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O que teremos de Dampyr em 2020

Em 2020 Dampyr completa 20 anos e a Bonelli divulgou algumas aventuras que Harlan Draka, o Dampyr, enfrentará. Em abril de 2000, estreava “O filho do Vampiro”, escrito pelo criador da série Mauro Boselli com desenhos de Majo. Em abril deste ano, Dampyr comemora seu aniversário com a edição “O Cavaleiro de Roccabruna”. Edição com 110 páginas coloridas onde Harlan enfrentará os inimigos preferidos dos leitores, Lobisomens! Com desenhos de Majo.

 

A celebração não para por aí. Dampyr tem tudo para chegar ao cinema este ano e a Bonelli está preparando um retorno às origens do herói em “Retorno a Yorvolak”, cenário da primeira aventura de Dampyr. Depois da Romênia, Harlan vai para a Calábria, seguindo o conde de Altafoglia e depois para a Ucrânia para enfrentar uma doença alucinógena.

Conheceremos a Escola Negra e seu diretor dos infernos, conheceremos a lenda de Silverpilen, o trem fantasma do metrô de Estocolmo e testemunharemos o desafio final com Sho-Huan. Encontraremos H.P. Lovecraft e Robert E. Howard, os lendários escritores de “Weird Tales”, onde descobriremos que Nyarlathotep ainda é altamente perigoso. E por fim Kurjak realiza seu sonho de lutar ao lado dos Tigres de Mompracem!

Dampyr 5 em Breve no Brasil

Após lançar quatro volumes de Dampyr, a Editora 85 prevê o lançamento das edições 5 e 6 para este ano. A 5, que compilará as edições de 17 a 20, segundo o editor Leonardo Campos será lançada ainda este semestre. “Só estamos esperando o crivo da Bonelli para enfim poder preparar o lançamento de Dampyr 5, que muita gente aguarda. Para o primeiro semestre é de certeza que isso acontece”, e complementa, “dependendo das vendas, em 2021 pretendemos lançar mais de dois volumes”.

O volume 5 de Dampyr contará com as seguintes histórias:

Dampyr nº 17 – O Conde Magnus

Roteiro: Mauro Boselli; Arte: Marco Torricelli; Capa: Enea Riboldi

Noruega. Um antigo hotel em Alesund esconde uma maldição no quarto número 13. Um afresco do Juízo Final é descoberto em uma igreja antiga. Duas figuras sinistras perseguem uma jovem que trabalha como restauradora de arte. Um professor desaparecido… O que tudo isso tem a ver com o diabólico conde Magnus Oland, inimigo jurado da rainha Christina da Suécia e morto há séculos?

Dampyr nº 18 – A Tela Demoníaca

Roteiro: Maurizio Colombo; Arte: Luca Rossi; Capa: Enea Riboldi

Amsterdam. Mururaka é um diretor de cinema malfadado que faz filmes de terror. Harlan, Tesla e Kurjak encontram Bela Lugosi, Christopher Lee, Nosferatu e Gwymplaine, o Homem que Ri. Mas não param para pedir autógrafo a nenhum deles. Um tributo ao cinema de terror.

 

Dampyr nº 19 – A Luz Negra

Roteiro: Maurizio Colombo; Arte: Nicola Genzianella; Capa: Enea Riboldi

Marrakech, década de 1950. Quatro escritores se preparam para evocar o espírito de Kyazam, o Demônio Novelista, capaz de transformar sonhos em ouro e realidade em pesadelo. Os escritores queriam conceder vida às palavras, moldá-las em carne e sangue, mas não sabiam que estavam assinando sua própria sentença de morte. Graças à mágica feita pelo feiticeiro Mulawa, eles pensaram que haviam aprisionado o demônio para sempre, mas agora, Kyazam está os perseguindo. Caleb Lost os coloca sob a proteção de Harlan… será o suficiente?

Dampyr nº 20 – O Castelo nos Carpatos

Roteiro: Mauro Boselli; Arte: Giuliano Piccininno; Capa: Enea Riboldi

Romênia. Notórios por sua miséria, um orfanato romeno se destaca pelo horror. A habitação que o vampiro Vlatna tomou há séculos do pai de Harlan, Draka, senhor da Ordem do Dragão e senhor daquelas terras. Guiados por um guerreiro cego pertencente ao clã Draka, Dampyr e Tesla invadem o Castelo Vlatna, mas pelo que eles vão lutar? Pelo destino das vacas e vira-latas trancadas no orfanato, ou se tornarão um instrumento da vingança de Draka?


Adquira os volumes anteriores de Dampyr no site da Editora 85 AQUI.

Fonte: Sergio Bonelli Editore

Panini lançará Morte a Caravaggio!

A Panini Comics vem publicando as graphic novels da Sergio Bonelli Editore. Já publicou Deadwood Dick, Mister No Revolução e anunciou Kentucky River. Com ISBN já publicado (à direita), ela também irá publicar Morte a Caravaggio!, obra de Giuseppe De Nardo no roteiro e arte de Giampiero Casertano. Publicada originalmente em Speciale Le Storie nº 1 – Uccidete Caravaggio!, em 2014, a edição terá 148 páginas em formato de luxo, totalmente colorida por Arianna Florean e capa de Aldo Di Gennaro.

Michelangelo Merisi da Caravaggio, um gênio da pintura que revolucionou a arte ocidental, mas também um espírito inquieto, impulsivo e talvez… um assassino! Muitos o admiram, outros o temem ou odeiam a ponto de querer vê-lo morto. Por essa razão, dois mercenários habilidosos estão em seu encalço. Em uma história que mistura realidade e ficção, uma aventura se desenrola durante os eventos que marcaram os últimos anos de sua vida.

Caravaggio (1571-1610) foi um gênio pintor natural de Milão. Sua vida é marcada por uma série de polêmicas. Homem difícil e temperamental, o pintor passou os quatro últimos anos de sua vida em Nápoles, Malta e Sicília, depois de ter fugido de Roma sob a ameaça de prisão devido a uma acusação de assassinato.

Em 28 de maio de 1606, o autor de Flagelação de Cristo e David com a cabeça de Golias matou na capital italiana o procurador e mercenário Ranuccio Tomassoni, com quem duelou após uma briga causada por uma desavença num jogo. Após este ocorrido ele iniciou uma fuga e veio a falecer quatro anos depois. É durante estes quatro anos que De Nardo desenvolve “Morte a Caravaggio!”.

