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Quem eram os Justiceiros de Vegas?

Será publicado pela Panini Comics ainda este mês de novembro o primeiro volume da Biblioteca Tex: Os Justiceiros de Vegas. A edição, escrita por Mauro Boselli, com desenhos e capa de Corrado Mastantuono, terá 224 páginas coloridas pela GFB Comics. Terá o mesmo formato das edições da Salvat e virá no preço de R$ 84,00.

Na trama, Tex e seus pards descobrem alguns bandidos que foram enforcados em Vegas, mas as contas não batem quando ele percebe que a mesma gangue havia assaltado uma diligência depois de dados como mortos. Para esclarecer a situação, os pards devem enfrentar Hoodoo Brown e Dave Mather, respectivamente prefeito e xerife da cidade, aparentemente, livre de crimes.

Hoodoo e Mather são personagens reais, que fizeram história no velho oeste americano e é deles que vamos falar hoje. Os Justiceiros de Vegas.

72 Anos de Tex Willer e a Arte de Fred Macêdo

Há 72 anos, no dia 30 de setembro de 1948 foi publicada a primeira história de Tex. Chamava-se Il Totem Misterioso (O Totem Misterioso). Com o balão “Por todos os diabos, será que ainda estão nas minhas costas?”, começava a saga de um dos mais famosos cowboys dos quadrinhos.

Nesse dia especial, gostaríamos de fazer uma dupla homenagem: 1) comemorar essa data de 72 anos de vida editorial do nosso querido Ranger do Texas e 2) reverenciar a arte de um artista, fã e colecionador de Tex: Fred Macedo, já famoso entre nós pela sua “Divina Ceia Texiana”, feita em 2008 para comemorar os 60 anos do personagem.

Divina Ceia Texiana: Nat Mac Kennet, Gros-Jean, General Davis, Jim Brandon, Cochise e Montales à esquerda. Pat, El Morisco, Tom Devlin, Kit Willer, Jack Tigre e Kit Carson à direita. Tex Willer ao centro.

Pedro Mauro, Desenhista Brasileiro da Bonelli, Comemora 50 Anos de Carreira Com Lançamento de um Livro

Por: Ricardo Elesbão Alves (Confraria Bonelli) e Renato Frigo (Colecionadores de HQs)

Em 1970 vivíamos anos de chumbo no Brasil da Ditadura Militar. As bancas de revistas eram repletas de gibis de cowboys pasteurizados, desenhados com traços limpos e atitudes pudicas, derivados de “Faroestes B” dos cinemas e das séries pueris da TV, aqui difundidas desde a década de 1950.

Então, de repente, surgiu um menino, Pedro Mauro, com seus faroestes estampando aventuras e cenários realistas, rudes e poeirentos, com personagens sujos e sarcásticos, mocinhas lindas com jeito de hippie. E mexicanos, muitos mexicanos. Tal qual nos filmes Spaghetti Western que tomava as salas de cinema naqueles anos, formando uma nova legião de público. Pancho foi o herói apresentado por Pedro Mauro. Na verdade, um anti-herói, porque não se importava em ser bom nem justo. Mas apreciava uma vingança e não tolerava hipocrisia. Filosofia dos protagonistas dos demais bangue-bangues do artista.

A “poesia” nas cores e arte de Sergio Tisselli

Lamentavelmente a nona arte perdeu hoje um mago dos pincéis, aquele que emprestava as cores de suas aquarelas, verdadeiras pinturas, aos quadrinhos. Capaz de se deslocar dos Apeninos ao velho oeste americano, contava habilmente as grandes aventuras e as pequenas histórias. Nos deixou nesse dia 14 de abril de 2020, aos 63 anos, o desenhista e ilustrador italiano Sergio Tisselli. Bolonhês, nascido em 24 de janeiro de 1957, como muitos dos grandes artistas dos quadrinhos, dedicou parte de seu tempo aos personagens da Sergio Bonelli Editore. No final dos anos 90, com Lucio Filippucci, criou capas de Martin Mystère, o que  parecia ser o prelúdio para seu desembarque nas páginas de Dylan Dog, mas não se sentiu confortável com o Detetive do Pesadelo. Foi então que, com uma história de Pasquale Ruju, estreou oficialmente na Editora com Tex.

È morto il disegnatore e illustratore Sergio Tisselli - Fumettologica

Quarentena da criatividade: O deserto também produz flores

TEXTO: Aline Ferreira Antunes

Aline Ferreira Antunes

Convidada pela Confraria Bonelli à escrever para o seu site, optei, em tempos de quarentena, por relatar minhas pesquisas com as revistas Tex, do início.

Sou formada em História pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e, portanto, minha leitura e minha escrita é acadêmica. Meu primeiro contato com Tex data da infância e juventude quando lia as revistas somente para divertimento. Foi com o ingresso na universidade que passei a olhar com outros interesses para as aventuras do ranger mais famoso e mais duradouro dos quadrinhos dedicados à temática western.

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