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Cronograma Bonelli/Mythos 2026 com grandes novidades para Tex, Dragonero, Dylan Dog e mais

Foi publicado neste domingo (7), pelo Tex Willer Blog, o tradicional Cronograma de Lançamentos Bonelli/Mythos 2026, o guia mais aguardado pelos leitores, que acompanha tudo o que já está nos planos da editora para o próximo ano, que promete ser histórico para os fãs dos quadrinhos italianos no Brasil.

Em entrevista concedida à Confraria Bonelli, o editor e sócio-proprietário da Editora Mythos, Dorival Vitor Lopes, trouxe informações adicionais importantes sobre o catálogo, especialmente sobre as novidades mais aguardadas de 2026, um dos anos mais ambiciosos da editora com:

Expansão de Dragonero;

Capa de Julia #232 (IT), que aqui sairá em Nova Série #32

Consolidação de Dylan Dog em Omnibus;

Grandes estreias para Tex;

Continuidade forte de Júlia e Ken Parker;

Como de costume, o cronograma pode sofrer pequenos ajustes ao longo de 2026, mas já oferece um panorama bastante sólido do que vem por aí.

Júlia, Ken Parker e Dylan Dog mantém força no catálogo

A Júlia – Nova Série, por exemplo, contará com seis edições, da 32 à 37, duas a mais que em 2025. Também está confirmada a publicação de Júlia On Demand, da edição 51 à 60. Segundo Dorival, as edições de Júlia seguem firmes no catálogo, mas ainda não há definição sobre uma nova edição especial como o Omnibus de Júlia, publicado em dezembro, que compila histórias dos Especiais.

Ken Parker continuará em ritmo acelerado, com mais 8 edições em 2026, chegando até o número #41.

Capa de Ken Parker #41 da Mondadori. Um Sopro de Liberdade.

Capa especial com efeito dourado. Recomendada ao Dorival que traga a 50 assim.

Dylan Dog, que completa 40 anos em 2026, terá quatro novos Omnibus, chegando ao nº 8 em novembro, totalizando a publicação das 48 primeiras histórias do Investigador. O primeiro do ano, que está no cronograma para Janeiro, segundo Dorival irá atrasar um pouco e não será publicado na data estipulada. Porém a edição 6, programada para junho, pode ser que seja adiantada um mês, saindo então em maio.

A série regular, que agora traz duas histórias italianas por volume, chega à 50ª edição em dezembro. E nela estará a edição #100 italiana. Este é um marco para a Mythos, que se comprometeu várias vezes em trazer pelo menos, as 100 primeiras edições de Dylan Dog ao Brasil. No canal 2 Quadrinhos, o responsável pelas mídias sociais e gerente da loja Mundo Mythos, Higor Lopes revelou que a edição #100 será totalmente colorida, como a original italiana.

Com a aproximação dos Omnibus da numeração da série regular, existe a possibilidade de reavaliação do futuro da série regular, algo que a Mythos ainda estuda, ouvindo sugestões dos leitores, que segundo Dorival, sempre ajudam muito.

Dragonero terá um ano histórico em 2026

O ano de 2026 será especialíssimo para os fãs de Dragonero. A Mythos publicará seis edições da série regular, da 32 à 37, mantendo o mesmo ritmo de 2025.

Higor revelou ao 2 Quadrinhos que a editora continuará a publicação de Dragonero Speciale, já que o especial Dragonero & Zagor já faz parte dessa coleção. Também está em negociação a publicação de Dragonero Magazine.

Para conhecer mais sobre Dragonero, recomentamos o podcast Gibifire. Neste link tem uma playlist completa comentando várias edições: GIBIFIRE – DRAGONERO

Dragonero Especial

A coleção Dragonero Speciale iniciou em 2014 na Itália e tem 16 edições publicadas até o momento. São edições coloridas de 128 páginas que trazem histórias importantes para a cronologia da série. O número #1, por exemplo, traz a primeira missão de Ian e Gmor, onde Ian, recém demitido da tropa especial dos Incursoris Imperiais e Gmor, que estava retirado em um monastério, à pedido de três monges, vão até uma biblioteca perdida em busca de um grimório ancestral, onde acabam enfrentando antigos demônios.

