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Mythos descontinuará série formatinho de Júlia

Live no canal Cangaceiro HQ.

A Editora Mythos através de sua Gerente de Marketing Joana Rosa Russo revelou que a editora iniciará testes de conversão do formatinho para o formato italiano em suas edições, começando por Júlia.

Na live no Instagram do Cangaceiro HQ (Jefferson Ribeiro), realizada no último sábado (4), que contou com a presença da fã e colecionadora Talyta Vargas e Marcelo Presto, do Canal do Presto, Joana também foi convidada e trouxe várias novidades para a personagem.

Júlia hoje conta com três publicações em andamento pela Mythos. J. Kendall – Aventuras de uma Criminóloga, em formatinho e papel jornal, que chega à edição 154 com a edição já em pré-venda no site da Mythos. Júlia – Edição Limitada, em formato italiano e papel offset que é lançada de cinco em cinco edições, e em outubro serão lançadas as edições 21 a 25. E Júlia Graphic Novel, em formato maior, capa dura, colorida, papel couché que está na segunda edição.

Última edição de J. Kendall – Aventuras de uma Criminóloga.

Joana revelou que a edição 155 de J. Kendall – Aventuras de uma Criminóloga, que seria lançada final do ano e contaria com as edições 200 e 201 italianas, já que esta edição traz duas histórias, não será publicada. “Pela primeira vez a gente (Mythos) vai começar a migrar a conversão de formato. A gente vai zerar a numeração na 200, trazendo uma edição colorida em formato italiano e vai mandar pra banca. Ela vai voltar a ser uma história por vez e se chamar Júlia”, revelou Joana na live.

E complementou, “a ideia é que Júlia seja o primeiro volante de teste para banca de uma conversão de formato, para mais adiante a gente poder estudar isso para outras séries Bonelli”, ou seja, se tudo der certo fazer isso com Tex no futuro, que ainda é publicado em formatinho e papel jornal em várias de suas coleções e só é publicado em formato italiano em edições On Demand, com baixa tiragem.

Edições centenárias coloridas

A editora Sergio Bonelli costuma lançar seus números centenários a cores, por isso esta primeira edição de Júlia nova série da Mythos será colorida, pois corresponde ao número 200. Uma edição muito comemorada na época de seu lançamento na Itália, em 2015. Júlia foi lançada em 1998 e oito anos depois comemorou seu centenário com a edição especial colorida com a história “Clowns” (Palhaços).

Capa italiana de Júlia 200.

Giancarlo Berardi, criador de Júlia, comenta que Julia Kendall é a “investigadora da alma”.  “Entre criminologia e a psicanálise, uma pessoa, mais do que um personagem, cuja aparência, ao mesmo tempo meiga e aristocrática, foi inspirada na atriz de cinema Audrey Hepburn. Quando apresentei o projeto ao Sérgio (Bonelli), que após horas de conversas cara a cara em seu escritório, me disse: “Não entendi muito, mas confio em você. Continue”. Um grande elogio, mas também uma grande responsabilidade. Hoje eu adoraria que ele estivesse aqui conosco para celebrar a edição ducentésima da série”, destacou Berardi à época do lançamento do número 200.

A edição 200 traz a história L’Immagine perduta (A imagem perdida), com roteiro de Berardi e Lorenzo Carla. Desenhos de Cristiano Spadoni e cores de Florean Arianna.

Um fotógrafo, Evlyn Wescott, ficou cego após um acidente em seu estúdio, no qual sua esposa perdeu a vida. Agora, algum tempo depois desse trágico acontecimento, Wescott é vítima de uma série de atentados contra sua vida, dos quais felizmente consegue salvar-se. Quando uma modelo com que havia trabalhado há muito tempo é morta, o fotógrafo acredita que o assassinato pode estar relacionado a uma foto de alguns anos atrás e pede a Julia para desvendar o caso…

Vídeo comemorativo com as 200 capas de Júlia

No Brasil, Júlia quase foi cancelada

Primeira edição de Júlia em formato italiano.

