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fumetti #4

Fumetti. #04 – Abril 2018!

fumetti #4A maior e melhor edição já feita da fumetti digital! Claro que todo mês esperamos bater essa meta e seguir melhorando e crescendo cada vez mais.

Nessa edição um super especial sobre Dylan Dog, contando desde sua criação até o atual momento na Itália. Isso sem mencionar a entrevista com ninguém menos do seu criador, Tiziano Sclavi e Gigi Cavenago, um dos melhores (senão for o melhor) capista e desenhista do Investigador do Pesadelo. Gigi é o desenhista da primeira graphic novel de Dylan Dog que será lançada no Brasil, pela Mythos, agora em maio.

Para os amantes do Western, EXCLUSIVO no Brasil, “O Mundo do Oeste”, uma série de ensaios sobre o velho Oeste escrito por Wilson Vieira para um dos maiores portais especializados em quadrinhos Bonelli, a Dime Web. Parceria mais do que especial entre a Revista fumetti e o portal Dime Web. Um trabalho muito bem elaborado entre o Wilson e o Francesco, um dos responsáveis pelo portal, onde ao longo do texto ele relaciona as passagens com edições de Tex, Zagor e demais personagens Bonelli.

Depois de alguns meses de pesquisa e apuração, trazemos uma matéria sobre a formação de preço de capa das HQs vendidas no Brasil, complementando artigos anteriores sobre o custo dos quadrinhos por aqui.

No nosso espaço de quadrinhos independentes, um história exclusiva de Décio Ramírez e outra grande entrevista, dessa vez com Pedro Mauro falando sobre sua HQ Gatilho, que já se tornou um clássico dos quadrinhos nacionais.

Joana Rosa trás a segunda parte de seu artigo sobre as coleções de Tex que já terminaram ou foram canceladas e porque elas ainda movimentam tanto o mercado. E na coluna do Luiz Henrique quadrinhos de terror, uma paixão nacional.

Um super pôster de Gringo, na arte de Marcos Martins!

E fechando a edição, o review de Dampyr da Editora 85, Godless e games de faroeste!

Faça o download já!

Edição em formato página simples, aqui.

E em formato de páginas duplas, aqui.

Boa leitura!

Dylan Dog e Twin Peaks

As edições #64 (Os Segredos de Ramblyn) e #65 (O Animal das Cavernas) de Dylan Dog tem clara referência à série de terror e suspense da década de 90: Twin Peaks. Dylan está investigando os mistérios de uma pequena aldeia nas montanhas do País de Gales (Ramblyn), onde uma menina chamada Katinka desaparece. Praticamente a mesma trama e o principal foi a inserção de personagens tão ou mais bizarros como os da série.

Twin Peaks é uma série criada por Mark Frost e David Lynch. A trama mostra a investigação do agente do FBI Dale Cooper sobre o assassinato da popular estudante do colegial Laura Palmer. O título da série provém de seu cenário principal, a cidade fictícia de Twin Peaks, em Washington. A série iniciou em 1990 e teve duas temporadas. A primeira com sete episódios e a segunda com 22.

Twin Peaks possuía uma história complexa nunca vista em uma série antes, personagens estranhos e excêntricos, tramas cheias de mistérios, sendo difícil categorizá-la, pois possuía momentos alternados entre suspense, surrealismo, drama, policial, humor e terror psicológico. A misteriosa morte de Laura Palmer, a música tema de Angelo Badalamenti, assim como a forma como cada habitante de Twin Peaks estava envolvido com a morte de Laura Palmer, ajudaram a segurar o trama e a tensão e ter uma 1ª temporada aclamada pelo público e crítica até os dias atuais.

Em 1992, a série teve um prequel que mostrava os últimos dias de Laura Palmer, o filme Twin Peaks: Fire Walk with Me e em 2017 a série retornou como uma série limitada de 18 episódios no canal a cabo Showtime.

O próprio Dylan é um grande fã do gênero terror, tem vários pôsteres de filmes em seu escritório e sempre ao ir no cinema assiste à algum filme como Lobisomem Americano em Londres, um que ele adora (gosto duvidoso, realmente). Os próprios roteiristas colocam várias referências à filmes do gênero nas edições. Já vimos referência ao filme Psicose, de Alfred Hitchcock, com a famosa cena do assassinato no chuveiro praticamente quadrinizada por Corrado Roi na Edição Italiana #20 (Dal Profondo, publicada no Brasil na edição #9 da Mythos).