Dragonero Magazine

Dragonero Magazine começou a ser publicado em 2015, anualmente. Mas sua última edição foi em 2020, somando seis publicações até agora. Em 176 páginas coloridas, a publicação traz histórias inéditas, geralmente temáticas, como a primeira que conta uma aventura do próprio Luca Enoch sobre três Anões. Além de trazer matérias especiais de Maurizio Colombo, como uma revista mesmo.

  

Dragonero Senzanima

Mas o lançamento mais festejado, certamente foi Dragonero – Senzanima. Segundo Dorival, a edição virá em formato 20 x 27 cm, mesmo formato das Graphic Novels da Júlia. E em capa cartão. Edições coloridas com 160 páginas, trazendo duas histórias de Senzanima. Sendo que a primeira edição sai em abril e a segunda em agosto.

Assim teremos em 2026, quatro aventuras de Ian Aranill, ainda jovem participando da guerra entre o Império Erondariano e os Reinos do Norte (Terras Setentrionais). Ian, luta junto à companhia de mercenários “Senzanima” (Sem Alma), que vivem missões cruéis e violentas, vivendo os horrores da guerra, convivendo diariamente com dilemas morais e dando início a traumas que vão acompanhá-los por toda vida.

Senzanima humaniza profundamente o protagonista e aproxima Dragonero de narrativas como Conan, guerras medievais, política e dark fantasy. Uma obra madura que irá agradar fãs tradicionais de Dragonero, quanto fãs que nunca leram o personagem.

A série teve início em 2017 na Itália e conta com 17 volumes, o último publicado agora em dezembro de 2025.

Tex chega com grandes estreias e edições especiais

Já em janeiro, chega às bancas Tex Grandes Mestres: Marcello, com 320 páginas, trazendo a aventura “O Mistério do Pergaminho”, com roteiro de Claudio Nizzi e arte de Carlo Raffaele Marcello, conhecido por seu traço clássico, elegante e extremamente sólido.

A história foi publicada originalmente na Itália entre as edições 425 a 428 (1996), em que Tex e Carson investigam o tráfico de armas na fronteira e descobrem uma busca por pergaminhos capazes de conceder imortalidade e onipotência.

Tex Grandes Mestres também trará uma edição especial de Erio Nicolò em julho e de Claudio Villa em outubro.

Artes de Marcello.

Pedro Mauro retorna em edição Graphic Novel

No painel da Mythos na CCXP, foram mostradas algumas capas de Tex Graphic Novel, uma delas a de Romanzi a Fumetti #19 – Dinamite. E segundo Dorival, é esta história que será lançada em Tex Graphic Novel #17 pela Mythos, dia 9 de janeiro. História de Mauro Boselli com desenhos de Maurizio Dotti, que não é inédita no Brasil, pois já saiu em Almanaque Tex #51. Mas que em formato Graphic Novel, a história ganha uma nova qualidade.

A grande novidade das Graphic Novels fica para Abril, quando a Mythos irá lançar Tex Graphic Novel #18 com a história do brasileiro Pedro Mauro. Publicada originalmente na Itália em Color Tex #24 e no Brasil em Tex – Edição Especial Colorida #18. “É a história de 32 páginas de Color Tex, mais matérias e ilustrações exclusivas, onde a edição terá de 40 a 48 páginas. A capa é inédita, feita pelo próprio Pedro Mauro e não tivemos problema algum com a Bonelli em aprovar a publicação no Brasil. Mas esta publicação não sairá na Itália”, revelou Dorival Vitor Lopes.

Foto: Tex Willer Blog.

Tex Willer encadernado com histórias completas

Em fevereiro, mais uma estreia. Tex Willer Encadernado #1. A edição que compilará as edições de Tex Willer quando jovem, em uma nova edição, em formato italiano mas com papel offset, diferente do início da publicação que era em papel jornal. A princípio está anunciado que a edição terá 256 páginas, mas segundo Dorival, a edição buscará trazer sempre histórias completas, que podem variar entre 4 a 5 edições. A editora também irá buscar capas inéditas, como as de Carnevale ou Claudio Villa, que já foram publicadas na Itália em outros relançamentos da coleção.

