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Cronograma Bonelli/Mythos 2026 com grandes novidades para Tex, Dragonero, Dylan Dog e mais

Foi publicado neste domingo (7), pelo Tex Willer Blog, o tradicional Cronograma de Lançamentos Bonelli/Mythos 2026, o guia mais aguardado pelos leitores, que acompanha tudo o que já está nos planos da editora para o próximo ano, que promete ser histórico para os fãs dos quadrinhos italianos no Brasil.

Em entrevista concedida à Confraria Bonelli, o editor e sócio-proprietário da Editora Mythos, Dorival Vitor Lopes, trouxe informações adicionais importantes sobre o catálogo, especialmente sobre as novidades mais aguardadas de 2026, um dos anos mais ambiciosos da editora com:

Expansão de Dragonero;

Capa de Julia #232 (IT), que aqui sairá em Nova Série #32

Consolidação de Dylan Dog em Omnibus;

Grandes estreias para Tex;

Continuidade forte de Júlia e Ken Parker;

Como de costume, o cronograma pode sofrer pequenos ajustes ao longo de 2026, mas já oferece um panorama bastante sólido do que vem por aí.

Júlia, Ken Parker e Dylan Dog mantém força no catálogo

A Júlia – Nova Série, por exemplo, contará com seis edições, da 32 à 37, duas a mais que em 2025. Também está confirmada a publicação de Júlia On Demand, da edição 51 à 60. Segundo Dorival, as edições de Júlia seguem firmes no catálogo, mas ainda não há definição sobre uma nova edição especial como o Omnibus de Júlia, publicado em dezembro, que compila histórias dos Especiais.

Ken Parker continuará em ritmo acelerado, com mais 8 edições em 2026, chegando até o número #41.

Capa de Ken Parker #41 da Mondadori. Um Sopro de Liberdade.

Capa especial com efeito dourado. Recomendada ao Dorival que traga a 50 assim.

Dylan Dog, que completa 40 anos em 2026, terá quatro novos Omnibus, chegando ao nº 8 em novembro, totalizando a publicação das 48 primeiras histórias do Investigador. O primeiro do ano, que está no cronograma para Janeiro, segundo Dorival irá atrasar um pouco e não será publicado na data estipulada. Porém a edição 6, programada para junho, pode ser que seja adiantada um mês, saindo então em maio.

A série regular, que agora traz duas histórias italianas por volume, chega à 50ª edição em dezembro. E nela estará a edição #100 italiana. Este é um marco para a Mythos, que se comprometeu várias vezes em trazer pelo menos, as 100 primeiras edições de Dylan Dog ao Brasil. No canal 2 Quadrinhos, o responsável pelas mídias sociais e gerente da loja Mundo Mythos, Higor Lopes revelou que a edição #100 será totalmente colorida, como a original italiana.

Com a aproximação dos Omnibus da numeração da série regular, existe a possibilidade de reavaliação do futuro da série regular, algo que a Mythos ainda estuda, ouvindo sugestões dos leitores, que segundo Dorival, sempre ajudam muito.

Dragonero terá um ano histórico em 2026

O ano de 2026 será especialíssimo para os fãs de Dragonero. A Mythos publicará seis edições da série regular, da 32 à 37, mantendo o mesmo ritmo de 2025.

Higor revelou ao 2 Quadrinhos que a editora continuará a publicação de Dragonero Speciale, já que o especial Dragonero & Zagor já faz parte dessa coleção. Também está em negociação a publicação de Dragonero Magazine.

Para conhecer mais sobre Dragonero, recomentamos o podcast Gibifire. Neste link tem uma playlist completa comentando várias edições: GIBIFIRE – DRAGONERO

Dragonero Especial

A coleção Dragonero Speciale iniciou em 2014 na Itália e tem 16 edições publicadas até o momento. São edições coloridas de 128 páginas que trazem histórias importantes para a cronologia da série. O número #1, por exemplo, traz a primeira missão de Ian e Gmor, onde Ian, recém demitido da tropa especial dos Incursoris Imperiais e Gmor, que estava retirado em um monastério, à pedido de três monges, vão até uma biblioteca perdida em busca de um grimório ancestral, onde acabam enfrentando antigos demônios.