Além da primeira edição de Dylan Dog ser uma clara referência aos filmes de George Romero. Inclusive na edição Horror Paradise, onde  a Mythos retoma a publicação de DyD no Brasil agora em março, Dylan enfrenta uma série de personagens de terror, como Alien e Freddy Krueger.

Como mencionado antes, as edições 64 e 65 tem várias referências à Twin Peaks, e em Dylan Dog Color Fest n.13 (acima), um jovem Dylan é mostrado assistindo ao filme “Estradas Perdidas” de 1997, onde é forçado a parar para ver quem estava gritando na casa do vizinho.

“Eu adoro esse filme”, comenta Dylan assistindo a uma das cenas mais perturbadoras do cinema, realizada por David Lynch.

Com Horror Paradise Mythos retoma Dylan Dog no Brasil

A Editora Mythos anunciou através de seu blog parceiro TexWillerBlog.com o checklist de março. E nele estava a tão aguardada divulgação das histórias, preços e formatos das novas edições de Dylan Dog e Martin Mystere que a editora irá lançar este ano.

Dylan Dog e Martin Mystère serão publicadas neste mês de março ao preço de R$ 26,90, formato italiano Bonelli, papel Offset 90g e miolo preto e branco com 100 páginas. Os fãs que aguardavam ansiosamente pelas edições ficaram decepcionados com o valor das edições, que serão, segundo a Mythos, distribuídas apenas em algumas capitais, livrarias e comic shops, além da venda pelo próprio site da Mythos.

É provável que este valor diminua consideravelmente com promoções e descontos, possibilitando assim a compra com um preço razoável das edições. Mas o que chama a atenção principalmente nestas novas edições é a escolha das histórias. Tirando Dylan Dog, que foi publicado em 2017 pela Editora Lorentz em três edições, nenhum dos outros personagens anunciados, Martin, Nathan Never e Nick Raider havia sido publicado nos últimos anos. A última publicação dos mesmos faz mais de 10 anos pela própria Mythos.

Dylan Dog por exemplo, a Mythos anunciou a história Horror Paradise, publicada na edição n. 48 em 1990, escrita por Medda, Serra e Vigna, com desenhos de Claudio Castellini. A sinopse conta o seguinte: “Um péssimo despertar para Dylan Dog, que não se recorda como e nem por que alguém o jogou numa espécie de parque de diversões de filme de terror. Enquanto foge de demônios, monstros e alienígenas famintos, o Investigador do Pesadelo deve reencontrar o fio da memória. Tudo começou poucos dias antes, ao seguir os rastos ensanguentados de Alfred Hotchkiss, o diretor maldito, o gênio do terror, que foi desta para a melhor em circunstâncias misteriosas”.

Para entender melhor porque a editora irá publicar esta edição primeiro, é bom dar uma olhada em toda a trajetória de Dylan pelo Brasil.

Começando pelo final. Pela Editora Lorentz que publicou três edições de períodos distintos em homenagem aos 30 anos do Detetive do Pesadelo.

  • Lorentz 01 – Retorno ao Crepúsculo – Dylan Dog n° 57/1991
  • Lorentz 02 – Manchas Solares – Dylan Dog n° 192/2002
  • Lorentz 03 – Mater Morbi – Dylan Dog nº 280/2009

Em 1991 a Editora Record lançou a primeira edição de Dylan Dog no Brasil.

Em ordem cronológica ela foi até o número 11, quando encerraram a série. Todas as edições foram lançadas similares às italianas, mesmo formato, mesmo desenho de capa, mesmo estilo. Muito fieis à original.

Dylan voltaria a ser publicado no Brasil apenas em 2001 pela Editora Conrad, em seis edições que foram baseadas nas lançadas pela editora Dark Horse nos EUA. As capas eram de Mike Mignola, criador de Hellboy, papel offset e formatinho similar aos mangás publicados pela editora na época. A Conrad repetiu duas edições publicadas anteriormente pela Record. O Despertar dos Mortos Vivos e O Retorno do Monstro.

