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fumetti #4

Fumetti. #04 – Abril 2018!

fumetti #4A maior e melhor edição já feita da fumetti digital! Claro que todo mês esperamos bater essa meta e seguir melhorando e crescendo cada vez mais.

Nessa edição um super especial sobre Dylan Dog, contando desde sua criação até o atual momento na Itália. Isso sem mencionar a entrevista com ninguém menos do seu criador, Tiziano Sclavi e Gigi Cavenago, um dos melhores (senão for o melhor) capista e desenhista do Investigador do Pesadelo. Gigi é o desenhista da primeira graphic novel de Dylan Dog que será lançada no Brasil, pela Mythos, agora em maio.

Para os amantes do Western, EXCLUSIVO no Brasil, “O Mundo do Oeste”, uma série de ensaios sobre o velho Oeste escrito por Wilson Vieira para um dos maiores portais especializados em quadrinhos Bonelli, a Dime Web. Parceria mais do que especial entre a Revista fumetti e o portal Dime Web. Um trabalho muito bem elaborado entre o Wilson e o Francesco, um dos responsáveis pelo portal, onde ao longo do texto ele relaciona as passagens com edições de Tex, Zagor e demais personagens Bonelli.

Depois de alguns meses de pesquisa e apuração, trazemos uma matéria sobre a formação de preço de capa das HQs vendidas no Brasil, complementando artigos anteriores sobre o custo dos quadrinhos por aqui.

No nosso espaço de quadrinhos independentes, um história exclusiva de Décio Ramírez e outra grande entrevista, dessa vez com Pedro Mauro falando sobre sua HQ Gatilho, que já se tornou um clássico dos quadrinhos nacionais.

Joana Rosa trás a segunda parte de seu artigo sobre as coleções de Tex que já terminaram ou foram canceladas e porque elas ainda movimentam tanto o mercado. E na coluna do Luiz Henrique quadrinhos de terror, uma paixão nacional.

Um super pôster de Gringo, na arte de Marcos Martins!

E fechando a edição, o review de Dampyr da Editora 85, Godless e games de faroeste!

Faça o download já!

Edição em formato página simples, aqui.

E em formato de páginas duplas, aqui.

Boa leitura!

Tex ganha nova coleção de miniaturas na Itália

Em mais uma novidade pelos setenta anos de Tex, a Sergio Bonelli Editore anunciou uma nova coleção de miniaturas do herói, seus pards e personagens importantes de sua saga.

A partir do dia 24 de março será lançada a coleção Tex 3D – Coleção Oficial. São modelos 3D com 12 cm de altura, feitos com materiais de qualidade e atendendo a todos os detalhes e pintados à mão.

Quem produz as peças é a Centaúria, empresa de colecionáveis experiente no mercado.

Cada modelo é acompanhado por um dossiê, com um estudo aprofundado do personagem apresentado. A distribuição será quinzenal.

Viva Bonelli!

Histórias de Tex por gênero: Passado de Tex e seus Pards

Antes de começar aperte o Play nesta trilha de Red Dead Redemption e animar a leitura:

Olá a todos!

Vamos para mais um compilado de ótimas histórias de Tex por gênero. Desta vez vamos destacar algumas das principais edições do Tex Mensal que falam de seu passado e de seus companheiros.

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Histórias de Tex por gênero: CIDADES

Olá Pards! Inicio aqui uma série muito difícil de se fazer e impossível de dar a certeza de qual a melhor história de Tex. Porque no fim, a melhor história de Tex é aquela que marca o leitor, que faz ele se apegar ao herói e na vasta carreira de Tex, com 70 anos de publicação, é impossível gostar de apenas uma.

Para nos divertirmos um pouco então, relaciono aqui por gênero algumas das melhores histórias do herói publicadas na série mensal, com o tema: Cidades.

As aventuras de Tex acontecem geralmente no Oeste Selvagem. Uma vida bruta, onde Tex e seus pards enfrentam vários perigos. Naquele tempo, algumas grandes cidades já haviam se estabelecido e crescido bastante, atraindo todo o tipo de bandidos, políticos corruptos, gangues e pessoas inescrupulosas. As cidades mais visitadas por Tex eram San Francisco, Nova Orleans e Washington.