Dragonero Magazine

Dragonero Magazine começou a ser publicado em 2015, anualmente. Mas sua última edição foi em 2020, somando seis publicações até agora. Em 176 páginas coloridas, a publicação traz histórias inéditas, geralmente temáticas, como a primeira que conta uma aventura do próprio Luca Enoch sobre três Anões. Além de trazer matérias especiais de Maurizio Colombo, como uma revista mesmo.

  

Dragonero Senzanima

Mas o lançamento mais festejado, certamente foi Dragonero – Senzanima. Segundo Dorival, a edição virá em formato 20 x 27 cm, mesmo formato das Graphic Novels da Júlia. E em capa cartão. Edições coloridas com 160 páginas, trazendo duas histórias de Senzanima. Sendo que a primeira edição sai em abril e a segunda em agosto.

Assim teremos em 2026, quatro aventuras de Ian Aranill, ainda jovem participando da guerra entre o Império Erondariano e os Reinos do Norte (Terras Setentrionais). Ian, luta junto à companhia de mercenários “Senzanima” (Sem Alma), que vivem missões cruéis e violentas, vivendo os horrores da guerra, convivendo diariamente com dilemas morais e dando início a traumas que vão acompanhá-los por toda vida.

Senzanima humaniza profundamente o protagonista e aproxima Dragonero de narrativas como Conan, guerras medievais, política e dark fantasy. Uma obra madura que irá agradar fãs tradicionais de Dragonero, quanto fãs que nunca leram o personagem.

A série teve início em 2017 na Itália e conta com 17 volumes, o último publicado agora em dezembro de 2025.

Tex chega com grandes estreias e edições especiais

Já em janeiro, chega às bancas Tex Grandes Mestres: Marcello, com 320 páginas, trazendo a aventura “O Mistério do Pergaminho”, com roteiro de Claudio Nizzi e arte de Carlo Raffaele Marcello, conhecido por seu traço clássico, elegante e extremamente sólido.

A história foi publicada originalmente na Itália entre as edições 425 a 428 (1996), em que Tex e Carson investigam o tráfico de armas na fronteira e descobrem uma busca por pergaminhos capazes de conceder imortalidade e onipotência.

Tex Grandes Mestres também trará uma edição especial de Erio Nicolò em julho e de Claudio Villa em outubro.

Artes de Marcello.

Pedro Mauro retorna em edição Graphic Novel

No painel da Mythos na CCXP, foram mostradas algumas capas de Tex Graphic Novel, uma delas a de Romanzi a Fumetti #19 – Dinamite. E segundo Dorival, é esta história que será lançada em Tex Graphic Novel #17 pela Mythos, dia 9 de janeiro. História de Mauro Boselli com desenhos de Maurizio Dotti, que não é inédita no Brasil, pois já saiu em Almanaque Tex #51. Mas que em formato Graphic Novel, a história ganha uma nova qualidade.

A grande novidade das Graphic Novels fica para Abril, quando a Mythos irá lançar Tex Graphic Novel #18 com a história do brasileiro Pedro Mauro. Publicada originalmente na Itália em Color Tex #24 e no Brasil em Tex – Edição Especial Colorida #18. “É a história de 32 páginas de Color Tex, mais matérias e ilustrações exclusivas, onde a edição terá de 40 a 48 páginas. A capa é inédita, feita pelo próprio Pedro Mauro e não tivemos problema algum com a Bonelli em aprovar a publicação no Brasil. Mas esta publicação não sairá na Itália”, revelou Dorival Vitor Lopes.

Foto: Tex Willer Blog.

Tex Willer encadernado com histórias completas

Em fevereiro, mais uma estreia. Tex Willer Encadernado #1. A edição que compilará as edições de Tex Willer quando jovem, em uma nova edição, em formato italiano mas com papel offset, diferente do início da publicação que era em papel jornal. A princípio está anunciado que a edição terá 256 páginas, mas segundo Dorival, a edição buscará trazer sempre histórias completas, que podem variar entre 4 a 5 edições. A editora também irá buscar capas inéditas, como as de Carnevale ou Claudio Villa, que já foram publicadas na Itália em outros relançamentos da coleção.