A edições eram consideradas as melhores de Dylan Dog até então:

  • DYD-001 – Johnny Freak –   Dylan Dog n. 81 /06/1993
  • DYD-002 – O Despertar dos Mortos Vivos – Dylan Dog n.01/ 10/1986
  • DYD-003 – Memórias do Invisível – Dylan Dog n. 19 / 04/1988
  • DYD-004 – Morgana – Dylan Dog n.25 / 10/1988
  • DYD-005 – O Retorno do Monstro – Dylan Dog n.8 / 05/1987
  • DYD-006 – Depois da Meia-Noite – Dylan Dog n.26 / 11/1988

Em novembro de 2002 a Mythos inicia sua publicação de Dylan Dog no Brasil. Mesmo formatinho de Tex, papel jornal, a arte da capa tinha algumas peculiaridades que a diferenciavam da original italiana e os números eram totalmente variados. Tanto é que ela inicia pela número 100, uma edição que fala do passado de Dylan mas sem contexto se torna muito confusa.

Pela lista a seguir você pode acompanhar a miscelânea que a Editora fez, sem um critério específico de publicação:

  • DYD-001 – A História de Dylan Dog, julho/2002 – 10/1994 – n.100
  • DYD-002 – Cagliostro!, setembro/2002 – 03/1988 – n.18
  • DYD-003 – O Túnel do Terror, outubro/2002 – 07/1988 – n.22
  • DYD-004 – Partida com a Morte, novembro/2002 – 03/1992 – n.66
  • DYD-005 – O Longo Adeus, dezembro/2002 – 11/1992 – n.74
  • DYD-006 – Assassino!, janeiro/2003 –  Dylan Dog n° 12/1987
  • DYD-007 – Entre a Vida e a Morte, março/2003 – Dylan Dog n° 14/1987
  • DYD-008 – Um dia Maldito, maio/2003 – Dylan Dog n° 21/1988
  • DYD-009 – Nas Profundezas, julho/2003 – Dylan Dog n° 20/1988
  • DYD-010 – A Ilha Misteriosa, agosto/2002 – Dylan Dog n° 23/1988
  • DYD-011 – Canal 666, setembro/2003 – Dylan Dog n° 15/1987
  • DYD-012 – O Castelo do Medo, outubro/2003 – Dylan Dog n° 16/1988
  • DYD-013 – A Dama de Negro, novembro/2003 – Dylan Dog n° 17/1988
  • DYD-014 – Visões Mortais, dezembro/2003 – Dylan Dog n° 27/1988
  • DYD-015 – Terror do Infinito, janeiro/2004 – Dylan Dog n° 61/1991
  • DYD-016 – Grand Guinol, fevereiro/2004 – Dylan Dog n° 31/1989
  • DYD-017 – Obsessão, março/2004 – Dylan Dog n° 32/1989
  • DYD-018 – Jekill, abril/2004 – Dylan Dog n° 33/1989
  • DYD-019 – Aconteceu Amanhã, maio/2004 –  Dylan Dog n° 40/1990
  • DYD-020 – O Mal, junho/2004 – Dylan Dog n° 51/1990
  • DYD-021 – Uma Voz Vindo do Nada, junho/2004 – Dylan Dog n° 38/1989
  • DYD-022 – Golconda!, agosto/2004 –  Dylan Dog n° 41/1990
  • DYD-023 – Quando Caem as Estrelas, setembro/2004 – Dylan Dog n° 131/1997
  • DYD-024 – A Casa Assombrada, outubro/2004 – Dylan Dog n° 30/1989
  • DYD-025 – Eles Estão Entre Nós, novembro/2004 – Dylan Dog n° 13/1987
  • DYD-026 – Coelhos Assassinos, dezembro/2004 – Dylan Dog n° 24/1988
  • DYD-027 – O Fio da Navalha, janeiro/2005 – Dylan Dog n° 28/1989
  • DYD-028 – Quando a Cidade Dorme, fevereiro/2005 – Dylan Dog n° 29/1989
  • DYD-029 – O Escuro, março/2005 – Dylan Dog n° 34/1989
  • DYD-030 – O Recife dos Fantasmas, abril/2005 – Dylan Dog n° 35/1989
  • DYD-031 – Pesadelo de uma Noite de Verão, maio/2005 – Dylan Dog n° 36/1989
  • DYD-032 – O Sonho do Tigre, junho/2005 – Dylan Dog nº 37/1989
  • DYD-033 – O Senhor do Silêncio, julho/2005 – Dylan Dog n° 39/1989
  • DYD-034 – O Hiena, agosto/2005 – Dylan Dog n° 42/1990
  • DYD-035 – A História de Ninguém, setembro/2005 – Dylan Dog n° 43/1990
  • DYD-036 – Reflexos de Morte, outubro/2005 – Dylan Dog n° 44/1990
  • DYD-037 – O Duende, novembro/2005 – Dylan Dog n° 45/1990
  • DYD-038 – Infernos, dezembro/2005 – Dylan Dog n° 46/1990
  • DYD-039 – Escrito com Sangue, janeiro/2006 – Dylan Dog n° 47/1990
  • DYD-040 – O Mistério do Tamisa, fevereiro/2006 – Dylan Dog n° 49/1990

