Categoria: Personagens

Editora 85 lança Hellnoir

No próximo domingo (20), a Editora 85 irá lançar uma nova campanha no Catarse onde trará as obras Morgan Lost #3, Dampyr #7 e a estreia de Almanaque Mister No #1 e da minissérie integral Hellnoir.

A Confraria Bonelli fará uma live especial com a participação do editor da 85 Leonardo Campos e o tradutor Júlio Schneider, onde será comentado sobre todos os lançamentos e sobre a campanha que iniciará no domingo mesmo durante a Live.

Capa da edição brasileira de Hellnoir. Editora 85.

 

Conhecendo melhor Hellnoir

Hellnoir é uma cidade, em algum lugar entre o nosso mundo e outro. Uma metrópole sombria, imensa e tentacular. Todos os que tiveram uma morte violenta acabam em Hellnoir, uma segunda vida quase sempre mais dolorosa e cruel do que a primeira. Hellnoir é um lugar podre e corrupto, repleto de almas condenadas. É preciso seguir certas regras se quiser sobreviver, regras escritas com sangue, declamadas em meio a gritos e lamentações, gravadas em carne mutilada.

Acompanharemos o Detetive Melvin Soul, ele conhece todas estas regras. A morte não tem segredo para ele. E Hellnoir, apesar de ser um inferno, ele chama de “lar”.

Hellnoir é fruto da coleção Romanzi a fumetti Bonelli que publica as Graphic Novels da Bonelli como Tex: Frontera e Drama no Deserto, UT e Comissario Ricciardi. Ao todo foram publicadas até agora 40 edições. A Romanzi a Fumetti surgiu após o sucesso de minisséries da Bonelli como Brad Barron, Demian e Face Oculta. A editora desde então resolveu explorar novos formatos em relação aos tradicionalmente usados a fim de adquirir uma gama maior e diferenciada de leitores.

Com roteiro de Pasquale Ruju (Tex, Cassidy, Demian e Dylan Dog), arte de Giovanni Freghieri (Dylan Dog, Face Oculta, Martin Mystère) e capas de Davide Furnò (Escalpo – DC Comics), Hellnoir será a primeira Graphic Novel da Editora 85. Com 388 páginas, miolo offset, formato italiano e capa cartão supremo. Compila as quatro edições da minissérie: #1 – Uma cidade pela qual morrer; #Cherchez la Femme #3 O abismo olha para você; #4 Estirpe Maldita.

Hellnoir como o próprio nome já demonstra é uma trama noir de terror e Pasquale Ruju usa todos os elementos possíveis destes estilos nesta obra. O personagem principal, Melvin Soul nasceu referência a Philip Marlowe e Sam Spade, personagens criados pelo escritor e roteirista Raymond Chandler, gênio das tramas policias e noir. Estes personagens cunharam o estilo Detetive Particular com Capa de chuva e chapéu, se comprometendo sempre consigo mesmo, um herói que se considera um anti-herói irremediável. Prefere rastejar nas periferias e cuidar da sua própria vida, assim como Melvin Soul.

Philip Marlowe e Sam Spade, personagens criados pelo escritor e roteirista Raymond Chandler.

O mundo de Hellnoir acaba se misturando ao mundo real quando Ruju insere Cassie, filha de Melvin na trama. Ela está bem viva no mundo real e acaba recebendo a ajuda do pai, morto, diretamente do mundo infernal. Cassie é inspetora do Departamento de Polícia de Chicago. Órfã e excelente investigadora.


Ruju aplica um roteiro muito confortável, mesmo nas etapas das investigações de Melvin, que assumem um ritmo realista e menos apressado. Ruju sabe como trabalhar com o noir mas o desenho de Freghieri é o que nos coloca de vez neste estilo.

Algumas pessoas podem até dizer que se parece muito com Sin City, de Frank Miller, mas Freghieri já trabalhava muito bem o preto e o branco na década de 70 quando fez Sorrow, com roteiros de Graziano e Claudio Cicogna e que saia na revista Magnum.

Sin City, de Frank Miller (1991).