Não só um quadrinho histórico, a edição é um thriller de aventura. Sustentando pela personalidade de seus protagonistas, De Nardo explora as debilidades de todos eles. Sobretudo de Pablo Serrano, mercenário que persegue Caravaggio, mas vai se afundando durante a busca em desafios morais. De Nardo traz uma série de personagens simbólicos e recria milimétricamente a Itália do século XVII. Caravaggio acaba aparecendo pelas sombras enquanto a trama se desenrola.

Destaque desta obra são as artes de Casertano. Ele reproduz fielmente, baseado em pinturas da época, várias localizações italianas. Além de armamentos, trajes e pessoas históricas. O leitor sente-se imerso na época. A arte é complementada maravilhosamente pelas cores de Ariana Florean. Morte a Caravaggio! É uma obra com um sólido ambiente na parte gráfica e detalhamento bem documentado. Fala de honra e da condição humana.

Morte a Caravaggio pela Panini tem lançamento previsto para o primeiro semestre de 2020. 

Caravaggio pela Veneta

Está em pré-venda com lançamento previsto para fevereiro, o relançamento do primeiro e  lançamento do segundo volume de Caravaggio – A Morte da Virgem e O Perdão, respectivamente. A mais ambiciosa obra da carreira de Milo Manara. A biografia em quadrinhos do pintor Caravaggio, mostra a trajetória do enigmático e escandaloso pintor italiano, que dividia seu tempo entre a vida nos palácios do Vaticano, bebedeiras em bordéis e temporadas na prisão.

Caravaggio é o encontro de dois grandes nomes da arte italiana: o mestre do erotismo Milo Manara e um dos maiores pintores da história, Michelangelo Merisi de Caravaggio.

Se em A Morte da Virgem (Veneta, 2015), Manara aborda o momento em que Caravaggio torna-se famoso (para o bem e também para o mal), O Perdão retrata os últimos anos de vida do pintor, sempre perseguido por inimigos poderosos. E é viajando pela Itália com os artistas de rua e charlatões que ele encontra inspiração para a sua obra-prima.

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Conhecendo Mercurio Loi

A Bonelli é rica em histórias e personagens e tem coisas incríveis que ainda faltam serem desfrutadas pelos leitores brasileiros. Um deles é Mercurio Loi, concebido pelo incrível Alessandro Bilotta e originalmente desenhado por Matteo Mosca. A série foi publicada de 2017 a 2019 em 16 volumes.

O personagem apareceu pela primeira vez em 2015 no volume 28 (à esquerda) da série Le Storie, que depois acabou ganhando uma edição em cores. A série regular estreou em maio de 2017 e todos os seus volumes são coloridos. Cada volume traz uma história fechada mas ligados por uma trama de fundo e as capas são de Manuele Fior.

Mercurio Loi é um professor universitário que investiga os mistérios de Roma em 1826. Acompanhado pelo seu jovem assistente Otto, seus passeios diários pelas ruas da cidade eterna o levará a confrontar personagens bizarros, eventos inexplicáveis, segredos e conspiradores contra a monarquia papal.

Especialmente à noite, ignorando o toque de recolher imposto pelo papa, Mercúrio veste sua capa e desce as ruas dedicando-se ao que mais lhe interessa, que são os desafios a sua inteligência, sejam eles lançados pelo seu arqui-inimigo Tarcisio Spada, por algum indivíduo misterioso que pula pelos telhados mascarado e coberto, ou mesmo por um cozinheiro que o faça buscar ingredientes especiais para uma receita secreta.

Bilotta afirma que se inspirou nos quadrinhos de super-heróis e sua paixão por Roma. A cidade em uma simples caminhada pode dar uma série de ideias. As histórias de Mercurio Loi começam na virada do Natal de 1825 e do Ano Novo de 1826. Estes são os anos dos Estados papais, período chamado Roma papal, um período histórico em que o papa se tornou rei e governou a cidade com mão de ferro.

Mercurio Loi vive essa época com um sorriso no rosto, indiferente e sem pressa. E nós degustamos Roma junto com ele em suas aventuras. Entre os personagens que acabamos conhecendo está o poeta romano Giuseppe Gioachino Belli, o papa Leão XII, o governador de Roma e o chefe de polícia monsenhor Tommaso Bernetti, os padres, bandidos, o carrasco Mastro Titta, astrônomos, cientistas loucos e Ghetanaccio, o marionetista mais famoso.

A estátua simbólica do Pasquino tem uma importância na história de Mercurio Loi. Nela eram penduradas sátiras destinadas a figuras públicas, inclusive ao papa. Os Carabineiros romanos viviam perseguindo as pessoas que na calada da noite penduravam algo na estátua.

O Pasquino (à direita) é uma estátua grega, que ninguém sabe direito quem é, ela não tem braços nem pernas. Foi de Pasquino que surgiu o nome O Pasquim, do famoso tabloide carioca que nos tempos da Ditadura fazia piadas com tudo e todos.

Outro personagem de Roma que Bilotta traz para Mercurio Loi é o fantasma de Beatrice Cenci. Uma jovem executada em 1599 acusada de matar o próprio pai após sofrer violência contínua do mesmo. O caminho da jovem para a forca foi polvilhado de flores atiradas aos pés da menina pelas pessoas que acompanhavam. Uma história de inocência violada e vingança implacável se tornando uma fascinante e comovente figura histórica romana.

Mercuiro Loi é o entretenimento perfeito para quem quer saber mais sobre lendas e histórias de Roma. O ritmo animado da história e alguns momentos de tensão evitam o risco de previsibilidade e que o quadrinho se torne algo monótono.

Enfim, mais um grande quadrinho Bonelli que agradaria a muitos fãs brasileiros. Esperamos vê-lo em breve por aqui.

Mister No voltou com tudo ao Brasil

 

O herói americano, feito na Itália, mais brasileiro de todos voltou com tudo ao Brasil, país onde seu criador, Sergio Bonelli desenvolve a grande maioria das aventuras do Piloto “cachaceiro”, Mister No. Além de chegar à quarta edição pela Editora 85, o herói tem uma série especial sendo publicada pela Panini e muito em breve sua série regular mensal voltará a ser publicada.

Mister No foi criado em 1975 por Guido Nolitta (pseudônimo de Sérgio Bonelli na época) e Galieno Ferri, mesma dupla que criou o herói Zagor. Projetado para ser uma minissérie de apenas cinco episódios, Mister No foi um imenso sucesso, ganhando assim uma série própria. Jerry Drake, vulgo Mister No, é um veterano da Segunda Guerra Mundial que abandonou sua pátria desiludido pela violência e as imposições da sociedade ocidental. Fugiu para Manaus, no coração da Amazônia, em busca de paz e um novo modo de vida.