Esta é uma publicação que irá avançar rapidamente, já que a primeira edição chega em Fevereiro e as seguintes serão em maio, e setembro.

Tex Willer, Vivo ou Morto. Com capa de Claudio Villa.

Mythos traz as tiras inéditas de Tex

Em maio, mais uma estreia. A Mythos irá publicar as Tiras de Tex da série Vindex. São 12 talões de tiras, com 32 páginas cada, onde juntos formam uma história completa e inédita: “O Rapto do Prof. Hermann”. História de Moreno Burattini com desenhos e capa de Marco Torricelli.

A série inicia em maio e terá publicação semanal. Sendo que o leitor pode comprar pacotes com quatro talões. A edição será em papel offset e segundo Dorival, o valor irá ser em média R$12,90 por livreto, mas este valor ainda está sendo estudado.

Tanto esta proposta da publicação das tiras, quanto a edição Graphic Novel de Pedro Mauro, foram ideias de José Carlos Francisco, responsável pelo Tex Willer Blog, que na oportunidade de encontrar Dorival em sua casa, ofereceu estas ideias e juntos propuseram à Bonelli. O que acabou sendo aprovado.

Dois Tex Gigante em 2026

Na Itália teremos em fevereiro a publicação do Tex Gigante do argentino Horácio Altuna (O último Recreio, As Escapadas do Senhor Lopez, Loco Chavez), que foi lançado em 2025 na Lucca Comics e Games, mas em uma edição especial, com capa variante. A edição tradicional virá em fevereiro e a Mythos anunciou a publicação do Tex Gigante 42 em outubro.

Porém, sairá também em 2026 o Texone de Michele Rubini, que ficou famoso por seu trabalho em Zagor, especialmente pelas capas que fez para as publicações americanas da Epicenter Comics. Este Texone ainda não tem data para lançamento, mas o editor Dorival Vitor Lopes confirmou que em 2026 teremos dois Tex Gigante inéditos.

Editora 85 lança Edição Integral de Chanbara

Roberto Recchioni.

A minha ideia é escrever uma interpretação livre de Tex. Mas com katanas (espada samurai)”, declarou Roberto Recchioni após um longo tempo se dedicando criativamente aos roteiros e curadoria de Dylan Dog. Recchioni acreditava que a Bonelli precisava de uma nova abordagem, uma nova temática de histórias, e porque não: O Japão Feudal.

Ao invés de Colts e Winchesters entram as espadas afiadas, que cortam corpos como manteiga. Uma história fiel à cultura japonesa e combates sangrentos são apenas alguns dos motivos pelos quais ler “Chanbara”, edição que está sendo publicada pela Editora 85 de forma integral, com cinco edições publicadas pela Sergio Bonelli Editore. Um volume com 532 páginas, papel offset, orelhas e leitura ocidental. A edição está à venda no SITE da editora e já está sendo enviada para os compradores.

“Chanbara” é o nome do gênero cinematográfico que, para o Japão, desempenha um papel semelhante ao do faroeste nos Estados Unidos: a mitificação da história nacional. Por meio das lentes de cineastas como Akira Kurosawa, Hiroshi Inagaki, Kenji Misumi, Masaki Kobayashi, Kihachi Okamoto, entre outros, o passado feudal japonês ganha contornos épicos e simbólicos, transformando-se em narrativa fundadora da identidade cultural do país.

Recchioni confessa que três obras o inspiraram ao escrever Chanbara: Yojimbo, Lobo Solitário e Vagabond. E o motivo é simples: são obras-primas absolutas do gênero. Mas estas obras são fruto de autores japoneses, Recchioni e Accardi se esforçaram ao máximo para conseguir imprimir esse espírito oriental autêntico em Chanbara.

Yojimbo (1961)

Da Morte à Honra: O Espírito Samurai em Chanbara

Ao contrário de meus outros projetos, minhas histórias japonesas nasceram do amor, e só isso. Não há cálculo comercial por trás. É uma HQ que eu quis fazer, do meu jeito, com Accardi”, destacou Roberto.