Na quarta história de Hellnoir, uma cena da personagem Blanche lembra muito a cena de dança de Nancy, em Sin City:

O artista trabalha a luz e sombra de forma expressionista e a iluminação tem sua própria lógica física. Freghieri consegue, usando apenas preto e branco, destacar graficamente o mundo dos vivos e o de Hellnoir. Quando Cassie atua nós vemos linhas finas, figuras contornadas e traços grossos. Enquanto que em Hellnoir existe uma “solarização” do preto e do branco onde nos damos conta imediatamente em qual cenário nos encontramos.


Saiba mais sobre a obra em nossa live, no próximo domingo (20) e não deixe de adquirir a primeira Graphic Novel da Editora 85 apoiando a campanha no Catarse.

Bem vindos ao Tom’s Bar

Pode-se dizer que Giancarlo Berardi e Ivo Milazzo criaram seu próprio universo. Claro, não tão grande e famoso como o de Walt Disney ou a dupla Stan Lee e Jack Kirby, mas sem sombra de dúvida com a mesma importância na história dos quadrinhos.

As histórias de Tommy Steele foram publicadas no Brasil pela Opera Graphica em 2002.

Neste universo criado pelos dois autores, a estrela mais brilhante, admirada e amada é Ken Parker. E em torno desta imensa estrela, vários planetas orbitam como o do menino guerreiro Tiki, o do detetive Marvin, o de Giuli Bai, o Homem das Filipinas, o planeta de Welcome to Springville e dos muitos contos que sempre pairam em torno da estrela-mãe.

E há também o Tom’s Bar, que aqui vou chamar carinhosamente de Bar do Tom.

As quatro histórias estreladas por Tommy Steele, o Tom, são as melhores que a dupla italiana conseguiu criar no período pós-Ken Parker. Quatro contos, que podem ser lidos em um tempo relativamente curto, mas que parecem durar uma eternidade.

Na Chicago dos anos 40, já vista em centenas de filmes de Hollywood, na qual Tommy Steele vive, um ex-gângster aposentado que gerenciam um Bar. Um lugar tranquilo onde você pode saborear bebidas e tomar café ouvindo um bom blues.

Para estragar a atmosfera amena de Tommy, há um tolo que se atreve a ficar pedindo dinheiro em troca de proteção, ou um amigo que lhe pede refúgio porque é procurado por uma gangue rival. No sossego de sua vida, como um homem vivido, Tommy sempre tenta complementar os poucos ganhos de seu Bar vendendo armas velhas para jovens em busca de problemas.

Embora ciente da sabedoria que sua vida agitada lhe deu, ele nunca se permite julgar ou dar conselhos: “… eu julgo as pessoas por sua face, não pelo que dizem.” Ele exclama com firmeza. E como todos os homens, ele também tem no coração as feridas deixadas por um amor impossível, Iris, a mulher de seu antigo patrão que sempre amou e que a encontra todos os anos no Natal, culpada de viver apenas a ilusão juvenil e ciente da triste realidade que a vida reservou para ele.

Berardi e Milazzo conseguem nos transmitir a nostalgia de outros tempos, o sentimento de culpa, amizade, traição e amor, construindo um personagem que infelizmente teve uma vida editorial muito curta e que teria merecido ser aprofundado como seu irmão mais velho, Ken Parker. Porque, acredite ou não, Tommy Steele não tem nada a invejar ao anti-herói loiro, na verdade, com apenas quatro contos, a dupla revolucionária conseguiu realizar um verdadeiro prodígio artístico, uma obra-prima que assume um caráter épico de grandes obras.

 

Berardi e Milazzo.

As palavras de Berardi soam com a mesma poesia e aspereza usadas por autores como Chandler (autor de Sono Eterno, 1943) e Hammet (criador do Falcão Maltês). Os desenhos de Milazzo são os mais bonitos que você poderia desejar de um artista. Sua Chicago, envolta em trevas  e imersa na neve, é uma obra-prima do impressionismo artístico onde poucos conseguem se igualar nos quadrinhos.

Tudo é perfeito no Bar do Tom.

É uma obra –prima.

CURIOSIDADE

A música que é o pano de fundo da primeira história, “Quase sempre” é a mítica “Stardust” do grande Hoagy Carmichel.

