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O Retorno de El Diablo

A Edição #67 de Tex Willer, publicada em maio na Itália, marca o retorno de um adversário que não era visto há mais de 75 anos. El Diablo! Uma das primeiras histórias escritas por Gianluigi Bonelli com desenhos de Aurelio “Galep” Gallepini.

A história intitulada El Diablo, escrita por Mauro Boselli com desenhos de Bruno Brindisi, é um verdadeiro remake da história original, tanto é que o próprio Bonelli é creditado entre os autores.

A primeira vez que El Diablo apareceu foi em 1948 no número #8 da série de tiras em talão de cheque de Tex. A história começa imediatamente após a derrota da gangue Mão Vermelha. Tex, que ainda era considerado um fora da lei, vagava pela fronteira do Rio Grande e se depara com uma fazenda em chamas repleta de cadáveres. Lá, ele encontra uma placa que dizia: “É assim que acabam todos aqueles que querem desafiar El Diablo, por não pagarem as suas dívidas ao Rei da Fronteira”.

Tex decide vingar os mortos e antes de ir embora deixa outra placa: “El Diablo mata. Tex Willer vingará”. Colaborando com um Texas Ranger, Tex descobre o paradeiro de El Diablo e confronta o bandido mexicano. A situação complica-se quando surge a filha do vilão, Florecita que é raptada por um sequestrador de meninas. Tex, junto aos Texas Rangers vai ao resgate da menina em sua primeira missão como Ranger.

A história original de El Diablo foi publicada no Brasil na série Júnior 35 do O Globo, na Tex Coleção n.1, em Grandes Clássicos do Tex n.3, na Tex Edição em cores n.1 e no Tex Omnibus n.1.

El Diablo mostrou-se fundamental para a evolução de Tex e a nova história promete se aprofundar nos personagens de El Diablo e Florecita, seguindo a trama traçada por Bonelli há mais de 75 anos, além de dar um destino à menina, que na versão original nunca mais foi vista.

A capa também traz algo especial, já que Maurizio Dotti aproveita uma cena que Galep havia desenhado de um duelo em um bar e amplia, oferecendo outro ângulo para a ação.

Mauro Boselli chegou a uma fase das histórias da juventude de Tex Willer  que alcança as primeiras histórias do personagem criadas por Gianluigi e Galep. Na edição #64, publicada em fevereiro, trouxe outro remake com a história “Os cinco dedos da Mão Vermelha”.

A Mão Vermelha é a gangue que Tex enfrenta em sua segunda aventura, depois intitulada “O Totem Misterioso”. Publicada em 1948 quando a Bonelli ainda se chamava Edizioni Audace. A Tex Willer #64 marca o início de uma fase de mudança para a série Tex Willer, onde revisitaremos grandes momentos do cowboy, que em breve se tornará o ranger que conhecemos.

No Brasil, a série Tex Willer é publicada pela Editora Mythos. Até a edição 46 era publicada em uma edição mensal de 68 páginas. Depois dessa edição começou a compilar mais de uma edição italiana em uma edição bimestral que varia entre 128 a 196 páginas. Além do tamanho, o papel da edição foi alterado de papel jornal para papel off-set. A última edição, número 52, foi publicada em maio com o título “O Poste da Morte”.

A próxima edição tem lançamento previsto para agosto e trará a edição #64 italiana mencionada anteriormente.

Oxid Age é o Mad Max da Bonelli

Gigi Simeoni é um dos grandes autores italianos. Escreve e desenha o volume #17 da série Le Storie, publicado em 2014 pela Sergio Bonelli Editore intitulado “Oxid Age”. Oxid remete ao óxido de ferro, elemento principal que compõe a ferrugem. Gigi não esconde que criou esta história inspirado em uma das principais franquias do cinema, Mad Max. Obra de George Miller que explora uma sociedade pós-apocalíptica com máquinas enferrujadas e furiosas.