Fiquem atentos que as histórias estão relacionadas pelo original italiano, já que tirei esta lista do site http://texwiller.forumcommunity.net/, mas deixei ao lado de cada uma onde as histórias saíram no Brasil pela primeira vez. Veja também a confusão de algumas capas que as editoras fizeram ao longo dos anos.

Vamos lá!

Tex n. 062 – Squali (Tubarões)

No Brasil a história saiu em Tex n.19 – A Cidade Sem Lei (Editora Vecchi)

Roteiro de Gianluigi Bonelli e arte de Aurelio Gallepini. Capa também de Gallepini.

Durante a corrida do ouro na Califórnia, as cidades cresceram desordenadamente, abrigando gente de todas as espécies. Refém nas mãos de bandidos inescrupulosos e na inoperância das autoridades locais, a cidade de San Francisco precisa de ajuda para fazer vigorar a lei.

O comando dos Rangers então designa Tex e Kit Carson para fazer uma tremenda limpeza na cidade, do jeito que o velho Bonelli gostava, com muitos socos, pontapés e uma chuva de chumbo grosso! Hogan e Colbert são os principais vilões desta edição, líderes de facções opostas e sanguinários. Hogan é o primeiro a ir para o inferno, quando explode uma caixa de dinamite enquanto o vilão tentava escapar do fogo. Esta história foi publicada originalmente em 1964 na série do Tex em Talão de Tiras n. 12, com o título “La Cittá senza legge” (A cidade sem lei).

 Tex n. 072 – New Orleans (Nova Orleans)

No Brasil foi publicada originalmente em Tex n. 14 – O Tesouro do Pirata (Editora Vecchi)

Roteiro de Gianluigi Bonelli e arte de Aurelio Galleppini e Francesco Gampa. Capa de Galleppini.

Esta já não tem tanta ação quanto a aventura citada anteriormente em San Francisco, mas remete bastante aos antigos filmes de faroeste.

Nesta história, Tex e Kit estão viajando em um clássico barco a vapor e acabam se metendo em uma trama de conspiração entre bandidos que estão em busca de um tesouro escondido. Nesta edição Tex aparece com roupas íntimas, algo que não se vê frequentemente. Nesta história Carson acaba se envolvendo com uma bela mulher, do jeito que gosta.

 

 

 

 

Tex n. 110 – Chinatown

Publicado no Brasil na edição n. 085 – A Volta doDragão (Editora Vecchi)

Roteiro de Gianluigi Bonelli e desenhos de Guglielmo Letteri. Capa de Aurelio Galleppini

Entre salões esfumaçados de Texas City, Tex e seus amigos vão até lá para investigar o assassinato do companheiro ranger, Fred Bolton e descobrem que a cidade portuária caiu nas mãos da gangue oriental do Dragão Negro que está traficando ópio, caso que Bolton estava investigando.

Tex começa interrogando a encantadora Jane Brent. A partir deste momento os chineses tentam acabar com os pards de todos os jeitos: Esforço desperdiçado! Tex contrata uma gangue e juntos reduzem os salões dos narcotraficantes a escombros.

Nas sombras, o grande vilão da história, o Dragão, permanece em segredo até que um pequeno detalhe acaba por revelar a identidade do inimigo para Tex. Era Jane, para a tristeza de Carson que naquela altura já estava enamorado pela bela (como sempre). Não é explicado como ela acaba se tornando chefe do submundo da cidade, e a garota quase consegue derrotar Tex, porém seu destino é cruel. Roteiro genial de G. L. Bonelli.

 

O desenho da capa original saiu na edição 86 da Vecchi

 

Tex n. 154 – San Francisco

Publicada no Brasil na edição 98 – San Francisco / e 99 – Luta no Mar (Editora Vecchi)

Roteiro de Gianluigi Bonelli. Desenhos e capa de Aurelio Galleppini

Tex e seus pards retornam a San Francisco para reencontrar um velho amigo, Tom Devlin e acabam entrando em uma aventura de vingança, tiroteio e perseguições. Tex encontra um irmão de Johnny Devine, Diamond Jim, o braço direito de Shangai Kelly que dominava o crime na cidade e que Tex já havia derrotado.

