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Iniciativa Da Editora Bonelli Oferece Quadrinhos Gratuitamente

TEXTORafael Machado (Quinta Capa)

Um Bonelli por Dia
A partir desta segunda-feira, 23 de março, a Sergio Bonelli Editore decidiu propor uma nova iniciativa dedicada a todos os seus leitores. Como parte da iniciativa #aCasaConBonelli, em que a editora se propõe a oferecer entretenimento e conteúdo on line em tempos de pandemia do coronavírus, será possível baixar gratuitamente uma série de 14 histórias em quadrinhos na versão digital. Um por dia durante duas semanas, cada um disponível por 24 horas.

O link para baixar um quadrinho grátis em formato PDF pode ser acessado clicando aqui.

A série de títulos gratuitos começa com a primeira edição do Tex Classic, que traz a primeira aparição do herói em cores, indo até o dia 5 de abril. Os mais variados personagens serão ofertados, permitindo inclusive aos curiosos sobre o universo Bonelli desbravar o Extremo Oeste de Tex; a Londres de Dylan Dog; a floresta de Zagor em Darkwood; a Amazônia de Mister No; o espaço de Nathan Never; os mil mundos de Martin Mystère; as intrigas de Garden City habitada por Julia, entre outros. Vale lembrar que cada quadrinho estará disponível para download por apenas por 24 horas a partir da publicação.

Capa da primeira edição de Tex Classic, que abre a inicitiva bonelliana de oferecer quadrinhos gratuitamente. Direitos autorais da imagem: Sergio Bonelli Editore.

“Estes são dias difíceis para todos nós”, explica o diretor editorial Michele Masiero em declaração para o site oficial da editora italiana, “e sabemos que este é apenas um pequeno gesto. (…) Pensamos, no entanto, em fazer algo agradável aos nossos leitores e – por que não? – para aqueles que querem se aproximar do mundo das nuvens falantes, oferecendo um novo compromisso diário: uma banda desenhada todas as manhãs, para fazer com que nossa presença e a de nossos personagens se sintam dentro de suas casas. Ansioso para encontrá-lo novamente o mais breve possível.”

Segue abaixo a lista dos títulos (em italiano) que farão parte da iniciativa. Vale lembrar que vários deles já saíram no Brasil, como são os casos de Martin Mystère e Dylan Dog, pela editora Record; e Tex, Dragonero e Julia, pela editora Mythos, por exemplo. Já a edição de Nathan Never listada ganhará republicação pela editora Graphite em breve, com a campanha no Catarse ainda aberta.

Segunda-feira, 23 de março: Tex Classic 1, “Il totem misterioso”

Terça-feira, 24 de março: Zagor Classic 1, “La foresta degli agguati”

Quarta-feira, 25 de março: Mister No 1, “Mister No”

Quinta-feira, 26 de março: Martin Mystère 1, “Gli Uomini in Nero”

27 de março, sexta-feira: Dylan Dog 1, “L’alba dei morti viventi”

Sábado, 28 de março: Nathan Never 1, “Agente Speciale Alfa”

Domingo, 29 de março: Julia 1, “Gli occhi dell’abisso”.

Segunda-feira, 30 de março: Cassidy 1, “L’ultimo blues”

Terça-feira, 31 de março: Dampyr 1, “Il figlio del diavolo”

Quarta-feira, 01 de abril: Morgan Lost 1, “L’uomo dell’ultima notte”

Quinta-feira, 02 de abril: Orfani 1, “Piccoli spaventati guerrieri”

Sexta-feira, 03 de abril: Dragonero 1, “Il sangue del drago”

Sábado, 04 de abril: Il Commissario Ricciardi, “Dieci centesimi”

Domingo 05 de abril: Le Storie 1, “Il boia di Parigi”

O que esperar de Zagor em 2020 na Itália e Brasil

Goste ou não, Zagor é um personagem que cativa seus leitores. Tem uma legião de fãs na Itália e no Brasil também possui seguidores aficionados pelo personagem. Ele é um personagem de western que habita na lendária Floresta de Darkwood atuando em aventuras com seu inseparável amigo Chico.

Zagor possui extraordinários reflexos e dotes atléticos e é extremamente hábil no uso de sua machadinha. Os seus feitos, além da impressão causada por suas vestes e por seu grito de guerra (um característico “AAHHYAAKK!”) o fazem ser considerado pelos índios como uma espécie de semi-deus enviado por Manitu.

Criado por Guido Nolitta (Sergio Bonelli) em 1961, Zagor está prestes a completar 60 anos de publicação que será comemorado em 2021. Em 2020, a Sergio Bonelli Editore preparou uma série de aventuras emocionantes para o herói e a Mythos também trará edições especiais e uma novidade.

Espírito com a Machadinha em um ano cheio de aventuras

Em janeiro já começamos com uma das melhores edições de Zagor, com arte de Joevito Nuccio, que, apesar de suas características de desenho, aqui presta uma homenagem a Gallieno Ferri. O texto de Jacopo Rauch traz de volta um personagem inesquecível criado por Guido Nolitta: Winter Snake, orgulhoso chefe dos Kiowa, onde é revelado um trágico segredo de seu passado. O final da aventura traz perspectivas perturbadoras sobre algo que acontecerá no futuro.

 

Não menos dramática, a história do mês seguinte é escrita e desenhada por Nando e Denisio Esposito. Em “LA FIGLIA DEL MUTANTE”, veremos Sophie Randall reaparecer, a filha de “Skull”, o mutante. Na última vez que a vimos tinha sido deixada em estado catatônico e a encontramos trancada no Manicômio Rochester, onde, a “voz” de seu pai chega para despertá-la e ela acaba fugindo do manicômio. A cabeça de seu pai, que possui dois cérebros, separada do corpo após sua morte, foi levada e preservada em um recipiente com álcool na Base Elsewhere para ser estudada. É possível que o poder mental do mutante possa influenciar a filha?

Claudio Chiaverotti e Marco Torricelli trazem um inimigo histórico e inesquecível: Kandrax!

À direita só pra relembrar uma aventura com Kandrax, publicada em Zagor nº55 pela Mythos.

Chiaverotti para quem não lembra escreveu uma série de histórias curtas de Dylan Dog e é criador de Morgan Lost, que está com campanha no Catarse pela Editora 85 para ser lançado no Brasil. Chiaverotti vem acompanhado de Toricelli, desenhista mais experiente de Zagor hoje em dia, que desenha o personagem desde 1986.

Na edição seguinte, o sérvio Bane Kerac contará a história do passado de Drunky Duck e, em seguida, a premiada dupla Samuel Marolla e Paolo Bisi, trarão um apocalipse zumbi Darkwoodiano. Outro convidado de honra que irá encerrar o ano nas publicações de Zagor é Tito Faraci, pela primeira vez como roteirista da série regular. A aventura será ilustrada por Marcello Mangiantini.

Em maio chega a edição Maxi de Zagor por Stefano Voltolino que traz a antologia “The Tales of Darkwood”. Histórias curtas sobre o Espírito com a Machadinha contadas pelos frequentadores do posto de comércio de Pleasant Point. Este Maxi será a quarta antologia da série “Os Contos de Darkwood”.

Teremos uma estreia na edição especial “La valle dell’Eden” de Riccardo Secchi. O volume será lançado em março. A edição a cores de agosto será desenhada por Fabrizio Russo com textos de Mirko Perniola e contará com o Barão Ícaro La Plume.

Uuuffaaa. Que ano para Zagor, e não é nem o ano de comemoração dos 60 anos do herói.