Você pode escutá-la aqui:

Para a cenografia do bar de Tom, Ivo Milazzo foi amplamente inspirado no bar frequentado por Ray Milland na obra-prima de Billy Wilder, The Lost Weekend (1945), chamado no Brasil de Farrapo Humano. Você pode assisti-lo AQUI.

Farrapo Humano (1945)

Atmosfera do bar totalmente inspirada neste filme.

As histórias de Tommy Steele foram publicadas no Brasil pela Opera Graphica em 2002. A edição continha 52 páginas no tamanho de 21x28cm. Nesta mesma coleção foram publicadas outras obras de Berardi e Millazo como Marvin – O Caso de Marion Colman, Contraste e Noturno.

Uma edição recomendada é a publicada na coleção Ken Parker Collection n.43, da Panini Comics Itália, que contém Tiki, já publicada no Brasil pela Quadro a Quadro em 2013, Tom’s Bar e Fantasticheria, ainda inédita no Brasil.

Abaixo um trecho animado da história “Lady be good”:

Napoleone – Uma estranha aventura da Bonelli

1ª edição de Napoleone

Quando lançado em 1997, Napoleone não recebeu toda a publicidade que os quadrinhos da Bonelli geralmente recebiam em seus lançamentos. Foi algo destinado a um nicho de leitores, que acabou se revelando menor do que se esperava, findando assim, em 2006, uma publicação que não merecia ter sido encerrada.

Carlo Ambrosini criou todas as características do personagem, incluindo sua aparência que lembra muito, no início pelo menos, de Marlon Brando em O último Tango em Paris. Napoleone se revela um thriller/noir introspectivo e psicológico, cheio de conteúdos e referências culturais, para apaixonar o leitor ou abandoná-lo após algumas páginas. Em consenso, era algo que não parecia pertencer à Bonelli.

Marlon Brando em O Último Tango em Paris serviu de referência visual à Napoleone.

Um dos fatores mais estranhos de Napoleone é ele se passar na Suíça, precisamente em Genebra. Ambrosini comenta que, “originalmente, o cenário deveria ser Milão, minha cidade. Eu tinha localizado o Hotel Astrid, uma pensão da qual Napoleone é proprietário, na Via Paolo Sarpi: a Chinatown milanesa. Lamento por não ter feito em Milão, porque, sem dúvida, eu poderia ter feito muito mais coisas com facilidade. Porém, a preocupação de que houvesse um realismo topográfico pudesse comprometer negativamente o protagonista. O exilamos na Suíça, em Genebra, cidade da qual pouco conheço e que creio que o nosso público também pouco sabe. A cidade suíça, no entanto é só um pretexto, pois certamente os elementos narrativos de Napoleone o leva a explorar os mais variados lugares”.

O Personagem

Napoleone Di Carlo, nasceu em Addis Ababa, na Etiópia, após a Segunda Guerra Mundial. Filho de pai italiano e mãe francesa, que “deu-lhe uma educação ocidental (fazendo-o estudar em uma escola italiana). Mas o jovem Napoleone, ao mesmo tempo, assimilou a cultura mais arcaica, impregnada de animismo e espiritualidade primitiva, do país africano em que cresceu e pelo qual se sente fortemente atraído.

Para entender melhor, o animismo abrange a crença de que não há separação entre o mundo espiritual e o mundo físico e de que existem almas ou espíritos, não só em seres humanos, mas também em animais, plantas, rochas, montanhas ou rios, etc.

Napoleone é um solitário, dedicado à leitura e entomologia (que estuda os insetos), em particular aos besouros. É o oposto do homem clássico de ação. Prefere a reflexão, introspecção, análise, atende a dúvida antes de qualquer certeza. É uma pessoa muito racional, e é por ser racional que é extremamente lúcido, dando motivos para que dois coadjuvantes da série recorram com frequência a ele, o Inspetor Dumas e o Inspetor Adjunto Boulet, que envolvem Napoleone em casos complicados da polícia suíça.

Napoleone tornou-se policial, mas seu entusiasmo pela profissão se exauriu com o fracasso na captura de um criminoso que, disfarçado de empresário credenciado na embaixada italiana, praticava o comércio de escravos. Agora, ex-policial, no início da série, Napoleone tem 35 anos, e o vemos decidido a dirigir, principalmente no período noturno, seu albergue, o Astrid Hotel, ajudado pela Sra. Simenon.

