E para acalmar os curiosos de plantão, hoje é dia de entrevista com Leonardo Campos, um dos integrantes da equipe da Editora 85 que está trabalhando para o retorno de Dampyr ao Brasil.
Joana Russo: Antes de começarmos, gostaria de primeiro apresentá-lo!

Leonardo Campos: Meu nome é Leonardo Campos, engenheiro, tradutor, leitor bonelliano há 20 anos e entusiasta do formato italiano de se fazer quadrinhos! Criador da jovem Editora 85, atualmente estamos negociando os direitos de publicar Dampyr no Brasil.
JR: É um grande prazer conhecer mais um fã de Dampyr no Brasil! Como seu interesse pelo Herói Caçador de Vampiros surgiu? Como você foi “apresentado” ao título?
LC: Meu interesse por Dampyr se deu da mesma forma que com outros personagens Bonelli. Já era um garoto-leitor de Tex quando a Mythos resolveu apostar em mais títulos Bonelli entre os anos de 2002 e 2006. Virava do avesso para tentar comprar todos os títulos! Foi nesse período que conheci Dampyr, e como muitos leitores, fiquei bastante triste com o cancelamento da revista. Anos depois, adquiri alguns números italianos e pude comprovar que a qualidade excepcional de arte e roteiro ainda era a mesma.
Iniciada em 14 de abril de 2000 com o título 

Bonelli Editore como editor das revistas “Pilot” e “Orient Express”. Atuou então com traduções, revisão, layout, correções e rascunhos de artigos. As primeiras histórias escrita por Boselli foram uma em “Tex” – conjuntamente com Guido Nolitta (pseudônimo de Sérgio Bonelli) – intitulada “A Ameaça Invisível” e na minissérie “Rio Bill”, também com Nolitta. Boselli é grande conhecido do publico leitor texiano e é a palavra absoluta em roteiros dentro da casa editorial atualmente.
fez mais de trinta mil páginas de quadrinhos para Sergio Bonelli Editore e recebeu vários prêmios do segmento. Por conta do alto envolvimento quase familiar com um dos personagem, publicou em forma de romance o livro “Tex Willer – A história da minha vida” “autobiografia oficial” de Tex, publicado pela Mondadori na Itália e pela Editora Mythos, aqui em solo brasileiro. Desde 2012 é curador de “Tex”.
Harlan Draka, protagonista da série, é, em tese, uma pessoa comum, até ele mesmo descobrir que não é bem assim que a história conta… Harlan é na verdade um criatura. De origem mestiça, nosso herói urbano é filho de pai vampiro e mãe humana, o que lhe concede certos “privilégios” para combater a guerra contra as ‘mil faces das forças do mal’, como os próprios criadores pontuam. O enredo pode ser aparentemente conhecido, mas a história vai bem além do que sabemos em termos de “historinhas de vampiros”. A série tem forte raiz no folclore do Leste Europeu, e uma de suas inúmeras crenças esbarra justamente da existências das criaturas intituladas dampyrs: um ser meio humano meio besta, fruto de uma relação entre vampiro e mulher.