E no Brasil? O que teremos?

Em vídeo publicado no início de janeiro pela Editora Mythos, foi comentado que Zagor beirou ao cancelamento em 2019. Teve sua tiragem reduzida, mas a resposta do público às edições especiais 66 e 67 foram muito positivas. Por isso a editora além de manter a publicação de Zagor Especial em 2020, também irá trazer uma nova coleção do personagem, dessa vez em formato italiano, como vem sendo publicado Dylan Dog, Júlia, etc.

No vídeo comentado acima, o Editor da Mythos Júlio Monteiro destacou que serão publicadas 4 edições de Zagor em formato italiano, com histórias que saíram logo depois das Zagor Especial (Il Ritorno di Blodie, Zagor nº 631), “histórias modernas, ágeis, com capas bacanas, mas perfeitamente compreensível para quem começa a ler Zagor agora”, destacou Monteiro.

Maaaaaassss…..

O editor e proprietário da Mythos, Dorival Vitor Lopes comentou no texwillerblog.com, na área de comentários do post: “ATENDIMENTO MYTHOS – Pendências, reclamações, problemas…”, que a nova coleção de Zagor em formato italiano será publicada desde o NÚMERO UM italiano:

Dorival Vitor Lopes

Janeiro 27th, 2020 at 3:59

“A nova revista ZAGOR, em Edição Limitada, formato italiano e papel offset, começará no NÚMERO UM italiano e seguirá a cronologia direitinho. Terá 96 páginas e, eventualmente, 104 ou 112 páginas, com histórias em continuação, pois, naquela época, 1961, a quantidade de páginas das histórias variava muito – 50 a 180. Nosso contrato é para 5 edições, e a continuidade, claro, dependerá das vendas.”

Mesmo sem data definida para o lançamento desta nova coleção, já temos as datas de lançamento das edições de Zagor Especial para este ano.

Dia 18 de fevereiro chega Zagor Especial 68: O Mistério da Ilha.

Zagor Especial 68: O Mistério da Ilha

Uma terrível tempestade joga Zagor e Chico em uma ilha aparentemente abandonada. Uma ilha cheia de mistérios e perigos e a terra que aparentemente os salvou acaba se tornando uma terrível ameaça.

E em 30 de abril, teremos Zagor Especial 69: A Prisão no Lago

Zagor Especial 69: A Prisão no Lago

Fort Beaver é uma penitenciária de segurança máxima, construída em uma ilha no meio de um lago. De seus muros, monitorados dia e noite, ninguém pode escapar: o coronel Webster, que comanda, parece convencido disso. No entanto, um dos homens mais perigosos da América é mantido preso e seus cúmplices pretendem libertá-lo. E Zagor vai tentar frustrar este plano maquiavélico. Não é uma tarefa fácil, já que a gangue não é apenas numerosa, mas também composta por elementos sem escrúpulos, cada um com uma habilidade criminosa específica…

As edições 70 e 71 de Zagor Especial já estão programadas para serem lançadas dia 28 de agosto (Zagor Especial 70) e dia 30 de outubro (Zagor Especial 71).

E Zagor Le Origini?

A Mythos não confirmou se está negociando Zagor Le Origin, uma minissérie que saiu na Itália em seis edições coloridas com 64 páginas cada. A minissérie conta um período da história de Zagor até se tornar o Espírito com a Machadinha.

Com roteiro de Moreno Burattini, desenhos de Valerio Piccioni, Maurizio Di Vincezo, Giovanni Freghieri, Walter Trono, Giuseppe Candita e Oskar e cores de Andres Mossa. A capa é de Michele Rubini. Uma minissérie incrível que com certeza atrairia leitores a adquirir mais edições de Zagor.

 Ayaaaak!

Mágico Vento está voltando em formato italiano

No início de janeiro a Editora Mythos anunciou que a série Mágico Vento terá seu retorno em 2020, dessa vez em formato italiano. A obra criada por Gianfranco Manfredi foi publicada pela Mythos em formatinho de 2002 a 2013 em 131 volumes, compilando a série completa.

Voltou em 2017, também pela Mythos em um formato Deluxe colorido (à direita), formato maior e capa dura. Essa série já tem cinco edições publicadas e compila duas edições da série regular em cada volume. Na Itália foram coloridas as primeiras 25 edições da série, portanto esta série Deluxe terá cerca de 12 encadernados.

Já neste primeiro semestre, mas ainda sem data definida, a série retornará em sua forma original, a italiana, o mesmo de Dylan Dog, Júlia e Martin Mystère, com papel offset e preto e branco. A Mythos já publicou no ISBN as edições que irão sair. Porém, segundo a editora, de início serão lançadas as cinco primeiras edições, como foi feito com Júlia, para ver a aceitação do público e caso venda bem, a série ganhará continuidade.

Mágico Vento conta a história do soldado Ned Ellis, que na década de 1870 milagrosamente escapa de uma explosão criminosa do trem no qual viajava a serviço do exército dos Estados Unidos, perdendo os sentidos e acordando sem memória. Uma farpa de metal se alojou em seu cérebro concedendo-lhe dons mediúnicos especiais e garantindo a ele a posição de xamã dos índios Sioux, que o acolheram depois do acidente o batizando de Mágico Vento.

A série é um western fantástico, com doses de terror, fantasia, mistério e o que há de melhor do faroeste. Mágico Vento sempre está acompanhado de seu parceiro Willy Richards, mais conhecido como Poe, graças a sua semelhança com o famoso poeta e romancista norte-americano Edgar Allan Poe (1809-1849).

Em suas histórias envolventes, Mágico Vento contou sempre com uma equipe criativa incrível. Desenhos de Goran Parlov, Ivo Milazzo, Pasquale Frisenda, Corrado Mastantuono e José Ortiz para citar alguns. Além dos roteiros de Gianfranco Manfredi que resolveu descontinuar a série após 131 edições porque entendia que a história do personagem merecia ter um fim.

Porém, em 2019, depois de quase uma década ausente, Mágico Vento voltou às bancas em uma minissérie (à direita) de 4 capítulos realizada por Manfredi e desenhos de Darko Perovic. A Mythos está em negociações com a Bonelli para trazer essa minissérie no segundo semestre deste ano.

Traremos mais informações a partir do momento que a editora disponibilizar datas e links para a aquisição da nova coleção.

As cinco primeiras edições de Mágico Vento que logo chegarão e suas breves sinopses:

Mágico Vento nº 1 – Fort Ghost

Roteiro: Gianfranco Manfredi /  Desenhos: José Ortiz / Capa: Andrea Venturi

Uma lasca de ferro no cérebro apagou sua memória e deu a ele o poder da visão. Para os Sioux, é Mágico Vento, pois é o vento que os guiou até ele. Mas foi o soldado Ned Ellis que sobreviveu à explosão do comboio militar em que viajava. Que mistérios estão escondidos por trás deste acidente de trem? Para descobrir, Ned terá que iniciar uma jornada atormentadora em seu passado, e somente no final da jornada, entre os fantasmas do Fort Ghost, ele será capaz de saber a verdade.

 Mágico Vento nº 2 – Garras

Roteiro: Gianfranco Manfredi / Desenhos: Giuseppe Barbati e Bruno Ramella / Capa: Andrea Venturi

No coração das Terras Amaldiçoadas que Mágico Vento desvenda o mistério do desaparecimento do jovem Fala-Com-Águia, que queria voar como uma águia e foi zombado por sua tribo. Mágico Vento tenta ajudar a tribo a esquecer os ressentimentos e o desejo de vingança.