A relação entre investigação policial e o mundo onírico

A série Napoleone tinha a intenção de ser algo do gênero giallo (policial) e noir, ao estilo do diretor Alfred Hitchcock (Psicose) e do escritor Raymond Chandler (O Longo Adeus). No entanto, isso é só um pano de fundo para as investigações especiais de Napoleone. Na verdade, ele experimenta uma profunda anomalia: elementos psíquicos produzidos por sua imaginação, e visíveis apenas para ele, interagem sem sua percepção da realidade cotidiana, dialogando com ele na forma de três bizarras estatuetas, chamadas Lucrezia, Caliendo e Scintillone.

Lucrezia é uma ninfa que afirma e representa a sensibilidade feminina. Uma espécie de Sininho, do Peter Pan, com direito a relação ciumenta que ela tem com o protagonista; Caliendo é um mordomo pedante e normativo; Scintillone é um pequeno tolo, intolerante com regras e disciplina. Tem uma forma estranha de um peixe ou anfíbio.

Estes três elementos são para Napoleone a confirmação da existência de um mundo diferente do físico, que acabam interferindo no mundo físico, às vezes subvertendo radicalmente o julgamento das situações. Na sucessão dos acontecimentos do dia-a-dia, assim como nos acontecimentos da história, o acaso desempenha um papel determinante.

Durante suas aventuras, Napoleone está em contínua interconexão com o mundo real e um lugar situado fora do tempo e do espaço, onde vivem todas as “figuras” produzidas pela imaginação humana ao longo dos séculos, do Minotauro a Pinóquio… Lá, sonhos, pesadelos, fantasias, delírios e assim por diante coexistem lado a lado, esperando que seus legítimos produtores humanos os solicitem.

No lugar fora do espaço e do tempo, Napoleone é acompanhado por um cavalo falante, filósofo e estudioso que ostenta um sotaque bolonhês improvável. Onde fica este lugar? A legenda que acompanha a mudança de cenário sempre diz “acima dos lagos, dos vales, das montanhas, dos bosques, das nuvens, dos mares, além do sol, do éter e dos limites das esferas estreladas”, como se fosse um endereço, uma espécie de “segunda estrela à direita e depois direto até a manhã”, como em Peter Pan.

Apesar disso, as aventuras que Ambrosini nos contou ao longo de quase nove anos puderam abranger os mais variados registros narrativos: desde investigações tradicionais a casos intrincados mas com inimigos convencionais (máfia russa, traficantes de arte, drogas ou o misterioso arqui-inimigo Cardeal) para lutas com entidades fantásticas e aparentemente irreais como as Harpias, as Sereias, Belerofonte, o Deus Pã, o conde Drácula, o ator James Cagney, xamãs africanos. Tudo isso muitas vezes com a presença leve e simpática da coadjuvante, a adolescente Allegra, órfã que está sob a tutela de Napoleone.

Com o número 54 e com a morte do odiado Cardeal, terminaram as aventuras de Napoleone. Uma série que deixou saudades na Itália, uma das melhores produções já realizadas pela Bonelli em se tratando de qualidade, originalidade e análise aprofundada.

O time de Ambrosini

A escrita de Ambrosini é dotada de uma imaginação e criatividade assustadora e por sorte, foi acompanhado por desenhistas incríveis, mas muito diferentes uns dos outros. Carlo Ambrosini cresceu artisticamente em um período em que a experimentação era imprescindível. Suas primeiras experiências como autor completo viram luz no que pode ser definido como o crepúsculo dos quadrinhos de autor, em que a referência eram autores do calibre de Guido Buzzelli, Sergio Toppi, Guido Crepax e Dino Battaglia.

Ambrosini desenhou sete edições de Ken Parker, em 1987 estreou em Dylan Dog, em 1997 criou Napoleone e em 2008 realizou a minissérie Jan Dix. Ambrosini desenhou o Tex Gigante 19 – O Preço da Vingança e hoje, está no time de desenhistas de Dylan Dog.

