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Editora 85 lança campanha de Morgan Lost 7

A Editora 85 está com campanha no Catarse para o lançamento do 7º volume de Morgan Lost. A campanha também conta com o lançamento de Dampyr #11 e Diabolik Clássico #2 e pode ser apoiada até dia 7 de julho.

Morgan Lost é publicado desde 2020 pela Editora 85 e compila duas edições originais por volume, chegando agora no 14º volume italiano. A série principal iniciou em 2015 e teve 24 edições já concluídas. Em 2017 a Bonelli começou a lançar novas séries do personagem começando por Morgan Lost – Dark Novels que teve nove edições, depois Black Novels com seis, Night Novels com oito, Scream Novels também com seis, Fear Novels com oito e finalmente em publicação atual na Itália Nuove Origini que já está na quinta edição.

Morgan é um caçador de Serial Killers de New Heliópolis, uma versão alternativa de Nova York dos anos 1950, onde a Segunda Guerra Mundial nunca aconteceu. A cidade é cheia de assassinos em série e caçá-los se tornou uma das principais profissões dessa sociedade, até mesmo a de Morgan.

Lost tem uma tatuagem nos olhos, feita pelos mesmos bandidos que sequestraram e torturaram ele e sua namorada, que é morta por eles. Morgan vive atormentado por traumas passados e sofre de insônia. Ele também tem um problema de visão que o faz enxergar em escalas de cinza e vermelho. Esta sua característica está nas páginas da HQ que é impressa com os mesmos tons de cores.

A cada edição Morgan enfrenta perigosos Serial Killers, cada vez mais bizarros em aventuras com muita ação e brutalidade, fruto da mente de seu criador Claudio Chiaverotti, autor que já trabalhou em Dylan Dog e em 1998 criou Brendon, outra série Bonelli que conta a história de um mercenário em uma terra pós-apocalíptica.

No 7º volume de Morgan Lost a Editora 85 dá sequência à publicação com mais duas histórias autocontidas, escritas por Claudio Chiaverotti e magistralmente ilustradas por Luca Raimondo e Max Bertolini. As traduções são de Júlio Schneider e as capas são de Fabrizio de Tommaso.

 

Na primeira história da edição, publicada em Morgan Lost #13, O segredo de Juliet, conhecemos Miss Porter, uma dona de uma casa que realiza casamentos, a Weddings House. Ela contrata dois gêmeos misteriosos para perseguir e sequestrar uma garota, Juliet, que havia escapado deste lugar. Durante a fuga, Juliet se refugia no cinema Fitz, local frequentado regularmente por Morgan Lost, amigo do proprietário. É quando Morgan conhece a garota e decide ajudá-la.

Em Morgan Lost #14, Uma vida perfeita, durante a captura de um serial killer apelidado de Assassino do Papai Noel, Morgan vê a policial Jill ser ferida, uma policial com quem ele teve um caso no passado. A mulher é tratada pelo Dr. Damon Matthews, aparentemente um médico conceituado, mas que esconde um segredo horrível.

Morgan Lost #7 tem 196 páginas com miolo offset, capa cartão e orelhas. Para apoiar acesse: https://www.catarse.me/85008

Editora 85 lança campanha de Dampyr 11

A Editora 85 abriu uma nova campanha no Catarse para o lançamento do 11º volume de Dampyr. A campanha também conta com o lançamento de Morgan Lost #7 e Diabolik Clássico #2 e pode ser apoiada até dia 7 de julho.
Dampyr foi o primeiro personagem publicado pela Editora 85 em 2018, quando lançou no Catarse Dampyr vol.4. No final do mesmo ano lançou Dampyr vol.1 e seis anos depois a editora não parou mais, lançando novos títulos e continuando as séries já iniciadas.

Dampyr é uma série que mistura horror, suspense e aventura policial. A trama explora o mundo dos Mestres da Noite, superpredadores que se alimentam de seres humanos. Porém, o nascimento de Harlan Draka, filho de uma humana com uma dessas criaturas, gera o único inimigo natural de tais ameaças: um Dampyr.