Pilotando um velho avião Piper, passa a ganhar a vida como guia turístico. Honesto, sincero e corajoso é praticamente um alcoólatra e não perde a chance de correr atrás de uma mulher.  Mister No é um rebelde por natureza, se metendo em várias confusões pelo Brasil e pelo mundo. Um simpático herói que usa como pano de fundo a cultura brasileira, seus locais exóticos e o povo incrível que abrilhantam ainda mais essa obra.

Apesar de ser uma excelente história em quadrinhos, Mister No nunca foi sucesso no Brasil. Logo em 1976 foi publicado pela editora Noblet, em oito edições que correspondiam aos números 1 a 4 do original italiano. Retornou às bancas pela Record de 1990 a 1992 em 20 edições. Com o mesmo formato e ordem das edições italianas.

Voltou nos anos 2000 pela Editora Mythos que chegou a publicar 24 edições. A última, publicada em junho de 2004 trazia uma história de Tiziano Sclavi (criador de Dylan Dog) e desenhos de Roberto Diso, onde Mister No enfrenta um terror que toma conta do Teatro Amazonas.

Mister No pela Editora 85

Mesmo após estas tentativas, Mister No deixou muitas saudades, principalmente por ser um incrível personagem. Assim, a Editora 85 não se intimidou e retornou com a publicação de Mister No, agora lançando edições com histórias retiradas dos Speciale italianos do personagem. A 85 é a casa de Dampyr e Diabolik e está com campanha no Catarse para trazer Morgan Lost. O editor da 85, Leonardo Campos explica porque resolveu arriscar lançar este personagem, “antes de ser editora, sou apenas um leitor e lanço personagens dos quais gosto muito. Esse é o único motivo para lançar Mister No, meu gosto pessoal de leitor”.

A Editora 85 é uma das editoras que vem trazendo personagens Bonelli de volta como a Red Dragon Publisher com Lilith e Graphite com Brad Barron e logo Nathan Never. Como são editoras de pequeno porte elas tem algo em comum, usam a plataforma Catarse para angariar fundos e apoio dos fãs para conseguirem lançar estas obras.

As edições 1, 2 e 3 de Mister No lançadas pela 85 por exemplo, suas pré-vendas estavam inseridas nas campanhas que a editora criou para lançar Dampyr e Diabolik, somente a edição 4, “Zulu”, lançada em janeiro de 2020 teve Catarse próprio. “O contrato inicial com a Bonelli foram de cinco edições e a repercussão tem aumentado gradativamente. Talvez por estas edições não irem para as bancas, os leitores vão tomando conhecimento delas aos poucos”, ressalta Leonardo.

A Editora 85 vem publicando as Mister No Speciale na ordem, apenas pulou a nº4 italiana pois já tinha saído em Tex e Os Aventureiros, e a proposta da editora é publicar edições inéditas do personagem. Ainda neste semestre a editora irá anunciar a campanha para a 5ª edição e estuda uma maneira de fazer publicações com mais páginas e histórias, como faz com Dampyr que compilar 4 edições em um volume.

A 85 quer publicar 3.104 páginas ainda inéditas no Brasil em 8 generosos volumes com cerca de 480 páginas cada um. A editora publicaria neste formato edições de Mister No Speciale, Mister No Maxi e Almanacco dell’Avventura. No facebook da editora vem acontecendo uma enquete onde este formato já tem 80% de aprovação dos fãs.

Independente de como vir, Mister No pela Editora 85 já se consolidou no mercado e perguntado se já é um sucesso, o editor Leonardo respondeu, “se você chama de sucesso um leitor apaixonado por fumetti ter a oportunidade de trazer de volta ao Brasil materiais que ele sente falta, então a 85 é um sucesso para esse leitor”.

Mister No pela Panini

Em 2019 a Panini surpreendeu a todos e trouxe Vietnã. Uma origem de Mister No recriada por Michele Masiero, que se passa na década de 1960. Ao invés de Mister No ser um veterano da Segunda Guerra Mundial, aqui ele luta na Guerra do Vietnã, onde mostra todas as atrocidades da guerra e como era sua vida neste período conturbado da história.

A Panini já anunciou os volumes 2 (Califórnia) e 3 (Amazônia) que completam essa minissérie em edição de luxo, capa dura, papel off-set colorido, formato maior e 144 páginas.

Em Mister No – Califórnia: Com roteiro de Michele Masiero, arte de Alessio Avalone, de volta aos EUA depois de suas trágicas experiências na Guerra do Vietnã, Mister No está vivendo o final da década de 1960 em São Francisco encontrando novos interesses amorosos e velhos amigos. Porém a vida de veterano não é fácil e Mister No tenta criar um novo modo de viver para si; mas ao ser usado, as consequências não serão fáceis de suportar. Como em “Vietnã”, a história é contada em duas linhas temporais, a do presente e acontecimentos do passado de Mister No e nesta edição vemos como era a relação com o pai dele e seu primeiro contato com a aviação.

E no terceiro e último volume, com 160 páginas, Mister No  – Amazônia, com roteiro de Michele Masiero, arte de Alessio Avalone, Matteo Cremona e Emiliano Mammucari, Mister No partiu à procura de um lugar distante, para fugir de seus traumas e escolheu a Amazônia. Em Manaus, busca trabalho em um país que está olhando para o futuro e governado com mão de ferro. A trama se desenrola focando na relação dele com uma mulher loira norte-americana e seus encontros com caras durões, defensores da paz e jovens arruaceiros. Mas acima de tudo, pessoas que estavam seguindo seus sonhos.

Mister No série regular voltará em breveMister No na Itália teve 379 edições, encerrando em 2006 com a aventura “Uma Nova Vida”, escrita por Nolitta e desenhos de Diso, que inclusive já foi publicada no Brasil no excelente “Especial Sergio Bonelli”, da Editora Mythos. Como já mencionado acima, o herói passou por poucas e boas com a publicação de sua série regular por aqui, mas em 2020 uma editora promete retornar com estas aventuras.

Ainda não pode-se revelar qual editora irá publicar por motivos contratuais, mas é confirmado que ela publicará material inédito. Não serão publicadas revistas em formato de 100 páginas mas sim em formato maior, com 400 páginas, compilando uma média de 3 a 4 edições.

Mister no retornou à Itália também

Michele Masiero, autor de Mister No Vietnã, também é o responsável por trazer de volta as aventuras de Jerry Drake à Itália em uma série regular que já chega a sua sétima edição. A nova série, “As Novas Aventuras de Mister No” conta histórias ocorridas antes do fechamento oficial do ciclo narrativo do personagem. “Não parecia certo voltarmos com a edição 380, em respeito ao criador da série Nolitta/Bonelli, então decidimos recomeçar do 1 e com o subtítulo “As Novas Aventuras”, comentou Masiero.


