Conheça Brad Barron: A primeira minissérie da Bonelli, agora também no Brasil

Originalmente publicada na Itália, de maio de 2005 a outubro de 2006,  essa série de ficção científica, ou fantascienza como dizem os italianos,  foi concebida por Tito Faraci, autor de todos os roteiros, sendo seu idealizador gráfico Fabio Celoni, também autor de todas as capas. Composta por 18 edições, foi a primeira minissérie da Sergio Bonelli Editore. Após o final da série inicial, a partir de agosto de 2008, o personagem retornou às bancas em seis volumes especiais, que foram publicados até novembro de 2012. Entre março de 2018 e fevereiro de 2017, a série regular foi republicada da em 3 grandes volumes (omnibus).  Em dezembro de 2018 foi publicado um crossover envolvendo Zagor e Brad Barron, na série semestral “Color Zagor” número 8, com o título “A ameaça dos Morb”.

Mister No: O mais Brasileiro dos personagens Bonellianos agora também na Red Dragon

Nosso querido piloto, que entre idas e vindas, voltou ao Brasil novamente pela Editora 85 e pela Panini, é sem dúvida a materialização do carinho do Sergio Bonelli pelo nosso pais. Recentemente produzimos uma matéria sobre as novas publicações por essas duas editoras – Leia AQUI. Mas sempre cabe, para os novos leitores, um pouco da história desse personagem tão brasileiro, ainda mais porque a Red Dragon Publishing traz de volta também a série regular do personagem.

Segredos de Júlia Kendall #1: “Olhos do Abismo”, Um Perigoso Mergulho!

TEXTOMarcos Guerra Tântalo

Júlia Kendall |

“Quando eu tinha cinco ou seis anos, Audrey Hepburn foi meu primeiro amor cinematográfico. E o primeiro amor a gente não esquece.” É assim que Berardi respondeu a famosa pergunta “Por que uma protagonista com o rosto de Audrey Hepburn?” Pouco se pode falar sobre essa escolha além disso! Um primeiro amor não se questiona, afinal de contas!

OST/Original Soundtrack: Ken Parker, de Giancarlo Berardi e Ivo Milazzo

TEXTOMárcio Grings (Memorabilia)

Arte: Ivo Milazzo.

Player ilustra referências musicais do HQ western

Quem acompanha os sites Memorabilia e Confraria Bonelli já deve ter percebido — essa já é a terceira postagem (em apenas duas semanas) sobre o anti-herói western Ken Parker, personagem das HQs criado pelos quadrinistas italianos Giancarlo Berardi (roteiro/argumento) e Ivo Milazzo (ilustrações).

Ouça tambémJulia Kendall soundtrack

Quarentena da criatividade: O deserto também produz flores

TEXTO: Aline Ferreira Antunes

Aline Ferreira Antunes

Convidada pela Confraria Bonelli à escrever para o seu site, optei, em tempos de quarentena, por relatar minhas pesquisas com as revistas Tex, do início.

Sou formada em História pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e, portanto, minha leitura e minha escrita é acadêmica. Meu primeiro contato com Tex data da infância e juventude quando lia as revistas somente para divertimento. Foi com o ingresso na universidade que passei a olhar com outros interesses para as aventuras do ranger mais famoso e mais duradouro dos quadrinhos dedicados à temática western.

Review: Ken Parker – “Até Onde vai o Amanhecer”

TEXTOMárcio Grings (Memorabilia)

IVO MILAZZO - Ken Parker - originele art. - W.B. | Ken parker ...

Após um longo tempo fora, sempre é revigorante voltar para casa. 1908, depois de duas décadas confinado numa prisão, atravessando a passagem do novo século atrás das grades, seria esse o sentimento de Ken Parker ao cavalgar cabisbaixo e pensativo sob o céu de Montana? Assim como nos diz Steve Judd (Joel McCrea) em “Pistoleiro do Entardecer” (1962) —  “Tudo que quero é uma boa razão para voltar para casa”. Mas por qual razão? Certamente, ele ainda lembra do Montana da sua juventude, mas provavelmente não sabe se alguém ainda o espera. Afinal, por onde andaria Teddy, seu filho? Casa! — Que casa? Imagine um homem acostumado a descansar o corpo usando as amplas planícies como estrado e as estrelas como teto? Vinte anos antes, assim vivia Ken. Por outro lado, do mesmo modo que Rooster (John Wayne/Jeff Bridges) em “Bravura Indômita” (1969) ou Will Munny (Clint Eastwood) em “Os  imperdoáveis” (1992), Ken Parker surge sexagenário e aparentemente exausto nas páginas iniciais de “Até onde vai o amanhecer” (CLUQ/2019), derradeira publicação do anti-herói western após 40 anos de circulação pelas bancas e livrarias do país. Compre pelo e-mail cluq@terra.com.br.