Draka cresce para tornar-se o caçador dos Mestres da Noite. Como aliados ele conta com Kurjak, um soldado sem pátria que desistiu das guerras injustas para lutar pela salvação da humanidade e Tesla, a única vampira a aliar-se aos humanos contra a sua raça. Um grande diferencial deste título Bonelli é que as aventuras correm o mundo, em aventuras que exploram a cultura de variados lugares.
Dampyr #11 traz as edições inéditas #41, #42, #43 e #44 em 388 páginas. A edição tem formato italiano (15,5x21cm) com papel offset 75 g/cm². Para apoiar acesse: https://www.catarse.me/85008

 


Dampyr #41 (Casa de bonecas)
Roteiro: Mauro Boselli
Desenho: Nicola Genzianella

Arnstadt, uma pacata cidadezinha alemã à qual retornam dois velhos conhecidos, o professor Hans Milius e sua bela aluna, Sophie Mutter. Num sótão é encontrada uma estranha casa de bonecas, misteriosamente ligada ao desaparecimento de uma menina no início do século XX. Um século depois, Sophie é quem desaparece! Como únicos indícios ao Dampyr, uma música misteriosa ouvida em sonho e o estranho brinquedo cujos bonecos ocupantes parecem ter uma inexplicável vida silenciosa.

Dampyr 42 (O homem de Belfast)
Roteiro: Alberto Ostini
Desenho: Giovanni Bruzzo

Grande e linda terra, a Irlanda. Linda e desesperada! Até se diz que a sua cor mais típica, além dos mil tons de verde que tingem as charnecas, é o vermelho do sangue que corre em razão de uma tão absurda quanto feroz guerra civil que opõe os protestantes aos católicos. É nesse cenário de horrores que volta a agir um cruel orangista, ativo nos campos de batalha de quatro séculos atrás, para inviabilizar as negociações de paz entre as facções opostas. E Dampyr e Kurjak devem tentar deter a sua marcha de morte e devastação!

Dampyr 43 (A lenda de Amber)
Roteiro: Mauro Boselli
Desenho: Mauro Laurenti

Das mais sombrias profundezas do País de Gales emergiu um horror ancestral: os Tylwyth Teg escaparam do mundo subterrâneo de Annwn, onde estavam presos há milhares de anos. Eles são o povo pequeno das lendas, e, junto com uma terrível criatura do lago, atormentam a vila mineira de Llandegant, na região de Snowdonia, onde Harlan e Tesla chegam em busca da escritora Dolly MacLaine, que não se sabe onde está. Às voltas com os monstruosos e sanguinários demônios, o dampyr e a sua companheira de aventuras descobrirão que o povo pequeno não é alegre como relatam os contos de fadas. Felizmente eles arrumam uma aliada realmente especial: Amber Tremayne, a bela mestra da noite que, por uma antiga dívida, contraída na época da presença romana na antiga Britânia, zela pelos habitantes da vila.

 

Dampyr 44 (O lacre negro)
Roteiro: Mauro Boselli
Desenho: Mauro Laurenti

A torre de Dinas Emrys é tudo o que resta do antigo castelo do rei Vortigern. E também é a passagem que leva ao mundo subterrâneo de Annwn, de onde retornaram à terra os horríveis membros da Bela Família, os Tylwyth Teg, demônios a serviço de Black Annis. O que possibilitou o retorno de seus ataques foi o fato do arqueólogo Matthew Shady quebrar o lacre mágico que os aprisionava. Para sorte do estudioso imprudente, sobre ele se estende a sombra protetora de Amber Tremayne, além da de um combatente nato como Kurjak. A partida que se joga na vila de Llandegant entre as hordas infernais da Annis Negra e a equipe formada por Harlan, Tesla e Amber terá o seu epílogo justamente no poço que está sob Dinas Emrys, onde se diz que, para selar um pacto com as forças das trevas, numa época remota o cruel Vortigern quis jogar um jovem guerreiro de nome Emrys, filho do líder romano britânico Macsen Wledig e de uma mulher de natureza demoníaca, chamado pelos romanos de Aurélio Ambrósio, meio-irmão de Artos, aquele que anos depois seria conhecido pelo nome de Artur.

Capas de Diabolik Clássico 2 e Morgan Lost 7, que também estão em Campanha no Catarse.