Esta é uma publicação que irá avançar rapidamente, já que a primeira edição chega em Fevereiro e as seguintes serão em maio, e setembro.

Tex Willer, Vivo ou Morto. Com capa de Claudio Villa.

Mythos traz as tiras inéditas de Tex

Em maio, mais uma estreia. A Mythos irá publicar as Tiras de Tex da série Vindex. São 12 talões de tiras, com 32 páginas cada, onde juntos formam uma história completa e inédita: “O Rapto do Prof. Hermann”. História de Moreno Burattini com desenhos e capa de Marco Torricelli.

A série inicia em maio e terá publicação semanal. Sendo que o leitor pode comprar pacotes com quatro talões. A edição será em papel offset e segundo Dorival, o valor irá ser em média R$12,90 por livreto, mas este valor ainda está sendo estudado.

Tanto esta proposta da publicação das tiras, quanto a edição Graphic Novel de Pedro Mauro, foram ideias de José Carlos Francisco, responsável pelo Tex Willer Blog, que na oportunidade de encontrar Dorival em sua casa, ofereceu estas ideias e juntos propuseram à Bonelli. O que acabou sendo aprovado.

Dois Tex Gigante em 2026

Na Itália teremos em fevereiro a publicação do Tex Gigante do argentino Horácio Altuna (O último Recreio, As Escapadas do Senhor Lopez, Loco Chavez), que foi lançado em 2025 na Lucca Comics e Games, mas em uma edição especial, com capa variante. A edição tradicional virá em fevereiro e a Mythos anunciou a publicação do Tex Gigante 42 em outubro.

Porém, sairá também em 2026 o Texone de Michele Rubini, que ficou famoso por seu trabalho em Zagor, especialmente pelas capas que fez para as publicações americanas da Epicenter Comics. Este Texone ainda não tem data para lançamento, mas o editor Dorival Vitor Lopes confirmou que em 2026 teremos dois Tex Gigante inéditos.

O Retorno do Tex Gigante

No dia 22 de setembro foi realizada uma Live pela Confraria Bonelli em alusão aos 76 anos de Tex no Brasil, que contou com a presença do colecionador João Marin e do editor e sócio proprietário da Mythos, Dorival Vitor Lopes. Ao ser perguntado, Dorival deu a entender que estuda a possibilidade de republicar a coleção Tex Gigante em ordem cronológica.

A notícia se espalhou e por e-mail, Dorival confirmou à Confraria sobre a informação e que está em fase de negociações com a Bonelli. “Queremos iniciar em janeiro e a intenção é que seja bimestral. Formato do Tex Gigante que publicamos atualmente, em papel offset”, ressaltou o Editor da Mythos.

O Tex Speciali, ou Texone (apelidados assim por Tiziano Sclavi), já chegou à 40ª edição na Itália. No Brasil, a edição é conhecida por Tex Gigante e a última edição já está em pré venda pela Mythos. É o Tex Gigante com desenhos de Giusepe Palumbo (Diabolik) com roteiro de Jacopo Rauch, intitulado Montanhas da Sierrita.

A edição surgiu em 1988 nas bancas da Itália. A intenção de Sergio Bonelli era trazer grandes nomes dos quadrinhos para o universo de Tex, oferecendo aos leitores a sua interpretação pessoal do personagem. Bonelli já havia proposto a vários artistas a oportunidade para desenhar Tex, como o belga William Vance (criador de XIII), o espanhol Ruben Pellejero (Corto Maltese) e Nadir Quinto.

Mas foi somente no início dos anos 1980, depois de ser convidado durante um evento, é que o italiano Guido Buzzelli prometeu a Bonelli que desenharia Tex. Inicialmente, Buzelli desenharia uma edição intitulada Tex, O Grande! que então inauguraria o projeto dos Speciale. Mas na época, a intenção era publicar a história na série regular.

Porém, apesar das recomendações da editora, Buzzelli desenhou as 224 páginas fieis aos seu próprio estilo, majestoso e barroco e ao mesmo tempo grotesco. Ou seja, longe do realismo da série regular de Tex. A editora, frente à trabalho tão inovador e fascinante, obrigou-se a encontrar um espaço adequado para a publicação.