No Brasil, Julia correu o risco de ser cancelada duas vezes. A primeira vez em 2010, na edição 71, mas após uma campanha dos leitores ela continuou. Joana comenta que há um tempo atrás Julia estava correndo o risco de ser cancelada novamente, foi quando a editora resolveu relançar a personagem desde a número 1 em outubro de 2019 em formato italiano, de cinco em cinco edições.

Esta proposta foi um sucesso, muito bem aceita pelos leitores de Júlia e também por novos leitores. “Muita gente não tinha mais como encontrar as primeiras edições e muita gente não conhecia a personagem e não davam chance à ela por causa do formatinho. Muitos dos leitores até gostam do formatinho, mas ele está caindo em desuso, tanto por motivos comerciais, como por estar difícil achar o papel  da edição no mercado gráfico brasileiro”, disse Joana na live.

Ela comenta também que o aproveitamento de papel, quando comparado ao formato italiano não é mais efetivo, “as vendas já estavam baixas, e a venda nas bancas e livrarias estava em crise. Trouxemos uma versão teste, os cinco primeiros números de Julia, um sucesso absurdo, que continua sendo reimpresso”, destaca Joana e complementa, “percebemos que quando mudou o formato, deixando mais bonita a edição, muitas pessoas começaram também a comprar o formatinho. Tinha diferença de comportamento e preferência pessoal dos leitores por cada edição”.

Joana ressaltou que muitos leitores olhavam com preconceito para o formatinho, que hoje em dia vem na contramão do mercado de edições mais luxuosas e caras, “mas não é porque está no formatinho que é um formato descartável, o conteúdo tem muita qualidade”, comenta a Gerente de Marketing da Mythos.

Para saber mais sobre Júlia Kendall assista nossa Live especial sobre a personagem:

Skript lançará Apocalipse e Napoleone

Na sexta-feira (16), Douglas Freitas da Skript Editora anunciou em uma live no instagram do Fora do Plástico mais dois Bonellis pela editora.

O primeiro anúncio na live foi Apocalipse – O Livro das Revelações de São João, escrito por Alfredo Castelli (Martin Mystère) com desenhos de Corrado Roi (Dylan Dog). Lançado em 2019, o volume tem 112 páginas com lançamento da campanha no Catarse pela Skript dia 31 de outubro, para ser entregue em dezembro.

Alfredo Castelli, pela primeira vez no mundo, escreve uma fiel transposição para os quadrinhos do último e mais visionário livro do Novo Testamento: O Apocalipse de João. Uma história visionária que junto ao traço de Corrado Roi encontrou uma representação eficaz e surpreendente. O Apocalipse é um dos textos mais enigmáticos da Bíblia, por muito tempo objeto de várias interpretações por inúmeros estudiosos e críticos devido à sua natureza às vezes polêmica e de difícil compreensão.

Castelli com seu talento e inegável coragem, ao transpor para os quadrinhos o livro bíblico, obviamente indica que não deve ser entendido como uma adaptação na íntegra, mas sim como um resumo por parte dele com o intuito de condensar o texto em vários pontos, de forma a permitir a qualquer pessoa apreender os aspectos fundamentais sem se encontrar perante algo exageradamente elitista e com difícil entendimento.

Para ajudar o leitor a compreender melhor, tanto os traços característicos de Roi quanto textos no final do volume conseguem fornecer orientações capazes de contextualizar de uma forma satisfatória os principais pontos da narrativa. O Apocalipse é uma jornada dentro da alma humana e do que para cada um de nós representa o próprio conceito de fim – e também do inevitável novo começo – dado pela ressurreição no Cristianismo ou pela reencarnação em numerosas outras religiões.