O bushido é um dos códigos de honra mais radicais de todos. O código dos guerreiros do Oriente é um conjunto de regras que orientava suas vidas, sua filosofia e o modo de agir. Um dos ditos mais famosos do Hagakure (livro publicado em 1716 com pensamentos filosóficos de Yamamoto Tsunetomo, samurai japonês nascido em 1659) diz: “Descobri que o caminho do samurai é a morte: é necessário se preparar para a morte do amanhecer ao entardecer, todos os dias”. E boas histórias de samurai partem exatamente dessa premissa.

Os samurais de Recchioni são dotados de honra e integridade, compaixão e justiça. Chanbara se passa no período Edo, uma espécie de Idade Média japonesa, com o Japão dividido em inúmeros feudos, governados por senhores locais e protegidos por seus samurais. Como nas obras que inspiraram Recchioni, o autor reúne personagens que precisam lutar por sua honra em um Japão que mistura rigor histórico com fantasia.

Toshiro Mifune.

Sem longos preâmbulos históricos, com breves explicações (sobre daimyo, seppuku, kaishakunin), na primeira história do volume da 85 somos apresentados ao jovem samurai Tetsuo, que recebe a ordem de matar seu próprio mestre, acusado de traição: Jubei Shimada (que Accardi o desenha semelhante ao ator Toshiro Mifune). Tetsuo (sim, com certeza Roberto trouxe este nome de Akira, de Katsuhiro Otomo) embarca então em uma jornada que desafiará seu rígido entendimento de honra e lealdade, mas também reafirmará seu senso de justiça inabalável.

Chanbara e o caminho dos Samurais na Editora Bonelli

Todos os elementos do gênero “chanbara” estão presentes. Em uma narrativa direta e bem construída, para leitores de mangás, fumetti ou quadrinhos regulares. A longa e perigosa jornada até Shimada confronta Tetsuo com todo tipo de perigo, mas também o leva a conhecer Ichi, um velho cego sábio e valente. Quando finalmente reencontra seu mestre, Tetsuo descobre que Shimada não falhou por covardia ou deslealdade — revelação feita através de um flashback inteligente. Ao lado de Shimada e Ichi, ele tentará restaurar a justiça num reino mergulhado em fome, saque e caos. “A Redenção do Samurai” fala sobre dedicação, rever convicções, e mostra que Shimada foi um mestre digno.

Zatoichi (2003)

Os personagens são muito bem construídos, mesmo que baseados em arquétipos. O trio de heróis (três contra muitos) funciona perfeitamente. Ichi lembra Zatoichi, famoso personagem do cinema japonês eternizado por Takeshi Kitano no filme de 2003, mas que já era popular bem antes. Ichi, aparentemente frágil, é na verdade ágil e sábio, e se torna a ponte entre Tetsuo e Shimada. Seu olhar súbito, após tantas “atuações cegas”, é memorável.

O equilíbrio entre roteiro e arte é perfeito. Accardi transmite com maestria a atmosfera da história, desde a jornada solitária de Tetsuo por paisagens até os momentos de introspecção. Algumas sequências longas e silenciosas, em paisagens cobertas de neve ou iluminadas pela lua, quase se tornam poesia visual — lembrando haicais (poemas curtos japoneses). A fidelidade à cultura, trajes e rituais japoneses é impressionante, especialmente na representação do cruel seppuku. As lutas são espetaculares — violentas, explícitas, mas ao mesmo tempo elegantes e poéticas, com destaque para o épico combate na chuva.

Sem dúvida, Recchioni e Accardi realizam um trabalho extraordinário, que marcam a história da Sergio Bonelli Editore, com rigor histórico e entretenimento de primeira qualidade.

Chanbara começou a ser publicada em 2012, na segunda edição da coleção “Le Storie”, com a história “A Redenção do Samurai” seguida por “As Flores do Massacre”, publicada em Le Storie n.15. As duas foram publicadas no Brasil em 2019, na edição Chanbara: O Caminho do Samurai pela Panini. A saga Chanbara possui até agora seis volumes e Recchioni já prometeu dar continuidade à série, com outros autores e desenhistas também.

Histórias que compõem a Edição Integral de Chanbara da Editora 85:

Chanbara #1: A Redenção do Samurai.

Roteiro de Recchionni com desenhos de Accardi.