Foi então que para festejar os 40 anos de Tex, em junho de 1988 foi lançada a publicação especial Tex, O Grande!. O primeiro Tex Speciale. Vendeu 250 mil edições e a editora decidiu publicar anualmente um novo Speciale. No Brasil, a edição foi publicada pela Editora Globo em setembro do mesmo ano. A Editora publicou apenas quatro edições especiais.

Terra Sem Lei foi a segunda edição italiana do Speciale, com desenhos de Alberto Giolitti com roteiro de Claudio Nizzi. Mas, mesmo com a série pavimentada, foi difícil encontrar nomes que estariam dispostos a encarar as 224 páginas do Tex Especial. Em 1992 foi convidado Jordi Bernet, de Torpedo e Clara da Noite.

Nizzi teve dificuldade em encaixar um roteiro para Bernet, que tinha um estilo longe do habitual de Tex. Mas, em 1996 sai O Homem de Atlanta, esta que foi a primeira edição publicada pela Editora Mythos em março de 1999, dando início à série Tex Gigante que conhecemos hoje.

Vale destacar o Tex Gigante do americano Joe Kubert, O Cavaleiro Solitário, publicado em 2001. O primeiro norte-americano a trabalhar para a série. O convite veio da SAF, então agência internacional da Sergio Bonelli Editore e de Erwin Rustemagic, produtor, distribuidor e agente, retratado na Graphic Novel Fax From Sarajevo, do próprio Kubert.

E também o Especial Capitão Jack, desenhado por Enrique Breccia. O pai, Alberto, havia sido convidado em 1993 mas não teve segmento devido à morte do autor. Bonelli tentou por anos que Breccia fizesse um Tex, mas somente em 2011, quando foi morar na Itália, o desenhista recebeu o convite em um almoço, poucos dias antes do falecimento de Sergio.

Com informações do livro Tex – Mais que um herói, de Mário João Marques, publicado pela editora portuguesa A Seita.

O próximo Tex Gigante

Em junho foi publicado o Tex Gigante #40 – Sierrita Mountains (Montanhas de Sierrita), com roteiro de Jacopo Rauch e desenhos de Giuseppe Palumbo. Segundo o Cronograma de Publicações da Mythos, publicado no Blog do Tex, o lançamento deste Tex Gigante tem previsão para ser lançado em Outubro no Brasil.

Rauch é roteirista de Zagor e de algumas histórias do próprio Tex. Os desenhistas são sempre as grandes estrelas dos Tex Gigantes, e Palumbo é o artista principal desta edição. Começou a carreira em 1984 e em 1986 publicou a primeira aventura de seu principal personagem, Ramarro e depois começou a publicar na famosa revista Frigidaire.

Desde 1990 começou a dar aulas na Escola de Quadrinhos de Milão ao mesmo tempo em que trabalhava com agências de publicidade. A partir de 1994 começa a trabalhar na Sergio Bonelli Editore desenhando o personagem Martin Mystère. Em 2001, junto a Alfredo Castelli refez a primeira história de Diabolik: O Rei do Terror: o remake. Aqui ele inicia uma longa colaboração com o personagem.

Em Sierrita Mountains acompanhamos Selina, uma jovem que está fugindo de seu passado e alguém quer silenciá-la para sempre! Um assassino solitário e implacável é apaixonado por ela, um fora da lei que quer vingar seu irmão, morto por caçadores de recompensas contratados por um chefe sem escrúpulos. Tex e Carson estão no encalço de todos e os destinos irão se entrelaçar nas montanhas de Sierrita.

Sobre o convite para fazer o Gigante, Palumbo comenta, “a emoção começa quando chega o convite e mais ainda quando eu ver minha edição ao lado da de Magnus (Tex Gigante #13 – O Vale do Terror), cujo Texone eu fui ver quando ele começou a desenhá-lo”. Palumbo confessa que não é um leitor de Tex, “li muitos números no passado, mas não me considero um leitor assíduo. Respeito seu enorme alcance na cultura popular italiana”, ressalta.

Sobre o que mais gostou de desenhar em Sierrita Mountains, Palumbo ressalta que são as paisagens, “os enormes espaços abertos que visitei há anos. E depois os rostos e movimentos, a atuação e o dinamismo dos personagens da história: do protagonista ao último figurante”.

