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O que teremos de Dampyr em 2020

Em 2020 Dampyr completa 20 anos e a Bonelli divulgou algumas aventuras que Harlan Draka, o Dampyr, enfrentará. Em abril de 2000, estreava “O filho do Vampiro”, escrito pelo criador da série Mauro Boselli com desenhos de Majo. Em abril deste ano, Dampyr comemora seu aniversário com a edição “O Cavaleiro de Roccabruna”. Edição com 110 páginas coloridas onde Harlan enfrentará os inimigos preferidos dos leitores, Lobisomens! Com desenhos de Majo.

 

A celebração não para por aí. Dampyr tem tudo para chegar ao cinema este ano e a Bonelli está preparando um retorno às origens do herói em “Retorno a Yorvolak”, cenário da primeira aventura de Dampyr. Depois da Romênia, Harlan vai para a Calábria, seguindo o conde de Altafoglia e depois para a Ucrânia para enfrentar uma doença alucinógena.

Conheceremos a Escola Negra e seu diretor dos infernos, conheceremos a lenda de Silverpilen, o trem fantasma do metrô de Estocolmo e testemunharemos o desafio final com Sho-Huan. Encontraremos H.P. Lovecraft e Robert E. Howard, os lendários escritores de “Weird Tales”, onde descobriremos que Nyarlathotep ainda é altamente perigoso. E por fim Kurjak realiza seu sonho de lutar ao lado dos Tigres de Mompracem!

Dampyr 5 em Breve no Brasil

Após lançar quatro volumes de Dampyr, a Editora 85 prevê o lançamento das edições 5 e 6 para este ano. A 5, que compilará as edições de 17 a 20, segundo o editor Leonardo Campos será lançada ainda este semestre. “Só estamos esperando o crivo da Bonelli para enfim poder preparar o lançamento de Dampyr 5, que muita gente aguarda. Para o primeiro semestre é de certeza que isso acontece”, e complementa, “dependendo das vendas, em 2021 pretendemos lançar mais de dois volumes”.

O volume 5 de Dampyr contará com as seguintes histórias:

Dampyr nº 17 – O Conde Magnus

Roteiro: Mauro Boselli; Arte: Marco Torricelli; Capa: Enea Riboldi

Noruega. Um antigo hotel em Alesund esconde uma maldição no quarto número 13. Um afresco do Juízo Final é descoberto em uma igreja antiga. Duas figuras sinistras perseguem uma jovem que trabalha como restauradora de arte. Um professor desaparecido… O que tudo isso tem a ver com o diabólico conde Magnus Oland, inimigo jurado da rainha Christina da Suécia e morto há séculos?

Dampyr nº 18 – A Tela Demoníaca

Roteiro: Maurizio Colombo; Arte: Luca Rossi; Capa: Enea Riboldi

Amsterdam. Mururaka é um diretor de cinema malfadado que faz filmes de terror. Harlan, Tesla e Kurjak encontram Bela Lugosi, Christopher Lee, Nosferatu e Gwymplaine, o Homem que Ri. Mas não param para pedir autógrafo a nenhum deles. Um tributo ao cinema de terror.

 

Dampyr nº 19 – A Luz Negra

Roteiro: Maurizio Colombo; Arte: Nicola Genzianella; Capa: Enea Riboldi

Marrakech, década de 1950. Quatro escritores se preparam para evocar o espírito de Kyazam, o Demônio Novelista, capaz de transformar sonhos em ouro e realidade em pesadelo. Os escritores queriam conceder vida às palavras, moldá-las em carne e sangue, mas não sabiam que estavam assinando sua própria sentença de morte. Graças à mágica feita pelo feiticeiro Mulawa, eles pensaram que haviam aprisionado o demônio para sempre, mas agora, Kyazam está os perseguindo. Caleb Lost os coloca sob a proteção de Harlan… será o suficiente?

Dampyr nº 20 – O Castelo nos Carpatos

Roteiro: Mauro Boselli; Arte: Giuliano Piccininno; Capa: Enea Riboldi

Romênia. Notórios por sua miséria, um orfanato romeno se destaca pelo horror. A habitação que o vampiro Vlatna tomou há séculos do pai de Harlan, Draka, senhor da Ordem do Dragão e senhor daquelas terras. Guiados por um guerreiro cego pertencente ao clã Draka, Dampyr e Tesla invadem o Castelo Vlatna, mas pelo que eles vão lutar? Pelo destino das vacas e vira-latas trancadas no orfanato, ou se tornarão um instrumento da vingança de Draka?


Adquira os volumes anteriores de Dampyr no site da Editora 85 AQUI.

Fonte: Sergio Bonelli Editore

Panini lançará Morte a Caravaggio!

A Panini Comics vem publicando as graphic novels da Sergio Bonelli Editore. Já publicou Deadwood Dick, Mister No Revolução e anunciou Kentucky River. Com ISBN já publicado (à direita), ela também irá publicar Morte a Caravaggio!, obra de Giuseppe De Nardo no roteiro e arte de Giampiero Casertano. Publicada originalmente em Speciale Le Storie nº 1 – Uccidete Caravaggio!, em 2014, a edição terá 148 páginas em formato de luxo, totalmente colorida por Arianna Florean e capa de Aldo Di Gennaro.

Michelangelo Merisi da Caravaggio, um gênio da pintura que revolucionou a arte ocidental, mas também um espírito inquieto, impulsivo e talvez… um assassino! Muitos o admiram, outros o temem ou odeiam a ponto de querer vê-lo morto. Por essa razão, dois mercenários habilidosos estão em seu encalço. Em uma história que mistura realidade e ficção, uma aventura se desenrola durante os eventos que marcaram os últimos anos de sua vida.

