Tigre Negro ataca novamente

A Editora Mythos anunciou para este mês de junho, Tex #656/21 que traz a história “O Tigre ataca outra vez”. Com roteiro de Mauro Boselli e arte de Andrea Venturi, o volume traz o primeiro capítulo de uma saga em quatro edições. Mas, vamos primeiro dar um longo passo para trás: no início da década de 1990.

Em Tex #381, publicado em julho de 1992 surgia o Tigre Negro na história “Il Regno del Silenzio”. História escrita por Claudio Nizzi com desenhos de Claudio Villa. O Tigre Negro é Sumankan, o Malaio, claramente inspirado no personagem Sandokan, O Tigre da Malásia. Personagem criado pelo italiano Emilio Salgari que deu origem a onze aventuras, a primeira publicada em 1883. Sandokan é um pirata do século XIX que combate o Império Britânico e a Companhia das Índias.

Já Sumankan, é um Príncipe exilado que decide fundar um império criminoso, para que um dia consiga reconquistar seu reino que foi perdido durante a luta contra os colonizadores europeus. Tex e Carson, claro, atrapalham e arruínam seus planos. Esta foi uma grande aventura que durou quatro edições. No Brasil, o Tigre Negro estreou em Tex #291, da Globo, em janeiro de 1994 e mais recente a aventura foi publicada completa em Tex: Os Fanáticos do Tigre Negro, pela Editora Panini em 2021.

Ao final da trama, que ainda contou com os desenhos de Fabio Civitelli e Andrea Venturi, o Tigre é atingido e cai nas pedras. O mistério que fica é: será que ele morreu?

Boselli dá continuidade ao trabalho de Nizzi nesta nova quadrilogia e confia novamente os desenhos a Andrea Venturi. O único dos três desenhistas disponível quando a história entrou em produção.

O início da trama já mostra que o Tigre está vivo e libertando alguns prisioneiros. (Isso não é Spoiler já que o título é: O Tigre Ataca Novamente). E logo em seguida é mostrado como ele conseguiu sobreviver (aqui sim, nada de spoilers por razões óbvias). Tex e os pards estão indo a Nova Orleans a pedido de Nat Mac Kennet para investigar alguns casos que envolvem os comparsas de Tigre.

Boselli joga várias peças de um quebra cabeça muito maior. Algo semelhante ao que fez na saga que envolvia Mefisto e Yama. São apresentados vários personagens-chave, como a bela Lohana tecendo intrigas e o velho Omoro se dedicando a rituais antigos.

A edição é permeada por uma profunda atmosfera onírica e teatral: o Tigre usa uma máscara e muitos personagens fingem ser algo que não são. Os leitores são envolvidos em tramas e mistérios, convidados a participar ativamente da investigação. Boselli explora, apesar de resgatar uma história antiga, algo novo das habituais histórias do ranger.

A edição já está em pré-venda no site da Editora Mythos. AQUI

 

Capas italianas das próximas edições da quadrilogia Tigre Negro.

Bonelli lança adaptação em quadrinhos de O Deserto dos Tártaros

A editora italiana Sergio Bonelli Editore lançou a versão em quadrinhos do livro “O Deserto dos Tártaros”, obra prima de Dino Buzzatti. O quadrinho é adaptado por Michele Medda (co-criador de Nathan Never) com desenhos de Pasquale Frisenda (Tex – Patagônia, publicado pela Mythos; e Sangue e Gelo publicado pela Trem Fantasma). A edição foi publicada em capa dura com 176 páginas no formato 22×29,7 cm (formato BD – Bande Dessinée como Asterix).

O livro, “O Deserto dos Tártaros” foi publicado em 1940 durante a Segunda Guerra Mundial. É o terceiro romance de Dino Buzzati e é o que marca a sua consagração entre os grandes escritores italianos do século XX.

Ambientada em uma cidade imaginária que lembra a Áustria do século XIX, a trama conta a vida do segundo-tenente Giovanni Drogo a partir do momento em que ele se torna oficial e é designado para a Fortaleza Bastiani, local muito distante de sua casa.

A Fortaleza, último posto avançado na fronteira norte do Reino, domina a planície desolada chamada “deserto tártaro”, outrora palco de incursões desastrosas daquela misteriosa população.

Mas durante muitos anos nenhuma ameaça apareceu nessa frente. A Fortaleza, hoje esvaziada da sua importância estratégica, continua a ser apenas um edifício em cima de uma montanha solitária, e da qual muitos desconhecem a sua existência.