Diamond Jim então procura vingança e ordena o rapto de Kit Willer, o colocando em um veleiro com o objetivo de abandoná-lo em uma ilha perdida no Pacífico. O capitão Drake, conhecido como Barba Negra é encarregado do trabalho mesmo sem saber com quem está lidando.

Na edição seguinte, Luta no Mar, Tex parte em resgate de seu filho em uma grande aventura marítima. Bonelli faz com que Tex chegue a sua plenitude, atuando com um verdadeiro justiceiro que não recua perante nada em busca de seu filho.

Em tempo, o roteirista ainda constrói Barba Negra, um personagem fascinante, fugindo um pouco dos estereótipos dos vilões Bonellianos. Galep dá show na construção das embarcaçoes e cenas marítimas. Ponto muito alto na carreira de Tex, G. L. Bonelli e Galep.

 

 

 

 

Tex n. 172 – Il laccio nero (O laço negro)

No Brasil edição n. 115 – Chinatown (Editora Vecchi)

Roteiro de Gianluigi Bonelli e arte de Gugliemo Letteri. Capa de Aurelio Galleppini.

Mais uma vez em San Francisco, pequenas meninas chinesas, tiradas de suas aldeias nativas à força, são levadas como escravas para Chinatown onde são vendidas. Quem investiga este tráfico sujo acaba morto estrangulado por um laço de seda preto. Uma destas tentativas de homicídio é presenciada por Tex, Carson, Kit, Tigre e Tom Devlin, que conseguem evitar.

Depois disso, a investigação leva nossos heróis ao  salão de jogos Tong, dirigido pela atriz Ah-Toy, mais conhecida como A Filha do Dragão e seus dois cúmplices sombrios, Lao Tan, chamado Garra Negra e o fabricante de biscoitos, Wong Ha Gum. Mas com Tex chegando na cidade, os criminosos chineses se ouriçam e imediatamente começam a tecer planos para acabar com nosso herói. Após falhar já na primeira tentativa, Tex e seus pards mais uma vez e com a delicadeza habitual, levam ao colapso a organização criminosa.

A capa de Tex Coleção ficou muito mais detalhada que a original.

Esta é uma das aventuras de G. L. Bonelli mais queridas dos fãs de Tex. E uma das melhores do herói em cidades. Bonelli e Letteri no auge. Entre vários confrontos nesta aventura, o mais emblemático é o entre a justiça dos homens e a justiça das leis. Tex sempre com sua conduta e ação guiada pelos valores da honra e lealdade, a verdadeira justiça. E Tom Devlin limitado por uma justiça de tribunais e leis. O tema de tráfico de jovens é ainda atual, Bonelli traz este tema e reforça com a diferença entre a cultura ocidental e a oriental.

Tex n. 220 – Il complotto (O complô)

Publicado no Brasil no Almanaque Tex 11 com o título – Complô em Washington (Editora Mythos)

Roteiro de Guido Nolitta e Gianluigi Bonelli e desenhos de Erio Nicoló e Guglielmo Letteri. Capa de Aurelio Galleppini

Tex vai a Washington encontrar Ely Parker e assim conseguir garantias para as fronteiras da reserva Navajo e acaba se deparando com um atentando ao candidato à presidência Hayes, um político honesto que arruma alguns inimigos. Tex e Carson são capturados e presos no porão do navio.

Após conseguirem escapar, desmantelam a conspiração e derrotam os vilões. Letteri, o grande especialista em desenhar cidades faz um belíssimo trabalho.

A primeira parte da trama é emocionante, porém depois da metade as expectativas não se mantém e a história é concluída abruptamente.

 

 

Tex n. 230 – Il Clan dei Cubani (O clã Cubano)

Publicado no Brasil na edição 147 – O Clã dos Cubanos (Editora Vecchi)

Roteiro de Gianluigi Bonelli. Desenhos de Fernando Fusco e capa de Aurelio Galleppini.