Caravaggio (1571-1610) foi um gênio pintor natural de Milão. Sua vida é marcada por uma série de polêmicas. Homem difícil e temperamental, o pintor passou os quatro últimos anos de sua vida em Nápoles, Malta e Sicília, depois de ter fugido de Roma sob a ameaça de prisão devido a uma acusação de assassinato.

Em 28 de maio de 1606, o autor de Flagelação de Cristo e David com a cabeça de Golias matou na capital italiana o procurador e mercenário Ranuccio Tomassoni, com quem duelou após uma briga causada por uma desavença num jogo. Após este ocorrido ele iniciou uma fuga e veio a falecer quatro anos depois. É durante estes quatro anos que De Nardo desenvolve “Morte a Caravaggio!”.

Não só um quadrinho histórico, a edição é um thriller de aventura. Sustentando pela personalidade de seus protagonistas, De Nardo explora as debilidades de todos eles. Sobretudo de Pablo Serrano, mercenário que persegue Caravaggio, mas vai se afundando durante a busca em desafios morais. De Nardo traz uma série de personagens simbólicos e recria milimétricamente a Itália do século XVII. Caravaggio acaba aparecendo pelas sombras enquanto a trama se desenrola.

Destaque desta obra são as artes de Casertano. Ele reproduz fielmente, baseado em pinturas da época, várias localizações italianas. Além de armamentos, trajes e pessoas históricas. O leitor sente-se imerso na época. A arte é complementada maravilhosamente pelas cores de Ariana Florean. Morte a Caravaggio! É uma obra com um sólido ambiente na parte gráfica e detalhamento bem documentado. Fala de honra e da condição humana.

Morte a Caravaggio pela Panini tem lançamento previsto para o primeiro semestre de 2020. 

Caravaggio pela Veneta

Está em pré-venda com lançamento previsto para fevereiro, o relançamento do primeiro e  lançamento do segundo volume de Caravaggio – A Morte da Virgem e O Perdão, respectivamente. A mais ambiciosa obra da carreira de Milo Manara. A biografia em quadrinhos do pintor Caravaggio, mostra a trajetória do enigmático e escandaloso pintor italiano, que dividia seu tempo entre a vida nos palácios do Vaticano, bebedeiras em bordéis e temporadas na prisão.

Caravaggio é o encontro de dois grandes nomes da arte italiana: o mestre do erotismo Milo Manara e um dos maiores pintores da história, Michelangelo Merisi de Caravaggio.

Se em A Morte da Virgem (Veneta, 2015), Manara aborda o momento em que Caravaggio torna-se famoso (para o bem e também para o mal), O Perdão retrata os últimos anos de vida do pintor, sempre perseguido por inimigos poderosos. E é viajando pela Itália com os artistas de rua e charlatões que ele encontra inspiração para a sua obra-prima.

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Mister No voltou com tudo ao Brasil

 

O herói americano, feito na Itália, mais brasileiro de todos voltou com tudo ao Brasil, país onde seu criador, Sergio Bonelli desenvolve a grande maioria das aventuras do Piloto “cachaceiro”, Mister No. Além de chegar à quarta edição pela Editora 85, o herói tem uma série especial sendo publicada pela Panini e muito em breve sua série regular mensal voltará a ser publicada.

Mister No foi criado em 1975 por Guido Nolitta (pseudônimo de Sérgio Bonelli na época) e Galieno Ferri, mesma dupla que criou o herói Zagor. Projetado para ser uma minissérie de apenas cinco episódios, Mister No foi um imenso sucesso, ganhando assim uma série própria. Jerry Drake, vulgo Mister No, é um veterano da Segunda Guerra Mundial que abandonou sua pátria desiludido pela violência e as imposições da sociedade ocidental. Fugiu para Manaus, no coração da Amazônia, em busca de paz e um novo modo de vida.

Pilotando um velho avião Piper, passa a ganhar a vida como guia turístico. Honesto, sincero e corajoso é praticamente um alcoólatra e não perde a chance de correr atrás de uma mulher.  Mister No é um rebelde por natureza, se metendo em várias confusões pelo Brasil e pelo mundo. Um simpático herói que usa como pano de fundo a cultura brasileira, seus locais exóticos e o povo incrível que abrilhantam ainda mais essa obra.

Apesar de ser uma excelente história em quadrinhos, Mister No nunca foi sucesso no Brasil. Logo em 1976 foi publicado pela editora Noblet, em oito edições que correspondiam aos números 1 a 4 do original italiano. Retornou às bancas pela Record de 1990 a 1992 em 20 edições. Com o mesmo formato e ordem das edições italianas.

Voltou nos anos 2000 pela Editora Mythos que chegou a publicar 24 edições. A última, publicada em junho de 2004 trazia uma história de Tiziano Sclavi (criador de Dylan Dog) e desenhos de Roberto Diso, onde Mister No enfrenta um terror que toma conta do Teatro Amazonas.

Mister No pela Editora 85

Mesmo após estas tentativas, Mister No deixou muitas saudades, principalmente por ser um incrível personagem. Assim, a Editora 85 não se intimidou e retornou com a publicação de Mister No, agora lançando edições com histórias retiradas dos Speciale italianos do personagem. A 85 é a casa de Dampyr e Diabolik e está com campanha no Catarse para trazer Morgan Lost. O editor da 85, Leonardo Campos explica porque resolveu arriscar lançar este personagem, “antes de ser editora, sou apenas um leitor e lanço personagens dos quais gosto muito. Esse é o único motivo para lançar Mister No, meu gosto pessoal de leitor”.