 

Tex – A Cavalgada do Destino

Atenção: Esta resenha está repleta de Spoilers.

Em maio foi publicada pela Editora Mythos Tex 655/20 – A Cavalgada do Destino. Edição com 132 páginas coloridas com argumento de Graziano Frediani, roteiro de Mauro Boselli e desenhos de Claudio Villa coloridos por Matteo Vattani. A edição original, publicada pela Sergio Bonelli Editore, #755 foi publicada em setembro de 2023, mês em que Tex comemorou 75 anos de publicação.

Cavalgada do Destino é uma aventura eletrizante em que Tex e os pards investigam o massacre de uma tribo indígena Cherokee. Um grupo de políticos interessados em tomar posse das reservas de petróleo, localizadas nas terras Cherokee os eliminam usando a tática de cobertores infectados. Isso lembra você de alguma coisa?

Sim! O Juramento.

Cavalgada do Destino é uma sequência direta de um dos maiores clássicos de Tex lançado em 1969 por Gianluigi Bonelli com desenhos de Aurelio Galleppini. A história narra a morte da esposa de Tex, Lilyth e a busca por vingança do ranger.

Em O Juramento, os empresários Brennan e Teller organizam um plano macabro, enviando para a reserva Navajo cobertores infectados de varíola, provocando uma epidemia na tribo. Os executores do plano são três indivíduos: Tucker, Sherman e Higgins. Tucker é morto pelos indígenas, Sherman abre o bico e conta quem são os mandantes, Tex o obriga a ir embora pelo deserto apenas com um cantil de água e uma pistola carregada com uma bala. Higgins é espancado e abandonado no deserto.

Teller morre em um tiroteio e Tex persegue Brennan até Nova Orleans onde o vilão acaba morrendo em um final épico. Esta história foi publicada pela Mythos na Coleção As Grandes Aventuras de Tex – A Morte de Lilyth, em 2019.

Em A Cavalgada do Destino, os pards são convocados por Ely Parker para investigar o caso da reserva Cherokee. Durante a investigação, Tex descobre que o autor do crime foi Higgins, o mesmo responsável pela epidemia da tribo Navajo e que Tex havia deixado “morrer” no deserto. Um dos membros do grupo que tem interesse nas reservas de petróleo Cherokee é o senador Kurtzmann, maior inimigo de Ely Parker.

Ely S. Parker

Ely S. Parker é um personagem real, viveu de 1828 a 1895. É um indígena do povo Sêneca. Formado em Engenharia, Ely foi comissionado como tenente-coronel durante a Guerra Civil Americana, quando serviu como ajudante e secretário do General Ulysses S. Grant. Foi ele quem escreveu a versão final dos termos de rendição dos Confederados em Appomattox. Mais tarde em sua carreira, Parker ascendeu ao posto de Brigadeiro-General Brevet.

Quando o General Grant se tornou presidente em 1869, nomeou Parker como Comissário de Assuntos Indígenas, o primeiro nativo americano a ocupar esse cargo. Ele passou a vida unindo suas identidades como Sêneca e Estadunidense.

O fato de Higgins ter sobrevivido gerou muita polêmica entre os fãs italianos, já que ao final de O Juramento, a vingança de Tex havia se cumprido e a sobrevivência de Higgins distorce o final da história. Tex havia cravado uma lança no túmulo de Lilyth proferindo seu juramento de vingança, e que a lança nunca quebraria sem que ele a tivesse cumprido. No último quadro a lança se quebra mostrando que a vingança havia se realizado.

O público se dividiu entre os que acreditam que apenas os mandantes, Brennan e Teller mereciam a vingança de Tex, e outros que preferiam que todos os membros da gangue tivessem morrido. Venceu quem acha que se houver uma chance de alguém retornar para reviver uma boa aventura, que assim seja. Porém não é o que acontece.

Higgins volta magistralmente à trama, mas sua presença na história é mal aproveitada. Ele sequer tem um confronto direto com Tex, que é a expectativa gerada em toda a edição. O retorno de Higgins serve apenas para fazer uma grande homenagem à saga de Tex e tornar a Cavalgada do Destino algo mais especial. A questão dos cobertores infectados já oferece emoção o suficiente, se parar para pensar.