O jovem oficial em breve se deixará assimilar pelos rituais militares que organizam o quotidiano da Fortaleza e dos seus ocupantes, e que determinam os seus comportamentos e relações, na eterna espera de um acontecimento heróico e glorioso, talvez uma invasão, ou uma batalha final da qual todos poderão obter glória e prestígio.

Simbolicamente, a Fortaleza representa as pessoas que tem esperança num futuro indefinido mas que ainda espera-se que seja melhor que o presente, e os tártaros, por outro lado, são talvez os fantasmas mais pessoais, medos não superados que acompanham pelo resto da vida. Os tártaros, a população nômade da Ásia Central às vezes identificada como mongóis, na verdade nada têm a ver com o romance. Buzzati usa o nome para evocar a ideia de uma ameaça militar, de uma invasão de um exército ou de um povo desconhecido.

Com um estilo muito evocativo, cheio de mistérios e visões, Buzzati conduz o leitor a um espaço fantástico e surreal. Uma repetição imóvel e estéril de dias, que escorrem como grãos de areia na palma da mão, torna-se o símbolo do drama existencial: a certeza de anular-se na própria existência. Não se pode opor-se ao vento do deserto e ao fim que espera a todos.

A Bonelli lançou no Youtube um trailer da obra:

Panini anuncia Tex O Retorno de Lupe

A Editora Panini anunciou para o mês de agosto o lançamento da edição Tex – O Retorno de Lupe, que fará parte da coleção Biblioteca Tex. A Editora já lançou até agora quatro volumes desta coleção e dois volumes de Tex Willer, todos em capa dura e formato americano. Mas diferente destas edições, onde todas são coloridas, O Retorno de Lupe será em preto e branco.

Publicada originalmente em 2017 na Tex #682 e #683, O Retorno de Lupe saiu no Brasil ainda em formatinho pela Editora Mythos em Tex #582 e #583 (A Prisioneira do Deserto), em 2018. Essas edições nunca foram publicadas em outro formato na Itália, somente na mensal. A Panini irá publicar em 224 páginas as duas edições que compõem a história completa.

Com roteiro de Mauro Boselli e desenhos de Alessandro Piccinelli, a capa é de Claudio Villa. Esta é mais uma aventura onde revisitamos antigos personagens do passado de Águia da Noite. Boselli, editor de Tex, criador da série Tex Willer Jovem, já havia recuperado figuras como Yama, Jehtro Stevens e chegou a vez de Lupe Velasco.

A mexicana foi criada por Gianluigi Bonelli e Aurelio “Galep”Galleppini nas primeiras histórias de Tex. Uma garota charmosa e determinada e segundo o próprio Tex, com uma “cabecinha maluca”, mas muito capaz de cuidar de si. Tex conheceu Lupe antes mesmo de encontrar seu grande amor, Lylith.

Uma das edições onde Lupe aparece pela primeira vez.

O que não se sabe é que após a morte de Lylith, Tex reencontrou Lupe. Este acontecimento ocupa quase inteiramente a primeira parte da história criada por Boselli, que remonta um período em que Tex retomou uma vida errante, indo em direção ao México. No presente, porém, a jovem Luz, filha de Lupe, é encontrada quase morta no deserto. Na segunda parte da história descobrimos que ela foi até Tex e seus pards para pedir ajuda em um assunto que diz respeito a Lupe, o que os leva a enfrentar um rancheiro que exerce seu poder com punho de ferro.

A primeira parte é ocupada por um longo flashback onde Tex conta aos curiosos pards seus momentos com Lupe, e a segunda parte acontece quase inteiramente no presente e mostra o que aconteceu com Lupe e seus filhos nos últimos anos. A obra de Boselli transita entre os diversos planos temporais sem causar dor de cabeça ao leitor e demonstra cuidado extremo e notável atenção à dinâmica entre os personagens.

Os filhos de Lupe, Ruben e Luz, tem um desenvolvimento muito bem construído. Mas o grande momento da história é o reencontro entre Tex e Lupe. A importância das figuras femininas também é ressaltado ao longo da trama, algo que Boselli regularmente traz em seus roteiros.