 Mágico Vento nº 3 – Lady Caridade

 

Roteiro: Gianfranco Manfredi / Desenhos: José Ortiz / Capa: Andrea Venturi

O anjo das favelas de Chicago, a dama conhecida como Lady Caridade, não é exatamente o que parece. Willy Richards, conhecido como Poe, não tardou a perceber isso, mas, acaba enredado na teia que a diabólica mulher teceu para ele. Mágico Vento está longe para ajudar seu amigo, o fio que os une, no entanto, permitirá que ele atenda a tempo o pedido de ajuda do corajoso jornalista.

Mágico Vento nº 4 – A Besta

Roteiro: Gianfranco Manfredi / Desenhos: Pasquale Frisenda / Capa: Andrea Venturi

Com garras e mandíbulas capazes de esmagar um corpo e depois cuspi-lo completamente sem o esqueleto. Para os mórmons, é uma encarnação de Lúcifer. Para os índios é uma divindade que precisa ser apaziguada com ossos. Para todos, no entanto, é puro horror! O chefe dos Mórmons, o velho Mosias, quer enfrentar a Besta infernal com a espada sagrada de Labão, mas não será suficiente, e, neste caso, até os poderes xamânicos de Mágico Vento são ineficazes. Então, como se derrota um verme monstruoso que assombra a região?

Mágico Vento nº 5 – Whopi

Roteiro: Gianfranco Manfredi / Desenhos: Corrado Mastantuono / Capa: Andrea Venturi

Uma misteriosa índia chega à guarnição junto à esposa do major Eccles. É Whopi, filha do espírito do bisonte branco. A violência dos homens, no entanto, desperta seu lado sombrio, tornando-a dominada pelo bisonte louco, e a terrível raiva que a domina não demora muito a exigir um sacrifício de sangue. Mágico Vento tenta apaziguar a alma furiosa de Whopi, quebrando a maldição que a brutalidade dos soldados desencadeou.

O que 2020 reserva para Dragonero

O final de 2019 foi turbulento na publicação italiana de Dragonero. Reviravoltas em Erondar e também na vida editorial do personagem, que é um dos maiores sucessos da Bonelli nos últimos anos. No Brasil, Dragonero finalmente estreia com uma edição especial e o início de sua série regular (à esquerda) no final do ano. Vamos ver as aventuras que 2020 reservam para Ian e seus amigos.

 

Reviravoltas espetaculares em Dragonero – O Rebelde!

O jovem imperador Nahim cedeu às chantagens impostas pelo sacerdote sombrio Leario, que controla a deusa conhecida como Senhora das Lágrimas de Sangue. Isso provocou uma insurreição contra o império e Ian se tornou um rebelde. Por isso a revista Dragonero teve sua numeração zerada e agora leva o selo “I Rebelle”. Esta nova série traz um novo capista, Gianluca Pagliarani que substituiu Giuseppe Matteoni.

Em janeiro já temos um confronto contra colossais estátuas de pedras, controladas por magia para defender o povo dos Eleusis, que sempre foram perseguidos por Erondar. Leario quer acabar com outros cultos e decidiu destruir de vez os Eleusis. História escrita por Luca Enoch e desenhos de Vincenzo Riccardi, cujos traços caem muito bem nesta atmosfera inquieta e sombria  de “caça às bruxas” contra a paz.

Em fevereiro teremos a estreia de Luca Barbieri, editor da série, como roteirista de uma aventura que nos leva de volta ao passado. Um encontro misterioso em uma fortaleza abandonada oferece a Ian a oportunidade de contar aos companheiros sobre um episódio que ainda lança “uma sombra no coração”. O longo flashback, ilustrado por Alessandro Bignamini nos leva a um lugar desolado, perdido entre os picos áridos das cordilheiras que se elevam ao nordeste de Solian, onde se aplica a lei do mais forte.

Em março, Enoch retorna com desenhos de Riccardo Latina em uma aventura na quente Vhacondàr, onde um punhado de pessoas desesperadas luta por suas vidas em uma arena de gladiadores, tentando conquistar o amor do público com uma espada. Entre eles, alguém que é de particular interesse para Ian.

Em abril, uma história que abrirá importantes e terríveis caminhos para o futuro do mundo de Dragonero e que revelará um segredo doloroso há muito escondido de Sera em seu coração. Para contar esse episódio crucial, toda a equipe se reuniu, em um roteiro assinado em seis mãos por Luca Enoch, Stefano Vietti e pelo editor Luca Barbieri. A edição terá duas capas, uma pelo capista anterior, o excelente Giuseppe Matteoni e outra pelo capista atual Gianluca Pagliarani.

Fases fundamentais da rebelião são destacadas nas edições seguintes, como a eleição de um novo líder dos Orcs, com roteiro de Stefano Vietti e desenhos de Fabrizio Galliccia. E também uma história com Myrva, protagonista absoluta em uma história escrita por Luca Enoch e desenhos de Gianluca Gugliotta que narra uma invasão à torre de Tectuendàrt.

Ainda veremos uma história com desenhos de Antonella Platano e roteiro de Luca Enoch que fala dos laços misteriosos entre dragões e bruxas. No meio do ano, no especial de verão de Dragonero, Enoch e Alessandro Pastrovicchio (nos desenhos) nos arrastam para a profunda escuridão da nova floresta nascida no local onde a Ilha Voadora das Rainhas Negras caiu, entre criaturas perigosas e muito más. A edição será colorida por Piky Hamilton.

Próximo da Lucca Comics & Games, acontecerão histórias de responsabilidade de Stefano Vietti, que trará aventuras emocionantes junto a Alben (onde descobriremos algumas coisas de seu passado), em busca das preciosas relíquias necessárias para combater a Senhora das Lágrimas de Sangue. Porém, em um estreito desfiladeiro de uma montanha, uma nova e importante reviravolta mudará o equilíbrio da série novamente. Teremos algumas baixas, preparem-se.

Algumas peças ainda faltam ser montadas, como uma edição capa dura de luxo e as duas histórias da série Senzanima programadas para 2020.

Dragonero no Brasil precisa vender bem

Dragonero foi lançado em 2007 na Itália, dando início à série Romanzi a Fumetti Bonelli (publicada no Brasil em fevereiro de 2019 na edição especial Dragonero – O Caçador de Dragões, à esquerda). As vendas foram tão boas que a editora transformou em uma série mensal, cuja primeira aventura foi publicada em junho de 2013, O Sangue do Dragão que por aqui finalmente chegou em novembro de 2019 pela Editora Mythos. Você pode acompanhar uma resenha dessa edição no site: QUINTA CAPA 

Dragonero, série criada por Luca Enoch e Stefano Vietti nos roteiros e Giuseppe Matteoni na arte é um fumetti de fantasia heroica que bebe da fonte de Robert E. Howard, J.R.R. Tolkien e até mesmo George R.R. Martin. Você também encontra referências ao game Warcraft, e a série de livros e games The Witcher. Os autores estavam preparando uma sequência para o Romanzi a Fumetti quando aconteceu a decisão de ser criada a série mensal, por isso os quatro primeiros números da série regular formam um grande arco.

Os dois primeiros já foram publicados pela Mythos, O Sangue do Dragão e O Segredo dos Alquimistas e segundo o vídeo publicado pela Mythos no início de janeiro, quatro publicações estão garantidas, porém é preciso que tenham boas vendas para que venha mais Dragonero no decorrer do ano. A segunda edição já se encontra esgotada no site da Mythos no momento desta postagem.