A Mythos então, pretende iniciando a republicação de Dylan Dog no Brasil retomar a coleção de onde parou. Mesmo publicando de forma totalmente variada as edições na vez passada, ela conseguiu que todas as edições originais de Dylan Dog fossem publicadas no país, contando as edições publicadas pelas outras editoras

Do 1 ao 11 pela Record, e da 12 até a 47, pela Mythos, fora os números 26 e 27 que a Mythos não republicou e saíram pela Conrad. A edição que lança agora em Março, n. 48, Horror Paradise, era a que faltava para que a cronologia do Detetive fosse totalmente respeitada no Brasil, pois a Mythos pulou ela, encerrando sua coleção na edição n. 49.

Para os colecionadores isso é ótimo. Pois mesmo em formatos diferentes, poderão ter até a número 49 e depois dela a 51, 61 e 131.

Das quatro edições programadas para este ano então podemos esperar que sejam continuações, sendo a próxima:

Al confini tel tempo n.50/1990

“Ao Confim do Tempo” (Tradução Livre), é escrita por Tiziano Sclavi, desenho de Luigi Piccatto e capa de Angelo Stano.

No Skyglass, o arranha-céu mais impressionante de Londres repentinamente é povoado por animais bizarros, antigos, extintos a milhões de anos. Dylan Dog deve ldar com homens das cavernas e dinossauros do passado mais remoto e fechar a passagem secreta que está ligada aos confins do tempo.

A número 51 já foi publicada pela Mythos na edição n. 10 – O Mal e pulamos pra:

Il Marchio Rosso (A Marca Vermelha) – n.52/1991

História de Tiziano Sclavi e desenhos de Gianluigi Coppola. Capa de Angelo Stano.

Yuri Wolkoff não entende por que o acusam de crimes tão monstruosos. Mas com o rosto marcado pela pobreza, é para todos o candidato perfeito: só pode ser ele o assassino, o terrível Marca Vermelhla! Após sua morte, no entanto, a dúvida surge, serpenteando na névoa como um fantasma. Um fantasma que retorna para matar…

La Regina Delle Tenebre (A Rainha das Trevas) – n.53/1991

Roteiro de Claudio Chiaverotti, desenhos de Montanari & Grassani. Capa de Stano.

A jovem Pam é possuída por um demônio. Médicos, sacerdotes e psiquiatras jogam a toalha: não há nada a fazer, pois a garota está ficando cada vez mais louca. Mas algo terrível se esconde por trás desta maldição, mas o quê? A Rainha das Trevas não é apenas uma alucinação, mas um monstro de carne e osso!

Claro que tudo isso passa apenas de especulação, mas pelo que foi feito me parece o mais correto a dizer que a Editora irá fazer.

Viva Bonelli!

