Categoria: Dampyr

Dampyr 212 – O dia dos mortos

Por Joe Fábio Mariano Oliveira

 

A Itália sempre foi o berço de excelentes obras em quadrinhos. Criado no ano 2000, Dampyr é um desses personagens que a Editora Bonelli apresentou. Criado pelos talentosos artistas Mauro Boselli e Maurizio Colombo, o Caçador de
vampiros já superou os 200 números em seu país de origem.

Enquanto isso, no Brasil, o personagem que teve uma breve passagem em nossas bancas, sob a tutela da Editora Mythos, com 12 números publicados entre setembro de 2004 e agosto de 2005, prepara seu retorno, agora numa aposta ousada da jovem Editora 85, que após uma campanha flexível no site de crowdfunding Catarse, já mandou para a gráfica o álbum que apresentará quatro histórias inéditas com Harlan Draka.

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Dampyr – Vale ou não a pena ler?

VALE OU NÃO A PENA LER?

Sem dúvidas, Dampyr é uma das poucas séries sobre vampiros que acompanho, de forma pessoal. Seu enredo tenebroso e misterioso dá toque de um leve e sutil terror a série, que se destaca pala sua alta desenvoltura em ação e aventura, como exaustivamente comentamos durante a semana. A trajetória entre os cotidianos que Harlan permeia dão a dimensão da visão romancista que ele ainda conserva sobre a crença na humanidade e a lealdade com seu propósito de fazer o bem, o que acaba proporcionando ao leitor uma conexão com outros títulos até mesmo fora das HQs, como o caso da série televisiva, Van Helsing (SyFy, 2016).

E ainda dentre os quadrinhos, destaco HELLSING, um mangá criado integralmente por  Kouta Hirano, em 10 livros. No entanto, o conteúdo altamente violento e sanguinário deixa o roteiro excessivamente denso, mas, muito intrigante, já que trata de batalhas “religiosas” em certo ponto. No mangá o mote é o mesmo: temos vampiros a serviço dos humanos, mas estes últimos são seus mestres. O conflito entre a própria espécie também é bem arrematada, levando o leitor a se questionar sobre os paralelos e dicotomias diárias. Mas mesmo assim, Hellsing pode se tornar uma leitura mais dura e custosa aos leitores que apreciam um enredo não tão sangrento.

Por isso, Dampyr, ao contrário do que se espera de uma série que trata sobre vampiros e o sobrenatural, em regra, NÃO disseca a mente do leitor em veios e rios de sangue: a aventura e o suspense, com a ação intensa, reinam nos quadros da história, e na correta medida, submete o leitor a uma experiência horripilante durante suas transições de ambiente, personagens e até mesmo conflitos.

Dampyr, assim como algumas obras de Stephen King, dão ao leitor um terror de suspense, ou seja, na verdade, o terror não é direto: ele decorre da situação de suspense da trama, o que torna a leitura muito fluida e cativante.

Então amigo leitor, não perca mais tempo 🙂 Se não conhece nosso caçador de vampiros, chegou a hora de conhece-lo.

Dampyr – a expressão vampírica da Bonelli #05

Dampyr deixou uma seleta legião de admiradores que, embora menor, sabe bem como fazer jus a sua memória e agora, mais do que nunca, a sua volta. O colecionador e leitor Joe Fábio, dono do blog Dampyr Brasil, faz parte dessa legião e topou conversar conosco sobre sua paixão e suas impressões!

ENTREVISTA: PALAVRA DE COLECIONADOR – JOE FÁBIO

Joana Russo: Antes de começarmos, gostaria primeiro apresenta-lo! Quem é o Joe Fábio?

Joe Fábio: Comecei a ler quadrinhos Bonelli com Tex em 1978. Depois, vieram os demais personagens. Fiquei um tempo sem ler, no meio da década de 80, mas o chamado foi mais forte… Moro no noroeste do Espírito Santo, em São Gabriel da Palha. Sou leitor também de Zagor, Júlia, Magico Vento e Dampyr.

JR: É um grande prazer conhecer um aficionado por Dampyr no Brasil! Como seu interesse pelo Herói Caçador de Vampiros surgiu? Como você foi “apresentado” ao título? 

