Quarentena da criatividade: O deserto também produz flores

TEXTO: Aline Ferreira Antunes

Aline Ferreira Antunes

Convidada pela Confraria Bonelli à escrever para o seu site, optei, em tempos de quarentena, por relatar minhas pesquisas com as revistas Tex, do início.

Sou formada em História pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e, portanto, minha leitura e minha escrita é acadêmica. Meu primeiro contato com Tex data da infância e juventude quando lia as revistas somente para divertimento. Foi com o ingresso na universidade que passei a olhar com outros interesses para as aventuras do ranger mais famoso e mais duradouro dos quadrinhos dedicados à temática western.

Review: Ken Parker – “Até Onde vai o Amanhecer”

TEXTO: Márcio Grings (Memorabilia)

IVO MILAZZO - Ken Parker - originele art. - W.B. | Ken parker ...

Após um longo tempo fora, sempre é revigorante voltar para casa. 1908, depois de duas décadas confinado numa prisão, atravessando a passagem do novo século atrás das grades, seria esse o sentimento de Ken Parker ao cavalgar cabisbaixo e pensativo sob o céu de Montana? Assim como nos diz Steve Judd (Joel McCrea) em “Pistoleiro do Entardecer” (1962) —  “Tudo que quero é uma boa razão para voltar para casa”. Mas por qual razão? Certamente, ele ainda lembra do Montana da sua juventude, mas provavelmente não sabe se alguém ainda o espera. Afinal, por onde andaria Teddy, seu filho? Casa! — Que casa? Imagine um homem acostumado a descansar o corpo usando as amplas planícies como estrado e as estrelas como teto? Vinte anos antes, assim vivia Ken. Por outro lado, do mesmo modo que Rooster (John Wayne/Jeff Bridges) em “Bravura Indômita” (1969) ou Will Munny (Clint Eastwood) em “Os  imperdoáveis” (1992), Ken Parker surge sexagenário e aparentemente exausto nas páginas iniciais de “Até onde vai o amanhecer” (CLUQ/2019), derradeira publicação do anti-herói western após 40 anos de circulação pelas bancas e livrarias do país. Compre pelo e-mail cluq@terra.com.br.

Diabolik: E tem mais Quadrinhos Italianos Grátis (off topic)

Sim !!! – Resolvemos abrir uma exceção para esse que, apesar de não ser Bonelli, é um dos mais tradicionais e queridos Quadrinhos Italianos (Fumetti) – Diabolik. Assim como a Sergio Bonelli Editore teve a feliz iniciativa de oferecer quadrinhos gratuitamente (link), a Astorina Srl, editora do personagem na Itália, está disponibilizando para download exemplares de Diabolik, esperando que eles possam fazer um pouco de companhia aos leitores obrigados a ficarem em casa nesses dias sombrios.

Revelações: Os segredos de Julia Kendall

TEXTO: Marcos Guerra Tântalo

“Viva! Julia está viajando ao Brasil. E vai chegar antes de mim.” Com essas palavras, Giancarlo Berardi iniciou minha leitura de sua nova série, com o texto “Umas palavras aos Brasileiros”, abrindo a icônica história “Os olhos do abismo”, desenhada por Luca Vannini, capa de Marco Soldi. Era a Júlia número 1, lançada pela Editora Mythos, em novembro de 2004. Hoje, ela pode ser adquirida, sob demanda, no formato italiano, pela mesma editora, bem diferente dos formatinhos com quase 200 histórias que estão ali, em minha estante, olhando para mim enquanto digito isso. Sem dúvida, ela também está lá, com as marcas amarelas que registraram meu espanto.

A Trilha sonora da vida de Julia Kendall

TEXTO: Márcio Grings (Memorabilia)

Um breve resumo – Julia Kendall é uma psicóloga/criminóloga residente em Garden City que auxilia a policia de Nova York na resolução de crimes. Baseada fisicamente na atriz Audrey Hepburn, e criada pelo quadrinista italiano Giancarlo Berardi — ao lado de Ivo Milazzo, um dos pais do antiherói western Ken Parker – saiba mais AQUI, a personagem é publicada no Brasil desde novembro de 2004. J. Kendall: Aventuras de uma criminóloga (Editora Mythos) levou em setembro de 2010 o Oscar dos quadrinhos brasileiros, o Troféu HQ Mix, premiado na categoria “Publicação de Aventura/Terror/Ficção”.

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