Não perca esta série espetacular, um mundo incrível com muita ação, aventura e intrigas políticas de tirar o fôlego. São estes os volumes que estão em pré-venda e em breve serão lançados:

Dragonero nº 3 – Os Impuros

Roteiro: Luca Enoch e Stefano Vietti / Arte: Giuseppe Matteoni / Capa: Giuseppe Matteoni

A guerra entre humanos e orcs parece inevitável! O império ordenou um bloqueio naval às costas da Grande Ilha dos Orcs, na tentativa de bloquear os ataques de seus navios, que, no entanto, viajam protegidos pela invisibilidade graças aos artegatos de Suani. Portanto, o destino do conflito está nas mãos de Ian, Gmor e Sera, que, depois de chegarem à cordilheira, entraram nas entranhas do lugar conhecido como Barriga da Noite. Por lá, nossos heróis devem enfrentar o terrível Impuro, na tentativa de roubar o segredo de Suanin.

Dragonero nº 4 – A Fortaleza Escura

Roteiro: Luca Enoch e Stefano Vietti / Arte: Giuseppe Matteoni e Luca Malisan

/ Capa: Giuseppe Matteoni

Após chegar na Grande Ilha dos Orcs, Ian, Gmor, Sera e Myrva identificaram a fortaleza da Senhora Sombria. No entanto, um ataque direto é impossível, uma vez que a torre é protegida por armadilhas mortais e invisíveis. Então, os heróis decidem um ataque noturno. No coração da fortaleza, a Senhora Sombria e o Elfo Negro, estão determinados a tirar Dragonero do caminho!


Fonte: https://www.sergiobonelli.it/news/2020/01/15/gallery/dragonero-2020-1007646/

O que teremos de Dampyr em 2020

Em 2020 Dampyr completa 20 anos e a Bonelli divulgou algumas aventuras que Harlan Draka, o Dampyr, enfrentará. Em abril de 2000, estreava “O filho do Vampiro”, escrito pelo criador da série Mauro Boselli com desenhos de Majo. Em abril deste ano, Dampyr comemora seu aniversário com a edição “O Cavaleiro de Roccabruna”. Edição com 110 páginas coloridas onde Harlan enfrentará os inimigos preferidos dos leitores, Lobisomens! Com desenhos de Majo.

 

A celebração não para por aí. Dampyr tem tudo para chegar ao cinema este ano e a Bonelli está preparando um retorno às origens do herói em “Retorno a Yorvolak”, cenário da primeira aventura de Dampyr. Depois da Romênia, Harlan vai para a Calábria, seguindo o conde de Altafoglia e depois para a Ucrânia para enfrentar uma doença alucinógena.

Conheceremos a Escola Negra e seu diretor dos infernos, conheceremos a lenda de Silverpilen, o trem fantasma do metrô de Estocolmo e testemunharemos o desafio final com Sho-Huan. Encontraremos H.P. Lovecraft e Robert E. Howard, os lendários escritores de “Weird Tales”, onde descobriremos que Nyarlathotep ainda é altamente perigoso. E por fim Kurjak realiza seu sonho de lutar ao lado dos Tigres de Mompracem!

Dampyr 5 em Breve no Brasil

Após lançar quatro volumes de Dampyr, a Editora 85 prevê o lançamento das edições 5 e 6 para este ano. A 5, que compilará as edições de 17 a 20, segundo o editor Leonardo Campos será lançada ainda este semestre. “Só estamos esperando o crivo da Bonelli para enfim poder preparar o lançamento de Dampyr 5, que muita gente aguarda. Para o primeiro semestre é de certeza que isso acontece”, e complementa, “dependendo das vendas, em 2021 pretendemos lançar mais de dois volumes”.

O volume 5 de Dampyr contará com as seguintes histórias:

Dampyr nº 17 – O Conde Magnus

Roteiro: Mauro Boselli; Arte: Marco Torricelli; Capa: Enea Riboldi

Noruega. Um antigo hotel em Alesund esconde uma maldição no quarto número 13. Um afresco do Juízo Final é descoberto em uma igreja antiga. Duas figuras sinistras perseguem uma jovem que trabalha como restauradora de arte. Um professor desaparecido… O que tudo isso tem a ver com o diabólico conde Magnus Oland, inimigo jurado da rainha Christina da Suécia e morto há séculos?

Dampyr nº 18 – A Tela Demoníaca

Roteiro: Maurizio Colombo; Arte: Luca Rossi; Capa: Enea Riboldi

Amsterdam. Mururaka é um diretor de cinema malfadado que faz filmes de terror. Harlan, Tesla e Kurjak encontram Bela Lugosi, Christopher Lee, Nosferatu e Gwymplaine, o Homem que Ri. Mas não param para pedir autógrafo a nenhum deles. Um tributo ao cinema de terror.

 

Dampyr nº 19 – A Luz Negra

Roteiro: Maurizio Colombo; Arte: Nicola Genzianella; Capa: Enea Riboldi

Marrakech, década de 1950. Quatro escritores se preparam para evocar o espírito de Kyazam, o Demônio Novelista, capaz de transformar sonhos em ouro e realidade em pesadelo. Os escritores queriam conceder vida às palavras, moldá-las em carne e sangue, mas não sabiam que estavam assinando sua própria sentença de morte. Graças à mágica feita pelo feiticeiro Mulawa, eles pensaram que haviam aprisionado o demônio para sempre, mas agora, Kyazam está os perseguindo. Caleb Lost os coloca sob a proteção de Harlan… será o suficiente?

Dampyr nº 20 – O Castelo nos Carpatos

Roteiro: Mauro Boselli; Arte: Giuliano Piccininno; Capa: Enea Riboldi

Romênia. Notórios por sua miséria, um orfanato romeno se destaca pelo horror. A habitação que o vampiro Vlatna tomou há séculos do pai de Harlan, Draka, senhor da Ordem do Dragão e senhor daquelas terras. Guiados por um guerreiro cego pertencente ao clã Draka, Dampyr e Tesla invadem o Castelo Vlatna, mas pelo que eles vão lutar? Pelo destino das vacas e vira-latas trancadas no orfanato, ou se tornarão um instrumento da vingança de Draka?


Adquira os volumes anteriores de Dampyr no site da Editora 85 AQUI.

Fonte: Sergio Bonelli Editore

Panini lançará Morte a Caravaggio!

A Panini Comics vem publicando as graphic novels da Sergio Bonelli Editore. Já publicou Deadwood Dick, Mister No Revolução e anunciou Kentucky River. Com ISBN já publicado (à direita), ela também irá publicar Morte a Caravaggio!, obra de Giuseppe De Nardo no roteiro e arte de Giampiero Casertano. Publicada originalmente em Speciale Le Storie nº 1 – Uccidete Caravaggio!, em 2014, a edição terá 148 páginas em formato de luxo, totalmente colorida por Arianna Florean e capa de Aldo Di Gennaro.

Michelangelo Merisi da Caravaggio, um gênio da pintura que revolucionou a arte ocidental, mas também um espírito inquieto, impulsivo e talvez… um assassino! Muitos o admiram, outros o temem ou odeiam a ponto de querer vê-lo morto. Por essa razão, dois mercenários habilidosos estão em seu encalço. Em uma história que mistura realidade e ficção, uma aventura se desenrola durante os eventos que marcaram os últimos anos de sua vida.