Sem sombra de dúvida os desenhos de Alessandro Piccinelli é decisivo para a história. Seu estilo satisfaz e entusiasma até os leitores mais exigentes e amantes de histórias clássicas. Piccinelli já provou que é herdeiro do inesquecível Gallieno Ferri em suas capas de Zagor. Em O Retorno de Lupe ele domina a história com seu traço, capaz de transmitir as emoções e a força das cenas criadas por Boselli.

Esta edição confirma, mais uma vez, que a série regular de Tex é garantia de qualidade, difícil de contestar, onde surgem grandes clássicos a todo momento.

 

Editora 85 lança campanha de Dampyr 11

A Editora 85 abriu uma nova campanha no Catarse para o lançamento do 11º volume de Dampyr. A campanha também conta com o lançamento de Morgan Lost #7 e Diabolik Clássico #2 e pode ser apoiada até dia 7 de julho.
Dampyr foi o primeiro personagem publicado pela Editora 85 em 2018, quando lançou no Catarse Dampyr vol.4. No final do mesmo ano lançou Dampyr vol.1 e seis anos depois a editora não parou mais, lançando novos títulos e continuando as séries já iniciadas.

Dampyr é uma série que mistura horror, suspense e aventura policial. A trama explora o mundo dos Mestres da Noite, superpredadores que se alimentam de seres humanos. Porém, o nascimento de Harlan Draka, filho de uma humana com uma dessas criaturas, gera o único inimigo natural de tais ameaças: um Dampyr.


Draka cresce para tornar-se o caçador dos Mestres da Noite. Como aliados ele conta com Kurjak, um soldado sem pátria que desistiu das guerras injustas para lutar pela salvação da humanidade e Tesla, a única vampira a aliar-se aos humanos contra a sua raça. Um grande diferencial deste título Bonelli é que as aventuras correm o mundo, em aventuras que exploram a cultura de variados lugares.
Dampyr #11 traz as edições inéditas #41, #42, #43 e #44 em 388 páginas. A edição tem formato italiano (15,5x21cm) com papel offset 75 g/cm². Para apoiar acesse: https://www.catarse.me/85008

 


Dampyr #41 (Casa de bonecas)
Roteiro: Mauro Boselli
Desenho: Nicola Genzianella

Arnstadt, uma pacata cidadezinha alemã à qual retornam dois velhos conhecidos, o professor Hans Milius e sua bela aluna, Sophie Mutter. Num sótão é encontrada uma estranha casa de bonecas, misteriosamente ligada ao desaparecimento de uma menina no início do século XX. Um século depois, Sophie é quem desaparece! Como únicos indícios ao Dampyr, uma música misteriosa ouvida em sonho e o estranho brinquedo cujos bonecos ocupantes parecem ter uma inexplicável vida silenciosa.

Dampyr 42 (O homem de Belfast)
Roteiro: Alberto Ostini
Desenho: Giovanni Bruzzo

Grande e linda terra, a Irlanda. Linda e desesperada! Até se diz que a sua cor mais típica, além dos mil tons de verde que tingem as charnecas, é o vermelho do sangue que corre em razão de uma tão absurda quanto feroz guerra civil que opõe os protestantes aos católicos. É nesse cenário de horrores que volta a agir um cruel orangista, ativo nos campos de batalha de quatro séculos atrás, para inviabilizar as negociações de paz entre as facções opostas. E Dampyr e Kurjak devem tentar deter a sua marcha de morte e devastação!

Dampyr 43 (A lenda de Amber)
Roteiro: Mauro Boselli
Desenho: Mauro Laurenti

Das mais sombrias profundezas do País de Gales emergiu um horror ancestral: os Tylwyth Teg escaparam do mundo subterrâneo de Annwn, onde estavam presos há milhares de anos. Eles são o povo pequeno das lendas, e, junto com uma terrível criatura do lago, atormentam a vila mineira de Llandegant, na região de Snowdonia, onde Harlan e Tesla chegam em busca da escritora Dolly MacLaine, que não se sabe onde está. Às voltas com os monstruosos e sanguinários demônios, o dampyr e a sua companheira de aventuras descobrirão que o povo pequeno não é alegre como relatam os contos de fadas. Felizmente eles arrumam uma aliada realmente especial: Amber Tremayne, a bela mestra da noite que, por uma antiga dívida, contraída na época da presença romana na antiga Britânia, zela pelos habitantes da vila.

