Dragonero provavelmente é a série Bonelli que mais se encaixaria no gosto dos leitores brasileiros. É do gênero fantasia épica com elementos que lembram muito RPGs de mesa, Warcraft, Senhor dos Anéis, Game of Thrones, etc…

O nível de ação em Dragonero é frenético, além de intrigas políticas e um vasto mundo criado para a série. Vasto mesmo. Com direito a vários territórios, raças, história antiga e tramas intrincadas.

A série é baseada em uma edição com o mesmo nome de 2007 criada por Luca Enoch, Stefano VIetti, Giuseppe Matteoni e Giancarlo Olivares. Em 2013 virou uma série mensal publicada pela Sergio Bonelli Editore.

De início teve uma grande publicidade. O número “zero” foi publicado de graça na Feira Internacional do Livro e em 11 de junho de 2013 a primeira edição foi lançada com o título “O Sangue do Dragão”. Dragonero começa com uma tetralogia e histórias curtas, além de alguns spin-off mais aprofundados sobre o relacionamento dos personagens.

Se tornou um grande sucesso. A série mensal já superou os 56 volumes e em 2014 começou a ser publicada na Macedônia.

Em julho de 2014 saiu o primeiro “Dragonero Especial” em cores. Em 2015, Dragonero Magazine em cores e em 2016 a série mensal vendeu uma média de 26 mil cópias por mês.  Em 2015 foi anunciada uma série derivada de Dragonero chamada “Dragonero Young” contando histórias dos personagens na adolescência em volumes de 64 páginas em cores e em um formato maior que o italiano Bonelli.

História

A estrutura é típica deste gênero narrativo, com um herói acompanhado por personagens secundários importantes em uma “Quest” (aventura). O herói, Ian Aranill tem como fieis seguidores um orc inteligente, uma elfa juvenil e uma tecnóloga. Mesmo que o mundo de Dragonero seja de magia e fantasia, existe uma guilda que se dedica à tecnologia, o que leva a suspeitar que o mundo da série não seria um passado mítico.

Falando melhor do protagonista da série, Ian Aranill realiza serviços para o Império Erondariano, entre explorações e missões especiais. Ian tem 34 anos e é um Varliedarto, isto é, pertencente à antiga casa dos caçadores de dragões. Ele possui a espada Saevhasectha (Cortadora Cruel, em tradução livre). Durante uma missão, ele enfrenta e derrota um dragão e acidentalmente acaba bebendo o sangue da fera e adquirindo habilidades específicas. Sua espada é tingida de preto por causa do sangue do dragão e a partir daí ele fica conhecido como Romevarlo, ou Dragonero.

Versão adolescente da série

Seus companheiros são o ogro Gmor Burpen, seu amigo de infância e a elfa Sera di Frondascura, professora botânica e descendente do único clã élfico que decidiu abandonar as terras dos homens. Ian mora em uma Torre de Vigia restaurada nas imediações da cidade de Solian, capital das repúblicas independentes. Ocasionalmente os três são acompanhados pela irmã de Ian, Myrva Aranill, membra da Ordem dos Tecnocratas e Alben, um mago Guardião da Luz.

Além da raça dos homens, o mundo de Dragonero tem duendes, anões, elfos, orcs, que lembram muito os orcs do jogo Warcraft pelo modo de viver em tribos e ser um povo guerreiro.

Existem também os gigantes, os Ghouls, Trolls, Coboldi que são uma raça animal que vive no subsolo. Os Draughen, um povo antigo cujo nome significa “aqueles que servem dragões”. Os Algenti, descendentes de elfos. As abominações, criaturas demoníacas que no passado tentaram subjugar o mundo. E os Ubiqui, um povo antigo a muito esquecido. Em uma das missões, o grupo de Ian junto à mineiros anões encontraram uma antiga cidade subterrânea dos Ubiqui. Na cidade haviam pedras mágicas, uma delas permitia chegar a Floresta de Darkwood, do herói Zagor.

Além da ótima história, da ação e personagens cativantes, Dragonero desponta pela belíssima arte. Paisagens de tirar o fôlego, fantásticas, além das muito bem feitas cenas de batalha.

Dragonero é um marco não só para os fãs do gênero, mas principalmente para os fãs Bonelli. Ele sai do comum das habituais série da editora, mas sem perder a qualidade e atenção aos detalhes que a Sergio Bonelli tem com todos os seus trabalhos.

Viva Bonelli!