Faroestes “brasileiros” com DNA Bonelli serão publicados pela Pipoca & Nanquim

Agora é oficial: Trilogia Gatilho em cores e volume único, de Carlos Estefan e Pedro Mauro, e outro quadrinho inédito de faroeste (The Solicitor), de Gianfranco Manfredi e Pedro Mauro, serão publicados pela Pipoca & Nanquim (PN).

Das Terras Frias a mais nova casa da Bonelli no Brasil: Editora Saicã

E vem da Terras Frias a mais nova editora a publicar quadrinhos italianos (Fumetti) da nossa querida Sergio Bonelli Editore. Com sede em Rosário do Sul, RS, idealizada e criada por um grande colecionador e fã de quadrinhos Bonelli. A Editora Saicã, recém criada, fará suas primeiras publicações em 2021 por meio de financiamento coletivo, também conhecido como crowdfunding. A plataforma escolhida é o Catarse, a exemplo das várias editoras que surgiram nos últimos três anos e que publicam Bonelli.

Gea fala de diversidade e representatividade

Discriminação, conflitos étnicos, deficiências, sexualidade e homossexualidade. Estes temas, mas de forma mais direta e realista são encontrados em Gea. Obra de Luca Enoch criador de Lilith e Dragonero, que atualmente está em Catarse pela editora Red Dragon.

A série foi publicada originalmente na Itália, pela Sergio Bonelli Editore, entre junho de 1999 e novembro de 2007, somando 18 edições. No Brasil, a série será publicada em 6 volumes. Cada edição trará 3 edições italianas em 396 páginas.

Enoch e sua revolução nos quadrinhos italianos

Sergio Bonelli uma vez chegou a comentar que o fumetti “Sprayliz” era um dos quadrinhos que ele mais apreciava na época. Sprayliz foi criado por Luca Enoch e publicado pela Star Comics, e Bonelli falou isso quando Enoch apresentou Gea pela primeira vez à ele (final da década de 1990). Bonelli foi muito reticente à época para publicar Gea, pois sabia que a obra representava um impacto profundo no modelo editorial da Bonelli, porém, como o sempre incrível editor que era, sabia que se fazia necessária sua publicação.

Em Sprayliz”, Enoch conta a história de uma adolescente que adora grafites urbanos e tratou de temas como homossexualidade à pornografia, racismo à drogas. Temas que não eram originais, mas pela primeira vez foram abordados em uma história em quadrinhos popular e serial. Após onze edições, apesar do sucesso de Sprayliz, Enoch deixou a Star Comics e passou a trabalhar para a Sergio Bonelli Editore. Ele primeiro desenhou Legs Weaver, e depois apresentou sua personagem: Gea.

Em meio à obras já consolidadas da editora Bonelli, Enoch conseguiu o feito de convencer Sergio Bonelli a publicar Gea. Superou a relutância natural do editor italiano em publicar quadrinhos com referências óbvias à realidade social e política atual. Por dezoito números, Enoch apresenta em Gea questões complexas além da luta do bem e do mal.

 

Gea e seu lugar no mundo

Gea é uma garota muito estranha de quatorze anos. Mora sozinha, em um prédio abandonado de uma antiga área industrial, na companhia de seu gato preto Cagliostro, ela não tem pais e é cuidada à distância por um esquivo “tio” que ela nunca viu. Gea é da casta dos Protetores, um ser com poderes particulares com a tarefa de impedir que outros seres, conhecidos como Invasores, entrem em nosso plano de existência.

Na verdade, nossa Terra faz parte do Multiverso e é um “Ponto Primário de Convergência da Dinâmica Dimensional”. Isso significa que em certos momentos, quando os planos dimensionais se cruzam, as Presenças e Energias que habitam os outros planos de existência entram em nossa dimensão. Os Protetores são colocados lá para destruí-los ou mandá-los para casa antes que causem qualquer dano.

Mas Gea também é uma garota muito normal com os problemas e paixões de sua idade. Ela toca em uma banda de rock amador com outros jovens da mesma idade. Nesse grupo ela conhece Leonardo que ficou paraplégico após um acidente de carro. Leonardo (Leo), alguns anos mais velho que Gea, tem um espírito indomável, enfrenta com orgulho e teimosia os problemas decorrentes de sua deficiência. Na banda de Gea, Leo toca bateria, instrumento que foi adaptado para ele poder tocar.