Durante a história acompanhamos várias personalidades se perguntando inúmeras questões sobre o próprio significado do livro do Apocalipse. Figuras como Isaac Newton e até mesmo Alesteir Crowley. Castelli apresenta também interpretações por trás do fenômeno do Apocalipse, quase sempre recebido como uma catástrofe e tragédia, porém, omitindo o valor positivo vinculado ao recomeço das coisas. Castelli até mesmo dá importância ao simbolismo e à numerologia, falando no caso das figuras 777 e 666, protagonistas de sequências em que os vários personagens da história questionam seu real significado.

O traço de Corrado Roi está magnífico e em grande forma. Seus desenhos conseguem realçar personagens humanos e criaturas monstruosas. Felizmente, Roi consegue retrabalhar um imaginário tremendamente difícil e enigmático dando vida a uma série de quadros com uma forte impressão onírica, inquietante, surreal e às vezes majestosa.

A obra é incrivelmente bem feita apesar da complexidade de seu material original, ainda hoje no centro de debates contínuos sobre qual é a interpretação mais correta e exaustiva possível.

E o segundo lançamento é a estreia de Napoleone no Brasil: Napoleone – Oltre i confini delle sfere stellate. Volume com cerca de 304 páginas com história e arte de Carlo Ambrosini, criador do personagem. Napoleone encerrou a série regular em 2006 na edição 54 e Ambrosini trouxe neste especial três histórias da série regular que em breve será publicado pela Skript.

Dividido entre o cotidiano noir e poético, este volume reúne três das principais aventuras da série (#1, #4 e #25), escolhidas entre aquelas inteiramente feitas pelo seu criador, Carlo Ambrosini, tanto nos textos quanto nos desenhos. O volume é enriquecido por desenhos e ilustrações inéditos e por um texto do próprio Ambrosini que fala sobre “seu” Napoleone.

Dividido entre o cotidiano noir e poético, Napoleone Di Carlo é um ex-policial que após a dramática morte de sua família e uma amarga decepção profissional, vai administrar um hotel em Genebra. Lá, ele é constantemente solicitado para ajudar a polícia local em investigações. Napoleone convive com uma profunda anomalia: elementos psíquicos produzidos por sua imaginação, e visíveis apenas para ele, interagem sem sua percepção da realidade cotidiana, dialogando com ele na forma de três bizarras estatuetas, chamadas Lucrezia, Caliendo e Scintillone.

Para saber mais sobre o personagem, acesse esta matéria especial da Confraria Bonelli acessando este link: https://confrariabonelli.org/?p=3098

O lançamento da campanha no Catarse é previsto para janeiro de 2022 com entrega programada para Março.

Todos os volumes que a Skript planeja publicar da Sergio Bonelli Editore serão no tamanho: 20x28cm. Um pouco maiores que os volumes publicados pela Trem Fantasma (19x26cm) e Chanbara da Panini Comics (18,5 x 26).

A Skript já havia anunciado também duas edições que fazem parte da coleção Le Storie:

LAVENNDER (Speciale Le Storie 4) – Umas férias no paraíso, nas águas cristalinas do oceano. Uma ilha perfeita, não contaminada, deserta … ou não? Por trás dessa fachada idílica, neste cenário de cartão-postal, os jovens Gwen e Aaron vislumbram algo inquieto e misterioso. Algo que se move entre a folhagem, no meio da mata. E parece estar espionando-os. Há mais alguém com eles naquele lugar remoto? Um thriller de tirar o fôlego escrito, desenhado e colorido por Giacomo Keison Bevilacqua, o autor de “A Panda gosta” e “O som do mundo de cor”, em sua primeira experiência Bonelli.

Saiba mais sobre Lavvender em matéria especial da Confraria Bonelli, AQUI. Lançamento da campanha no Catarse prevista para dia 08 de agosto.

O FATOR Z (Le Storie 27) – Nova York, hoje. Os sinais agora são evidentes, a praga invisível está se espalhando e o apocalipse está próximo: os mortos ressuscitam do sono eterno, com fome de carne humana! Para a jovem Helen, isolada em uma Manhattan fantasmagórica, escapar de suas garras terríveis será como passar pelo inferno! Com roteiro Giovanni Gualdoni, desenhos de Marco Bianchini e Capa de Aldo Di Gennaro.

