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Conheça Il Confine – Série de mistério e suspense da Bonelli

A Bonelli esbanja boas histórias, equipes criativas brilhantes e nos últimos anos arrisca ainda mais com novos selos. Entre eles o selo Audace, da Sergio Bonelli Editore com um tratamento diferenciado e com histórias mais adultas.

Dos títulos lançados no selo Audace estão os já lançados no Brasil Mister No Revolução e Deadwood Dick. E na Itália um dos que mais chama atenção é Il Confine, dos roteiristas Mauro Uzzeo e Giovanni Masi. A obra lançada em 2019 é bimestral, com edições coloridas de 80 páginas. No momento está no quinto volume.

As edições são em capa dura no formato 22x30cm, com 80 páginas coloridas, 60 de quadrinhos e o restante com entrevistas e outras informações. A edição também conta com um mecanismo de preview sobre o que vai acontecer na próxima edição, como é feito nas séries de TV.

Mas do que se trata este fumetti?

A história começa em uma pequena vila alpina na fronteira entre Itália e França, onde um micro-ônibus que transportava uma classe de adolescentes em uma viagem escolar desaparece. Dois personagens distintos são chamados para apoiar as investigações como consultores das autoridades. A italiana Laura Denti, é uma agente da Interpol concreta e pouco afável. E o francês Antoine Jacob, um perito conhecedor das montanhas, fascinado pelo próprio mistério e pelas mudanças na paisagem que parecem perturbar o espaço e o tempo de formas inexplicáveis. Dá mais importância à isso do que pela investigação das crianças.

Mesmo com o foco nos dois protagonistas, Il Confine não deixa de mostrar todo o elenco: os pais dos jovens desaparecidos, o colega que ficou em casa naquele dia, um repórter e a comunidade local. Isso faz com que a narrativa tradicional linear consiga se aprofundar em eventos aparentemente marginais à trama, que logo encontrarão um significado dentro de um quadro geral.

Na primeira edição, La neve rossa (A Neve Vermelha), a história vai direto ao ponto: Onde foram parar as crianças? Sob uma avalanche? Por que, então, não há vestígios? A investigação é densa, em capítulos curtos bem focados que ditam o ritmo não só dos acontecimentos, mas do verdadeiro suspense.

Il Confine é uma história de fantasia, terror, mistério e suspense, que fala de realidades diferentes, algo inspirado em Lovecraft. Para os fãs da série Twin Peaks, de David Lynch é um deleite como também para os fãs de Arquivo X e LOST, mas aí os leitores podem achar, “será que o final vai ser bom?”. Os mistérios vão sendo abertos e nos convidam a ir em busca do desconhecido e explorar tudo em busca de respostas.

Outro elemento interessante à trama é o ambiente. Existem fatos culturais como a tensão entre os policiais italianos e franceses, primos uns dos outros, mas que se provocam com os defeitos das respectivas nações. A montanha é outro elemento especial, que lembra o sobrenatural Lovecraftiano, perturbador.

Eventos e detalhes se acumulam e faltam explicações, pois o enigma rege a trama. Elemento que prende a atenção do leitor, mas também carrega o risco de gerar alguma insatisfação com as respostas que chegarão. Os autores ao menos garantem que tudo fará sentido, mas é o mínimo que podem prometer não é mesmo?

A edição

Il Confine é idealizado pelos roteiristas Mauro Uzzeo e Giovanni Masi, com a colaboração visual de Lorenzo “LRNZ” Ceccoti, que faz as capas. Emiliano Mammucari fez o design de personagens e é o supervisor das cores. Federico Rossi Edrighi faz os layouts e os gráficos são de Fabrizio Verrocchi. Uma equipe de trabalho respeitosa trabalhando com a Bonelli, uma editora conhecida por seus padrões habituais de organização e produção.

Este é um projeto de mídia cruzada da Bonelli, embora os outros produtos relacionados ainda não tenham sido anunciados. Espera-se que Il Confine venha a se tornar uma série de TV, romances, RPGs entre outras coisas.

Distribuída em livrarias e lojas especializadas, a SBE destaca uma valorização da qualidade do produto. E a forma como a edição se comporta é impecável. Sabe misturar suspense e reviravoltas, as cores, os diálogos, a mudança de cena e os personagens são algo bem destacados na trama e fazem parte claramente da narrativa como um todo.

Diferente das propostas da Bonelli de atualizar e modernizar a história de personagens da editora como Martin Mystére ou Mister No, além de realizar eventos chamativos como o encontro de Dylan Dog e Batman, com Il Confine a SBE afirma que quer ir além de seus limites.

O Objetivo é buscar novos territórios, novos leitores, novos habitantes de seu vasto território imaginário. Para sobreviver e evoluir no mercado editorial.

 

72 Anos de Tex Willer e a Arte de Fred Macêdo

Há 72 anos, no dia 30 de setembro de 1948 foi publicada a primeira história de Tex. Chamava-se Il Totem Misterioso (O Totem Misterioso). Com o balão “Por todos os diabos, será que ainda estão nas minhas costas?”, começava a saga de um dos mais famosos cowboys dos quadrinhos.

Nesse dia especial, gostaríamos de fazer uma dupla homenagem: 1) comemorar essa data de 72 anos de vida editorial do nosso querido Ranger do Texas e 2) reverenciar a arte de um artista, fã e colecionador de Tex: Fred Macedo, já famoso entre nós pela sua “Divina Ceia Texiana”, feita em 2008 para comemorar os 60 anos do personagem.

Divina Ceia Texiana: Nat Mac Kennet, Gros-Jean, General Davis, Jim Brandon, Cochise e Montales à esquerda. Pat, El Morisco, Tom Devlin, Kit Willer, Jack Tigre e Kit Carson à direita. Tex Willer ao centro.