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DEADWOOD DICK 2 CHEGA EM JANEIRO

As aventuras de Nat Love continuam no volume 2 de Deadwood Dick, anunciado este mês pela Panini Comics. Imagine um cowboy afro-americano Deadwood Dick que socorre um desconhecido largado para morrer no deserto. Ao chegar a Hide and Horns, uma vila povoada pela pior escória do extremo oeste, Dick quer dar a seu amigo Cramp um enterro cristão, mas é difícil para os racistas permitirem que um negro infecte o solo de seu cemitério.

E, depois, imagine um mar de encrencas que caem em cima dele: pistoleiros furiosos, prostitutas chinesas e um cadáver cada vez mais incômodo. Extraído de um conto de Joe R. Lansdale, esta é a premissa para “Entre o Texas e o Inferno”, volume dois de três que a Panini publicará este ano. Formato 20x30cm, 144 páginas P/B, miolo Offset  e capa dura pelo valor de R$ 56,00.

O escritor americano Joe R. Landsdale se inspirou na figura real de Nat Love, um pistoleiro negro que começou a agir logo após a Guerra de Secessão, apelidado de Deadwood Dick. Landsdale fez deste o protagonista de várias de suas histórias. A Bonelli adaptou sete histórias de Landsdale em quadrinhos com os roteiros de Michele Masiero, Maurizio Colombo e Mauro Boselli. As artes serão de Corrado Mastantuono, Pasquale Frisenda e Stefano Andreucci.

O terceiro volume que encerra as publicações no Brasil já foi anunciado pela Panini e será lançado este ano contendo as edições 5, 6 e 7 que formam um arco único num total de 192 páginas. O terceiro volume contará a história da “Segunda Batalha das Muralhas de Adobe”, que aconteceu em 27 de junho de 1874. Para quem não sabe a Batalha das Muralhas aconteceu de verdade.

Eram 28 caçadores de búfalos que defendiam o assentamento de Adobe Walls (onde hoje é o Condado de Hutchinson, Texas) do ataque de centenas de guerreiros Comanche, Cheyenne, Kiowa e Arapahoes. Um dia que eles tiveram tudo para perder o próprio escalpo e no meio disso tudo estada Deadwood Dick.

 

Não deixe de acompanhar as aventuras de Nat Love. O primeiro volume ainda pode ser encontrado na Amazon.

Nat Love, também conhecido como Deadwood Dick, se alista entre os soldados afro-americanos do Nono Regimento de Cavalaria do Exército americano para escapar de um linchamento. Ele aprende a domar cavalos, a suportar a vida no quartel, e também a caçar os índios rebeldes, até que, nos territórios selvagens das pradarias, acaba cara a cara com os apaches.

Tex – L’Inesorabile : O Tex Gigante de Claudio Villa


Após o lançamento de três edições limitadas, a Sergio Bonelli Editore anunciou a versão popular do Texone Especial de Cláudio Villa. Aqui no Brasil a edição é publicada em Tex Gigante. Tex – L’Inesorabile (Tex – O Implacável, em tradução livre) será a 35ª edição de Tex Especial, chamado carinhosamente de Texone, a ser lançada dia 22 de fevereiro, com 240 páginas, roteiro de Mauro Boselli e os desenhos e capa de Claudio Villa.

A história fala dos três irmãos Logan, nascidos de mães diferentes, mas todos igualmente perigosos. De Tucson aos desertos do México, entre os bandidos de Harry, os Mescaleros de Simon e os bandidos mexicanos de Manuel, Tex caça os irmãos para vingar a morte de seus amigos.

Depois de anos de espera, teremos em mãos o já lendário Texone de Cláudio Villa!

O Texone é um objeto cultuado pelos fãs de Tex. Lançado anualmente, a série nasceu em 1988 e em 2020 chega à sua 35ª edição. Idealizado por Sergio Bonelli, com o tempo os Texones se tornam cada vez mais importantes, não só pelas histórias, mas pela qualidade que sempre traz de seus desenhistas.

Os roteiros são sempre de ótima qualidade e já passaram nomes como: Claudio Nizzi, Mauro Boselli, Gino D’Antonio, Guido Nolitta (pseudônimo de Sergio Bonelli, que escreveu apenas o álbum “Os Rebeldes de Cuba”, depois roteirizado por Boselli), Gianfranco Manfredi, Pasquale Ruju, Tito Faraci … a lista é longa.

Geralmente publicadas no verão, dois Texones saíram no inverno: O Homem de Atlanta (1996) e As Hienas de Lamont (2011). As capas são feitas pelo mesmo desenhista da história, diferente da série regular e outros volumes de Tex, que são feitos exclusivamente desde 1994 por Claudio Villa, mas já retornaremos ao seu nome.

O Texone de 2020 já foi adiantado em novembro de 2019 em edições especiais de luxo e tiragem limitada. Tex – O Implacável é duplamente importante porque traz o já mencionado Claudio Villa desenhando seu primeiro Texone, com tema e roteiro de Mauro Boselli. Um trabalho menos “posterizado” de Villa, em imagens em sequência de tirar o fôlego.

Villa, nasceu em 1959 em Lomazzo (província de Como), crescendo artisticamente no estúdio de Franco Bignotti e cuidando de produtos para a Bonelli como Mister No, Zagor e Martin Mystère. Desde 1982 trabalha na Sergio Bonelli Editore, onde fez um pouco de tudo, inclusive ajudar a criar graficamente Dylan Dog junto ao seu autor Tiziano Sclavi. Já chegou a fazer alguns trabalhos para a Marvel em 2006, desenhando uma história do Demolidor e Capitão América.

Acima de tudo, ele foi contratado para criar uma série quase infinita de capas de Tex a partir da edição 401 da série regular, que o tornou o segundo maior capista de Tex após Aurelio “Galep” Galleppini, o criador gráfico do Ranger. Villa faz todas as novas capas de Tex e após a colaboração da Bonelli com o Gruppo Editoriale L’Espresso, produziu as capas para a edição colorida de banca que o manteve ocupado de 2007 a 2011.

O trabalho de um capista é muito complexo e requer muito estudo. É uma abordagem de histórias escritas e desenhadas por outros (incluindo as caracterizações de personagens e cenários secundários). O maior problema é chamar a atenção para a história em uma única imagem. É uma síntese, uma fotografia particular, resultado colaborativo com os outros profissionais da editora, porque também envolve marketing e distribuição. Em suma, Villa fez durante anos um daqueles trabalhos que parecem fáceis, mas que na verdade leva todas as horas disponíveis.