Diabolik: E tem mais Quadrinhos Italianos Grátis (off topic)

Sim !!! – Resolvemos abrir uma exceção para esse que, apesar de não ser Bonelli, é um dos mais tradicionais e queridos Quadrinhos Italianos (Fumetti) – Diabolik. Assim como a Sergio Bonelli Editore teve a feliz iniciativa de oferecer quadrinhos gratuitamente (link), a Astorina Srl, editora do personagem na Itália, está disponibilizando para download exemplares de Diabolik, esperando que eles possam fazer um pouco de companhia aos leitores obrigados a ficarem em casa nesses dias sombrios.

Revelações: Os segredos de Julia Kendall

TEXTO: Marcos Guerra Tântalo

Júlia Kendall, o protagonismo de uma mulher real | | Impulso HQ

“Viva! Julia está viajando ao Brasil. E vai chegar antes de mim.” Com essas palavras, Giancarlo Berardi iniciou minha leitura de sua nova série, com o texto “Umas palavras aos Brasileiros”, abrindo a icônica história “Os olhos do abismo”, desenhada por Luca Vannini, capa de Marco Soldi. Era a Júlia número 1, lançada pela Editora Mythos, em novembro de 2004. Hoje, ela pode ser adquirida, sob demanda, no formato italiano, pela mesma editora, bem diferente dos formatinhos com quase 200 histórias que estão ali, em minha estante, olhando para mim enquanto digito isso. Sem dúvida, ela também está lá, com as marcas amarelas que registraram meu espanto.

A Trilha sonora da vida de Julia Kendall

TEXTOMárcio Grings (Memorabilia)

Um breve resumo – Julia Kendall é uma psicóloga/criminóloga residente em Garden City que auxilia a policia de Nova York na resolução de crimes. Baseada fisicamente na atriz Audrey Hepburn, e criada pelo quadrinista italiano Giancarlo Berardi — ao lado de Ivo Milazzo, um dos pais do antiherói western Ken Parker – saiba mais AQUI, a personagem é publicada no Brasil desde novembro de 2004. J. Kendall: Aventuras de uma criminóloga (Editora Mythos) levou em setembro de 2010 o Oscar dos quadrinhos brasileiros, o Troféu HQ Mixpremiado na categoria “Publicação de Aventura/Terror/Ficção”.

Salve Ken!

TEXTO: Márcio Grings (Memorabilia)

Publicidade para o lançamento de KP / Junho 1977

Desde os primórdios da história norte-americana, até a segunda metade do Século XX, várias vezes a Europa conquistou ou foi conquistada pela América. Essa viagem pelo Oceano Atlântico, com partidas e chegadas de ambos os lados, ainda continua a seguir um interessante percurso. A exemplo do que ocorreu com a Inglaterra nos anos 1960, quando diversos músicos promoveram resgates do Delta/Chicago blues para recriá-los como símbolo de renovação do rock mundial; na Itália, por intermédio de cineastas como Sérgio Leone, o faroeste, filme de aventura por excelência, é revitalizado, isso após o consequente declínio do gênero em Hollywood. Assim, obras como “Três homens em conflito” (1968) e “Era uma vez no Oeste” (1969), apogeu do spaghetti western, também impulsionaram uma nova produção de longas-metragens do gênero nos Estados Unidos. Não estou afirmando que os italianos ‘ensinaram’ os americanos a rever o ‘bang-bang’, mas sem dúvida essa retomada emprestou novo gás para produções como “Meu ódio será tua herança” (1969), de Sam Pechinpah e “Butch Cassidy” (1969), de George Roy Hill, entre outros, mantiveram o gênero em evidência com sucesso de crítica e público. No entanto, quanto aos quadrinhos western, aí o buraca da bala é bem mais embaixo. Os italianos dão um banho nos yankees!

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