Lançamento para campanha no Catarse prevista para dia 17 de outubro.

O lançamento das campanhas de Lavvender e O Fator Z serão realizadas em live com a Confraria Bonelli. Em breve mais informações.

Mythos anuncia a publicação de Ken Parker

Em live realizada nesta terça-feira (20) no Canal Mythológico, a editora Mythos anunciou a publicação de Ken Parker. Obra máxima de Giancarlo Berardi e Ivo Millazo. Ken Parker estava sendo publicado desde 2000 pela Editora Cluq.

Coleção referência da Mondadori.

A Mythos pretende lançar a edição com base na coleção publicada pela editora italiana Mondadori. Foram 50 volumes com duas histórias cada. Estes volumes compilam toda a série regular, a série publicada em Ken Parker Magazine, os especiais até a última edição publicada por Berardi e Millazo, Até onde vai o amanhecer.

Segundo Joana Rosa Russo, responsável pelo Marketing da Mythos, a pré-venda tem início em junho e as edições serão no formato e tamanho de As Grandes Aventuras de Tex, (apesar da edição da Mondadori ser em formato maior), com capa dura e uma média de 200 páginas, preto e branco. A editora disse que dará mais detalhes sobre a edição em lives na próxima semana.

Tex Willer colorido fracassa nas livrarias italianas

A Itália foi um dos países mais atingidos pela Covid-19, logo, prejudicando economicamente a Sergio Bonelli Editore fazendo com que os planos de publicações sejam muito bem avaliados no futuro. Ao que tudo indica, uma das edições que não terá mais continuidade, devido ao custo e às baixas vendas são as edições encadernadas coloridas de Tex Willer. São edições encadernadas que compilam as aventuras do jovem Tex com mais de 250 páginas  vendidas especialmente em livrarias.

Tex Gold da SALVAT não será mais distribuído em Bancas

Como já informamos antes, a DINAP/Treelog não irá mais distribuir em bancas, revistas, quadrinhos e afins a partir de janeiro de 2021. Isso prejudica em especial a chegada de Tex aos leitores de todo o Brasil. Pois a Editora Mythos realiza sua distribuição através da DINAP e agora, em comunicado oficial, a Editora Salvat que lança a coleção Tex Gold anunciou que também não terá mais suas coleções distribuídas nas bancas.

A Coleção Tex Gold iniciou em 2017 com o lançamento de O Profeta Indígena com o primeiro volume custando o valor promocional de R$ 9,90. Os valores foram sofrendo reajustes chegando hoje a R$64,90. As edições da coleção são em capa dura, coloridas, papel de qualidade e geralmente com mais de 200 páginas. A série possui assinatura e era distribuída em bancas.

Divulgada a capa do crossover entre Flash e Zagor

Foram divulgadas as capas do crossover entre Flash e Zagor em mais uma parceria entre a DC Comics e a Sergio Bonelli Editore. A arte da capa foi realizada por Carmine Di Giandomenico e, em 10 de dezembro será publicado o número Zero, escrito por Giovanni Masi e Mauro Uzzeo, com desenhos de Davide Gianfelice. O título da edição será “The Hatchet and the Lightning” (“A Machadinha e o Relâmpago”).

Distribuição da Bonelli em bancas está ameaçada

O ano de 2020 não está fácil para ninguém. A pandemia acelerou processos de comunicação e trabalho, e a compra de quadrinhos online teve um aumento significativo, porém outros setores que já não estavam bem sofreram uma aceleração em seu desgaste e tendem a piorar ou se encerrar, como a venda em bancas de jornal.

A Dinap e a Treelog, empresas integrantes do Grupo Abril, responsáveis pela maior parte da distribuição de revistas no país informaram às editoras no dia 6/11 estar rompendo unilateralmente todos os contratos de distribuição nas modalidades consignação praticados nas últimas décadas. O motivo alegado é a retração provocada pela pandemia de Covid-19.