A Editora 85 é uma das editoras que vem trazendo personagens Bonelli de volta como a Red Dragon Publisher com Lilith e Graphite com Brad Barron e logo Nathan Never. Como são editoras de pequeno porte elas tem algo em comum, usam a plataforma Catarse para angariar fundos e apoio dos fãs para conseguirem lançar estas obras.

As edições 1, 2 e 3 de Mister No lançadas pela 85 por exemplo, suas pré-vendas estavam inseridas nas campanhas que a editora criou para lançar Dampyr e Diabolik, somente a edição 4, “Zulu”, lançada em janeiro de 2020 teve Catarse próprio. “O contrato inicial com a Bonelli foram de cinco edições e a repercussão tem aumentado gradativamente. Talvez por estas edições não irem para as bancas, os leitores vão tomando conhecimento delas aos poucos”, ressalta Leonardo.

A Editora 85 vem publicando as Mister No Speciale na ordem, apenas pulou a nº4 italiana pois já tinha saído em Tex e Os Aventureiros, e a proposta da editora é publicar edições inéditas do personagem. Ainda neste semestre a editora irá anunciar a campanha para a 5ª edição e estuda uma maneira de fazer publicações com mais páginas e histórias, como faz com Dampyr que compilar 4 edições em um volume.

A 85 quer publicar 3.104 páginas ainda inéditas no Brasil em 8 generosos volumes com cerca de 480 páginas cada um. A editora publicaria neste formato edições de Mister No Speciale, Mister No Maxi e Almanacco dell’Avventura. No facebook da editora vem acontecendo uma enquete onde este formato já tem 80% de aprovação dos fãs.

Independente de como vir, Mister No pela Editora 85 já se consolidou no mercado e perguntado se já é um sucesso, o editor Leonardo respondeu, “se você chama de sucesso um leitor apaixonado por fumetti ter a oportunidade de trazer de volta ao Brasil materiais que ele sente falta, então a 85 é um sucesso para esse leitor”.

Mister No pela Panini

Em 2019 a Panini surpreendeu a todos e trouxe Vietnã. Uma origem de Mister No recriada por Michele Masiero, que se passa na década de 1960. Ao invés de Mister No ser um veterano da Segunda Guerra Mundial, aqui ele luta na Guerra do Vietnã, onde mostra todas as atrocidades da guerra e como era sua vida neste período conturbado da história.

A Panini já anunciou os volumes 2 (Califórnia) e 3 (Amazônia) que completam essa minissérie em edição de luxo, capa dura, papel off-set colorido, formato maior e 144 páginas.

Em Mister No – Califórnia: Com roteiro de Michele Masiero, arte de Alessio Avalone, de volta aos EUA depois de suas trágicas experiências na Guerra do Vietnã, Mister No está vivendo o final da década de 1960 em São Francisco encontrando novos interesses amorosos e velhos amigos. Porém a vida de veterano não é fácil e Mister No tenta criar um novo modo de viver para si; mas ao ser usado, as consequências não serão fáceis de suportar. Como em “Vietnã”, a história é contada em duas linhas temporais, a do presente e acontecimentos do passado de Mister No e nesta edição vemos como era a relação com o pai dele e seu primeiro contato com a aviação.

E no terceiro e último volume, com 160 páginas, Mister No  – Amazônia, com roteiro de Michele Masiero, arte de Alessio Avalone, Matteo Cremona e Emiliano Mammucari, Mister No partiu à procura de um lugar distante, para fugir de seus traumas e escolheu a Amazônia. Em Manaus, busca trabalho em um país que está olhando para o futuro e governado com mão de ferro. A trama se desenrola focando na relação dele com uma mulher loira norte-americana e seus encontros com caras durões, defensores da paz e jovens arruaceiros. Mas acima de tudo, pessoas que estavam seguindo seus sonhos.

Mister No série regular voltará em breveMister No na Itália teve 379 edições, encerrando em 2006 com a aventura “Uma Nova Vida”, escrita por Nolitta e desenhos de Diso, que inclusive já foi publicada no Brasil no excelente “Especial Sergio Bonelli”, da Editora Mythos. Como já mencionado acima, o herói passou por poucas e boas com a publicação de sua série regular por aqui, mas em 2020 uma editora promete retornar com estas aventuras.

Ainda não pode-se revelar qual editora irá publicar por motivos contratuais, mas é confirmado que ela publicará material inédito. Não serão publicadas revistas em formato de 100 páginas mas sim em formato maior, com 400 páginas, compilando uma média de 3 a 4 edições.

Mister no retornou à Itália também

Michele Masiero, autor de Mister No Vietnã, também é o responsável por trazer de volta as aventuras de Jerry Drake à Itália em uma série regular que já chega a sua sétima edição. A nova série, “As Novas Aventuras de Mister No” conta histórias ocorridas antes do fechamento oficial do ciclo narrativo do personagem. “Não parecia certo voltarmos com a edição 380, em respeito ao criador da série Nolitta/Bonelli, então decidimos recomeçar do 1 e com o subtítulo “As Novas Aventuras”, comentou Masiero.


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Segundo Volume de Lilith traz aventuras históricas incríveis

A Red Dragon Publisher está com campanha no Catarse para o lançamento da 2ª edição de Lilith. A cronoassassina irá se aventurar na Guerra Civil Norte-Americana, navegará com Vikings até Vinland (a América Pré-Colombiana) e assumirá a identidade de Sun Wukong (o Rei Macaco), durante a segunda guerra sino-japonesa e o massacre de Nanjing.