A aventura começa em um barco no Mississippi onde os quatro pards dão uma dura lição em um grupo de jogadores. Depois da surra, acabam descobrindo que Nova Orleans está nas mãos de uma gangue criminosa cubana chamada Máscara de Ferro. Liderada pelo sudanês Hanubi, a gangue faz uma parceria com o clã cubano. Misturando voodoo e outros artifícios, os bandidos começam a ameaçar e chantagear os ricos da cidade, usando cobras e dardos venenosos.

O xerife Nat Mac Kennet dá carta branca para Tex acabar com a organização. A Máscara de Ferro coloca uma recompensa de cinco mil dólares para quem acabar com Tex e seus pards que ao chegarem já começam a prejudicar os planos dos vilões até chegarem ao líder da Máscara de Ferro. Uma das últimas grandes aventuras de Gianluigi Bonelli, com destaque aos diálogos perfeitos. A trama segue parecida à de “O laço negro”. Os quatro pards em grande forma e a presença muito original de Lola Fuente com os belos traços de Fusco.

Tex n. 323 – La città corrotta (A cidade corrompida)

Publicada no Brasil em Tex – Edição Especial Colorida n.2 – A Cidade Corrompida (Globo)

Roteiro de Gianluigi Bonelli e desenhos de Fabio Civitelli. Capa original de Aurelio Galleppini e pintura de Sergio Zaniboni na edição brasileira.

Tex e Carson chegam mais uma vez em Nova Orleans a pedido do xerife Nat Mac Kenneth para investigar denúncias sobre um bando que está extorquindo dinheiro de comerciantes e donos de barcos, a River Band. Liderada por Evil Rod Rever, jogador e dono de um pequeno barco, o Florida. Rever e sua gangue são protegidos por uma rede de silêncio, onde conseguem agir sem sofrer qualquer denúncia, dificultando o trabalho de Mac Kenneth em prendê-lo.

Com a vinda dos pards o jogo muda e o império de Rever afunda junto com seu barco que Tex e Carson explodem com dinamite! Nova Orleans respira o ar puro novamente.

Civitelli conta uma história que em uma manhã, Giovanni Luigi Bonelli entra na redação da via Buonarroti e diz a Decio Canzio que preparou um novo roteiro. O enredo da história? O pai do ranger responde com diversão: “Tex chega e explode tudo!”. Era o roteiro de Cidade Corrompida.

Esta história foi uma das últimas de Bonelli, uma edição literalmente explosiva em suas 110 páginas, das quais 30 foram escritas por Tiziano Sclavi (criador de Dylan Dog). Civitelli recria muito precisamente as ruas de Nova Orleans a partir de inúmeras ilustrações do período. A área portuária com seus barcos a vapor característicos, os monumentos históricos… Mas seu Tex ainda estava evoluindo, sem uma identidade precisa, mas seu rosto é afiado e duro, combinando perfeitamente com o enredo violento desta história.

Tex n. 325 – La morte scende dal cielo (A morte desce do céu)

No Brasil foi publicado em Tex n.232 – Asas da Morte (Editora Globo)

Roteiro de Claudio Nizzi e desenhos de Guglielmo Letteri. Capa de Aurelio Galleppini.

Em Washington, os falcões Li-Wang comandados pelo falcoeiro Koo, espalham a morte. Tex e Carson se livram da aves de rapina com tiros de revólver e perseguem Koo pelos telhados da cidade.

Koo acaba caindo de um telhado e preso. Depois é usado como isca para atrair o advogado Rafferty que tem envolvimento com o senador Russell, a alma negra por traz da especulação ferroviária no Arizona.

Mais uma aventura onde Tex se envolve com tramas políticas em Washington.

 

 

Tex n. 331 – Nelle paludi della Louisiana (Nos pântanos da Louisiana)

Publicado no Brasil em Tex n. 239 – Nos Pântanos da Louisiana (Editora Globo)

Roteiro de Claudio Nizzi, desenhos de Fernando Fusco e capa de Aurelio Galleppini

O sinistro Martin Stingo, cúmplice do capitão Curtiz del Nantucket navegam o Pierre de la Rochelle e buscam a independência da Louisiana dos EUA.

Se juntam aos rebeldes negros de Manbela, adoradores do Grande Crocodilo e sonham com uma terra onde podem viver livres.

Os planos corriam muito bem até que o xerife Nat Mac Kennet chama mais uma vez Tex e seus pards para enfrentar mais esta aventura em Nova Orleans.