 

Dampyr 44 (O lacre negro)
Roteiro: Mauro Boselli
Desenho: Mauro Laurenti

A torre de Dinas Emrys é tudo o que resta do antigo castelo do rei Vortigern. E também é a passagem que leva ao mundo subterrâneo de Annwn, de onde retornaram à terra os horríveis membros da Bela Família, os Tylwyth Teg, demônios a serviço de Black Annis. O que possibilitou o retorno de seus ataques foi o fato do arqueólogo Matthew Shady quebrar o lacre mágico que os aprisionava. Para sorte do estudioso imprudente, sobre ele se estende a sombra protetora de Amber Tremayne, além da de um combatente nato como Kurjak. A partida que se joga na vila de Llandegant entre as hordas infernais da Annis Negra e a equipe formada por Harlan, Tesla e Amber terá o seu epílogo justamente no poço que está sob Dinas Emrys, onde se diz que, para selar um pacto com as forças das trevas, numa época remota o cruel Vortigern quis jogar um jovem guerreiro de nome Emrys, filho do líder romano britânico Macsen Wledig e de uma mulher de natureza demoníaca, chamado pelos romanos de Aurélio Ambrósio, meio-irmão de Artos, aquele que anos depois seria conhecido pelo nome de Artur.

Capas de Diabolik Clássico 2 e Morgan Lost 7, que também estão em Campanha no Catarse.

Mythos organiza tarde de autógrafos com Pedro Mauro

A Editora Mythos realizará em sua loja em São Paulo, a Mundo Mythos, uma tarde de autógrafos com o desenhista brasileiro Pedro Mauro. O evento chamado “Café com Desenho na Mundo Mythos!” comemora o lançamento da Tex Especial Colorida #18, edição que traz a primeira história de Tex desenhada por um brasileiro.


Lançada em novembro de 2023 na Itália, a Color Tex #24 trouxe a história “Noite Longa em Cayote”, com roteiro de Mauro Boselli e desenhos de Pedro Mauro. Em 75 anos do personagem, essa foi a primeira vez que um brasileiro o desenhou para a Sergio Bonelli Editore. Tex foi criado por Gianluigi Bonelli e Aurelio Gallepini em 1948 e em 1951 já estava sendo publicado no Brasil.
De início era chamado Texas Kid na Revista Junior, que saia pelo jornal O Globo em formato tiras em talão de cheque. Desde 1971 é publicado ininterruptamente por quatro editoras diferentes, Vecchi, RGE, Globo e pela Mythos desde janeiro de 1999.

Página desenhada por Pedro Mauro.

Pedro Mauro iniciou a carreira na década de 1970 fazendo quadrinhos de faroeste para a Editora Taika. Depois migrou para o mercado publicitário retornando aos quadrinhos em 2014 onde, pela Editora italiana Sergio Bonelli desenhou duas edições de Adam Wild (no Brasil publicada pela Editora Saicã). Depois fez Mugiko (Trem Fantasma) e quadro episódios da série Primavera de 78 (Lorobuono Fumetti/Editora85), todas com roteiros de Gianfranco Manfredi.

Neste período ilustrou também um álbum da série “L´art du Crime”, de Marc Omeyer e Olivier Berlion para a Editora Glénat (França).
Entre 2017 e 2019, Mauro lançou independentemente a trilogia “Gatilho” (“Gatilho”, “Legado” e “Redenção”) com roteiro de Carlos Stefan. Em 2021, a trilogia foi lançada em cores pela Editora Pipoca e Nanquim em uma edição definitiva compilada. Também pela Pipoca repetiu a parceria com Manfredi em O Procurador (2022). Mauro também colaborou com sua arte para um projeto da DC, Batman: O Mundo, publicada no Brasil pela Panini Comics.
O convite para desenhar Tex veio do próprio editor italiano do cowboy, Mauro Boselli, onde, junto ao jornalista Thiago Gardinalli, Pedro Mauro foi até a sede da editora em Milão assinar o contrato.


A edição especial colorida de Tex, parada desde 2021, retornou em maio para trazer a história do brasileiro. Para comemorar, no dia 8 de junho, às 14h30, será realizado um café para recepcionar os leitores, editores e o desenhista na loja Mundo Mythos localizada na Galeria Ouro Velho, R. Augusta, 1371 – Sobreloja 01 – Consolação, em São Paulo.


Será disponibilizada para venda uma limitada edição com sobrecapa da Tex Especial Colorida #18, com uma arte única de Pedro Mauro e com espaço para autógrafos e sketches.

Artes Originais de Pedro Mauro para a edição. Fotos de Ricardo Elesbão:

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