Por isso, Tex O Implacável, concebida para a série regular e escrita por Boselli no início dos anos 2000, em certo ponto encalhou. Acontece. Nesses casos, o roteiro é “congelado” enquanto o desenho permanece pendente. As 226 páginas de quadrinhos levaram tempo e não foram forçadas e foi o próprio Sergio Bonelli quem disse que a história teria sido perfeita para um Texone.

A carga de trabalho bloqueou Villa por anos. Após o extraordinário compromisso de capas extras, Villa voltou a trabalhar em seu Texone e terminou. O medo que houvesse uma diferença muito grande nos traços da primeira para a segunda parte da história, separadas por uma década não aconteceu. Segundo Villa, seu trabalho como capista manteve seu traço inabalável durante todo este tempo.

O Texone de Villa é um dos mais poderosos de todos os tempos. A técnica que Villa usa é robusta, ágil e incrível. Tex é grande e resistente, Kit Carson é feito de pedra e couro, ainda mais “esculpido” e lendário. Os índios estão realmente assustadores (incluindo Jack Tigre”) e até o “jovem” Kit Willer é um homem, maduro e robusto, longe de ser um garoto. A história se desenrola em um longo prólogo que nos familiariza com os bandidos e os mocinhos e nos mantém colados página após página a uma aventura com várias reviravoltas. O roteiro de Boselli não é colocado em segundo plano pela arte de Villa.

Tex de Villa é de uma intensidade quase maior do que poderia se esperar em uma história tão grande. O formato gigante da edição só colabora com o aproveitamento da arte. É uma obra que coroa o trabalho de Claudio Villa como um dos maiores desenhistas internacionais.

Tex – O Implacável é um Texone para colecionar.

Fonte: https://www.sergiobonelli.it/tex/2020/01/08/albo/tex-l-inesorabile-1007588/

https://www.fumettologica.it/2019/12/tex-inesorabile-boselli-villa-texone-bonelli/

10 Episódios memoráveis de Zagor

Com mais de 50 anos e 600 edições, não é fácil escolher 10 episódios marcantes da série da Bonelli Zagor. Vários fãs  tem ligações pessoais com as histórias e as 10 melhores histórias pra um não são para outro. Portanto aqui iremos apenas citar 10 momentos marcantes, especialmente para possíveis novos leitores que queiram vir a conhecer a série agora. E para os mais longevos fãs, é apenas um retorno à boas memórias junto ao Espírito da Machadinha.

Irei dar importância apenas para edições publicadas no Brasil.

1 – Iron Man

Publicado originalmente em Zagor #14 e #15 na Itália. No Brasil pela Editora Record em Zagor #05 e Zagor Especial Mythos #19, da Editora Mythos.

História de Guido Nolitta e desenhos de Gallieno Ferri.

Vemos aqui o herói criado por Guido Nollita (pseudônimo de Sergio Bonelli) ser derrotado por um guerreiro mais forte do que ele, mais perspicaz e usando seus próprios truques. Chico leva Zagor nos ombros, ferido, até seu abrigo, humilhado, anulado. O que nunca poderia ter acontecido com Tex, acontece com o personagem de Sergio.

Depois Zagor busca vingança, que além de restabelecer o equilíbrio, proporciona um caráter mais articulado com mais profundidade do que pode parecer. A estrutura narrativa típica é confirmada com um tom de humor e um drama de ação.

Zagor aqui já mostra que é um personagem diferenciado, que apesar de ser um mito lendário, é apenas um humano. E um herói Bonelli que tende a errar também.

 

2 – A Origem de Zagor (Zagor Racconta)

Publicada originalmente na Itália em Zagor #55 e #56. No Brasil saiu nas edições da Vechi Zagor #01, da Record Zagor #01 e em Zagor em Cores #01 pela Editora Mythos.

História de Guido Nolitta e desenhos de Gallieno Ferri.

Nesta história como o nome já diz, vemos a origem de Zagor, mas também toda a originalidade que Nollita deposita em sua criação. A história conta desde a infância serena de Zagor com os pais na cabana de Clear Water até a grande tragédia de sua vida.

Zagor fica orfão ainda bebê, quando seus pais — Mike Wilding, um ex-oficial do exército americano (que largara tudo para viver como um desbravador), e Betty — são massacrados por um grupo de índios (abenakis), liderado por um renegado chamado Salomon Kinsky. Antes de morrer, Mike joga Zagor no riacho que passa atrás de sua casa. Recolhido e salvo por um andarilho, Wandering Fitzy, o rapaz cresce com um único pensamento: vingar o pai matando quem o matou.

Até aí nada de original, temos referências de várias histórias se mesclando, mas é aí que Nollita arregaça as mangas e mostra porque foi um dos maiores nomes do Fumetti italiano e mundial.  Em sua busca por vingança, Zagor capta os ensinamentos de Wandering Fitzy, este homem que o encontra e se torna seu mentor.

Um poeta, um filósofo e um homem livre das convenções e hipocrisias dos civilizados. Ele havia renunciado até mesmo às armas e defende-se e caça usando apenas uma machadinha, um símbolo que viria marcar o futuro herói. E a figura desse conselheiro acabaria por se transformar, aos olhos de Zagor, na imagem do herói moderno na sua busca incansável da própria identidade.

Quando Zagor consuma a sua vingança, ela tem um sabor amargo e cruel, pois descobre que o pai que ele tanto idealizou odiava os índios e, enquanto servia no exército, fora um dos mais ferozes exterminadores.

Como para se redimir do sangue inutilmente derramado para satisfazer seu espírito de vingança, Zagor consagra à sua vida a tarefa de “contribuir para que a paz reine neste grande país atormentado pela violência”. Zagor passou a dedicar sua vida à defesa da paz e da ordem na imaginária floresta de Darkwood, situada na região dos Estados Unidos conhecida por “As 13 Colônias”. Com a ajuda da família acrobata Sullivan (o pai Tobia e os filhos Romeu e Horace), Patrick Wilding (o real nome de Zagor) inicia a lenda do Espírito da Machadinha, Rei de Darkwood e enviado do Grande Espírito. Uma auto-designação que, em sua opinião, não é a exploração da ingenuidade de um povo primitivo, mas uma forma de respeito pela sua cultura.

3 – Odisseia americana (Odissea americana)

Publicada originalmente em Zagor #87, #88 e #89. No Brasil foi publicado pela Vecchi nos números #05 e #06. Pela Record no número #17.

Roteiro de Guido Nolitta e arte de Gallieno Ferri.

A viagem do barco “Athena” ao longo do rio Tallapoosa manteve-se gravada na imaginação dos leitores. Quando foi pedido para que fosse criado um jogo de tabuleiro de Zagor, a história indicada foi: Odisseia Americana.