 

 

Ao lado a primeira edição de Lilith que pode ser adquirida pelo site da Red Dragon Publisher, AQUI

 

 

As viagens temporais de Lilith é o que mais chama atenção para este sucesso da Sergio Bonelli Editore criado por Luca Enoch, que escreve, desenha e é o capista da série completa em 18 volumes. Quem jogou o game da Ubisoft Assassin’s Creed irá se identificar muito com este quadrinho. Lilith é uma jovem de vinte e poucos anos que tem uma missão: salvar a humanidade de um parasita alienígena.

Para isso ela foi criada e treinada desde pequena para ser uma assassina do tempo (ou uma cronoassassina), ela é enviada de volta ao passado para rastrear algumas pessoas infectadas pelo parasita. Seus alvos são os portadores inconscientes desse organismo vegetal alienígena, o Triacanto. Ela quer cortar as linhas de ancestralidade do Triacanto antes que ele possa sair de controle e destruir a humanidade.

O segundo volume que será lançado pela Red Dragon trará os volumes 4, 5 e 6. A campanha no Catarse para o lançamento deste volume chegou a 50% da meta e precisa ser batida para termos mais Lilith em 2020.

Os fatos históricos abordados por Enoch em Lilith são o grande diferencial desta série. Ele toca na ferida de acontecimentos espinhosos, como podemos ver abaixo quando ele aborda o Massacre de Nanjing ou Nanquim.

Segue abaixo a sinopse de cada aventura de Lilith e curiosidades sobre o período histórico que a personagem participa:

Cavalgando com o Diabo – Vol.4

Lilith está escondida entre os Confederados conduzidos pelo Capitão de Guerrilha William Quantrill. Ela acorda à deriva nas águas do Rio Mississipi, no meio da Guerra Civil Americana. Seguindo os rastros do Triacanto, navega rio acima alcançando a área de fronteira entre o Missouri, um estado secessionista e o abolicionista Kansas.

Esta “linha sangrenta” é percorrida pelas grupos confederados, que lutam ferozmente uma guerra de guerrilha contra as tropas regulares da União. Lilith deve encontrar o “portador” entre os homens de Willian Quantrill, uma das gangues mais infames dos “rebeldes” confederados. Lilith cruza com personagens lendários como Bloody Bill Anderson e os irmãos Frank e Jesse James.

 

Fato histórico: Cavalgando para o inferno

Os Quantrill Raiders eram os mais conhecidos guerrilheiros confederados que lutaram na Guerra Civil Americana. O líder era William Quantrill (foto à esquerda) e contava também com Jesse James e seu irmão Frank, como já mencionado acima. O evento mais sangrento envolvendo os Raiders foi o Massacre de Lawrence em 21 de agosto de 1863. Lawrence era conhecida como a fortaleza das forças anti-escravidão no Kansas.

Semanas antes ao ataque, o general da União Thomas Ewing Jr. Ordenou a detenção de qualquer civil que apoiasse os Raiders e vários parentes dos guerrilheiros foram detidos em uma prisão improvisada em Kansas City. Em 14 de agosto o prédio desabou, matando quatro jovens e ferindo gravemente várias pessoas. Entre os mortos estava Josephine Anderson, irmã de “Bloody Bill” Anderson. Outra irmã de Anderson ficou aleijada. Tudo isso enfureceu os homens de Quantrill.

Com 450 guerrilheiros, Quantrill atacou a cidade, a deixando em chamas e matando 150 homens e meninos capazes de carregar um rifle. Em retaliação a invasão, o general Ewing ordenou que três condados e meio do Missouri ao longo da fronteira do Kansas fossem desocupados. Milhares de civis tiveram que abandonar suas casas. As tropas da União os perseguiram, queimando prédios, incendiando plantações e abatendo gado para privar os guerrilheiros de comida e apoio. Os Quantrill Raiders tiveram que passar o inverno com as forças confederadas ao sul.

O Manto do Urso – Vol.5

Lilith começa sua caçada nas terras congeladas da Groenlândia, no final do século 11, onde Erik “O Vermelho” fundou um assentamento islandês. Lilith encontra seu alvo, mas quando ele foge, a garota é forçada a navegar em uma longa e perigosa viagem em direção à costa americana, chamada pelos normandos de Vinland, a doce terra ao sul, onde a uva selvagem cresce espontaneamente. Lilith navega ao lado de heróis das famosas sagas nórdicas como Leif “O Afortunado”, filho de Erik, o primeiro europeu a pisar no Novo Mundo. E também encontra os Skraeling, os nativo americanos. Lilith vai em direção ao sul até alcançar o “coração das trevas”, onde seu alvo se refugiou com seus companheiros.

Fato Histórico: Mais rápido que Colombo

Leif Eiríksson chegou à América do Norte por volta do ano 1000. E Vinland, segundo alguns historiadores significa Vin – Vinhas, Land – Terra ou seja, Terra dos Vinhas. Leif primeiro achou a Helulândia (“Terra das Rochas lisas”), seguiu para o sul e achou a Marclândia (“Terra das Florestas”), até finalmente chegar à Vinlândia. Estabeleceram então uma base de inverno chamada Leifsbudir. Uma ocupação precária, mas é considerada o primeiro contato de colonizadores Europeus com a América, 500 anos antes de Cristóvão Colombo e Cabral.

Leif chegou a fazer contato com os habitantes nativos, os índios americanos, chamando-os de Skraelings, que significa selvagens ou estrangeiros. A convivência com os índios foi pacífica e Leif fundou o povoado de L’Anse aux Meadows que tinha uma população de cerca de trinta pessoas. Voltou para sua terra para trazer mais pessoas, mas descobriu que seu pai havia morrido e teve que assumir a responsabilidade do vilarejo de Brattahlid na Groenlândia.