Jubei desobedeceu as ordens de seu senhor e, por isso, deve morrer. Cabe ao jovem Tetsuo a missão de encontrá-lo e entregá-lo ao seu destino. Mas, ao longo do caminho, uma revelação inesperada mudará o rumo da missão…

Chanbara #2: As Flores do Massacre

Roteiro de Recchionni com desenhos de Accardi.

A nobre Jun viu seu pai morrer ao cometer suicídio para preservar sua honra, após denunciar a corrupção da corte — mas, em troca, recebeu apenas escárnio e desprezo do Daimyo e de seus seguidores… Prestes a tirar a própria vida por causa do desonra, Jun é interrompida pela voz do justiceiro errante Ichi: quem ri diante do sacrifício alheio não merece o triunfo, mas sim provar o sabor da espada da vingança!

Chanbara #3: O Relâmpago e o Trovão

Roteiro de Recchionni com desenhos de Accardi.

Ichi, o espadachim cego, terá que enfrentar a ameaça de Ryu Murasaki, o Diabo Branco — um ronin impiedoso à frente de uma gangue que aterroriza o interior do país, destruindo tudo por onde passa com fúria devastadora.

Para isso, Ichi convoca os guerreiros Tetsuo e Jun, e se prepara para enfrentar o inimigo. Mas os três pouco poderiam fazer sem a ajuda de Daisuke Nagata, a Besta Tonante — um espadachim movido pelo instinto e por uma força selvagem. Afinal, só a fúria do trovão pode vencer a velocidade do relâmpago!

Chanbara #4: A Espada da Traição

Roteiro de Gabriella Contu com desenhos de Walter Venturi.

Ichi e seus companheiros de jornada — o gigantesco e selvagem Daisuke, a implacável Jun e o guerreiro de alma justa Tetsuo — vão ajudar Soburo, que quer de todas as formas impedir o massacre causado por seu próprio pai, o daimyo Nobunaga.  A batalha sangrenta entre pai e filho fará brilhar as espadas da traição!

Chanbara #5: O Mundo Suspenso.

Roteiro de Gabriella Contu com desenhos de Isabella Mazzanti.

Esta aventura tem como protagonista uma personagem que já aprendemos a amar no volume “As Flores do Massacre”: a nobre Jun, agora transformada em uma guerreira incomparável, terá que usar toda sua astúcia e perseverança para enfrentar as armadilhas do mundo suspenso.

Para além de inquietantes visões oníricas, uma presença ameaçadora deixa atrás de si um rastro de sangue. Um assassino impiedoso, aparentemente invencível, espalha terror e morte. Mas todo adversário esconde uma fraqueza. Será que Jun conseguirá descobrir a de seu inimigo antes que suas lâminas se cruzem?

Martin Mystère é publicado na Coleção Sergio Toppi

A Editora Figura está com campanha no Catarse para publicar o sétimo volume da Coleção Toppi com o tema: Bonellianas. A edição trará duas histórias de Nick Raider, uma de Júlia Kendall e uma história curta de Martin Mystère. Todas claro, com arte do italiano Sergio Toppi.

A edição terá 344 páginas e fora a história de Júlia, que já foi publicada pela Editora Mythos, as restantes são inéditas no Brasil. A campanha vai até dia 2 de maio e a previsão para início dos envios para os apoiadores é Julho de 2025.

“Questões de Família”, história curta de Martin Mystère que sairá na edição tem roteiro de Alfredo Castelli, e é a única história desenhada por Sergio Toppi para o personagem. Com 22 páginas, foi publicada originalmente em Ken Parker Magazine n. 35, pela Sergio Bonelli Editore em dezembro de 1995. Ela foi republicada em Martin Mystère Speciale n. 16 e recentemente pela Editora NPE.

Nesta história, Martin Mystère enfrenta um novo e curioso enigma a ser desvendado. Questões de Família apresenta o Detetive do Impossível envolvido em um enigma intrigante que conecta passado e presente.

A trama inicia-se com um documentário misterioso, seguido por um assassinato brutal e uma invasão de formigas gigantes. Esses eventos levam Martin das florestas africanas às ruas de uma metrópole, onde ele se depara com dimensões desconhecidas e desafios que transcendem a realidade.