Caravaggio (1571-1610) foi um gênio pintor natural de Milão. Sua vida é marcada por uma série de polêmicas. Homem difícil e temperamental, o pintor passou os quatro últimos anos de sua vida em Nápoles, Malta e Sicília, depois de ter fugido de Roma sob a ameaça de prisão devido a uma acusação de assassinato.

Em 28 de maio de 1606, o autor de Flagelação de Cristo e David com a cabeça de Golias matou na capital italiana o procurador e mercenário Ranuccio Tomassoni, com quem duelou após uma briga causada por uma desavença num jogo. Após este ocorrido ele iniciou uma fuga e veio a falecer quatro anos depois. É durante estes quatro anos que De Nardo desenvolve “Morte a Caravaggio!”.

Não só um quadrinho histórico, a edição é um thriller de aventura. Sustentando pela personalidade de seus protagonistas, De Nardo explora as debilidades de todos eles. Sobretudo de Pablo Serrano, mercenário que persegue Caravaggio, mas vai se afundando durante a busca em desafios morais. De Nardo traz uma série de personagens simbólicos e recria milimétricamente a Itália do século XVII. Caravaggio acaba aparecendo pelas sombras enquanto a trama se desenrola.

Destaque desta obra são as artes de Casertano. Ele reproduz fielmente, baseado em pinturas da época, várias localizações italianas. Além de armamentos, trajes e pessoas históricas. O leitor sente-se imerso na época. A arte é complementada maravilhosamente pelas cores de Ariana Florean. Morte a Caravaggio! É uma obra com um sólido ambiente na parte gráfica e detalhamento bem documentado. Fala de honra e da condição humana.

Morte a Caravaggio pela Panini tem lançamento previsto para o primeiro semestre de 2020. 

Caravaggio pela Veneta

Está em pré-venda com lançamento previsto para fevereiro, o relançamento do primeiro e  lançamento do segundo volume de Caravaggio – A Morte da Virgem e O Perdão, respectivamente. A mais ambiciosa obra da carreira de Milo Manara. A biografia em quadrinhos do pintor Caravaggio, mostra a trajetória do enigmático e escandaloso pintor italiano, que dividia seu tempo entre a vida nos palácios do Vaticano, bebedeiras em bordéis e temporadas na prisão.

Caravaggio é o encontro de dois grandes nomes da arte italiana: o mestre do erotismo Milo Manara e um dos maiores pintores da história, Michelangelo Merisi de Caravaggio.

Se em A Morte da Virgem (Veneta, 2015), Manara aborda o momento em que Caravaggio torna-se famoso (para o bem e também para o mal), O Perdão retrata os últimos anos de vida do pintor, sempre perseguido por inimigos poderosos. E é viajando pela Itália com os artistas de rua e charlatões que ele encontra inspiração para a sua obra-prima.

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Mister No voltou com tudo ao Brasil

 

O herói americano, feito na Itália, mais brasileiro de todos voltou com tudo ao Brasil, país onde seu criador, Sergio Bonelli desenvolve a grande maioria das aventuras do Piloto “cachaceiro”, Mister No. Além de chegar à quarta edição pela Editora 85, o herói tem uma série especial sendo publicada pela Panini e muito em breve sua série regular mensal voltará a ser publicada.

Mister No foi criado em 1975 por Guido Nolitta (pseudônimo de Sérgio Bonelli na época) e Galieno Ferri, mesma dupla que criou o herói Zagor. Projetado para ser uma minissérie de apenas cinco episódios, Mister No foi um imenso sucesso, ganhando assim uma série própria. Jerry Drake, vulgo Mister No, é um veterano da Segunda Guerra Mundial que abandonou sua pátria desiludido pela violência e as imposições da sociedade ocidental. Fugiu para Manaus, no coração da Amazônia, em busca de paz e um novo modo de vida.

Pilotando um velho avião Piper, passa a ganhar a vida como guia turístico. Honesto, sincero e corajoso é praticamente um alcoólatra e não perde a chance de correr atrás de uma mulher.  Mister No é um rebelde por natureza, se metendo em várias confusões pelo Brasil e pelo mundo. Um simpático herói que usa como pano de fundo a cultura brasileira, seus locais exóticos e o povo incrível que abrilhantam ainda mais essa obra.

Apesar de ser uma excelente história em quadrinhos, Mister No nunca foi sucesso no Brasil. Logo em 1976 foi publicado pela editora Noblet, em oito edições que correspondiam aos números 1 a 4 do original italiano. Retornou às bancas pela Record de 1990 a 1992 em 20 edições. Com o mesmo formato e ordem das edições italianas.

Voltou nos anos 2000 pela Editora Mythos que chegou a publicar 24 edições. A última, publicada em junho de 2004 trazia uma história de Tiziano Sclavi (criador de Dylan Dog) e desenhos de Roberto Diso, onde Mister No enfrenta um terror que toma conta do Teatro Amazonas.

Mister No pela Editora 85

Mesmo após estas tentativas, Mister No deixou muitas saudades, principalmente por ser um incrível personagem. Assim, a Editora 85 não se intimidou e retornou com a publicação de Mister No, agora lançando edições com histórias retiradas dos Speciale italianos do personagem. A 85 é a casa de Dampyr e Diabolik e está com campanha no Catarse para trazer Morgan Lost. O editor da 85, Leonardo Campos explica porque resolveu arriscar lançar este personagem, “antes de ser editora, sou apenas um leitor e lanço personagens dos quais gosto muito. Esse é o único motivo para lançar Mister No, meu gosto pessoal de leitor”.

A Editora 85 é uma das editoras que vem trazendo personagens Bonelli de volta como a Red Dragon Publisher com Lilith e Graphite com Brad Barron e logo Nathan Never. Como são editoras de pequeno porte elas tem algo em comum, usam a plataforma Catarse para angariar fundos e apoio dos fãs para conseguirem lançar estas obras.

As edições 1, 2 e 3 de Mister No lançadas pela 85 por exemplo, suas pré-vendas estavam inseridas nas campanhas que a editora criou para lançar Dampyr e Diabolik, somente a edição 4, “Zulu”, lançada em janeiro de 2020 teve Catarse próprio. “O contrato inicial com a Bonelli foram de cinco edições e a repercussão tem aumentado gradativamente. Talvez por estas edições não irem para as bancas, os leitores vão tomando conhecimento delas aos poucos”, ressalta Leonardo.

A Editora 85 vem publicando as Mister No Speciale na ordem, apenas pulou a nº4 italiana pois já tinha saído em Tex e Os Aventureiros, e a proposta da editora é publicar edições inéditas do personagem. Ainda neste semestre a editora irá anunciar a campanha para a 5ª edição e estuda uma maneira de fazer publicações com mais páginas e histórias, como faz com Dampyr que compilar 4 edições em um volume.

A 85 quer publicar 3.104 páginas ainda inéditas no Brasil em 8 generosos volumes com cerca de 480 páginas cada um. A editora publicaria neste formato edições de Mister No Speciale, Mister No Maxi e Almanacco dell’Avventura. No facebook da editora vem acontecendo uma enquete onde este formato já tem 80% de aprovação dos fãs.

Independente de como vir, Mister No pela Editora 85 já se consolidou no mercado e perguntado se já é um sucesso, o editor Leonardo respondeu, “se você chama de sucesso um leitor apaixonado por fumetti ter a oportunidade de trazer de volta ao Brasil materiais que ele sente falta, então a 85 é um sucesso para esse leitor”.