As pessoas continuaram a chegar ao povoado até que no ano de 1012 os índios invadiram e destruíram todas as casas. Algumas dessas casas sobreviveram e foram encontradas cerâmicas vikings em 1962, o que provou de fato a existência desta lenda.

O Rei dos Macacos – Vol.6

No final de 1937, durante a Segunda Guerra Sino-Japonesa, as forças japonesas conquistam Nanjing, na época capital da China – o início de um período de terror que durará vários meses. Lilith chega até Nanjing em busca do espiromorfo e para cumprir sua missão ela precisará vestir as roupas de Sun Wukong, o charmoso rei dos macacos, herói de uma famosa saga folclórica.

 

Ao lado, apresentação no Teatro Chinês usa mesmo figurino que Lilith usa para representar Sun Wukong. O Rei Macaco ou  Sun Wukong, é um dos principais personagens da novela épica clássica chinesa chamada de Jornada ao Oeste. Nessa história, ele é companheiro do monge Xuanzang numa viagem para recuperarem escritos budistas que estavam na Índia. A lenda do Rei Macaco foi a base para que Akira Toriyama cria-se Dragon Ball (imagem abaixo).

Fato Histórico: Episódio brutal da invasão do Japão à China

Enoch usou a lenda do Rei Macaco para dar um alívio à trama, pois o Massacre de Nanquim ou Nanjing, que aconteceu de 1937 a 1938, onde cerca de 260 mil pessoas morreram foi brutal. Vinte mil mulheres foram estupradas e mortas, incluindo meninas com menos de dez anos. O evento ainda hoje é traumático para chineses e polêmico para japoneses.

A China estava em guerra civil desde 1926, entre nacionalistas e comunistas (liderados por Mao Tsé-Tung). Por ser um país enfraquecido, algumas regiões eram controladas por potências estrangeiras. O Japão dominava a Manchúria e avançou sobre o território chinês quando viu que os nacionalistas estavam se preparando para confrontá-lo.

Em 1937, os japoneses atacaram a costa da China e conquistaram Xangai. Morreram 250 mil chineses e 40 mil japoneses. Os chineses fugiram para Nanquim, destruindo no caminho campos de arroz e tudo que pudesse ajudar as tropas japonesas.

Em 5 de dezembro o Japão cercou a capital e entrou na cidade. O general Tang Shengzhi, comandante das tropas chinesas em Nanquim, recrutou 100 mil soldados tentando evitar o avanço japonês e após oito dias de violentos embates, os japoneses derrubaram as defesas da capital.

O general japonês Asaka Yasuhiko ordenou a execução de todos os prisioneiros de guerra. Separaram civis, militares, homens e mulheres. Torturaram, enforcaram e fuzilaram os soldados. Massacraram os civis na rua. Alguns se refugiaram em templos, mas foram pegos mesmo assim. Os japoneses conduziram os cidadãos a uma cratera em uma pedreira. Enfileiraram todos e abriram fogo. Muitos caíram ainda vivos, e os soldados procuraram sobreviventes para executá-los.

O horror piorou sob o comando do general Iwane Matsui. Decapitação virou um esporte. Via-se quem era mais rápido e mais preciso no corte. Contavam quem matava mais bebês e arrancava mais fetos da barriga das mães. Penduravam cabeças para não perder a conta e davam os corpos a cães vira-latas, mais famintos do que nunca naquele momento. Para completar, praticaram vivissecção, ou seja, dissecar a pessoa ainda viva.

Mas o pior estava guardado para as mulheres. Arrastaram mães, solteiras e adolescentes para caminhões para transformá-las em escravas sexuais. Muitas delas, que os japoneses chamavam de “mulheres de conforto”, foram exportadas como escravas para os 2 mil bordéis militares que o Japão havia espalhado pelo continente asiático.

Em dois meses, poucos restaram de pé. Os japoneses ainda espancaram, afogaram, queimaram e fuzilaram os cidadãos. Enterraram crianças vivas. Observadores internacionais falavam de pilhas de cabeças e corpos espalhados na rua. Entre as milhares de mulheres estupradas, muitas foram violadas por grupos, mutiladas, mortas e largadas à vista, para aterrorizar quem ainda estava vivo.

O governo chinês continuou fugindo até a derrota final, em 1938. O Japão dividiu a China em estados fantoches e manteve a política expansionista. Tentou invadir a Rússia, sem sucesso, tomou Hong Kong e Xangai e atacou a base de Pearl Harbor, levando o país – e os Estados Unidos – à 2ª Guerra Mundial.

Os japoneses cometiam tantas atrocidades que até mesmo os nazistas pediram para eles evitarem tantos massacres. Existem muitas imagens do massacre de Nanjing no Google, mas as imagens são horríveis para serem colocadas aqui.


Apoie Lilith vol 2, e conheça suas espetaculares aventuras nestes eventos históricos:

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DEADWOOD DICK 2 CHEGA EM JANEIRO

As aventuras de Nat Love continuam no volume 2 de Deadwood Dick, anunciado este mês pela Panini Comics. Imagine um cowboy afro-americano Deadwood Dick que socorre um desconhecido largado para morrer no deserto. Ao chegar a Hide and Horns, uma vila povoada pela pior escória do extremo oeste, Dick quer dar a seu amigo Cramp um enterro cristão, mas é difícil para os racistas permitirem que um negro infecte o solo de seu cemitério.

E, depois, imagine um mar de encrencas que caem em cima dele: pistoleiros furiosos, prostitutas chinesas e um cadáver cada vez mais incômodo. Extraído de um conto de Joe R. Lansdale, esta é a premissa para “Entre o Texas e o Inferno”, volume dois de três que a Panini publicará este ano. Formato 20x30cm, 144 páginas P/B, miolo Offset  e capa dura pelo valor de R$ 56,00.