As peculiares características de Dylan Dog

Dylan Dog é um personagem muito bem construído pelo seu criador Tiziano Sclavi  e pelos roteiristas que depois assumiram a série. A personalidade do herói faz com que os fãs tenham uma forte ligação e seus trejeitos e manias fazem dele quase que de verdade de tão peculiares e especiais para um simples personagem de quadrinhos. Aqui listo a maioria delas:

Dylan Dog sempre se veste da mesma maneira. Camisa vermelha, terno preto, jeans claro e sapatos Clarks. Independente do tempo (“para não estragar o visual”, como ele afirma). Além disso ele acha o guarda-chuva uma “invenção inútil”, especialmente quando não chove.

Porém se vestir da mesma maneira tem uma explicação mais pessoal. Na verdade ele se veste sempre assim em luto pela morte de Lilly Connoly (imagem ao lado). Em Dylan Dog & Martin Mystere: Última parada: O Pesadelo! (publicada no Brasil pela Record), Martin Mystere comenta que Dylan atribui o modo de sempre se vestir da mesma maneira para não esquecer da antiga namorada, Alison Dowell, porém na série mensal isso foi negado.

Sclavi deu carta branca para a roteirista Paola Barbato explicar este hábito do investigador. Na edição n. 200, Dylan compra doze conjuntos iguais e ressalta consigo mesmo que usar roupas iguais é o modo mais adequado de manter viva a memória de Lilly. A garota irlandesa fazia parte do IRA e acabou por morrer numa penitenciária em condições desumanas. O conjunto de roupas era o que ele estava usando no último encontro com ela.

Bloch e Groucho costumam pegar no pé de Dylan dizendo que ele “tem 12 ternos iguais ou realmente tem um excelente desodorante”.

O personagem já afirmou ter 1.85cm de altura.

Dylan Dog é abstêmio. No passado ele foi alcoólatra (na 2ª edição da série regular ele é visto bebendo cerveja, porém na reedição subsequente o quadro foi redesenhado e a cerveja virou suco de laranja. Na edição n. 81 lhe é oferecido um copo de whisky e Dylan não aceita), ele se define como um alcoólatra anônimo.
Groucho brinca que Dylan é um abstêmio que muitas vezes se esqueceu de se abster.

Dylan não fuma e é vegetariano.

Ele tem uma série de fobias: claustrofóbico (medo de lugares apertados) e aerofóbico (medo de altura) além de sofrer de vertigem. Nas poucas viagens ao exterior, ele sempre usa seu carro ou um navio (mesmo que fique enjoado). Geralmente é hipocondríaco.

Dylan tem pouco interesse na vida moderna. Não gosta de celulares e para escrever em seu diário usa caneta de pena e tinteiro.

Adora ler, especialmente poesia. Escuta música clássica, heavy metal e filmes de terror.

Apesar de estar sempre procurando ganhar dinheiro, Dylan não tem interesse particular nisso, às vezes investiga sem cobrar nada. Originalmente sua taxa de investigador privado é de 50 libras por dia mais despesas, mas na edição n.145 (ao lado) aumentou para 100 libras. Na n.146 ele chega a cobrar Mil libras por dia para trabalhar para o rico Darknight. Ele recebe uma média de mil a cinco mil libras antecipadamente.

Ele é o primeiro a ser cético em relação aos casos que enfrenta, e não é incomum vê-lo mandar seus clientes procurarem psicólogos ou psiquiatras antes de admitir a existência do paranormal.

Muitas vezes, quando as clientes são mulheres, Dylan se apaixona por elas e desenvolve um certo relacionamento.

Seu método de investigação consiste em partir de hipóteses racionais e “depois de ter descartado todas as hipóteses possíveis, o que resta é o meu trabalho: O Pesadelo”. Dylan é um detetive de verdade, qualificado pela Scotland Yard onde esteve às ordens do inspetor Bloch. Ele não acredita em coincidências.

Dylan está sempre tentando completar um modelo de galeão que por muitas vezes é destruído. Quando o está construindo, em muitas vezes Dylan recebe epifanias sore os casos que estão difíceis de resolver.

O galeão é uma réplica de um navio inglês do século XVIII, o HMS Vitória do Almirante Nelson. O modelo (destinado a nunca ser concluído e ao qual muitos eventos relacionados ao passado do personagem estão vinculados) foi adquirido após a morte de Lilly Connoly na loja Safará.