Mais do que uma história, foi um período editorial em que Zagor permaneceu fora de sua Ítaca (Darkwood) e se envolveu em uma série de aventuras que se desenrolaram da edição #85 (Angústia) a #107 (De volta a Darkwood). Dois anos de vida editorial. Aqui conhecemos também o belo e trapaceiro Trampy, que vive com truques inteligentes para conseguir almoço e acaba envolvendo Chico em seus golpes acabando em várias confusões.

  1. A marcha do desespero (La marcia della disperazione)

Publicada originalmente na Itália nas edições #112 a #116. No Brasil saiu pela RGE em Zagor #06 e #07.

História de Guido Nolitta e arte de Gallieno Ferri.

Neste período, as histórias narrativas tendem a durar mais tempo. Bonelli coloca Zagor contra personagens com fortes motivações. Vemos vários temas clichês e ambientes de impacto: o deserto, o embate entre brancos e índios, a morte, o sacrifício, a poesia e até o amor. Vemos Zagor encontrando chefes tribais e mostrando todo o seu prestígio entre os nativos americanos e os militares.

Temos de um lado, Winter Snake, chefe da tribo Kiowa, um dos melhores vilões de Zagor e do outro Frida, uma das poucas e fundamentais mulheres da saga de Zagor.

A história mostra a arrogância dos brancos e seu desprezo pelo estilo de vida dos nativos. Zagor em toda a sua essência se indigna, enfurece e vai fundo em promover a paz e a salvação dos mais fracos. Zagor vive sua primeira história de amor com Frida Lang e encontramos o engraçado feiticeiro Mohawk, Many Eyes. Bizarro e simpático, usa óculos e um relógio como colar.

  1. Adeus irmão vermelho (Addio fratello rosso)

Publicada originalmente em Zagor #119 a #122. No Brasil foi publicado como “O Aventureiro” pela RGE, edição #02.

História de Guido Nolitta e desenhos de Franco Donatelli.

Mais um embate mortal entre americanos e nativos, reavivado com violência irredutível.

Zagor é forçado a enfrentar uma comunidade inteira para levar à justiça um jovem homem branco responsável pela morte da esposa de Sakem Wakopa. Nolitta apela para a emoção do leitor e quebra em pedaços os corações, nos fazendo enfrentar a complexidade do conceito de justiça.

  1. Terror do sexto planeta (Terrore dal sesto pianeta)

Publicado originalmente na Itália de Zagor #178 a #182. No Brasil foi publicado pela Record em Zagor #06 – O Raio da Morte

História de Guido Nolitta e arte de Ferri e Franco Bignotti.

Esta é a última grande história de Guido Nolitta, uma pequena obra-prima, apesar do bizarro tema. Nolitta traz ao extremo o que é Zagor: Western, fantasia, misticismo e ficção científica. Características primordiais da série que aqui consegue nos levar a uma aventura incrível elevando Zagor a uma figura mítica.

Nesta aventura vemos o confronto de Zagor com seu maior inimigo, o Professor Hellingen, cientista louco e brilhante, inventor de futuristas armas e máquinas que periodicamente retornam para ameaçar o Espírito da Machadinha, que para Hellingen é “um homem ignorante da floresta”. É a quarta aparição do vilão e a mais perigosa devido aos seus aliados, os extraterrestres com tecnologia avançada: Akkronians.

Existe toda uma atmosfera de tensão e mistério na primeira parte da história e em seguida cresce uma terrível ameaça dos adversários aparentemente insuperáveis. A magia dos índios desempenha um papel importante neste caso e agora surge como um dos grandes heróis e defensores do povo vermelho. Desta vez, de verdade.

Aqui também conhecemos amigos importantes de Zagor como o coronel Perry (médico oficial do Forte Pitt), Barão Ícaro la Plume (inventor bizarro e aviador) e Tonka (Mohawk e irmão de sangue de Zagor). É a história que Nolitta se despede de seu personagem.

Depois disso Hellingen apareceu apenas mais três vezes em quase 37 anos.

  1. Oceano

Publicado originalmente em Zagor #95 a #99. No Brasil foi publicado pela RGE em Zagor #24 e pela Globo na edição #25 como “Bandeira Negra”

Tem vários motivos que tornam Oceano uma leitura indispensável de Zagor e em seu campo específico, insuperável. É, e permanece a melhor história de viagem de navio no oceano e a melhor caça ao tesouro da série. Para os zagorianos, as viagens pelo oceano trazem a memória o capitão Fishleg, com uma perna artificial feita com um osso de baleia. É um dos amigos mais famosos de Zagor e Chico, e comandante da caça à baleia na “Golden baby”. De tripulação variada e multiétnica (com o fakir Ramath, que reaparecerá em outras edições).

E por tratar de tesouro, a trama traz Digging Bill, que busca o tesouro apenas pela satisfação de estar em uma busca e não para enriquecer. Ele acaba se tornando um dos mais famosos amigos de Zagor. A atmosfera aventureira desta história não cansa o leitor, mesmo que se estenda por algumas edições.

  1. Liberdade ou morte (Libertà o morte)

Publicada originalmente nas edições #82 a #92 na Itália. No Brasil saiu pela Vecchi em Zagor #47 – Liberdade ou Morte

História de Guido Nolitta e arte de Donatelli.

Uma história densa que mostra como Zagor para alguns leitores não é apenas um herói que vive em um lugar imaginário, muitas vezes se afastando da realidade histórica, ou que a presença de Chico ou outros personagens deixam as tramas mais simplórias e ingênuas. Liberdade ou Morte é de fato a melhor história da série que pode ser lida para entender que tais características não impedem episódios ambiciosos, que mesmo com personagens e eventos imaginários, se inspire na lógica implacável que governa a sociedade do homem branco.

Aqui, Zagor enfrenta uma de suas principais lutas, a contra todas as formas de escravidão, pela liberdade dos homens de qualquer raça e cor. Surgem também personagens fundamentais da série como Manetola, líder dos Seminoles e Liberty Sam, escravo fugitivo que se juntou a causa de Zagor.

  1. Zagor contra Supermike

Publicada originalmente em Zagor #123 e #124. No Brasil foi publicado pela RGE na edição #03 – Zagor contra Supermike

História de Nolitta e desenhos de Ferri

Zagor quando está lutando contra injustiças e maldade, se torna uma fúria, e tem entre seus maiores inimigos figuras não menos excepcionais que ele, dotadas de extraordinários poderes intelectuais ou sobrenaturais. O adversário, no entanto, mais irritante, é um homem sem poderes, mas com habilidades extraordinárias que o fazem superar todas as atividades que se propõe a realizar. É Mike Gordon, conhecido como Supermike. E adivinha qual a próxima missão que ele decidiu superar? Tornar-se o “Perturbador de Darkwood”.