 

 

Tex n. 354 – La Congiura (A Conspiração)

Publicada no Brasil em Tex. 264 – A Conspiração (Editora Globo)

Roteiro de Claudio Nizzi e desenhos de Cláudio Villa. Capa de Aurelio Galleppini.

Tom Devlin, chefe da polícia de Frisco é sequestrado. Tex e Carson são chamados por Mike Tracy do Alameda Hotel e Sam Bennan do San Francisco Examiner para partir em busca de Tom.

O capitão Barba Negra sabe onde Devlin está e é revelada uma conspiração interna na Polícia. Enquanto isso em Alcatraz, Barba Negra quer liberdade.

Um retorno a San Francisco junto aos personagens das aventuras que aconteceram nas edições San Francisco e Luta no Mar.

 

 

 

Tex n. 415 – Delitto nel porto (Crime no Porto)

Publicado no Brasil em Tex. N.327 – Briga de galo (Editora Globo)

Roteiro de Claudio Nizzi e desenhos de Fabio Civitelli. Capa de Claudio Villa.

Saindo um pouco da conexão San Francisco, Washington e Nova Orleans, Tex e Carson vão até uma nevada Boston em busca de Wayneka. Um Navajo renegado, cúmplice do negociante de armas Paul Beaumont, ex-revolucionário. Os rangers logo encontram Wayneka em um “Cockfight”, um grande galpão onde ocorrem lutas de boxe clandestinas.

Lá, eles são identificados por Wayneka e uma briga generalizada estoura. O capitão de polícia Corbett, cúmplice de Beaumont, repreende os rangers e Wayneka acaba morto e jogado no porto. Tex e Carson começam a seguir Requin, também ajudante de Beaumont, para descobrir onde as armas estão escondidas. Mas acabam caindo em uma armadilha e salvos por Pierre Touissant, um agente da Companhia Pinkerton que está investigando sob identidade falsa o caso do contrabando de rifles.

Tex, Carson, Touissant  e a bela Julie, conseguem capturar Requin e descobrir o nome do navio que transporta as armas: o Normandie. Ao preparar o golpe final em Beaumont, as surpresas contra os rangers ainda não acabaram.

Esta é uma história muito convincente e agradável até a última página. Nizzi, graças à habilidade de Civitelli, nos mostra uma Boston corrupta e suja, que nem mesmo uma nevasca a torna mais amigável. Tex e Carson são brilhantes e irônicos.

A bela capa de Claudio Villa que deveria ser publicada pela Globo na edição 327 saiu na edição 325 com o título “A Prisioneira do Farol”. A Mythos quando republicou Crime no Porto na Edição Ouro n. 48 colocou a capa certa.

 

Tex n. 456 – Al di sopra della legge (Acima da Lei)

Publicado no Brasil nas edições n. 370 a 372 – Cadeia de Homicídios (Editora Mythos)

Roteiro de Claudio Nizzi e desenhos de Víctor De La Fuente. Capa de Claudio Villa

Os justiceiros, uma associação que comete crimes em nome da justiça, deixa Tom Devlin impotente perante uma série de homicídios que vem afligindo San Francisco. Esta terrível associação justifica seus atos em nome de um julgamento onde os culpados acabam sempre impunes.

Devlin chama Tex e Carson que logo encontram um grupo de assassinos com motivações diferentes das habituais histórias do ranger. Vemos uma crítica de Nizzi à sociedade atual cheia de corrupção, chantagem e crimes, que deveriam ser levados à justiça e não são.

A dinâmica entre ética e moral, tanto a dos assassinos, quanto a do próprio Tex permeiam toda a trama que se revela muito interessante e ao aprofundamento da ideia inicial, de que as leis não funcionam.

Esta é a última aventura de Tex desenhada por Victor D La Fuente e como em todas as aventuras em cidades, vemos as verdadeiras habilidades dos desenhistas. De La Fuente com um traço elaborado e elegante demonstra facilidade em mudar de cenários.

Tex n. 461 – La pietra di Akbar (A pedra de Akbar)

Publicada no Brasil nas edições n. 376 a 378 – A Pedra de Akbar (Editora Mythos)

Roteiro de Claudio Nizzi e desenhos de Fernando Fusco. Capa de Claudio Villa.