JF: Se minha memória não me trair… penso ter visto em Mágico Vento a propaganda do lançamento. Era uma época que vários títulos estavam sendo lançados pela Mythos Editora e logo na leitura do número 1, a paixão surgiu naturalmente.

JR: E o que mais te chamou a atenção em Dampyr? Quero dizer, qual o motivo que te levou a colecionar e se apaixonar por Harlan?

JF: No início não percebi, mas o que me chamou (e chama a atenção) é que Dampyr está sempre viajando pelo mundo e isso foi preponderante para que a paixão aumentasse… E o pano de fundo é sempre o folclore, assunto pelo qual também sou apaixonado!

JR: Quando você começou a colecionar, a Mythos Editora já estava publicando aqui no Brasil? Como você recebeu a notícia do encerramento do título aqui?

JF: Tenho os 12 números publicados pela Mythos no Brasil. Foi um choque! Como ficar sem Harlan Draka e suas aventuras?

JR: Sei que você mantém sua coleção a toda prova! Como você deu continuidade mesmo após o encerramento da publicação aqui?

JF: Foi um golpe de sorte: meu  irmão é fluente em italiano e, na época, estava ensinando algumas pessoas interessadas em ir à Itália, conseguir a cidadania italiana, por isso, “peguei carona”! Depois o José Ricardo do Rio, abriu a revistaria virtual dele e com ele comecei uma parceria (que dura até hoje): uma assinatura, eu diria! Quando recebi a primeira revista – Dampyr 72 – La Dea Gato (A Deusa Gato), foi um choque… só consegui entender o título! Depois de muito esforço e dedicação, consegui entender a história e comecei a penetrar no universo dampyriano. Numa etapa seguinte, via José Ricardo, consegui aos poucos comprar todos os números, inclusive os que saíram no Brasil.

JR: Para você, o que motivou essa retirada do título do mercado?

JF: Uma pergunta difícil… entendo que a maioria esmagadora dos leitores dos quadrinhos Bonelli, são leitores de Tex. E na época, como hoje, preferem títulos texianos. As inúmeras crises econômicas contribuíram para esse acontecimento. Ao longo desses anos, ouvi muito sobre a falta de divulgação por parte da editora… não vou discordar! Mas chegou-se a um momento que se tinha que escolher, Dampyr ou Tex… O Ranger sempre teve e terá preferência. Lembro que sou Texiano “de carteirinha”, não tenho nada contra ele, nem o abandonei.

JR: Na sua opinião Dampyr tem espaço para voltar para o mercado brasileiro? Porque exatamente?

JF: Entendo que tem espaço. Ao longo dos últimos anos, ouvi e ouço muito: “Dampyr é um personagem fantástico!”. Posso afirmar categoricamente que realmente é. O personagem tem dois pais fantásticos, Mauro Boselli e Maurizio Colombo e, hoje com 210 números (Dampyr 210 foi para as bancas italianas em 5 de setembro), afirmo sem medo de errar, é fantástico! Sem contar, o magistral staff de desenhistas e novamente cito as voltas pelo mundo! Dampyr 210 será no Turcomenistão, em plena Ásia Central!

JR: Como surgiu a ideia de criar o um blog para Dampyr aqui no Brasil?

JF: Meu blog surgiu graças a um comentário do Zeca (do Blogue do Tex Portugal)! Participamos de um grupo que se comunica por e-mail, e ele, certa fez, me disse: “Com tanta coisa do personagem, por que não cria um blog para o personagem?”

Custei um tempo para me decidir, depois com a providencial ajuda do Lucas Pimenta de Salvador, colocamos o blog para funcionar!

Sempre muito difícil citar nomes, pois corro o risco de esquecer alguém, mas os amigos Gervásio, Gege Carsan e o Zé Ricardo (meu fornecedor) deram dicas preciosas. Se esqueci alguém, perdão!

JR: E para quem nunca leu Dampyr? O que você recomenda ou por onde recomenda começar?