Mister No pela Panini

Em 2019 a Panini surpreendeu a todos e trouxe Vietnã. Uma origem de Mister No recriada por Michele Masiero, que se passa na década de 1960. Ao invés de Mister No ser um veterano da Segunda Guerra Mundial, aqui ele luta na Guerra do Vietnã, onde mostra todas as atrocidades da guerra e como era sua vida neste período conturbado da história.

A Panini já anunciou os volumes 2 (Califórnia) e 3 (Amazônia) que completam essa minissérie em edição de luxo, capa dura, papel off-set colorido, formato maior e 144 páginas.

Em Mister No – Califórnia: Com roteiro de Michele Masiero, arte de Alessio Avalone, de volta aos EUA depois de suas trágicas experiências na Guerra do Vietnã, Mister No está vivendo o final da década de 1960 em São Francisco encontrando novos interesses amorosos e velhos amigos. Porém a vida de veterano não é fácil e Mister No tenta criar um novo modo de viver para si; mas ao ser usado, as consequências não serão fáceis de suportar. Como em “Vietnã”, a história é contada em duas linhas temporais, a do presente e acontecimentos do passado de Mister No e nesta edição vemos como era a relação com o pai dele e seu primeiro contato com a aviação.

E no terceiro e último volume, com 160 páginas, Mister No  – Amazônia, com roteiro de Michele Masiero, arte de Alessio Avalone, Matteo Cremona e Emiliano Mammucari, Mister No partiu à procura de um lugar distante, para fugir de seus traumas e escolheu a Amazônia. Em Manaus, busca trabalho em um país que está olhando para o futuro e governado com mão de ferro. A trama se desenrola focando na relação dele com uma mulher loira norte-americana e seus encontros com caras durões, defensores da paz e jovens arruaceiros. Mas acima de tudo, pessoas que estavam seguindo seus sonhos.

Mister No série regular voltará em breveMister No na Itália teve 379 edições, encerrando em 2006 com a aventura “Uma Nova Vida”, escrita por Nolitta e desenhos de Diso, que inclusive já foi publicada no Brasil no excelente “Especial Sergio Bonelli”, da Editora Mythos. Como já mencionado acima, o herói passou por poucas e boas com a publicação de sua série regular por aqui, mas em 2020 uma editora promete retornar com estas aventuras.

Ainda não pode-se revelar qual editora irá publicar por motivos contratuais, mas é confirmado que ela publicará material inédito. Não serão publicadas revistas em formato de 100 páginas mas sim em formato maior, com 400 páginas, compilando uma média de 3 a 4 edições.

Mister no retornou à Itália também

Michele Masiero, autor de Mister No Vietnã, também é o responsável por trazer de volta as aventuras de Jerry Drake à Itália em uma série regular que já chega a sua sétima edição. A nova série, “As Novas Aventuras de Mister No” conta histórias ocorridas antes do fechamento oficial do ciclo narrativo do personagem. “Não parecia certo voltarmos com a edição 380, em respeito ao criador da série Nolitta/Bonelli, então decidimos recomeçar do 1 e com o subtítulo “As Novas Aventuras”, comentou Masiero.


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Segundo Volume de Lilith traz aventuras históricas incríveis

A Red Dragon Publisher está com campanha no Catarse para o lançamento da 2ª edição de Lilith. A cronoassassina irá se aventurar na Guerra Civil Norte-Americana, navegará com Vikings até Vinland (a América Pré-Colombiana) e assumirá a identidade de Sun Wukong (o Rei Macaco), durante a segunda guerra sino-japonesa e o massacre de Nanjing.

 

 

Ao lado a primeira edição de Lilith que pode ser adquirida pelo site da Red Dragon Publisher, AQUI

 

 

As viagens temporais de Lilith é o que mais chama atenção para este sucesso da Sergio Bonelli Editore criado por Luca Enoch, que escreve, desenha e é o capista da série completa em 18 volumes. Quem jogou o game da Ubisoft Assassin’s Creed irá se identificar muito com este quadrinho. Lilith é uma jovem de vinte e poucos anos que tem uma missão: salvar a humanidade de um parasita alienígena.

Para isso ela foi criada e treinada desde pequena para ser uma assassina do tempo (ou uma cronoassassina), ela é enviada de volta ao passado para rastrear algumas pessoas infectadas pelo parasita. Seus alvos são os portadores inconscientes desse organismo vegetal alienígena, o Triacanto. Ela quer cortar as linhas de ancestralidade do Triacanto antes que ele possa sair de controle e destruir a humanidade.

O segundo volume que será lançado pela Red Dragon trará os volumes 4, 5 e 6. A campanha no Catarse para o lançamento deste volume chegou a 50% da meta e precisa ser batida para termos mais Lilith em 2020.

Os fatos históricos abordados por Enoch em Lilith são o grande diferencial desta série. Ele toca na ferida de acontecimentos espinhosos, como podemos ver abaixo quando ele aborda o Massacre de Nanjing ou Nanquim.

Segue abaixo a sinopse de cada aventura de Lilith e curiosidades sobre o período histórico que a personagem participa:

Cavalgando com o Diabo – Vol.4

Lilith está escondida entre os Confederados conduzidos pelo Capitão de Guerrilha William Quantrill. Ela acorda à deriva nas águas do Rio Mississipi, no meio da Guerra Civil Americana. Seguindo os rastros do Triacanto, navega rio acima alcançando a área de fronteira entre o Missouri, um estado secessionista e o abolicionista Kansas.

Esta “linha sangrenta” é percorrida pelas grupos confederados, que lutam ferozmente uma guerra de guerrilha contra as tropas regulares da União. Lilith deve encontrar o “portador” entre os homens de Willian Quantrill, uma das gangues mais infames dos “rebeldes” confederados. Lilith cruza com personagens lendários como Bloody Bill Anderson e os irmãos Frank e Jesse James.

 

Fato histórico: Cavalgando para o inferno

Os Quantrill Raiders eram os mais conhecidos guerrilheiros confederados que lutaram na Guerra Civil Americana. O líder era William Quantrill (foto à esquerda) e contava também com Jesse James e seu irmão Frank, como já mencionado acima. O evento mais sangrento envolvendo os Raiders foi o Massacre de Lawrence em 21 de agosto de 1863. Lawrence era conhecida como a fortaleza das forças anti-escravidão no Kansas.

Semanas antes ao ataque, o general da União Thomas Ewing Jr. Ordenou a detenção de qualquer civil que apoiasse os Raiders e vários parentes dos guerrilheiros foram detidos em uma prisão improvisada em Kansas City. Em 14 de agosto o prédio desabou, matando quatro jovens e ferindo gravemente várias pessoas. Entre os mortos estava Josephine Anderson, irmã de “Bloody Bill” Anderson. Outra irmã de Anderson ficou aleijada. Tudo isso enfureceu os homens de Quantrill.

Com 450 guerrilheiros, Quantrill atacou a cidade, a deixando em chamas e matando 150 homens e meninos capazes de carregar um rifle. Em retaliação a invasão, o general Ewing ordenou que três condados e meio do Missouri ao longo da fronteira do Kansas fossem desocupados. Milhares de civis tiveram que abandonar suas casas. As tropas da União os perseguiram, queimando prédios, incendiando plantações e abatendo gado para privar os guerrilheiros de comida e apoio. Os Quantrill Raiders tiveram que passar o inverno com as forças confederadas ao sul.

