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Mythos estuda lançar nova coleção de Dylan Dog

Em outubro de 1986 a Sergio Bonelli lançou Dylan Dog #1, O Despertar dos Mortos Vivos. No Brasil, Dylan começou a ser publicado em 1991 pela Editora Record. Desde então acompanhamos o personagem criado por Tiziano Sclavi em suas aventuras com humor nonsense, surreais, com muita ação, mistério e terror. No Brasil o personagem já viveu altos e baixos sendo publicado por quatro editoras diferentes. Hoje, podemos dizer que estamos vivendo o melhor momento do Investigador do Pesadelo no Brasil.

A Mythos que já publicou 40 números do personagem em formatinho, agora publica duas coleções: Clássica e Nova Série. Publica também Graphic Novels, o Almanaque do Pesadelo e especula lançar mais uma coleção em 2021.

Na live do canal BlogBuster (https://www.youtube.com/watch?v=qj-CZgparI8&t=2237s), Joana Rosa Russo, editora da Mythos ao ser questionada sobre uma possível coleção de Dylan Dog Classic, com publicações desde o primeiro volume de Dylan, destacou que a editora não pretende lançar uma coleção assim, mas estuda lançar uma coleção de alguma fase do personagem: “A gente prefere lançar por fase, mas como está saindo algumas ristampas (reimpressões) na Itália, a gente talvez acabe publicando uma coleção Tiziano Sclavi. Mas é tudo especulação”, destacou Joana.

Claro que não vamos tirar nenhuma conclusão disso, mesmo que os leitores da Bonelli aqui no Brasil sintam falta de mais histórias clássicas de Dylan, em especial de Tiziano Sclavi, criador do personagem. Mas vamos listar algumas coleções lançadas na Itália que seriam muito interessantes para serem publicadas por aqui:

IL DYLAN DOG DI TIZIANO SCLAVI (O Dylan Dog de Tiziano Sclavi)

Série mensal que propôs trazer em 24 volumes as melhores histórias de Tiziano Sclavi. A série iniciou em maio de 2017 com “Através do Espelho” e foi até abril de 2019 com “O Longo Adeus.” O acabamento dessa edição lembra publicações americanas de terror dos anos 1950.

As capas são simples, em uma cor parda com um desenho realizado por Gigi Cavenago, atual capista de Dylan Dog. Todas as edições são coloridas ao estilo dos anos 1950 e com as páginas mais amareladas. A série foi publicada em banca com 112 páginas cada edição e compila ótimas histórias realizadas pelo criador de Dylan.

A série foi um enorme sucesso e a Sergio Bonelli Editore depois publicou packs (caixas) com quatro edições cada.

LIBRI DYLAN DOG (Uma espécie de Dylan Dog Anual)

Outra ótima coleção de Dylan lançada pela Bonelli é esta em capa dura. Até o momento foram lançados 5 volumes e cada um compila cinco histórias indispensáveis do Investigador do Pesadelo.

O formato lembra As Grandes Aventuras de Tex, recém lançado pela Editora Mythos. Cada volume tem em média 500 páginas e as histórias são selecionadas com base em um tema. Por exemplo:

O primeiro volume, Angeli i Demoni compila histórias com demônios e anjos (ah, jura?) que acabam atravessando o caminho de Dylan. Lançado em 2016 compila Dylan Dog #6 “A Beleza do Demônio” com roteiro de Tiziano Sclavi e arte de Gustavo Trigo. Dylan Dog #141 “O Anjo Exterminador”, de Pasquale Ruju e arte de Nicola Mari. “O Mistério de Veneza”, publicado em Dylan Dog #184 com roteiro de Ruju e arte de Angelo Stano. Dylan Dog #221, “O Toque do Demônio” de Paola Barbato e arte de Fabio Celoni. E encerra com “O céu pode esperar”, de Michele Masiero e arte de Corrado Roi, publicado em Dylan Dog #229.

E o volume dois se mostra bem mais interessante para ser lançado no Brasil neste momento. Intitulado Xabaras, a edição traz histórias que recontam o passado de Dylan com histórias cruciais e roteirizadas por Tiziano Sclavi e arte de Angelo Stano. Nela consta Dylan Dog #1, “O Despertar dos Mortos Vivos”. Em seguida vem “Morgana”, publicada em Dylan Dog #25. Dylan enfrenta Xabaras em “História de Ninguém”, publicada em Dylan Dog #43 e o volume conclui com “A História de Dylan Dog”, publicado em Dylan Dog #100. Este volume tem uma história a menos que as outras.

Esta coleção sai anualmente e seria uma ótima ideia ter um Dylan Dog Anual nesse sentido. Uma alternativa para quem pede o Dylan Dog Clássico.