Os leitores Bonelli que costumam comprar as edições da Mythos e Salvat em banca, podem não encontrar Tex no início de 2021.

Esta situação ligou um alerta na Editora Mythos que distribui grande parte dos seus quadrinhos para todo o Brasil usando exclusivamente a Dinap/Treelog. No TexWillerBlog, o Editor e sócio/proprietário da Mythos, Dorival Vitor Lopes comentou que a editora está em busca de novos distribuidores.

“Gente, tenho uma péssima notícia… a Dinap – única distribuidora a nível nacional – está para encerrar as atividades. Estamos procurando distribuidores, mas até agora só achamos dois que fazem apenas São Paulo e Rio. Queremos alternativas para as outras regiões do Brasil, mas até agora não temos. Ainda não é oficial, por isso, rezem pra todos os santos pra Dinap continuar”.

E Dorival complementou que as vendas pela internet irão se intensificar cada vez mais, “de qualquer forma, quem puder comprar pela internet, não deve esperar mais: nosso site está cada vez melhor, com muitas ofertas, e como eu já informei, temos um novo galpão de 500 m2 pra atender os pedidos”. As compras pelo site da Mythos são entregues usando os serviços dos Correios.

Com a Mythos parando de usar os serviços de distribuição da DINAP/Treelog, muitos leitores podem deixar de comprar em bancas as revistas Tex, Tex Gigante, Tex Platinum e Ouro, além de outras edições publicadas pela editora. Existem leitores que somente compram Tex em banca e nunca compraram revistas online.

Situação da Distribuição em Bancas e Comunicado da DINAP

COMUNICADO DINAP:

Caras Jornaleiras e Jornaleiros!

Na última 6ª feira a Dinap/Treelog enviou um comunicado aos Editores informando que cessará a prestação de serviços em consignação a partir de 2021, por desequilíbrio financeiro entre os custos de distribuição, obstáculos operacionais ocasionados por medidas restritivas e as receitas que declinaram durante a pandemia.

É importante esclarecer que esta decisão não representa o encerramento da operação da Dinap/Treelog, que continuará distribuindo revistas impressas da Editora Abril para os pontos de venda. Não haverá desmobilização da empresa, portanto todas as operações fiscais e financeiras (Contas a Pagar e Contas a Receber) continuarão normalmente.

As revistas fazem parte da história da DINAP, levando cultura, entretenimento e conteúdo de qualidade aos leitores por intermédio dos pontos de vendas e pretendemos continuar com esta missão.

Agradecemos a compreensão e continuamos emprenhados em servir com soluções que sejam sustentáveis para prosseguir com a prestação de serviços.

Atenciosamente

Equipe Dinap

Hoje, o jornaleiro recebe as revistas em consignação. Vende a revista e fica com 30% do valor de capa. 70% é pago à distribuidora. Esta porcentagem varia dependendo da negociação com a distribuidora, a grande maioria não chega a receber 30%. As revistas que não foram vendidas são trocadas por revistas novas. O comunicado da DINAP destaca que a empresa” cessará a prestação de serviços em consignação a partir de 2021”. Embora não se saiba ainda de possíveis alternativas para os jornaleiros face a situação, uma das alternativas é a de que o jornaleiro compraria a revista por 70% do preço de capa, se vender ganha 30%, se não vender fica com a revista em banca.

Este modelo já é realizado por algumas Comic Shops nacionais, que também negociam diretamente com as editoras (Devir, Panini, Mythos) sem usar o modelo de consignação. O que não vender no momento, continua à disposição, não é recolhido.

Se o jornaleiro já tem um público cativo, isto pode não ser problema, porém a porcentagem deve ser renegociada, já que a distribuidora terá menos trabalho e as editoras terão perda zero. Em um mercado já fragilizado, o jornaleiro terá que ter um bom caixa para bancar as compras, o que irá reduzir a oferta e impactar em toda a cadeia produtiva como Editora e Gráfica.