O Manto do Urso – Vol.5

Lilith começa sua caçada nas terras congeladas da Groenlândia, no final do século 11, onde Erik “O Vermelho” fundou um assentamento islandês. Lilith encontra seu alvo, mas quando ele foge, a garota é forçada a navegar em uma longa e perigosa viagem em direção à costa americana, chamada pelos normandos de Vinland, a doce terra ao sul, onde a uva selvagem cresce espontaneamente. Lilith navega ao lado de heróis das famosas sagas nórdicas como Leif “O Afortunado”, filho de Erik, o primeiro europeu a pisar no Novo Mundo. E também encontra os Skraeling, os nativo americanos. Lilith vai em direção ao sul até alcançar o “coração das trevas”, onde seu alvo se refugiou com seus companheiros.

Fato Histórico: Mais rápido que Colombo

Leif Eiríksson chegou à América do Norte por volta do ano 1000. E Vinland, segundo alguns historiadores significa Vin – Vinhas, Land – Terra ou seja, Terra dos Vinhas. Leif primeiro achou a Helulândia (“Terra das Rochas lisas”), seguiu para o sul e achou a Marclândia (“Terra das Florestas”), até finalmente chegar à Vinlândia. Estabeleceram então uma base de inverno chamada Leifsbudir. Uma ocupação precária, mas é considerada o primeiro contato de colonizadores Europeus com a América, 500 anos antes de Cristóvão Colombo e Cabral.

Leif chegou a fazer contato com os habitantes nativos, os índios americanos, chamando-os de Skraelings, que significa selvagens ou estrangeiros. A convivência com os índios foi pacífica e Leif fundou o povoado de L’Anse aux Meadows que tinha uma população de cerca de trinta pessoas. Voltou para sua terra para trazer mais pessoas, mas descobriu que seu pai havia morrido e teve que assumir a responsabilidade do vilarejo de Brattahlid na Groenlândia.

As pessoas continuaram a chegar ao povoado até que no ano de 1012 os índios invadiram e destruíram todas as casas. Algumas dessas casas sobreviveram e foram encontradas cerâmicas vikings em 1962, o que provou de fato a existência desta lenda.

O Rei dos Macacos – Vol.6

No final de 1937, durante a Segunda Guerra Sino-Japonesa, as forças japonesas conquistam Nanjing, na época capital da China – o início de um período de terror que durará vários meses. Lilith chega até Nanjing em busca do espiromorfo e para cumprir sua missão ela precisará vestir as roupas de Sun Wukong, o charmoso rei dos macacos, herói de uma famosa saga folclórica.

 

Ao lado, apresentação no Teatro Chinês usa mesmo figurino que Lilith usa para representar Sun Wukong. O Rei Macaco ou  Sun Wukong, é um dos principais personagens da novela épica clássica chinesa chamada de Jornada ao Oeste. Nessa história, ele é companheiro do monge Xuanzang numa viagem para recuperarem escritos budistas que estavam na Índia. A lenda do Rei Macaco foi a base para que Akira Toriyama cria-se Dragon Ball (imagem abaixo).

Fato Histórico: Episódio brutal da invasão do Japão à China

Enoch usou a lenda do Rei Macaco para dar um alívio à trama, pois o Massacre de Nanquim ou Nanjing, que aconteceu de 1937 a 1938, onde cerca de 260 mil pessoas morreram foi brutal. Vinte mil mulheres foram estupradas e mortas, incluindo meninas com menos de dez anos. O evento ainda hoje é traumático para chineses e polêmico para japoneses.

A China estava em guerra civil desde 1926, entre nacionalistas e comunistas (liderados por Mao Tsé-Tung). Por ser um país enfraquecido, algumas regiões eram controladas por potências estrangeiras. O Japão dominava a Manchúria e avançou sobre o território chinês quando viu que os nacionalistas estavam se preparando para confrontá-lo.

Em 1937, os japoneses atacaram a costa da China e conquistaram Xangai. Morreram 250 mil chineses e 40 mil japoneses. Os chineses fugiram para Nanquim, destruindo no caminho campos de arroz e tudo que pudesse ajudar as tropas japonesas.

Em 5 de dezembro o Japão cercou a capital e entrou na cidade. O general Tang Shengzhi, comandante das tropas chinesas em Nanquim, recrutou 100 mil soldados tentando evitar o avanço japonês e após oito dias de violentos embates, os japoneses derrubaram as defesas da capital.

O general japonês Asaka Yasuhiko ordenou a execução de todos os prisioneiros de guerra. Separaram civis, militares, homens e mulheres. Torturaram, enforcaram e fuzilaram os soldados. Massacraram os civis na rua. Alguns se refugiaram em templos, mas foram pegos mesmo assim. Os japoneses conduziram os cidadãos a uma cratera em uma pedreira. Enfileiraram todos e abriram fogo. Muitos caíram ainda vivos, e os soldados procuraram sobreviventes para executá-los.

O horror piorou sob o comando do general Iwane Matsui. Decapitação virou um esporte. Via-se quem era mais rápido e mais preciso no corte. Contavam quem matava mais bebês e arrancava mais fetos da barriga das mães. Penduravam cabeças para não perder a conta e davam os corpos a cães vira-latas, mais famintos do que nunca naquele momento. Para completar, praticaram vivissecção, ou seja, dissecar a pessoa ainda viva.

Mas o pior estava guardado para as mulheres. Arrastaram mães, solteiras e adolescentes para caminhões para transformá-las em escravas sexuais. Muitas delas, que os japoneses chamavam de “mulheres de conforto”, foram exportadas como escravas para os 2 mil bordéis militares que o Japão havia espalhado pelo continente asiático.

Em dois meses, poucos restaram de pé. Os japoneses ainda espancaram, afogaram, queimaram e fuzilaram os cidadãos. Enterraram crianças vivas. Observadores internacionais falavam de pilhas de cabeças e corpos espalhados na rua. Entre as milhares de mulheres estupradas, muitas foram violadas por grupos, mutiladas, mortas e largadas à vista, para aterrorizar quem ainda estava vivo.

O governo chinês continuou fugindo até a derrota final, em 1938. O Japão dividiu a China em estados fantoches e manteve a política expansionista. Tentou invadir a Rússia, sem sucesso, tomou Hong Kong e Xangai e atacou a base de Pearl Harbor, levando o país – e os Estados Unidos – à 2ª Guerra Mundial.

Os japoneses cometiam tantas atrocidades que até mesmo os nazistas pediram para eles evitarem tantos massacres. Existem muitas imagens do massacre de Nanjing no Google, mas as imagens são horríveis para serem colocadas aqui.


Apoie Lilith vol 2, e conheça suas espetaculares aventuras nestes eventos históricos:

https://www.catarse.me/lilith2

DEADWOOD DICK 2 CHEGA EM JANEIRO

As aventuras de Nat Love continuam no volume 2 de Deadwood Dick, anunciado este mês pela Panini Comics. Imagine um cowboy afro-americano Deadwood Dick que socorre um desconhecido largado para morrer no deserto. Ao chegar a Hide and Horns, uma vila povoada pela pior escória do extremo oeste, Dick quer dar a seu amigo Cramp um enterro cristão, mas é difícil para os racistas permitirem que um negro infecte o solo de seu cemitério.

E, depois, imagine um mar de encrencas que caem em cima dele: pistoleiros furiosos, prostitutas chinesas e um cadáver cada vez mais incômodo. Extraído de um conto de Joe R. Lansdale, esta é a premissa para “Entre o Texas e o Inferno”, volume dois de três que a Panini publicará este ano. Formato 20x30cm, 144 páginas P/B, miolo Offset  e capa dura pelo valor de R$ 56,00.