Em memória de ‘Guido Nollita’ (Sergio Bonelli): 1932-2011

Nascido em Milão em 2 de dezembro de 1932, Sergio Bonelli é filho de Giovanni Luigi Bonelli, criador de Tex e de muitos outros heróis dos quadrinhos italianos, fundador da Editora Audace, e de Tea Bertasi, que em 1946 assumiu as rédeas da negócios de família. Apenas para se diferenciar do famoso pai, quando começa a escrever, opta por assinar seus próprios roteiros com o pseudônimo de ‘Guido Nolitta‘.

Fonte: Blogue Os Quadrinhos.

Como passar o tempo com os nossos heróis da Bonelli!

FONTE: Sergio Bonelli Editore

NÃO! Não é um show ou uma reunião com nossos heróis como na foto de capa dessa matéria. Até porque, certamente, reuniria muita gente, e não seria recomendado nesses tempos. Os dias fechados em casa nos parecem intermináveis e nem os nossos filmes e seriados podem preenchê-los. O fato de alguns de nós já estarmos há mais de um mês em isolamento social e/ou quarentena, pode nos levar a pensar que ir para a “fase 2” seja apenas coisa de super-heróis. Chegou a hora certa de começar a jogar! Pois é, não existem apenas quadrinhos na Loja Online da Sergio Bonelli Editore.

E você também pode encontrá-los, ou encomendá-los, aqui mesmo no Brasil, na Loja Online da Bonelli HQ Megastore ou pelo Whatsapp (21 3904-4183).

Dia do Desenhista: O Brasil na Bonelli!

Nesse 15 de abril de 2020, Dia do Desenhista, resolvemos fazer uma pequena homenagem aos brasileiros que tiveram a honra de trabalhar em diferentes momentos para Sergio Bonelli Editore, são eles: Wilson Vieira, Jô OliveiraPedro Mauro e Ibraim Roberson. Nos textos a seguir, apresentamos de forma resumida um pouco da carreira desses grandes da Nona Arte e sua relação com a SBE.

A “poesia” nas cores e arte de Sergio Tisselli

Lamentavelmente a nona arte perdeu hoje um mago dos pincéis, aquele que emprestava as cores de suas aquarelas, verdadeiras pinturas, aos quadrinhos. Capaz de se deslocar dos Apeninos ao velho oeste americano, contava habilmente as grandes aventuras e as pequenas histórias. Nos deixou nesse dia 14 de abril de 2020, aos 63 anos, o desenhista e ilustrador italiano Sergio Tisselli. Bolonhês, nascido em 24 de janeiro de 1957, como muitos dos grandes artistas dos quadrinhos, dedicou parte de seu tempo aos personagens da Sergio Bonelli Editore. No final dos anos 90, com Lucio Filippucci, criou capas de Martin Mystère, o que  parecia ser o prelúdio para seu desembarque nas páginas de Dylan Dog, mas não se sentiu confortável com o Detetive do Pesadelo. Foi então que, com uma história de Pasquale Ruju, estreou oficialmente na Editora com Tex.

È morto il disegnatore e illustratore Sergio Tisselli - Fumettologica

Conheça Brad Barron: A primeira minissérie da Bonelli, agora também no Brasil

Originalmente publicada na Itália, de maio de 2005 a outubro de 2006,  essa série de ficção científica, ou fantascienza como dizem os italianos,  foi concebida por Tito Faraci, autor de todos os roteiros, sendo seu idealizador gráfico Fabio Celoni, também autor de todas as capas. Composta por 18 edições, foi a primeira minissérie da Sergio Bonelli Editore. Após o final da série inicial, a partir de agosto de 2008, o personagem retornou às bancas em seis volumes especiais, que foram publicados até novembro de 2012. Entre março de 2018 e fevereiro de 2017, a série regular foi republicada da em 3 grandes volumes (omnibus).  Em dezembro de 2018 foi publicado um crossover envolvendo Zagor e Brad Barron, na série semestral “Color Zagor” número 8, com o título “A ameaça dos Morb”.

Mister No: O mais Brasileiro dos personagens Bonellianos agora também na Red Dragon

Nosso querido piloto, que entre idas e vindas, voltou ao Brasil novamente pela Editora 85 e pela Panini, é sem dúvida a materialização do carinho do Sergio Bonelli pelo nosso pais. Recentemente produzimos uma matéria sobre as novas publicações por essas duas editoras – Leia AQUI. Mas sempre cabe, para os novos leitores, um pouco da história desse personagem tão brasileiro, ainda mais porque a Red Dragon Publishing traz de volta também a série regular do personagem.

Segredos de Júlia Kendall #1: “Olhos do Abismo”, Um Perigoso Mergulho!

TEXTOMarcos Guerra Tântalo

Júlia Kendall |

“Quando eu tinha cinco ou seis anos, Audrey Hepburn foi meu primeiro amor cinematográfico. E o primeiro amor a gente não esquece.” É assim que Berardi respondeu a famosa pergunta “Por que uma protagonista com o rosto de Audrey Hepburn?” Pouco se pode falar sobre essa escolha além disso! Um primeiro amor não se questiona, afinal de contas!

OST/Original Soundtrack: Ken Parker, de Giancarlo Berardi e Ivo Milazzo

TEXTOMárcio Grings (Memorabilia)

Arte: Ivo Milazzo.

Player ilustra referências musicais do HQ western

Quem acompanha os sites Memorabilia e Confraria Bonelli já deve ter percebido — essa já é a terceira postagem (em apenas duas semanas) sobre o anti-herói western Ken Parker, personagem das HQs criado pelos quadrinistas italianos Giancarlo Berardi (roteiro/argumento) e Ivo Milazzo (ilustrações).

Ouça tambémJulia Kendall soundtrack

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