No comunicado, a DINAP também esclarece que, “continuará distribuindo revistas impressas da Editora Abril para os pontos de venda”. A DINAP pertence ao Grupo Abril e é natural que mantenha este comportamento. Metade da receita do Grupo Abril vem de seu negócio de mídia, a Editora Abril. A outra metade, de seus negócios de logística, a DINAP/Treelog, que entrega revistas e a Total Express, que entrega encomendas.

O Grupo Abril se arrasta em uma crise há anos estando em recuperação judicial com uma dívida que chega a R$ 1,6 bilhão. Em 2018, o então presidente da Abril, Marcos Haaland em entrevista à Istoé Dinheiro já dava uma ideia do enorme problema que era a Dinap. “Importante destacar que boa parte do problema da Abril está na Dinap. O modelo de negócio não é sustentável. A Dinap, quando faz o recolhimento do que foi vendido, repassa o dinheiro para as editoras e fica com uma parte como remuneração. O que não é vendido, a Dinap recolhe e devolve às editoras, sem cobrar nada por isso. Então, ela faz um serviço de levar e buscar sem ser remunerada. E o custo logístico é imenso. O segundo problema é que a Dinap absorvia a inadimplência da cadeia. O que não recebe dos distribuidores, cobre e paga às editoras. Então, o rombo da Dinap é gigantesco”. Na época foram demitidos 800 funcionários do grupo Abril, várias revistas encerradas e inclusive a linha Disney foi descontinuada e seus direitos foram adquiridos pela Culturama e Panini Comics.

Em 2019 o Grupo Abril foi vendido e quem assumiu a presidência foi Fábio Carvalho, especialista em assumir empresas em dificuldades.

A Pandemia e a busca por soluções

Em nota enviada às editoras, a Dinap/Treelog destacou que a grande culpada pelo rompimento de contratos por consignação é a pandemia de Covid-19. “A pandemia gerou uma disruptura sistêmica na cadeia de distribuição, atingindo de forma dramática a estrutura em que se assenta o negócio da Dinap/Treelog de distribuição de revistas e congêneres, mediante redução drástica da receita de parte substancial das vendas, ocasionada pela queda na circulação de pessoas nos canais de vendas, oriunda de medidas governamentais de distanciamento”, e reiterou, “apesar de todos os esforços feitos para a regularização da rede de distribuição, a Dinap/Treelog não passou incólume pelos efeitos devastadores e sem precedentes que a pandemia do Covid-19 provoca e continuará provocando pelos próximos meses”. Segundo algumas fontes, esta mudança da Dinap/Treelog será irreversível.

Em outubro deste ano, a DINAP já havia emitido um comunicado relacionado à Editora Globo, onde anunciou que deixou de distribuir publicações da mesma, como Época, Marie Claire, Globo Rural, Autoesporte, Vogue, entre outros títulos. As edições foram recolhidas até o final de outubro.

Em abril, devido à pandemia, a Editora havia suspendido a produção impressa de suas revistas, menos Época por ser focada em noticiário e Marie Claire por ser bimestral e retornou apenas em julho. A Editora afirmou que ainda era seguro continuar lendo o impresso, porém o medo da contaminação das revistas, ao serem colocadas no chão da rua pelas equipes de distribuição, ou nos corredores dos prédios dos assinantes, levou a que muitos assinantes suspendessem suas assinaturas.

Após a DINAP encerrar a distribuição, a Editora Globo começou a usar os serviços da Distribuidora Brancaleone.

Em 2017 a Editora Panini, responsável por publicar quadrinhos no Brasil da Maurício Produções, Marvel e DC parou de distribuir pela DINAP/Treelog e iniciou um serviço próprio de distribuição.

E a Mythos?

A Mythos mesmo vendo a DINAP ruir há anos não deixou de usar o serviço, pois há leitores Bonelli em muitos cantos do Brasil que somente a distribuidora poderia chegar. Ela vem trabalhando em deixar cada vez melhor as vendas pelo site, mas ainda gera reclamações por parte dos leitores que compram online, em especial devido ao processo de entregas.