Durante sua estadia na Índia Britânica, o Major Granger roubou um diamante denominado: A Pedra de Akbar. Perseguido pelo marajá de Akbar, o militar inglês conseguiu embarcar no primeiro navio que rumava para a Europa. Durante a viagem, atacado pela febre amarela e sentindo que pouco tempo lhe restava de vida, o major entrega o diamante ao comandante da embarcação, pedindo-lhe que o faça chegar à sua filha que está precisando de dinheiro.

Mas, as paredes tem ouvidos e alguém acaba tendo conhecimento da história e roubando o diamante. Devido aos seus poderes ocultos ou não, a verdade é que a pedra vai deixando um rastro de morte e alvo de cobiça de alguns. Tex e Carson, que estão deixando Nova Orleans depois de ajudar mais uma vez o xerife Pat Mac Kennet, acabam tendo que enfrentar várias pessoas inescrupulosas e gananciosas.

Nizzi consegue construir um conjunto de situações enquanto o diamante anda de mão em mão, prometendo uma aventura feita de coincidências. Mas no fundo, a história fica girando em torno do diamante que motiva a cobiça cega dos homens. A aventura acaba nunca saindo dessa armadilha. Parece até que o próprio Nizzi se confunde com todas as coincidências…

O desenho de Fusco, que por muitas vezes acaba ultrapassando a qualidade dos argumentos, aqui fica mediano.

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É isso pessoal, quem souber de mais histórias em cidades comente aqui e caso encontrem erros nos textos das edições, já que não li todas não posso garantir, deixe aqui também seus comentários.

 

Viva Bonelli!

Mythos comemora centenário de Galep com edição especial

Tex Willer, o famoso ranger da editora Sergio Bonelli Editore completa 70 anos em 2018. Junto a isso também comemoramos o centenário do grande Aurelio Galleppini que junto a Gianluigi Bonelli deu vida ao personagem em 1948.

O desenhista Galep, como é carinhosamente conhecido, foi o criador gráfico de Tex, a pessoa que determinou o visual do herói que perdura até hoje. Responsável por desenhar numerosas histórias do personagem, ele é o artista preferido de grande parte dos fãs.

Em comemoração ao seu centenário a Editora Mythos publica neste mês de fevereiro uma edição especial que fala sobre a extraordinária carreira de Galep. Em formato italiano Bonelli de 16×21 cm e 196 páginas (valor ainda não definido), a edição traz as duas primeiras histórias do espadachim Occhio Cupo, personagem criado por Galep e Bonelli antes de Tex. E também uma das mais célebres histórias do rude herói do oeste magistralmente ilustrada por Galep.

A edição ainda traz muitas matérias contando a história do artista, detalhes de sua vida até seu falecimento em 1994.

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Mythos planeja lançar Álbum de Figurinhas de Tex

Este é um ano muito especial para os fãs de Tex e Bonelli no Brasil. É o ano que nosso herói completa 70 anos de publicação. No Brasil sua primeira aparição foi na revista Júnior n.28 (25 de fevereiro de 1951, formato talão de cheque), com o nome de Texas Kid e somente a partir de 1971 começou a ser publicado na edição normal que vemos até hoje e com o nome Tex Willer. Primeiro pela Editora Vecchi, depois RGE, Globo até finalmente a Mythos Editora assumir o compromisso e manter as aventuras de Tex nas bancas e junto à todos os fãs.

Uma série de comemorações, edições especiais, etc. estão sendo preparadas na Itália, algumas ainda em segredo, principalmente em setembro que é o mês do aniversário. E no Brasil? Bom, algumas coisas já sabemos, publicadas no blog dos pards texwiller.blog.com, mas não custa relembrar e comentar aqui outras novidades.

Estas informações vieram diretamente do Diretor e Editor da Mythos, Dorival Vitor Lopes. O mesmo confirmou quais serão as edições de Tex para este ano. Tex Mensal terá 12 edições, Coleção 24 edições e Tex Edição Histórica 4, uma já publicada em janeiro. Tex Graphic Novel teremos duas edições e teremos também duas edições do Tex Especial Colorido, que continuará seguindo a cronologia italiana.