JF: A minha dica é: o personagem é um Caçador de vampiros, mas esqueçam tudo o que viram nos filmes de Hollywwod! Dampyr é uma lenda balcânica. Por lá, eles acreditam em super vampiros que andam em plena luz dia, ou seja, a luz do sol não os afeta! Somente esses super vampiros, conhecidos na série como Mestres da Noite, podem criar vampiros. Ao morder um ser humano, esse vira um membro do grupo daquele Mestre da Noite que o mordeu. O que é um dampyr? Esses super vampiros ao se relacionarem com uma humana geram um dampyr, o filho de uma humana com um Mestre da Noite. O segredo de um Dampyr é que seu sangue pode matar os Mestres da Noite. Harlan Draka, o Dampyr atual, molha as balas da pistola que usa com seu próprio sangue e assim, elimina vampiros e Mestres da Noite. Quem está afim de mergulhar nesse universo, comece pelos doze números lançados pela Mythos, ali vão começar a se inteirar! Depois, terão que fazer como fiz, lições de italiano e importar! Há um rumor que Dampyr poderá voltar a ser lançado no Brasil, então ficará mais fácil para novos leitores. Repito, é um personagem fantástico, com histórias sensacionais… vale o investimento!

JR: Joe, gostaria agora de saber um pouco sobre sua opinião para os personagens Bonelli aqui no Brasil. Acha que temos espaço para receber mais títulos ou eles correm o risco de ficar sufocados por causa do apelo do eixo comercial Marvel x DC?

JF: Eu sou leitor de Tex (que dispensa comentários), Zagor (que a Mythos fez um trabalho estupendo com o personagem) e da fantástica Júlia Kendal (como não ser fã da doutora???), mas num país que não se tem o hábito da leitura e crises econômicas sucessivas, é sempre complicado. Literalmente tem que se abrir mão de alguma coisa ou coleção para seguir com a paixão. Com a devida divulgação, acredito que há espaço sim… espaço para todos!

JR: Agora, para finalizar… Se alguém quiser saber mais sobre você e Dampyr, como o pessoal pode entrar em contato?

JF: Eu que agradeço a lembrança. Deixo meu e-mail: joedampyr@gmail.com. Também me encontram no facebook! Estou à disposição para ajudar no que puder para divulgar o personagem.

Dampyr – a expressão vampírica da Bonelli #04

E para acalmar os curiosos de plantão, hoje é dia de entrevista com Leonardo Campos, um dos integrantes da equipe da Editora 85 que está trabalhando para o retorno de Dampyr ao Brasil.

Joana Russo: Antes de começarmos, gostaria de primeiro apresentá-lo!

Leonardo Campos: Meu nome é Leonardo Campos, engenheiro, tradutor, leitor bonelliano há 20 anos e entusiasta do formato italiano de se fazer quadrinhos! Criador da jovem Editora 85, atualmente estamos negociando os direitos de publicar Dampyr no Brasil.

JR: É um grande prazer conhecer mais um fã de Dampyr no Brasil! Como seu interesse pelo Herói Caçador de Vampiros surgiu? Como você foi “apresentado” ao título?

LC: Meu interesse por Dampyr se deu da mesma forma que com outros personagens Bonelli. Já era um garoto-leitor de Tex quando a Mythos resolveu apostar em mais títulos Bonelli entre os anos de 2002 e 2006. Virava do avesso para tentar comprar todos os títulos! Foi nesse período que conheci Dampyr, e como muitos leitores, fiquei bastante triste com o cancelamento da revista. Anos depois, adquiri alguns números italianos e pude comprovar que a qualidade excepcional de arte e roteiro ainda era a mesma.

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Dampyr – a expressão vampírica da Bonelli #03

Para quem já conhece ou se interessou, finalmente chegou a hora de falarmos um pouco sobre as publicações de Dampyr tanto na Itália quanto aqui, no Brasil.

PUBLICAÇÕES

Na Itália

Iniciada em 14 de abril de 2000 com o título Il figlio del diavolo, a série Dampyr encontra-se atualmente ativa e já bem avançada. Sua linha de publicação regular é mensal, que hoje está no nº 210, e ainda conta com outras vertentes, como a “Magazine” (iniciada em novembro de 2016), a “Maxi Dampyr” (iniciada em setembro de 2009) e a “Dampyr Especial” (iniciada em outubro de 2005). Você pode conferir toda a galeria visitando o e-shop da Sergio Bonelli Editore, clicando aqui.