Esta narrativa singular é fruto da colaboração entre Castelli, criador da série, e Sergio Toppi, cuja arte única confere uma atmosfera especial à história. Uma joia que em formato maior, encantará tanto os fãs de Toppi quanto os do velho Tio Martin. “O sempre surpreendente Sergio Toppi tem a extraordinária capacidade de transitar de um gênero a outro com a desenvoltura de um grande artista”, destacou o saudoso Alfredo Castelli.

Castelli, conhecedor do potencial de Toppi, soube explorar ao máximo as capacidades do artista criando uma história permeada por uma atmosfera misteriosa e onírica. Perfeitamente alinhada com as temáticas da série. Toppi por sua vez, com seu estilo pessoal habitual, distante do formato Bonelli, usa um traço denso e detalhado, e compõe as páginas de forma magistral.

Com mais de quatrocentas publicações, a série Martin Mystère da Sergio Bonelli Editore é uma das mais amadas e duradouras de todos os tempos. Nascida em 1982 do gênio de Alfredo Castelli, a série fala de Martin, um intelectual, aventureiro e especialista em mistérios históricos, arqueológicos, científicos e sobrenaturais. Ele mora em Nova York, é escritor e colaborador ocasional de organizações científicas e governamentais.

Mystère está sempre acompanhado de Diana Lombard, sua companheira e Java, um homem de Neanderthal que vive no mundo moderno. É comum que os roteiros mesclem fatos reais com fantasia, e isso é parte do charme: Castelli e outros roteiristas usam muita pesquisa histórica para criar uma atmosfera crível mesmo em meio ao fantástico. Mystère costuma agir de forma racional, mas está sempre aberto ao Impossível.

A única reclamação dos fãs italianos é que não há uma capa para esta história feita por Toppi. Apenas a do artista Giancarlo Alessandrini, que é a que ilustra a edição da NPE.

Para apoiar a Coleção Toppi – Volume 7: Bonellianas, basta acessar o link: AQUI

A edição está com 30% de desconto no Catarse, saindo por R$ 139. Após a campanha, ela será vendida por R$ 198 sem desconto.

O Retorno do Tex Gigante

No dia 22 de setembro foi realizada uma Live pela Confraria Bonelli em alusão aos 76 anos de Tex no Brasil, que contou com a presença do colecionador João Marin e do editor e sócio proprietário da Mythos, Dorival Vitor Lopes. Ao ser perguntado, Dorival deu a entender que estuda a possibilidade de republicar a coleção Tex Gigante em ordem cronológica.

A notícia se espalhou e por e-mail, Dorival confirmou à Confraria sobre a informação e que está em fase de negociações com a Bonelli. “Queremos iniciar em janeiro e a intenção é que seja bimestral. Formato do Tex Gigante que publicamos atualmente, em papel offset”, ressaltou o Editor da Mythos.

O Tex Speciali, ou Texone (apelidados assim por Tiziano Sclavi), já chegou à 40ª edição na Itália. No Brasil, a edição é conhecida por Tex Gigante e a última edição já está em pré venda pela Mythos. É o Tex Gigante com desenhos de Giusepe Palumbo (Diabolik) com roteiro de Jacopo Rauch, intitulado Montanhas da Sierrita.

A edição surgiu em 1988 nas bancas da Itália. A intenção de Sergio Bonelli era trazer grandes nomes dos quadrinhos para o universo de Tex, oferecendo aos leitores a sua interpretação pessoal do personagem. Bonelli já havia proposto a vários artistas a oportunidade para desenhar Tex, como o belga William Vance (criador de XIII), o espanhol Ruben Pellejero (Corto Maltese) e Nadir Quinto.

Mas foi somente no início dos anos 1980, depois de ser convidado durante um evento, é que o italiano Guido Buzzelli prometeu a Bonelli que desenharia Tex. Inicialmente, Buzelli desenharia uma edição intitulada Tex, O Grande! que então inauguraria o projeto dos Speciale. Mas na época, a intenção era publicar a história na série regular.

Porém, apesar das recomendações da editora, Buzzelli desenhou as 224 páginas fieis aos seu próprio estilo, majestoso e barroco e ao mesmo tempo grotesco. Ou seja, longe do realismo da série regular de Tex. A editora, frente à trabalho tão inovador e fascinante, obrigou-se a encontrar um espaço adequado para a publicação.