Almanaque Tex n.50 sairá em fevereiro com duas histórias inéditas publicadas nesta quinta-feira (25) que já comentamos aqui na Confraria. Uma delas uma aventura solo de Jack Tigre (imagem acima). Tex Ouro será publicado em todo mês ímpar, um já publicado no final deste mês de janeiro e Tex Platinum todo mês par. Além das republicações da Tex Anual, Tex Platinum este ano trará as minisséries Mercadores de Morte e O Veneno do Cobra, em volumes únicos. Tex Gigante sairá em outubro e Tex anual como sempre, em dezembro.

Mefisto e seu filho voltarão em formato livro. O Sinal de Yama será reapresentada num elegante volume, em grande formato valorizando o trabalho de Fabio Civitelli e A Volta de Mefisto, com belíssimos desenhos de Claudio Villa, irá virar um volume gigante e em cores.

Agora as publicações especialíssimas. “Vamos ter a Edição 100 Anos de Galep, comemorando o centenário de nascimento do criador gráfico de Tex, com 192 páginas, três aventuras e muitas matérias contando a vida de Aurelio Galleppini”, ressalta Dorival.

E por fim o Editor fala que, “talvez a gente faça o álbum de figurinhas do Tex, dependendo dos custos”. Na edição Tex Coleção 445 ele já havia comentado que poderia sair este álbum, e para a Confraria ele confirma novamente, e está estudando os custos.

Entre abril e maio de 1981, a Editora Vecchi lançou dentro da sua conhecida coleção Livros de Ouro da Juventude n.52 um álbum de figurinhas do Tex. Medindo 27,5 x 20,5 cm, 384 figurinhas distribuídas em 32 páginas e todo colorido. Hoje, este um dos mais raros itens para os colecionadores Tex chega a custar R$ 2.000,00.

As figurinhas foram distribuídas de forma a contar até aquela data a história do Tex, desde sua primeira aparição. As páginas foram organizadas em tópicos assim ordenados:” A História de Tex”, “Os Companheiros”, “Os Grandes amigos de Tex”, Os aliados de Tex”,”As Mulheres de Tex”, “Mefisto e Yama”, “Os Inimigos de Tex”,”O Mundo de Tex”, “Os animais do Oeste”, Os índios”,”Magia e Mistério em Tex”,” As Melhores capas de Tex” e “Tex em Ação”. Fora isto no miolo e páginas iniciais e finais paisagens do mundo do personagem ricamente ilustradas e coloridas.

O álbum foi a primeira publicação colorida de Tex no Brasil e para tornar o item ainda mais especial, a capa foi um trabalho inédito de Galleppini especialmente para esta edição. Para conferir o álbum completo acesse: http://museudosgibis.blogspot.com.br/2012/08/album-de-figurinhas-do-tex.html e confira algumas imagens logo abaixo.

Estão satisfeitos? Um belíssimo ano para nosso ranger e seus pards também no Brasil. Parabéns à Mythos e ao Dorival que não irão perdem o Último Trem e estão preparando muitas coisas legais para nós leitores.

Viva Bonelli!

 

Chega nas bancas italianas Tex Magazine (Almanaque Tex)

Nesta quinta-feira (25) chega nas bancas da Itália o Tex Magazine 2018, que no Brasil é publicado no Almanaque Tex. Terá duas histórias inéditas, inclusive uma aventura solo de Jack Tigre pela primeira vez.

Serão 176 páginas e além das histórias traz artigos diversos sobre o velho oeste. Mas o principal são as histórias. A primeira é “Prisão Modelo”, escrita por Diego Cajelli e ilustrada por Luca Vannini. Nela, Tex e Kit Carson acompanham o prisioneiro Archibald Leyton, protegendo-o dos ataques Apaches e de um rico proprietário que o quer morto. Parece uma história bem ao estilo do filme 3:10 To Yuma (Os Imperdoáveis no Brasil).