O escritor americano Joe R. Landsdale se inspirou na figura real de Nat Love, um pistoleiro negro que começou a agir logo após a Guerra de Secessão, apelidado de Deadwood Dick. Landsdale fez deste o protagonista de várias de suas histórias. A Bonelli adaptou sete histórias de Landsdale em quadrinhos com os roteiros de Michele Masiero, Maurizio Colombo e Mauro Boselli. As artes serão de Corrado Mastantuono, Pasquale Frisenda e Stefano Andreucci.

O terceiro volume que encerra as publicações no Brasil já foi anunciado pela Panini e será lançado este ano contendo as edições 5, 6 e 7 que formam um arco único num total de 192 páginas. O terceiro volume contará a história da “Segunda Batalha das Muralhas de Adobe”, que aconteceu em 27 de junho de 1874. Para quem não sabe a Batalha das Muralhas aconteceu de verdade.

Eram 28 caçadores de búfalos que defendiam o assentamento de Adobe Walls (onde hoje é o Condado de Hutchinson, Texas) do ataque de centenas de guerreiros Comanche, Cheyenne, Kiowa e Arapahoes. Um dia que eles tiveram tudo para perder o próprio escalpo e no meio disso tudo estada Deadwood Dick.

 

Não deixe de acompanhar as aventuras de Nat Love. O primeiro volume ainda pode ser encontrado na Amazon.

Nat Love, também conhecido como Deadwood Dick, se alista entre os soldados afro-americanos do Nono Regimento de Cavalaria do Exército americano para escapar de um linchamento. Ele aprende a domar cavalos, a suportar a vida no quartel, e também a caçar os índios rebeldes, até que, nos territórios selvagens das pradarias, acaba cara a cara com os apaches.

Tex – L’Inesorabile : O Tex Gigante de Claudio Villa


Após o lançamento de três edições limitadas, a Sergio Bonelli Editore anunciou a versão popular do Texone Especial de Cláudio Villa. Aqui no Brasil a edição é publicada em Tex Gigante. Tex – L’Inesorabile (Tex – O Implacável, em tradução livre) será a 35ª edição de Tex Especial, chamado carinhosamente de Texone, a ser lançada dia 22 de fevereiro, com 240 páginas, roteiro de Mauro Boselli e os desenhos e capa de Claudio Villa.

A história fala dos três irmãos Logan, nascidos de mães diferentes, mas todos igualmente perigosos. De Tucson aos desertos do México, entre os bandidos de Harry, os Mescaleros de Simon e os bandidos mexicanos de Manuel, Tex caça os irmãos para vingar a morte de seus amigos.

Depois de anos de espera, teremos em mãos o já lendário Texone de Cláudio Villa!

O Texone é um objeto cultuado pelos fãs de Tex. Lançado anualmente, a série nasceu em 1988 e em 2020 chega à sua 35ª edição. Idealizado por Sergio Bonelli, com o tempo os Texones se tornam cada vez mais importantes, não só pelas histórias, mas pela qualidade que sempre traz de seus desenhistas.

Os roteiros são sempre de ótima qualidade e já passaram nomes como: Claudio Nizzi, Mauro Boselli, Gino D’Antonio, Guido Nolitta (pseudônimo de Sergio Bonelli, que escreveu apenas o álbum “Os Rebeldes de Cuba”, depois roteirizado por Boselli), Gianfranco Manfredi, Pasquale Ruju, Tito Faraci … a lista é longa.

Geralmente publicadas no verão, dois Texones saíram no inverno: O Homem de Atlanta (1996) e As Hienas de Lamont (2011). As capas são feitas pelo mesmo desenhista da história, diferente da série regular e outros volumes de Tex, que são feitos exclusivamente desde 1994 por Claudio Villa, mas já retornaremos ao seu nome.

O Texone de 2020 já foi adiantado em novembro de 2019 em edições especiais de luxo e tiragem limitada. Tex – O Implacável é duplamente importante porque traz o já mencionado Claudio Villa desenhando seu primeiro Texone, com tema e roteiro de Mauro Boselli. Um trabalho menos “posterizado” de Villa, em imagens em sequência de tirar o fôlego.

Villa, nasceu em 1959 em Lomazzo (província de Como), crescendo artisticamente no estúdio de Franco Bignotti e cuidando de produtos para a Bonelli como Mister No, Zagor e Martin Mystère. Desde 1982 trabalha na Sergio Bonelli Editore, onde fez um pouco de tudo, inclusive ajudar a criar graficamente Dylan Dog junto ao seu autor Tiziano Sclavi. Já chegou a fazer alguns trabalhos para a Marvel em 2006, desenhando uma história do Demolidor e Capitão América.

Acima de tudo, ele foi contratado para criar uma série quase infinita de capas de Tex a partir da edição 401 da série regular, que o tornou o segundo maior capista de Tex após Aurelio “Galep” Galleppini, o criador gráfico do Ranger. Villa faz todas as novas capas de Tex e após a colaboração da Bonelli com o Gruppo Editoriale L’Espresso, produziu as capas para a edição colorida de banca que o manteve ocupado de 2007 a 2011.

O trabalho de um capista é muito complexo e requer muito estudo. É uma abordagem de histórias escritas e desenhadas por outros (incluindo as caracterizações de personagens e cenários secundários). O maior problema é chamar a atenção para a história em uma única imagem. É uma síntese, uma fotografia particular, resultado colaborativo com os outros profissionais da editora, porque também envolve marketing e distribuição. Em suma, Villa fez durante anos um daqueles trabalhos que parecem fáceis, mas que na verdade leva todas as horas disponíveis.

Por isso, Tex O Implacável, concebida para a série regular e escrita por Boselli no início dos anos 2000, em certo ponto encalhou. Acontece. Nesses casos, o roteiro é “congelado” enquanto o desenho permanece pendente. As 226 páginas de quadrinhos levaram tempo e não foram forçadas e foi o próprio Sergio Bonelli quem disse que a história teria sido perfeita para um Texone.

A carga de trabalho bloqueou Villa por anos. Após o extraordinário compromisso de capas extras, Villa voltou a trabalhar em seu Texone e terminou. O medo que houvesse uma diferença muito grande nos traços da primeira para a segunda parte da história, separadas por uma década não aconteceu. Segundo Villa, seu trabalho como capista manteve seu traço inabalável durante todo este tempo.

O Texone de Villa é um dos mais poderosos de todos os tempos. A técnica que Villa usa é robusta, ágil e incrível. Tex é grande e resistente, Kit Carson é feito de pedra e couro, ainda mais “esculpido” e lendário. Os índios estão realmente assustadores (incluindo Jack Tigre”) e até o “jovem” Kit Willer é um homem, maduro e robusto, longe de ser um garoto. A história se desenrola em um longo prólogo que nos familiariza com os bandidos e os mocinhos e nos mantém colados página após página a uma aventura com várias reviravoltas. O roteiro de Boselli não é colocado em segundo plano pela arte de Villa.

Tex de Villa é de uma intensidade quase maior do que poderia se esperar em uma história tão grande. O formato gigante da edição só colabora com o aproveitamento da arte. É uma obra que coroa o trabalho de Claudio Villa como um dos maiores desenhistas internacionais.

Tex – O Implacável é um Texone para colecionar.

Fonte: https://www.sergiobonelli.it/tex/2020/01/08/albo/tex-l-inesorabile-1007588/

https://www.fumettologica.it/2019/12/tex-inesorabile-boselli-villa-texone-bonelli/

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