Porém outro fator que atrapalha o crescimento das vendas pelo site é o frete que se torna muito alto dependendo da quantidade e distância que será entregue. Por usar os Correios, a Mythos se coloca na posição desconfortável de ter que depender dos valores aplicados pela instituição.

Neste mês de novembro por exemplo, onde está acontecendo uma ótima campanha de Black Friday, muitos leitores reclamam que ao chegar ao final da compra o valor do frete encarece demais e assim acabam desistindo. É necessária a fidelização dos clientes para que, caso haja problemas na distribuição em 2021, exista outra alternativa para vender os quadrinhos Bonelli para todo o Brasil.

E a Salvat?

A Editora Salvat publica Tex Gold e também pode sofrer mudanças devido à estas alterações em relação aos consignados pela DINAP/Treelog, já que suas coleções são distribuídas pela mesma. Lembrando que em 2018 a editora parou de distribuir por um tempo pois o cronograma de distribuição da DINAP havia parado. A distribuição parou em agosto e retornou somente em novembro de 2018.

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Aos Bonellianos resta aguardar e acompanhar os próximos passos da Editora Mythos e que não falte Tex para os leitores em 2021.

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As fontes das informações estão linkadas ao longo da matéria.

Foto de Capa José Carlos Francisco.

Pedro Mauro, Desenhista Brasileiro da Bonelli, Comemora 50 Anos de Carreira Com Lançamento de um Livro

Por: Ricardo Elesbão Alves (Confraria Bonelli) e Renato Frigo (Colecionadores de HQs)

Em 1970 vivíamos anos de chumbo no Brasil da Ditadura Militar. As bancas de revistas eram repletas de gibis de cowboys pasteurizados, desenhados com traços limpos e atitudes pudicas, derivados de “Faroestes B” dos cinemas e das séries pueris da TV, aqui difundidas desde a década de 1950.

Então, de repente, surgiu um menino, Pedro Mauro, com seus faroestes estampando aventuras e cenários realistas, rudes e poeirentos, com personagens sujos e sarcásticos, mocinhas lindas com jeito de hippie. E mexicanos, muitos mexicanos. Tal qual nos filmes Spaghetti Western que tomava as salas de cinema naqueles anos, formando uma nova legião de público. Pancho foi o herói apresentado por Pedro Mauro. Na verdade, um anti-herói, porque não se importava em ser bom nem justo. Mas apreciava uma vingança e não tolerava hipocrisia. Filosofia dos protagonistas dos demais bangue-bangues do artista.

Iniciativa Da Editora Bonelli Oferece Quadrinhos Gratuitamente

TEXTORafael Machado (Quinta Capa)

Um Bonelli por DiaA partir desta segunda-feira, 23 de março, a Sergio Bonelli Editore decidiu propor uma nova iniciativa dedicada a todos os seus leitores. Como parte da iniciativa #aCasaConBonelli, em que a editora se propõe a oferecer entretenimento e conteúdo on line em tempos de pandemia do coronavírus, será possível baixar gratuitamente uma série de 14 histórias em quadrinhos na versão digital. Um por dia durante duas semanas, cada um disponível por 24 horas.

O que esperar de Zagor em 2020 na Itália e Brasil

Goste ou não, Zagor é um personagem que cativa seus leitores. Tem uma legião de fãs na Itália e no Brasil também possui seguidores aficionados pelo personagem. Ele é um personagem de western que habita na lendária Floresta de Darkwood atuando em aventuras com seu inseparável amigo Chico.

Zagor possui extraordinários reflexos e dotes atléticos e é extremamente hábil no uso de sua machadinha. Os seus feitos, além da impressão causada por suas vestes e por seu grito de guerra (um característico “AAHHYAAKK!”) o fazem ser considerado pelos índios como uma espécie de semi-deus enviado por Manitu.

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