Na edição n.100 (publicada no Brasil na 1ª edição da Mythos), Dylan consegue terminar o galeão e acaba desencadeando uma série de eventos que o leva a conhecer seus pais e por um ponto final a todos os seus pesadelos. Na história extra, “Orrore Nero” (onde o personagem Francesco Dellamorte aparece), o galeão é terminado pelo menino Joey, amigo de Dylan, que faz o garoto desmontar o galeão. Nada acontece neste caso, pois é somente Dylan que tem uma conexão com o modelo, idêntico ao galeão que seus pais embarcaram há 300 anos.

Na edição n.100, Dylan descobre quem são seus verdadeiros pais, o que faz com que termine a investigação sobre si mesmo, o libertando dos pesadelos e começando uma nova vida tendo sonhos.

O fusca conversível branco com placas DYD 666 que Dylan possui foi dado como pagamento pelo primeiro caso resolvido pelo investigador. Embora em algumas histórias ele termine completamente destruído, sempre retorna intacto na aventura seguinte. Em Dylan Dog & Martin Mystere: Última Parada: O Pesadelo! É comentado, ao contrário do que foi dito na série regular, que Dylan tinha o mesmo carro no ano de 1978.

Em seu tempo livre Dylan toca clarinete. Ele se inspirou na paixão de Sherlock Holmes pelo violino. Ele geralmente toca “Il Trillo del Diavolo”, de Tartini. Na primeira edição da série regular, o clarinete é perdido pois sua maleta continha uma bomba. Groucho dá um novo clarinete para Dylan na edição n. 2. Na edição n.25, Morgana (publicada no Brasil pela Conrad) devolve à Dylan o clarinete perdido na edição n.1, então Dylan tem dois clarinetes, mesmo que os dois nunca tenham aparecido ao mesmo tempo.

 

A música no Clarinete de Dylan soaria assim:

 

Dylan tem uma arma velha que encontrou enquanto estava com Marina Kimball em uma caverna, quando ainda era jovem. Ele quase sempre leva consigo e Groucho é quem tem a tarefa de lançar a arma quando Dylan precisa (o primeiro lançamento é executado por Marina). A pistola é uma Bodape Mod. 1889 tipo B. Foi destruída na edição n.101, mas depois foi consertada por Moore, o proprietário de uma loja de armas.

Quando recebe clientes em seu escritório, Dylan geralmente está sentado com uma perna descansada em um braço da poltrona, suas mãos estão juntas ao nível do rosto e os cotovelos apoiados no braço da poltrona e o outro na perna oposta. Pode ser uma referência à postura adotada por Sherlock Holmes.

Dylan não tem um sexto sentido, tem um quinto e meio sentido.

Dylan tem como marca registrada a expressão “Judas Dançarino!”, usada em quase todas as edições. Tiziano Sclavi, criador de Dylan comenta que a expressão era de um amigo jornalista, Gianluigi Gonano.

Em 1995 Dylan se torna padrinho após salvar o casal Sara e Steve, pais do falecido Tom que virou um fantasma e pediu ajuda a Dylan. Um ano depois, Sara e Steve estão esperando um novo bebê e convidam Dylan a ser padrinho da criança.

É ou não um personagem incrível? Cada edição nos apegamos ainda mais ao sinistro e divertido Dylan Dog.

Dylan Dog em 2018

A Bonelli divulgou o que teremos para Dylan Dog em 2018. E o Investigador do Pesadelo está cheio de novidades que deixarão muitos fãs contentes.

Mas antes disso é bom salientar que retornam para a série regular alguns artistas históricos da série como Giovanni Freghieri, Bruno Brindisi, Corrado Roi e Franco Saudelli. Nos próximos meses teremos uma história de Gigi Simeoni que será publicada em duas edições. Paola Barbato traz uma história ligando o triângulo Rania, Carpenter e Dylan. Giovanni Eccher assinará uma história cheia de fobias e horrores. Pasquale Ruju também retornará com uma história que tem como base a literatura maldita.

Dario Argento traz uma história em colaboração de Stefano Piani e desenhos de Corrado Roi. “O Senhor das Sombras”, um enredo particularmente mórbido que incorpora alguns dos temas das obras cinematográficas de Argento, que hoje é um dos maiores nomes do terror moderno italiano.

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