Com um traje colorido e um grito de batalha, para mostrar ser superior ao Espírito da Machadinha, humilhá-lo para quem sempre o valorizou e forçá-lo a entrar na briga. O ponto é que ele realmente consegue tirar Zagor do sério e colocá-lo em sérios problemas.

Supermike se tornou um inimigo muito popular, porém seu único retorno, pós-Nolitta, não foi muito bem aproveitado.

 

  1. Il mio amico Guitar Jim

Publicado originalmente na centésima edição de Zagor na Itália. No Brasil saiu pela Vecchi em Zagor #02 – Guitar Jim

História de Nolitta e desenhos de Ferri

Este foi o único centenário assinado pelo criador da série, Guido Nolitta. Nos mostra um amigo histórico do Espírito da Machadinha, embora nem sempre confiável.

Guitar Jim, é um rapaz bom, porém é um cantor fora da lei que esconde uma arma na caixa inseparável de seu violão. Inicialmente ele luta com Zagor que é enganado por Jim e determinado vai em busca de justiça (mesmo acontecendo uma simpatia mútua entre os dois).

Nolitta nos mostra como Zagor fica zangado quando traem a sua confiança.

Nas aparições posteriores de Guitar Jim, elas não tem resultados tão convincentes.

Menção honrosa pois sei que está na lista de vários Zagorianos:

Zagor contra o Vampiro

Publicada originalmente nas edições #85 a #87. No Brasil foi publicado pela Vecchi em Zagor #10 e #11. E pela Record em Zagor #14.

História de Nolitta e desenhos de Ferri.

Nolitta, um apaixonado pelos clássicos do cinema de sua época,  não podia deixar faltar uma história com vampiros. Guido concebe um enredo que começa como um épico ocidental, estabelecido no imaginário comum e depois entra casualmente nos elementos de terror com vários mistérios.

O núcleo principal da trama acontece em uma residência escura, onde nos deleitamos com momentos hilários de Chico. Nesta história vemos a estreia do Dr. Metrevelic, grande especialista no assunto que em outras aventuras ajudará Zagor contra outras criaturas “impossíveis”.

É o início do que os fãs de Zagor chamam de Idade do Ouro: cinquenta e quatro edições consecutivas com uma história mais inesquecível do que a outra.

Viva Bonelli!

Conhecendo Adam Wild

Dica de trilha para escutar enquanto lê. Nada melhor do que a trilha de “As Minas do Rei Salomão”, clássico da Sessão da Tarde que conta uma grande aventura na África:

Gianfranco Manfredi (à direita), é um dos gênios da Sergio Bonelli Editore, criador de séries como Mágico Vento e Face Oculta. Em 2014 o italiano deu vida à mais uma série Bonelli: Adam Wild. Para nós esta série teve algo muito especial, em sua equipe de desenhistas estavam dois brasileiros: Ibraim Roberson e Pedro Mauro.

Ibraim Roberson já desenhou para Marvel e DC, além de ter feito a versão em quadrinhos do Guia de sobrevivência aos zumbis – Ataques registrados, lançado no Brasil pela Rocco. E Pedro Mauro é um desenhista muito experiente que voltou com força total. Começou na editora Taika, de Jayme Cortez ajudando Ignacio Justo em histórias de guerra. Meses depois assinava a arte da revista Pancho, um western spaguetti. Depois deixou as HQs para fazer storyboards para publicidade. Em 2017 Pedro lançou junto ao roteirista Carlos Estefan a hq independente “Gatilho” contando a história de um caçador de recompensas que chega a uma cidade abandonada em busca de justiça.

Voltando à Adam Wild, a obra foi lançada em outubro de 2014 com a primeira edição intitulada “Os Escravos de Zanzibar”. Os roteiros são de Gianfranco Manfredi e as capas são de Darko Perović. A realização gráfica do personagem ficou a cargo de Alessandro Nespolino. A série acontece no final do século XIX e suas histórias são histórico-aventureiras que ocorrem na chamada África negra, do Quênia à África do Sul, com uma “localização” prevalecente na Tanzânia, incluindo países como Congo e Nigéria.

Como em Mágico Vento, Face Oculta, entre outros de seus trabalhos, Manfredi escreve com muita base em pesquisa histórica. Adam Wild é um homem de ação, que prefere o contato com a natureza e a viver em Londres.

Em suas missões, Adam está sempre acompanhado de amigos e de Amina, a princesa guerreira Bantu que luta ao seu lado. Suas características o fazem parecer Errol Flynn (imagem abaixo), Clark Gable e Douglas Fairbanks.

Adam Wild é um homem ousado, positivo e amante da natureza. É um explorador escocês, membro da Royal Geographical Society de Londres. Em suas aventuras combate as mais diversas ameaças da exploração colonial na África como o poder de empresas ocidentais, a exploração nas minas de ouro e diamantes e as guerras tribais induzidas pela política europeia.

Em entrevista a Alfredo Castelli, criador de Martin Mystère, Manfredi comenta que Adam Wild nasceu como um projeto dedicado aos leitores de longa data da Bonelli. “Os leitores Bonelli estão a décadas conosco, são leitores para a vida toda. Em épocas de crise chegamos a vender 28 milhões de cópias e temos muito a agradecer aos fieis leitores. Enquanto no passado, quando a tradição da Bonelli era vista como conservadora, eu e outros autores tentávamos propor coisas inovadoras (devido à estabilidade assegurada por Tex, Dylan Dog e Martin Mystère), agora penso que alguém deveria cuidar não só de encontrar novos leitores, mas manter os que continuam conosco, pois se os perdermos, estamos ferrados”, comentou Gianfranco.

Foi Manfredi quem encontrou a arte de Pedro Mauro no Facebook e o convidou a fazer parte do projeto (arte de Pedro Mauro à direita). Em entrevista ao site Mania de Gibis, Pedro Mauro comentou sobre Gianfranco, “ele é muito organizado: manda todas as referências, quadro a quadro, e tem um roteiro bem fácil de seguir”. Já Ibraim Roberson chegou a Manfredi por meio do seu representante na Itália.

Segundo o desenhista, Manfredi nunca fez um retoque sequer nas sequências narrativas. “Ele parece desenhar cada detalhe das páginas no momento em que está escrevendo. O meu trabalho fica facilitado, pois é exatamente como uma tradução, em vez de uma adaptação”, diz Roberson. “Toda a energia de um texto incrível está visível em cada painel de Adam Wild”.