A história vale a pena especialmente pelo grandioso trabalho de Villa. Capista da série regular, mestre indiscutível dos quadrinhos, é sempre bom quando vemos uma história completamente desenhada por ele. E é algo que leva um bom tempo, a Cavalgada do Destino levou anos até sua conclusão. Sua arte, mais madura, tem o equilíbrio perfeito em servir o desenrolar da história e nos proporcionar incríveis quadros épicos.

Destaque importante para as cores de Matteo Vattani que realiza um incrível trabalho, especialmente no prólogo inicial, mostrando a poeira e o calor do deserto e ao final, na beleza e perigos assustadores da noite e da natureza. Se fosse impressa em outro papel, que não o offset, a edição ganharia ainda mais beleza e os desenhos e cores seriam mais valorizados. Na Itália, esta edição ganhou uma edição especial em formato maior, mas em preto e branco com mais páginas, repletas de textos extras.

Ao final, é uma história excelente em termos gráficos, mas com uma narrativa carente de melhor desenvolvimento, apesar da intenção de elevar o nível da história à mais um clássico de Tex.

 

Tigre Negro ataca novamente

A Editora Mythos anunciou para este mês de junho, Tex #656/21 que traz a história “O Tigre ataca outra vez”. Com roteiro de Mauro Boselli e arte de Andrea Venturi, o volume traz o primeiro capítulo de uma saga em quatro edições. Mas, vamos primeiro dar um longo passo para trás: no início da década de 1990.

Em Tex #381, publicado em julho de 1992 surgia o Tigre Negro na história “Il Regno del Silenzio”. História escrita por Claudio Nizzi com desenhos de Claudio Villa. O Tigre Negro é Sumankan, o Malaio, claramente inspirado no personagem Sandokan, O Tigre da Malásia. Personagem criado pelo italiano Emilio Salgari que deu origem a onze aventuras, a primeira publicada em 1883. Sandokan é um pirata do século XIX que combate o Império Britânico e a Companhia das Índias.

Já Sumankan, é um Príncipe exilado que decide fundar um império criminoso, para que um dia consiga reconquistar seu reino que foi perdido durante a luta contra os colonizadores europeus. Tex e Carson, claro, atrapalham e arruínam seus planos. Esta foi uma grande aventura que durou quatro edições. No Brasil, o Tigre Negro estreou em Tex #291, da Globo, em janeiro de 1994 e mais recente a aventura foi publicada completa em Tex: Os Fanáticos do Tigre Negro, pela Editora Panini em 2021.

Ao final da trama, que ainda contou com os desenhos de Fabio Civitelli e Andrea Venturi, o Tigre é atingido e cai nas pedras. O mistério que fica é: será que ele morreu?

Boselli dá continuidade ao trabalho de Nizzi nesta nova quadrilogia e confia novamente os desenhos a Andrea Venturi. O único dos três desenhistas disponível quando a história entrou em produção.

O início da trama já mostra que o Tigre está vivo e libertando alguns prisioneiros. (Isso não é Spoiler já que o título é: O Tigre Ataca Novamente). E logo em seguida é mostrado como ele conseguiu sobreviver (aqui sim, nada de spoilers por razões óbvias). Tex e os pards estão indo a Nova Orleans a pedido de Nat Mac Kennet para investigar alguns casos que envolvem os comparsas de Tigre.

Boselli joga várias peças de um quebra cabeça muito maior. Algo semelhante ao que fez na saga que envolvia Mefisto e Yama. São apresentados vários personagens-chave, como a bela Lohana tecendo intrigas e o velho Omoro se dedicando a rituais antigos.

A edição é permeada por uma profunda atmosfera onírica e teatral: o Tigre usa uma máscara e muitos personagens fingem ser algo que não são. Os leitores são envolvidos em tramas e mistérios, convidados a participar ativamente da investigação. Boselli explora, apesar de resgatar uma história antiga, algo novo das habituais histórias do ranger.

A edição já está em pré-venda no site da Editora Mythos. AQUI

 

Capas italianas das próximas edições da quadrilogia Tigre Negro.

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