 

Existem duas séries interessantes que saíram em parceria com jornais italianos.

Dylan Dog – Coleção Histórica a Cores

Esta série foi publicada em uma parceria entre os jornais La Repubblica e L’Espresso. Em 50 números foram publicadas cronologicamente os 150 primeiros volumes de Dylan Dog. Três histórias coloridas por edição, com acréscimo de material extra organizado pelo jornalista e perito em quadrinhos Luca Raffaelli e pelos editores da Bonelli Luca Crovi e Maurizio Colombo. A série iniciou em 2013 e terminou em janeiro de 2014. Lembrando que os volumes saíam semanalmente.

 

Dylan Dog Viaggio nell’Incubo

Esta série é uma parceria entre os jornais La Gazzetta dello Sport e Corriere dela Sera. Em andamento, a série já chegou à edição 68 de 80 planejadas. Com 208 páginas, cada volume compila duas histórias combinadas com base em um tema, monstros, alienígenas, fantasmas, vampiros, etc… A divisão por temas permite que o leitor se aproxime da complexidade e nuances do personagem em seu mundo inquieto e em suas investigações.

As histórias são em preto e branco, e as capas são inéditas, criadas pelos mais importantes artistas da Sergio Bonelli Editore. Em cada volume o leitor encontrará conteúdos extras. Colunas de Fábio Licari, supervisor editorial da coleção e textos de Maurizio Colombo, que explora a temática de cada volume.

Por falar em Tiziano Sclavi, não posso encerrar esse texto sem citar I Racconti di Domani. O retorno de Tiziano à escrita de Dylan Dog. Aqui ele faz uma série de pequenos contos apresentados pelo Dylan, ao estilo Creepshow, onde ele apresenta os contos mas não participa. Nesta série somos transportados de uma maneira incrível pela escrita de um dos maiores roteiristas italianos.

No primeiro volume, Dylan encontra na loja Safará um misterioso livro. Hamlin, o misterioso gerente da loja descreve o livro como uma “coleção de contos que serão escritos amanhã”. E é justamente este o título do livro empoeirado: Contos do Amanhã! O Investigador do Pesadelo iniciará a leitura junto a nós, leitores e encontraremos uma coisa em comum entre as histórias: o horror!

Cada volume conta com 64 páginas coloridas, capa dura. O segundo volume tem arte de Nicola Mari e a terceira edição, que sai dia 26 de novembro, tem a arte de Giorgio Pontrelli.

Existem várias outras reimpressões e coleções de Dylan, mas no momento estas parecem se encaixar melhor em nossa necessidade como leitor.

Estas foram algumas especulações, mas concretamente já podemos esperar que Dylan Dog terá as edições inéditas até a número 100, finalmente publicadas. “São 37 histórias. E pra coisa andar mais rápido, talvez passe a ser mensal”, destacou o Editor da Mythos Dorival Vitor Lopes. Ele comentou também que Dylan Dog Nova série continua do mesmo jeito.

Mas isso abordaremos em outro post, enquanto isso, leiam Dylan Dog! Não irão se arrepender.

Conhecendo Adam Wild

Dica de trilha para escutar enquanto lê. Nada melhor do que a trilha de “As Minas do Rei Salomão”, clássico da Sessão da Tarde que conta uma grande aventura na África:

Séries Bonelli que talvez nunca vejamos no Brasil: ORFANI

Orfani é mais uma série Bonelli do gênero ficção científica. Criada por Emiliano Mammucari e Roberto Recchioni, atual editor de Dylan Dog e roteirista do Detetive do Pesadelo por anos, inclusive foi autor da premiada Mater Morbi. Orfani é publicado na Itália desde 2013 em cores.

A série fala de uma guerra entre uma raça de extraterrestres e uma equipe de crianças treinadas para combatê-los, conhecidos como “órfãos”, daí o título, Orfani. Esta é a primeira série da Bonelli totalmente colorida. Os autores comentam que se inspiraram em obras como The Lord of the Flies, de Willian Golding e Tropas Estelares, de Robert A. Heinlein. Além da já costumeira mistura de filmes e quadrinhos que vemos em várias séries Bonelli. Orfani por exemplo tem referências à Alien, The Big Red One (Agonia e Glória, no Brasil), Full Metal Jacket (Nascido para Matar, no Brasil) e Star Wars, além da famosa série de jogos, Halo.

Orfani tem tramas divididas em temporadas, como uma série de televisão. Na primeira temporada, a história é dividida em duas linhas de tempo diferentes que se alternam durante a narração. No passado são mostradas as fases de treinamento que os órfãos são submetidos, e no presente os personagens são enviados para a guerra entre humanos e os extraterrestres.