Em Adam Wild, Manfredi diz que tentou mostrar a raiz histórica de problemas que reapareceram fortemente hoje em dia, como a escravidão. “Adam Wild não é um explorador normal, ele é um libertador de escravos que mais tarde se envolve em guerras coloniais. É uma série que continuou o discurso aventureiro e histórico das obras de Arthur C. Clark (2001: Uma Odisseia no Espaço), ou do personagem Indiana Jones, etc.

Ao falar do encerramento da série na 26ª edição, Manfredi comenta que poderia ter abordado muito mais assuntos. “Adam Wild passa por cerca de quinze países africanos subsaarianos. Passagens pelo Congo, alusões ao Sudão e nem mencionamos Angola. Em suma, haveria muito a contar”, e destaca que agora com a série concluída, não mudaria nada em sua trajetória, “após ter passado pela falta de clareza no início da série, pois não sabíamos se seria longa ou não, tudo se encaixou depois e a série é muito clara em sua proposta”.

Viva Bonelli!

Séries Bonelli que talvez nunca vejamos no Brasil: Morgan Lost

A Sergio Bonelli Editore se modernizou bastante nas últimas séries lançadas, como exemplo cito Orfani, primeira série Bonelli totalmente publicada a cores. Em Morgan Lost, mais uma grande novidade foi explorada. O personagem sofre de um problema de visão, fazendo com que enxergue em escalas de cinza e vermelho, por isso em todas as edições da série, fora a capa, enxergamos da mesma maneira que Morgan, em apenas tês cores.

Conhecendo a série

Morgan Lost começou a ser publicada em 2015. A série é uma criação de Claudio Chiaverotti (ao lado), autor que já trabalhou com Dylan Dog em alguns especiais, Dylan Dog Gigante e almanaques.

Em 1998 criou Brendon, um mercenário em uma terra pós-apocalíptica. Série também publicada pela Bonelli. Escreveu algumas edições de Martin Mystère até criar Morgan Lost. Morgan é um caçador de Serial Killers de New Heliopolis, uma versão alternativa de Nova York dos anos 1950, onde a Segunda Guerra Mundial nunca aconteceu.

A cidade é cheia de assassinos em série e a polícia criou um Grupo Especial dedicado a apenas capturar este tipo de criminosos. O personagem nasceu no final dos anos 1920 e logo ficou órfão acabando em um orfanato. Ele cresce e torna-se proprietário de um cinema chamado, o Império. Junto à sua namorada, Lisbeth Connor eles administraram o local por um tempo. Uma noite os dois foram sequestrados por homens mascarados que os torturaram. Os bandidos tatuaram uma máscara preta no rosto de Morgan. Lisbeth morre e Morgan se salva.

Ele vende o cinema ao seu velho amigo Fitz e inicia uma carreira de caçador de Serial Killers. Seis anos depois da tragédia, ele vive em um pequeno apartamento no topo de um arranha-céu. Vive atormentado por traumas passados e sofre de insônia. Durante suas investigações descobre seus captores e que Lisbeth não está realmente morta. Ela também se tornou uma assassina em série!

Junto a uma criminóloga, Pandora Stillman, Morgan encontra Lisbeth e descobre que o médico que cuidou dela, (atenção agora que é bizarro) descobriu que Lisbeth tinha a mesma doença que o Diretor do Templo da Burocracia, fingiu a morte de Lisbeth e a vendeu para que os cientistas do Diretor pudessem achar uma cura para ele. A cura não foi encontrada e o Diretor fez de Lisbeth sua parceira, pois ela é a única mulher que pode se relacionar com ele, sem matá-lo!

Características do personagem

Como mencionei acima, Morgan sofre de um problema de visão que o faz enxergar em escalas de cinza e vermelho. Quando se encontra em situação de forte estresse psicológico, ele gagueja, problema que traz desde a época que estava no orfanato.

Ele sofre de insônia, que o faz ficar sem dormir por dias, o que provoca fortes enxaquecas que tenta resolver com analgésicos. Quando está perto do mar, Morgan tem visões estranhas com os assassinos que caçou e matou, sentados em cadeiras o observando.

A tatuagem que tem no rosto, os maníacos que fizeram isso tinham o costume de fazer em outras vítimas. Chamam a tatuagem de “Olhar de Seth”. Morgan chegou a fazer um curso na polícia de New Heliopolis recebendo educação necessária para conseguir rastrear o perfil dos assassinos em série.

Ele tem uma boa preparação física e habilidade de luta corporal bem como no uso de armas de fogo. Usa uma pistola Mateba AutoRevolver. Na fivela de seu cinto tem o símbolo da paz, que pegou de um pingente que Lisbeth tinha ao redor do pescoço no dia de seu sequestro.

Publicações

A série principal iniciou em 2015 e teve 24 edições já concluídas. Em 2017 iniciou uma nova série, Morgan Lost – Dark Novels que está em sua quarta edição.

E então? A série é muito bem construída com várias referências à assassinos bizarros do cinema. Tem um personagem cheio de problemas, dramático e a série regular já está concluída com 24 edições. Teria chance se fosse publicada no Brasil?

Viva Bonelli!

Mais informações sobre o encontro de Zagor e Jovanotti

Chega às bancas italianas dia 2 de março a edição de Zagor n.632 que terá em anexo a história, “O chamado da Floresta”,  um especial com o encontro do Espírito da Machadinha com o músico italiano Jovanotti, fã declarado de Zagor.

A edição n.632 traz a história, “O bando dos implacáveis”, escrita por Antonio Zamberletti e desenhos de Mauro Laurenti. Capa de Alessandro Piccinelli. Em Scanlon Creek, um bando de assaltantes sanguinários cruzam o caminho de Zagor e Chico, que lutam contra os bandidos ao lado da bela Blondie.

Anexo á edição está a história “O Chamado da Floresta”, de Moreno Burattini, roteiro de Michele Masiero e desenhos de Walter Venturi. Serão 26 páginas mostrando o encontro de Zagor e o cantor Lorenzo Jovanotti.

Lorenzo Jovanotti sempre foi um fã declarado de Zagor desde a década de 1970, “gerações inteiras sonharam em se aventurar, nas asas da fantasia com Zagor. Era inevitável que mais tarde nossos caminhos se cruzassem “, comenta Masiero sobre o encontro.

Os personagens favoritos de Jovanotti são exatamente os criados por Guido Nollita (nome artístico de Sergio Bonelli): Zagor e Mister No. Sempre um fã dedicado da Bonelli, a maneira de agradecer o músico por todo o carinho foi transportá-lo para as Florestas de Darkwood e proporcionar uma aventura com Zagor.

“Foi assim que nossa história nasceu, pequena, mas feita com a mesma criatividade artística e qualidade na arte”, completa Masiero.

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