Vale ressaltar que a nº 209 da série mensal foi às bancas em 03 de agosto deste ano trazendo a história, l’indagatore Dell’incubo, lançando um crossover entre Harlan e Dylan Dog, com a publicação de duas belíssimas capas que se completam, tanto para DD quanto para a série Dampyr.

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Dampyr – a expressão vampírica da Bonelli #02

Neste nosso segundo dia de apresentações sobre Dampyr, é hora de falar dos criadores desta magnífica série!

O surgimento da Série Dampyr

Roteiro: de western para ~velha~ modernidade vampiresca*

MAURO BOSELLI. Nascido em Milão em 30 de agosto de 1953, é editor, tradutor e envolvido com quadrinhos há mais de 30 anos. Após uma experiência que teve junto ao criador de Tex [personagem que logo mais também abordaremos] com a realização pioneira “Comics na TV” (da série “Tex & Company” produzido junto a Ferruccio Alessandri e Giorgio Bonelli), em 1984 ele se juntou ao time da Sergio Bonelli Editore como editor das revistas “Pilot” e “Orient Express”. Atuou então com traduções, revisão, layout, correções e rascunhos de artigos.  As primeiras histórias escrita por Boselli foram uma em “Tex” – conjuntamente com Guido Nolitta (pseudônimo de Sérgio Bonelli) – intitulada “A Ameaça Invisível” e na minissérie “Rio Bill”, também com Nolitta. Boselli é grande conhecido do publico leitor texiano e é a palavra absoluta em roteiros dentro da casa editorial atualmente.

Ele trabalhou ativamente em “Zagor”, entre 1991 e 2001. Em 2000, ele cria com Maurizio Colombo sua série de terror, “Dampyr”. Na carreira, Boselli fez mais de trinta mil páginas de quadrinhos para Sergio Bonelli Editore e recebeu vários prêmios do segmento. Por conta do alto envolvimento quase familiar com um dos personagem, publicou em forma de romance o livro “Tex Willer – A história da minha vida” “autobiografia oficial” de Tex, publicado pela Mondadori na Itália e pela Editora Mythos, aqui em solo brasileiro. Desde 2012 é curador de “Tex”.

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Dampyr – a expressão vampírica da Bonelli #01

Esta semana inauguramos uma nova  sessão de curiosidades! Complementando nossas postagens de “MiniBio”, que iniciaram hoje na fanpage do Facebook da Confraria, vamos de falar uma semana sobre Dampyr, a série de Boselli e Colombo que cativou inúmeros fãs na Itália e traz um roteiro bem diferenciado do que até então conhecíamos de Bonelli!

E a curiosidade já fica no nome: o personagem NÃO se chama Dampyr, ele apenas É um dampyr.

 

PANORAMA GERAL

Check List

Ação/Aventura10Titulo encerradoSim (APENAS NO BRASIL)
Romance6Número de publicações12
Suspense7TiragemMensal
Terror7Editora brasileiraEditora Mythos
Fantasia8Editora patronaSergio Bonelli Editore
Ficção históricaSimTitulo ativo na ItáliaSim nº210 - 09/2017
Público14+Crossover disponíveisSim
Conteúdo violentoViolência sugerida. Uso de armas. Cenas de ação intensa. Mortes.Quem lê Dampyr lê também...Dylan Dog e Martin Mystère (em sua maioria)

O Enredo 

Harlan Draka, protagonista da série, é, em tese, uma pessoa comum, até ele mesmo descobrir que não é bem assim que a história conta… Harlan é na verdade um criatura. De origem mestiça, nosso herói urbano é filho de pai vampiro e mãe humana, o que lhe concede certos “privilégios” para combater a guerra contra as ‘mil faces das forças do mal’, como os próprios criadores pontuam. O enredo pode ser aparentemente conhecido, mas a história vai bem além do que sabemos em termos de “historinhas de vampiros”. A série tem forte raiz no folclore do Leste Europeu, e uma de suas inúmeras crenças esbarra justamente da existências das criaturas intituladas dampyrs: um ser meio humano meio besta, fruto de uma relação entre vampiro e mulher.

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