteiro: Claudio Nizzi

Desenho: Iginio Straffi com a colaboração de Rodolfo Torti

Capa: Giampiero Casertano

Um mergulho no passado de Nick Raider. Aqui o acompanhamos durante seus dois primeiros anos como policial, quando ainda usava uniforme e descobrimos que Abraham Reginald King, chamado Barba Negra era seu parceiro de patrulha nas ruas do Bronx. Barba Negra é o protagonista de uma triste história que terminou com a prisão de seu amigo Malcom. No presente, Malcom está fora da prisão e está pronto para se vingar…

 

Nick Raider #31 – Un nido di Vipere (Um ninho de víboras)

Roteiro: Giuseppe Ferrandino

Desenho: Gustavo Trigo

Capa: Giampiero Casertano

Violet McGraw, amiga jornalista de Nick, é sequestrada por uma mulher. O sequestrador só a libertará se Nick Raider conseguir coletar as evidências que exoneram Phil Keelin, que foi condenado à prisão perpétua três anos antes pelo assassinato de sua esposa. Não leva muito tempo para Nick descobrir que a mãe do prisioneira está por trás do sequestro, mas ao mesmo tempo o caso Keelin reabre: e ele tem apenas uma semana para salvar Violet!

 

Nick Raider #32 – Vita Vendute (Vida vendida)

Argumentos: Maurizio Colombo

Roteiro: Claudio Nizzi

Desenho: Federico Antinori

Capa: Giampiero Casertano

Durante um tiroteio entre Nick e um ladrão, uma criança fica gravemente ferida. A bala que o matou veio da arma do agente, que está suspenso do cargo. Profundamente deprimido, Nick encontra-se em um bar com um rico empresário de Wyoming que, a conselho do tenente Rayan, o instrui a rastrear sua filha de dezesseis anos, que está desaparecida há alguns meses em Nova York. As verdades que surgirão dos desenvolvimentos desses dois eventos serão chocantes.

No Brasil

Nick Raider foi publicado primeiramente pela Editora Record, em formato original italiano em 1991. Durou apenas 10 edições e foi cancelada. Dez anos depois a Editora Mythos publicou a série de agosto de 2002 a fevereiro de 2004 também com vida curta. Apenas 16 edições.

A Mythos fez mais uma tentativa em 2018 publicando 4 edições mas não deu continuidade.

Tanto na Record quanto na Mythos respeitou-se a maneira das capas com os contornos amarelos nas bordas, que representam o “giallo” um gênero literário e cinematográfico italiano de suspense e romance policial, muito difundidos na Itália na década de 1960. A Mythos fez algumas em branco na primeira série que publicou e na segunda usou uma cor roxa nas quatro capas.

Cronologicamente foram publicadas as edições italianas de 1 a 26 entre Record e Mythos. A Mythos ainda publicou em sua primeira fase as edições 43, 45, 52, 151 na série regular e as edições 28 e 30 em Tex e os Aventureiros nº 4. A Editora 85 pretende continuar a partir da edição 27, fazendo assim com que os leitores continuem acompanhando cronologicamente as histórias de Nick Raider.

 Guia de edições Nick Raider publicadas no Brasil:

Record 1991

1 a 10

Mythos 1ª edição

1 (22), 2 (18), 3 (25), 4 (43), 5 (45), 6 (14), 7 (15), 8 (16), 9 (151), 10 (52), 11 (11), 12 (12), 13 (13), 14 (19), 15 (20), 16 (21)

Mythos 2ª Edição

1 (26), 2 (23), 3 (24), 4 (17)

Mythos

Tex e os Aventureiros 4 (28 e 30)

Editora 85 2002

27, 29, 31 e 32.

Edições italianas publicadas no Brasil:

1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23, 24, 25, 26, 28, 30, 43, 45, 52, 151

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