O escritor americano Joe R. Landsdale se inspirou na figura real de Nat Love, um pistoleiro negro que começou a agir logo após a Guerra de Secessão, apelidado de Deadwood Dick. Landsdale fez deste o protagonista de várias de suas histórias. A Bonelli adaptou sete histórias de Landsdale em quadrinhos com os roteiros de Michele Masiero, Maurizio Colombo e Mauro Boselli. As artes serão de Corrado Mastantuono, Pasquale Frisenda e Stefano Andreucci.

O terceiro volume que encerra as publicações no Brasil já foi anunciado pela Panini e será lançado este ano contendo as edições 5, 6 e 7 que formam um arco único num total de 192 páginas. O terceiro volume contará a história da “Segunda Batalha das Muralhas de Adobe”, que aconteceu em 27 de junho de 1874. Para quem não sabe a Batalha das Muralhas aconteceu de verdade.

Eram 28 caçadores de búfalos que defendiam o assentamento de Adobe Walls (onde hoje é o Condado de Hutchinson, Texas) do ataque de centenas de guerreiros Comanche, Cheyenne, Kiowa e Arapahoes. Um dia que eles tiveram tudo para perder o próprio escalpo e no meio disso tudo estada Deadwood Dick.

 

Não deixe de acompanhar as aventuras de Nat Love. O primeiro volume ainda pode ser encontrado na Amazon.

Nat Love, também conhecido como Deadwood Dick, se alista entre os soldados afro-americanos do Nono Regimento de Cavalaria do Exército americano para escapar de um linchamento. Ele aprende a domar cavalos, a suportar a vida no quartel, e também a caçar os índios rebeldes, até que, nos territórios selvagens das pradarias, acaba cara a cara com os apaches.

Tex – L’Inesorabile : O Tex Gigante de Claudio Villa


Após o lançamento de três edições limitadas, a Sergio Bonelli Editore anunciou a versão popular do Texone Especial de Cláudio Villa. Aqui no Brasil a edição é publicada em Tex Gigante. Tex – L’Inesorabile (Tex – O Implacável, em tradução livre) será a 35ª edição de Tex Especial, chamado carinhosamente de Texone, a ser lançada dia 22 de fevereiro, com 240 páginas, roteiro de Mauro Boselli e os desenhos e capa de Claudio Villa.

A história fala dos três irmãos Logan, nascidos de mães diferentes, mas todos igualmente perigosos. De Tucson aos desertos do México, entre os bandidos de Harry, os Mescaleros de Simon e os bandidos mexicanos de Manuel, Tex caça os irmãos para vingar a morte de seus amigos.

Depois de anos de espera, teremos em mãos o já lendário Texone de Cláudio Villa!

O Texone é um objeto cultuado pelos fãs de Tex. Lançado anualmente, a série nasceu em 1988 e em 2020 chega à sua 35ª edição. Idealizado por Sergio Bonelli, com o tempo os Texones se tornam cada vez mais importantes, não só pelas histórias, mas pela qualidade que sempre traz de seus desenhistas.

Os roteiros são sempre de ótima qualidade e já passaram nomes como: Claudio Nizzi, Mauro Boselli, Gino D’Antonio, Guido Nolitta (pseudônimo de Sergio Bonelli, que escreveu apenas o álbum “Os Rebeldes de Cuba”, depois roteirizado por Boselli), Gianfranco Manfredi, Pasquale Ruju, Tito Faraci … a lista é longa.

Geralmente publicadas no verão, dois Texones saíram no inverno: O Homem de Atlanta (1996) e As Hienas de Lamont (2011). As capas são feitas pelo mesmo desenhista da história, diferente da série regular e outros volumes de Tex, que são feitos exclusivamente desde 1994 por Claudio Villa, mas já retornaremos ao seu nome.

O Texone de 2020 já foi adiantado em novembro de 2019 em edições especiais de luxo e tiragem limitada. Tex – O Implacável é duplamente importante porque traz o já mencionado Claudio Villa desenhando seu primeiro Texone, com tema e roteiro de Mauro Boselli. Um trabalho menos “posterizado” de Villa, em imagens em sequência de tirar o fôlego.

Villa, nasceu em 1959 em Lomazzo (província de Como), crescendo artisticamente no estúdio de Franco Bignotti e cuidando de produtos para a Bonelli como Mister No, Zagor e Martin Mystère. Desde 1982 trabalha na Sergio Bonelli Editore, onde fez um pouco de tudo, inclusive ajudar a criar graficamente Dylan Dog junto ao seu autor Tiziano Sclavi. Já chegou a fazer alguns trabalhos para a Marvel em 2006, desenhando uma história do Demolidor e Capitão América.

Acima de tudo, ele foi contratado para criar uma série quase infinita de capas de Tex a partir da edição 401 da série regular, que o tornou o segundo maior capista de Tex após Aurelio “Galep” Galleppini, o criador gráfico do Ranger. Villa faz todas as novas capas de Tex e após a colaboração da Bonelli com o Gruppo Editoriale L’Espresso, produziu as capas para a edição colorida de banca que o manteve ocupado de 2007 a 2011.

O trabalho de um capista é muito complexo e requer muito estudo. É uma abordagem de histórias escritas e desenhadas por outros (incluindo as caracterizações de personagens e cenários secundários). O maior problema é chamar a atenção para a história em uma única imagem. É uma síntese, uma fotografia particular, resultado colaborativo com os outros profissionais da editora, porque também envolve marketing e distribuição. Em suma, Villa fez durante anos um daqueles trabalhos que parecem fáceis, mas que na verdade leva todas as horas disponíveis.