Na história seguinte, “A alma do guerreiro”, escrita por Luigi Mignacco e com desenhos de Giovanni Bruzzo traz a primeira história de Jack Tigre como protagonista principal. “Desde que Lillyth faleceu, a mãe de Kit Willer, Jack Tigre cuida do garoto na aldeia Navajo, lhe ensinando alguns truques que todos os garotos indígenas devem conhecer para sobreviver em um mundo dominado pela violência. Kit, é claro, retribui o carinho ao seu guardião e está sempre ao seu lado quando os brancos querem evitar que um “índio sujo” entre em um hotel, no saloon ou restaurante. Tigre é sempre protegido por seus pards – Tex, Kit e Carson – mas isso não quer dizer que ele não tenha autonomia. Esta história traz uma prova disso”, destaca Graziano Frediani, editor da Sergio Bonelli Editore.

Abaixo algumas páginas disponibilizadas pela Editora:

Fonte: http://www.sergiobonelli.it/news/2018/01/24/gallery/arriva-il-nuovo-tex-magazine-1002388/

Editora Bonelli comenta sobre publicações de Tex em 2018

A Sergio Bonelli Editore fez um balanço do que trará para o nosso herói em 2018. Sem delongas vamos aos planos para o setentão Tex, com cara de 40 e que parece ter 20.

Em fevereiro será lançada mais uma Graphic Novel por Boselli e Mastantuono que concluirá a história iniciada em “O Vingador” (Graphic Novel ainda inédita no Brasil) e terá Tex, seu irmão Sam e o guardião Jim Callahan que se comprometeram a vencer a batalha contra os invasores que mataram Ken Willer.

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Maxi Tex – O passado de Tex

Depois do último Texone – Il magnifico fuorilegge, agora um Maxi Tex que dá sequência à promessa da Bonelli de contar detalhes da juventude de Tex em comemoração aos seus 70 anos.

Nesta publicação que sairá em outubro, uma história ambientada no período da adolescência do personagem, às margens do Rio Nueces, no Texas. Mais que uma capa peculiar que mostra também o ranger com a rara camisa vermelha e “alguns” outros personagens, a tendência dos 70 só frisa o crescimento sobre o assunto. Já vimos recentemente uma pequena referência em “Frontera!”. A camisa por si só já indica que vem história sobre o passado e o tempo “pré ranger” do herói.

Vale ponderar que, a partir do Texone #32, passou a valer a série de histórias planejadas pela Bonelli para contar episódios inéditos do passado de Tex. “Frontera!” e todas as outras edições que, de alguma forma, contaram passagens em flashback, são parte da liberdade criativa que os autores sempre tiveram para criar as aventuras, que nesta fase, está a flor da pele.

Segundo nosso parceiro Thiago Gardinali, durante sua estadia na bota, e pelo que pode sentir e ouvir do staff, o ano do septuagésimo aniversário terá HQs intencionalmente elaboradas para contar fatos nunca antes revelados!

Tex, Bonelli e LEGO – Uma caótica boa ideia!

Lego, quem nunca ouviu falar?  Será que todos conhecem o que a empresa passou? E o que exatamente ela tem a ver com o velho oeste e Tex?

LEGO – Uma Empresa Orgânica como SBE

A ideia altamente lucrativa surgiu por acaso (assim como toda boa invenção).  Ole K. Christiansen era carpinteiro e por conta das baixas vendas de seus móveis, acabava passando boa parte do tempo esculpindo brinquedos.

Deste básico feitio surgiu a primeira impressão: Ole percebeu que por mais que o mercado de consumo estivesse em baixa, as famílias sempre despendiam valores com brinquedos. Criou, então, em 1932, os primeiros blocos, sendo oficialmente comercializado em maior número em 1934. Os blocos de montar propriamente ditos foram uma sugestão de uma indústria injetora de plástico, que permitiu em 1950, que os blocos pudessem se encaixar e ser empilhados. Ole, com o passar dos anos aperfeiçoou e deu ao tijolinho mais conhecido do planeta a forma que vemos hoje.

A engenhosidade, simples a primeira vista, foi ousada, já que permite a construção e empilhamento infinito das peças, que rendem obras e mais obras únicas espalhadas pelo mundo, como o icônico tigre de Lego, que já andou passeando por diversos locais aqui no Brasil. Mas isto representa menos de 1% das façanhas que os fissurados por Lego já cometeram.

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