Leo além de fazer parte do elenco cômico da série é mais que um coadjuvante. Leo é uma figura real na representação de sua deficiência, e a aceita com força de vontade, lutando para que a sociedade derrube as barreiras que o impedem de levar uma vida normal.

Mas o espírito de auto aceitação de Leo não é (e realisticamente não pode ser) total. Na sexta edição é representado um dos temas mais dramáticos para uma pessoa com deficiência devido a lesão na medula óssea, o da sexualidade. Nas páginas que tratam do assunto emerge a necessidade premente de Leo por contato físico e a impossibilidade de racionalizar o problema. A atitude de Gea em relação ao amigo é intrinsecamente saudável. Ela nunca assume atitudes compassivas e não hesita em maltratá-lo quando ele se permite liberdades excessivas. Em outras palavras, ela o trata como uma pessoa normal e não como uma pessoa com deficiência!

Diversidade e representação em várias frentes

Mesmo sendo um quarinho de ação, fica nítido que Gea se trata de uma história sobre diversidade e representatividade.

A importância da representatividade pode ser exemplificada da seguinte maneira: uma criança paraplégica está condicionada a usar cadeira de rodas ao longo de toda a vida. Ela cresce vendo heróis com os quais seus colegas se identificam, mas que não fazem com que ela se sentisse representada. Então surge um herói dos quadrinhos cadeirante, e o fato de usar cadeira de rodas não o impede de combater o crime. A partir disso, a criança passa a se identificar com alguém, que – ainda que fictício, entende tudo o que ela vive sendo uma cadeirante. Entende enfim todo o preconceito e as dificuldades, e passa o ensinamento de que a cadeira de rodas não deve ser um empecilho para fazer o que se tem vontade, tornando-se um exemplo a ser seguido.

Esta “magia” da representatividade pode ser expandida para a questão de sexualidade e identidade de gênero, cultura e nacionalidade além de doenças e deficiências.

Em Gea vemos essa questão com Leo e também Siegfried, outro coadjuvante que se diferencia na trama. Jogador de hóquei no gelo, Sig como é chamado é voluntário em um serviço de transporte para deficientes físicos, “doador de voz” para cegos em uma livraria, gay declarado e comprometido com a defesa dos direitos dos homossexuais.

Como Protetora, Gea tem o trabalho de destruir as entidades que invadem a realidade. Mesmo existindo entidades terríveis e cruéis, na maioria das vezes são criaturas assustadas escapando de mundos em crise. Como migrantes de países do terceiro mundo. Gea ao invés de tomar a iniciativa de destruí-las como manda seu dever, na maioria das vezes, simplesmente os convence a ir a um limbo celestial, esperando que as convergências dimensionais os tragam de volta ao seu próprio mundo.

Com essa atitude, Gea renova a atitude tradicional das protetoras femininas, que ao longo do século optaram por uma solução não sangrenta para invasores extradimensionais. Por isso, as protetoras que tomavam a iniciativa de falar com estas entidades, (que nada mais era do que orcs, duendes, etc..), foram definidas como “bruxas” e condenadas à fogueira. Já suas contrapartes masculinas foram definidas como heróis ou santos, quando, com espada na mão, lutavam e matavam estas “criaturas malignas”.

Personagens com voz e atitude

Enoch, além de trazer representatividade feminina ao apresentar em quase todas as suas obras protagonistas femininas. Coloca nas páginas de Gea questões como o orgulho gay, propriedades terapêuticas de algumas drogas, imigração ilegal, deficiências e muito mais. Deixa que seus personagens defendam suas teses, por vezes opostas em diálogos verborrágicos muito interessantes.

Em Gea, temos a confirmação de que a presença do diferente, seja fisicamente diferente, ou por raça ou por opção sexual, durante a história da humanidade cegou a razão e desencadeou sentimentos primordiais dos homens das cavernas, que temiam que outros homens mais poderosos tirassem suas vidas. Daí o horror na representação do diferente.

Mas o verdadeiro horror está na tentativa de racionalizar esse sentimento irracional em si mesmo. Lembrando que quando o medo do outro se tornou ideologia, quando a irracionalidade se tornou conduta política, foi quando nasceu o nazismo.

Não deixe de apoiar mais esse fumetti Bonelli. Acesse: Catarse/Gea1

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