Por isso, Tex O Implacável, concebida para a série regular e escrita por Boselli no início dos anos 2000, em certo ponto encalhou. Acontece. Nesses casos, o roteiro é “congelado” enquanto o desenho permanece pendente. As 226 páginas de quadrinhos levaram tempo e não foram forçadas e foi o próprio Sergio Bonelli quem disse que a história teria sido perfeita para um Texone.

A carga de trabalho bloqueou Villa por anos. Após o extraordinário compromisso de capas extras, Villa voltou a trabalhar em seu Texone e terminou. O medo que houvesse uma diferença muito grande nos traços da primeira para a segunda parte da história, separadas por uma década não aconteceu. Segundo Villa, seu trabalho como capista manteve seu traço inabalável durante todo este tempo.

O Texone de Villa é um dos mais poderosos de todos os tempos. A técnica que Villa usa é robusta, ágil e incrível. Tex é grande e resistente, Kit Carson é feito de pedra e couro, ainda mais “esculpido” e lendário. Os índios estão realmente assustadores (incluindo Jack Tigre”) e até o “jovem” Kit Willer é um homem, maduro e robusto, longe de ser um garoto. A história se desenrola em um longo prólogo que nos familiariza com os bandidos e os mocinhos e nos mantém colados página após página a uma aventura com várias reviravoltas. O roteiro de Boselli não é colocado em segundo plano pela arte de Villa.

Tex de Villa é de uma intensidade quase maior do que poderia se esperar em uma história tão grande. O formato gigante da edição só colabora com o aproveitamento da arte. É uma obra que coroa o trabalho de Claudio Villa como um dos maiores desenhistas internacionais.

Tex – O Implacável é um Texone para colecionar.

Fonte: https://www.sergiobonelli.it/tex/2020/01/08/albo/tex-l-inesorabile-1007588/

https://www.fumettologica.it/2019/12/tex-inesorabile-boselli-villa-texone-bonelli/

Divulgada a vinda da nova Graphic Novel de Tex!

CONFIRMADO: EM JUNHO, a nova GN de Tex, O Vingador!

Saquem!

 

 

Mais informações sobre o encontro de Zagor e Jovanotti

Chega às bancas italianas dia 2 de março a edição de Zagor n.632 que terá em anexo a história, “O chamado da Floresta”,  um especial com o encontro do Espírito da Machadinha com o músico italiano Jovanotti, fã declarado de Zagor.

A edição n.632 traz a história, “O bando dos implacáveis”, escrita por Antonio Zamberletti e desenhos de Mauro Laurenti. Capa de Alessandro Piccinelli. Em Scanlon Creek, um bando de assaltantes sanguinários cruzam o caminho de Zagor e Chico, que lutam contra os bandidos ao lado da bela Blondie.

Anexo á edição está a história “O Chamado da Floresta”, de Moreno Burattini, roteiro de Michele Masiero e desenhos de Walter Venturi. Serão 26 páginas mostrando o encontro de Zagor e o cantor Lorenzo Jovanotti.

Lorenzo Jovanotti sempre foi um fã declarado de Zagor desde a década de 1970, “gerações inteiras sonharam em se aventurar, nas asas da fantasia com Zagor. Era inevitável que mais tarde nossos caminhos se cruzassem “, comenta Masiero sobre o encontro.

Os personagens favoritos de Jovanotti são exatamente os criados por Guido Nollita (nome artístico de Sergio Bonelli): Zagor e Mister No. Sempre um fã dedicado da Bonelli, a maneira de agradecer o músico por todo o carinho foi transportá-lo para as Florestas de Darkwood e proporcionar uma aventura com Zagor.

“Foi assim que nossa história nasceu, pequena, mas feita com a mesma criatividade artística e qualidade na arte”, completa Masiero.

Bonelli revela projetos de seu novo selo adulto AUDACE

A Sergio Bonelli Editore na última semana falou um pouco mais sobre seu novo selo editorial, o AUDACE. Michele Masiero, Editor Editorial da Bonelli ressaltou que neste selo serão apresentados projetos com uma narrativa e caracterização gráfica com um estilo mais “adulto” em relação aos hábitos da editora.

Um gostinho desta proposta aconteceu no último evento Lucca Comics, um dos principais da Itália, com o lançamento do volume de Dragonero Senzanima, um Spin-Off mais dark da série regular.

Em Outubro de 2018, sob este selo será publicado o primeiro volume de Loose Dogs – Sessenta e oito. Uma edição escrita por Gianfranco Manfredi por ocasião do cinquentenário dos tumultos estudantis de 1968. Loose Dogs conta a vida de um grupo de amigos que em 1968 frequentam a universidade em Milão e se envolvem no clima de protesto deste momento particular. A história segue os protagonistas até a década de oitenta, com uma narração que não necessariamente respeita a linha cronológica de eventos, entre a Itália, a Europa e o resto do mundo, incluindo o golpe do Chile em 1973.

Esta é a primeira incursão verdadeira da Bonelli na história italiana recente, mas a intenção não é apresentar os acontecimentos de forma didática, mas seguir a vida quotidiana dos personagens, entender como o mundo estava e acabou se transformando. Os desenhos e design dos personagens é de Luca Casalanguida.

Outra edição sob este selo será Deadwood Dick. O escritor americano Joe R. Landsdale se inspirou na figura real de Nat Love (ao lado), um pistoleiro negro que começou a agir logo após a Guerra de Secessão, apelidado de Deadwood Dick. Landsdale fez deste o protagonista de várias de suas histórias. A Bonelli adaptará sete das histórias de Landsdale em quadrinhos com os roteiros de Michele Masiero, Maurizio Colombo e Mauro Boselli. As artes serão de Corrado Mastantuono, Pasquale Frisenda e Stefano Andreucci. Deadwood Dick trará um velho oeste sujo e durão, bem ao estilo das histórias de Landsdale.