A trama

Um raio de energia devastador atinge a Terra, arrasando a maior parte da Europa e matando instantaneamente um sexto da população. A destruição é um ataque premeditado por alienígenas de um planeta distante. Após este evento, um cientista sérvio chamado Jsana Juric e um coronel do exército japonês chamado Takeshi Nakamura reuniram um grupo de órfãos que sobreviveram à catástrofe, para sujeitá-los a treinamento duro e torná-los soldados com o objetivo de invadir o planeta hostil e evitar que outra tragédia acontecesse.

No início da história do passado, os militares submetem as crianças a um teste, os levando separadamente a um território selvagem e logo eles percebem que foram abandonados no lugar e devem retornar à base de Dorsoduro. O grupo imediatamente se encontra sob a liderança de Hector, o mais velho, que começa a orientar os meninos. Jonas, outro sobrevivente, começa a fazer amizade com Hector que se torna uma figura de referência pra ele. Depois de alguns dias de caminhada, Juric e Nakamura decidem liberar na área onde as crianças estão, ursos famintos. Hector se sacrifica para salvar o grupo e Jonas se torna o responsável por todos.

Eles vão de encontro a um precipício e são seguidos por outro urso. Desesperados começam a atirar pedras e conseguem cegar o animal, que com raiva acaba derrubando todos da encosta. Horas mais tarde eles conseguem retornar à base e tem início ao treinamento.

No futuro, a força de invasão terrestre chega ao planeta alienígena. Os soldados devem tomar injeções diárias para neutralizar a radiação do planeta. Ao descer no planeta não encontram resistência, mas algo estranho… não tem vestígio de vida alienígena. Porém do nada começam a aparecer os inimigos, sem qualquer arma de fogo e começam a matar os soldados da Terra.

A batalha parece perdida e quando uma equipe de cinco soldados, cada um vestido de uma maneira diferente dos outros aparece, conseguem eliminar em um curto espaço de tempo a maioria das forças inimigas, fazendo os alienígenas sobreviventes bater em retirada. Os soldados, surpresos, perguntam qual o nome dos cinco heróis e depois destes tirarem os capacetes reconhecem Jonas e seus companheiros, os Órfãos!

Uou! É de tirar o fôlego essa série hein? Ela não segue o habitual Bonelli, é colorida, quadrinhos dinâmicos e uma trama espetacular.

Foram publicados até o momento 48 edições e Recchioni já confirmou que a sexta temporada, com o título Sam, será a última, encerrando a série com 54 edições.

E aí? É ou não é uma boa pedida?

 

 

Viva Bonelli!

Nathan Never em 2018

 

 

O editor de Nathan Never, Glauco Guardigli revelou o que está preparado para o herói Bonelli este ano, com muitas aventuras e ação. Em fevereiro, logo após uma aventura pós-apocalíptica realizada por Gualdoni e Rossi na edição de janeiro, chega a história “Fuga da Europa”. Dramática e com desenhos de Romeo Toffanetti e roteiro de Thomas Pistoia, este que anos atrás fez “A Longa Marcha”, uma das edições mais controversas do Agente Alfa.

Em março, Bebi Vigna apresenta uma história em duas partes confiada às “pinceladas” de Sergio Giardo intitulada, “Sobre os Asteróides” e “Missão para um amigo”. Uma importante história sobre os anos que Nathan ainda era um cadete e conheceu sua esposa Laura e seu amigo Randy Nash.

Este ano ainda está programada a história com título provisório “Projeto Caino”, de Pietro Vitrano, em sua primeira experiência com Nathan. Um misterioso assassino em série, age muito similar ao famoso Jack o Estripador. Temos ainda uma história perturbadora de Michele Medda e Elena Pianta sobre sequestro e abduções alienígenas e muito mais.

Enfim, uma série de histórias incríveis preparando o terreno para uma sensacional saga em 2019 criada por Medda e Vigna.

Não podemos esquecer no Brasil, onde Nathan Never volta a ser publicado pela Mythos Editora com estreia programada para maio.


Nathan, cidadão de uma megalópole destruída, localizada na costa oriental dos ex-EUA, é agente especial da prestigiosa Agência Alfa, uma das tantas agências privadas que se juntaram à polícia na luta contra o crime do futuro. As suas aventuras se desenvolvem a mais de 150 anos, num mundo cuja geografia foi alterada pelas terríveis catástrofes de 2024

É publicado pela Sergio Bonelli Editore desde 1991. A série foi criada por Michele Medda, Antonio Serra e Bepi Vigna.

 

Viva Bonelli!

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