Foi então que para festejar os 40 anos de Tex, em junho de 1988 foi lançada a publicação especial Tex, O Grande!. O primeiro Tex Speciale. Vendeu 250 mil edições e a editora decidiu publicar anualmente um novo Speciale. No Brasil, a edição foi publicada pela Editora Globo em setembro do mesmo ano. A Editora publicou apenas quatro edições especiais.

Terra Sem Lei foi a segunda edição italiana do Speciale, com desenhos de Alberto Giolitti com roteiro de Claudio Nizzi. Mas, mesmo com a série pavimentada, foi difícil encontrar nomes que estariam dispostos a encarar as 224 páginas do Tex Especial. Em 1992 foi convidado Jordi Bernet, de Torpedo e Clara da Noite.

Nizzi teve dificuldade em encaixar um roteiro para Bernet, que tinha um estilo longe do habitual de Tex. Mas, em 1996 sai O Homem de Atlanta, esta que foi a primeira edição publicada pela Editora Mythos em março de 1999, dando início à série Tex Gigante que conhecemos hoje.

Vale destacar o Tex Gigante do americano Joe Kubert, O Cavaleiro Solitário, publicado em 2001. O primeiro norte-americano a trabalhar para a série. O convite veio da SAF, então agência internacional da Sergio Bonelli Editore e de Erwin Rustemagic, produtor, distribuidor e agente, retratado na Graphic Novel Fax From Sarajevo, do próprio Kubert.

E também o Especial Capitão Jack, desenhado por Enrique Breccia. O pai, Alberto, havia sido convidado em 1993 mas não teve segmento devido à morte do autor. Bonelli tentou por anos que Breccia fizesse um Tex, mas somente em 2011, quando foi morar na Itália, o desenhista recebeu o convite em um almoço, poucos dias antes do falecimento de Sergio.

Com informações do livro Tex – Mais que um herói, de Mário João Marques, publicado pela editora portuguesa A Seita.

Garage Sale da Mythos contará com a presença de Pedro Mauro e descontos de até 70%

 No próximo sábado (10) acontece a Garage Sale Mythos 2024. Um dos principais eventos de quadrinhos que volta ao calendário dos fãs. Organizado pela Editora Mythos, o evento além de oferecer descontos com até 70% contará com uma série de convidados para participar do evento.

A Editora Mythos está há quase 30 anos no mercado e entre suas principais publicações está Tex, Julia e Dylan Dog da editora italiana Sergio Bonelli Editora. Além de Fantasma, Hellboy, Juiz Dredd, Conan e a Editora também está lançando mangás.

Entre os convidados estará o desenhista Pedro Mauro, primeiro brasileiro a desenhar Tex que estará autografando a edição Tex Especial Colorida nº18, que conta com a história Longa Noite em Cayote, com roteiro de Mauro Boselli e desenhos do brasileiro.

Também estarão presentes os editores do Universo HQ, Sidney Gusman, Samir Naliato e Marcelo Naranjo. O Universo HQ é um dos principais sites sobre quadrinhos no Brasil, que contam com o Podcast Confins do Universo e com a live semanal UHQ em Resenha.

O evento também contará com a presença do Gibituber Cássio Witt do Canal Milhas e Milhas, Clovis do canal HQólatras, Carlos Ramalho da Texas Ranger Gibiteria. 

Também estará Rafael Goulart do canal Batatinha Comics, Leonardo Campos representando a Confraria Bonelli, a Editora Salvat que tem uma coleção de Graphic Novels de Tex e o sócio e Editor da Mythos Dorival Vitor Lopes.

Além dos lançamentos mais recentes, como o Omnibus do Dylan Dog e as On Demands de Júlia, serão distribuídos brindes exclusivos do evento e disponibilizadas raridades do estoque. O evento será realizado das 10h às 17 horas na sede da Editora Mythos, Av. Mutinga, 595 – Vila Pirituba, São Paulo – SP. Neste dia a loja Mundo Mythos, na Rua Augusta estará fechada.

Algumas das raridades e brindes que estarão no evento.

 

Vídeo do Canal HQZasso no Garage Sale de 2019:

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