A terceira proposta do selo Audace será nada mais, nada menos que o nosso querido Mister No, em Mister No Revolution. Será uma proposta de uma versão especial de Jerry Drake, um “experimento” sobre a pele do personagem realizada por Michele Masiero e com os desenhos de Matteo Cremona e Alessio Avallone. Cores de Giovanna Niro, Alessia Pastorello Luca Saponti e Stefano Aquaro. No entanto não foi revelado mais nada sobre este projeto, mas algo será mostrado na Lucca 2018.

Ainda estão na lista uma nova aventura do personagem “O Desconhecido”, de Magnus, “Darwin”, “10 de outubro” e “K-11”, que serão revelados ao decorrer do ano.

Uma curiosidade é que Audace foi o primeiro nome da Sergio Bonelli Editore. Fundada por Gianluigi Bonelli em 1940 como Redação Audace, em 1945 o nome mudou para Editora Audace para então começarem a publicar um dos mais longevos personagens dos quadrinhos italianos: Tex Willer.

Viva Bonelli!

Martin Mystère em 2018

O inoxidável Alfredo Castelli, editor, criador e roteirista de Martin Mystère nos conta o que teremos este ano na série regular do Detetive do Impossível

Alfredo comenta que o atraso da Bonelli em divulgar as novidades para Mystère este ano é que, “estávamos decidindo quais das muitas iniciativas podemos falar agora e quais manteremos em segredo para surpreendê-los no momento certo!”

Castelli conta que uma das primeiras histórias do ano é, “A estranha morte do Sr. Max”, de Enrico Lotti e Alfredo Orlando, que já está nas bancas italianas. Aparentemente, o Sr. Max é uma pessoa comum, como muitos outros, mas tem um problema sério. Ele morreu. E faz isso o tempo todo. Cada vez que ele acorda, incrédulo, morre logo depois, e não pode fazer nada para evitar. É por isso que ele procura o Detetive do Impossível, que logo descobre que Max não está mentindo.

Lotti, Castelli e Ongaro trarão a aventura “O deus que veio do mar”, em abril. “Imagine que um dia você bate à sua porta e um grupo de pessoas veio lhe adorar”, comenta Castelli sobre a história. Ongaro também está trabalhando em uma história especial com uma equipe muito incomum: O Detetive do Impossível encontra um personagem muito popular que não tem nada a ver com a Bonelli e o mundo dos quadrinhos. “Para descobrir, você precisa confiar na magia!”, conta Castelli com suas charadas.

Sherlock Holmes aparecerá na história de junho, “O Caso de Matilda Briggs”, por Andrea Artusi, Ivo Lombardo e Carlo Verardi. O falecido Paolo Morales deixou muitos belos textos que serão publicados ainda este ano. Entre eles, em junho, “Nomoli”, ilustrados por Emposito Bros. A dupla Castelli-Lotti retorna em outubro com “Quimera”, ilustrada por Giovanni Romanini. E na edição de dezembro, finalmente, você descobrirá quem foi realmente o “Pied Piper”, em uma história de Castelli e Lotti, ilustrada por Coppola.

O Especial de Verão trará Torti e Recagno em uma história Arthuriana (Rei Arthur) intitulada “Camelot 2018”. Recagno e Antonio Sforza trarão a história, “Os três homens que despertaram Cthulhu”. Cthulhu, o personagem de H.P. Lovecraft encontra os “Três Homens”, do humorista inglês Jerome K. Jerome, “que irá se revirar no túmulo pois odiava quadrinhos”, comenta Castelli.

Giancarlo Alessandrini está produzindo o Especial 2019 de Martin Mystère, em um cenário ao estilo de Frank Capra (de Manfred Sommer). No verão italiano será publicado um volume gigante com o melhor da “Zona X”.

Após o sucesso de “A mulher Leopardo”, de Andrea Carlo Cappi, o roteirista agora está escrevendo uma outra história para este ano. O jovem Martin Mystère dará as caras em uma aventura escrita por Pierdomenico Baccalario (Ulysses Moore), autor de numerosos e afortunados volumes de aventura para Jovens Adultos. O protagonista não é o “habitual” Martin Mystère, mas o de “As novas aventuras em cores” e a história fará um link entre o “Novas Aventuras” de 2017 com o já previsto a ser publicado em 2019.

Durante a Cartoomics 2018, histórica feira de quadrinhos de Milão que acontecerá de 9 a 11 de março, Martin Mystère receberá uma homenagem da Disney, onde Mickey será “Topin Mystère”, do mesmo jeito que foi feito com Dylan Dog. A edição será escrita e ilustrada por Casty.

Para final de março o tão esperado retorno de Martin Mystère ao Brasil, que voltará a ser publicado pela Editora Mythos. Mystère chegou ao país em 1986 pela RGE/Editora Globo, e dois anos depois foi cancelado na 13ª edição. Em 1990, a Record passou a publicar a revista, no formato original italiano que chegou ao fim em 1992 após 17 edições mensais. A Mythos de 2002 a 2006 publicou 42 volumes da série mensal em formatinho, além de histórias avulsas nas seis edições de Seleção Tex e os Aventureiros, em 2005.

Martin também participou de um crossover com Dylan Dog publicado pela Record na edição: Última Parada: Pesadelo. Em 1992.

Na Lucca Comics, Castelli disse que estão sendo preparadas muitas novidades, inclusive projetos envolvendo o próprio Castelli. Mas não revelou nada mais que isso.

Viva Bonelli!

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