Ambrosini desenhou todas as capas e escreveu a maioria das histórias de Napoleone. Outros roteiristas são Diego Cajelli, Paolo Bacilieri e Alberto Ostini. Entre os desenhistas, além do próprio Ambrosini, está Baclilieri, Marco Nizzoli, Giulio Camagni, Gabriele Ornigotti e Pasquale Del Vecchio

Destaque especial a Paolo Bacilieri cuja obra autoral, Fun, foi recentemente publicada no Brasil pela Editora Veneta.

A ideia original era que a série terminasse em 8 números. Porém, devido a dedicação que o grupo de artistas deram, apoiando Ambrosini na criação das primeiras edições convenceu a Segio Bonelli Editore a prolongar sua vida editorial. Mas, as vendas não foram encorajadoras. A série terminou em julho de 2006 no número 54, em uma edição onde Napoleone enfrenta seu arqui-inimigo, o Cardeal, para decidirem o destino da humanidade.

Em 2014 Napoleone dá as caras em um crossover com Dylan Dog na edição Color Fest n.12. A história intitulada Buggy é escrita por Ambrosini com desenhos de Paolo Bacilieri e cores de Erika Bendazzoli.

Em 2016, na Lucca Comics & Games, Ambrosini fez uma prévia do volume “Napoleone: Além das fronteiras das esferas estreladas”, com a proposta de trazer três das melhores histórias escritas e desenhadas por ele mesmo, na série regular. O volume foi publicado em 30 de novembro de 2016. Em outubro do mesmo ano, foram anunciadas três histórias inéditas, escritas por Ambrosini com a colaboração de Bacilieri e Giulio Camagni que foram publicadas em três números de Le Storie, a partir de junho de 2019. Números 81, 82 e 83. Uma delas inclusive, se passa em São Paulo.

Le Storie #81, é a primeira parte de uma trilogia que marca o retorno de Napoleone. O personagem parece fisicamente envelhecido, pois o tempo passou para ele e para os leitores. O agente Boulet amadureceu e Allegra é uma jovem prestes a se abrir para a vida.

Estamos aqui em um momento delicado da vida de Allegra e Napoleone, que está com ciúmes e com preocupações normais de um pai, dividido entre o desejo de proteção e a necessidade de libertar a menina para voar com as próprias asas.

Em Le Storie #82, Napoleão 2 – Sra. Robinson, com roteiro de Ambrosini e arte de Paolo Bacilieri. Numa clínica para idosos, destruída por um incêndio, o mal reaparece numa das suas formas mais assustadoras. A relação de Napoleone com Allegra se complica, a garota, nos braços de um artista viciado em morfina, parece se perder perigosamente, sendo relegada ao papel de testemunha indefesa.

Le Storie #83, Napoleone 3 – O inferno no Céu, roteiro de Ambrosini e desenhos de Giulio Camagni. Em São Paulo, na miséria de uma favela, jovens caem como moscas, ceifados por uma nova e poderosa droga alucinógena. Tudo parece pior pela sombra do mais temível inimigo de Napoleone, o retorno do Cardeal. Napoleone cruza o Atlântico em sua caça.

Capa da última edição de Napoleone. n. 54

Obra com somente roteiros e artes de Paolo Bacilieri, autor de Fun. Foi publicado pela Rizzoli & Lizzard.

Conheça Brad Barron: A primeira minissérie da Bonelli, agora também no Brasil

Originalmente publicada na Itália, de maio de 2005 a outubro de 2006,  essa série de ficção científica, ou fantascienza como dizem os italianos,  foi concebida por Tito Faraci, autor de todos os roteiros, sendo seu idealizador gráfico Fabio Celoni, também autor de todas as capas. Composta por 18 edições, foi a primeira minissérie da Sergio Bonelli Editore. Após o final da série inicial, a partir de agosto de 2008, o personagem retornou às bancas em seis volumes especiais, que foram publicados até novembro de 2012. Entre março de 2018 e fevereiro de 2017, a série regular foi republicada da em 3 grandes volumes (omnibus).  Em dezembro de 2018 foi publicado um crossover envolvendo Zagor e Brad Barron, na série semestral “Color Zagor” número 8, com o título “A ameaça dos Morb”.

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