Gigi Simeoni

“Há pelo menos vinte anos eu queria contar esta história baseado na trilogia Mad Max, a qual queria muito homenagear por ter sido muito apaixonado quando criança. É o local ideal para ambientar minha aventura”, destacou Simeoni em uma entrevista para a Bonelli e complementa, “neste período aperfeiçoei os personagens e os detalhes da história, viva, cheia de ação, ainda que o tema da doença que se espalha e mata e sobre o exílio sejam temas pesados”.
A história se passa em Innland, um mundo dividido por por duas civilizações: de um lado a de Civil e do outro Lith. Civil tem petróleo, mas sofrem uma doença terrível, a oxidação. Os Lith não tem petróleo, mas tem sangue nas veias capaz de curar qualquer doença.
Durante um período os dois povos trocam o ouro negro e o ouro vermelho, petróleo por sangue, e tudo vai bem, até que descobrem petróleo em Lith e adeus às trocas. Civil começa a expulsar os Oxidados, que se refugiam no deserto e se organizam da melhor maneira que podem.


“Vemos paisagens desérticas repletas de destroços que falam de uma era anterior e tecnológica, que de alguma forma terminou com a destruição e abandono total”, comenta Simeoni, “os personagens utilizam petróleo e obtém combustível para suas necessidades diárias “operar máquinas, manter-se aquecidos, etc…) e para movimentar seus meios de transporte, que nada mais são do que carcaças de veículos off-road antigos, caminhões, motocicletas. A estrutura social e o padrão de vida médio são semelhantes aos medievais. Existem até esportes que fazem muito sucesso, pensados para animar os trabalhadores ao final de dias árduos de trabalho”.
Gigi tem uma originalidade que é sua marca registrada, especialmente por escrever e desenhar seus principais trabalhos como Lazaruss Ledd, Dylan Dog, Nathan Never e Stria, uma obra de suspense e terror que em breve será publicada no Brasil pela Editora 85.


Em Oxid Age não é diferente. Os desenhos são expressivos e detalhados, uma construção de mundo bem executada. No início, a história introdutória é contada em painéis com molduras. E depois os desenhos seguem com cuidado a caracterização de personagens, cenários e objetos utilizados na trama. A ação tem violência na medida certa e com muita adrenalina.
Os veículos parecem saídos de uma obra de Jack Kirby, e as pessoas com contornos deformados são típicos de Richard Corben. As mulheres com óculos de motociclista remetem ao trabalho do desenhista Tanino Liberatore, Ranxerox (publicado recentemente pela Comix Zone como Ranx) e criaturas mais bizarras lembram personagens de Magnus. A capa, que é ilustrada como em todas as da série regular de Le Storie por Aldo Di Gennaro, “grita” Ranxerox.


Apesar da obra ter uma atmosfera vintage, cativante e extrema, é apelativa às novas gerações que encontram aqui jogos como Fallout, Rage e Borderlands. Quem conhece essas obras se sentirá em casa no universo criado por Simeoni.
Mas como na maioria dos Le Storie, o final pode deixar a desejar um pouco. Talvez pelo restrito número de páginas (114), Simeoni não explora por completo alguns aspectos da trama e tudo parece apressado. Claramente o autor precisava de muito mais páginas ou uma série para poder queimar todo o combustível da ideia criada para Oxid Age.
Mesmo assim, não deixa de ser uma história surpreendente, com um cenário pós-apocalíptico interessante. Abraça o estilo da franquia Mad Max que está ganhando mais um capítulo nos cinemas com Furiosa: Uma Saga Mad Max.

Tex e a Mão do Morto

Chega às bancas italianas dia 1º de junho mais um volume da série Le Grandi Storie Bonelli. Uma coleção que reúne histórias de todos os personagens Bonelli como Dampyr, Dylan Dog, Zagor… e claro, Tex. A edição traz o clássico “A Mão do Morto”, história de Mauro Boselli com desenhos de Alfonso Font. A nova capa feita por  Claudio Villa abrilhanta ainda mais essa história.

Pra quem não sabe, a mão do morto é uma sequência de cartas no pôquer. A lenda desse termo surgiu em 2 de agosto de 1876, em Deadwood na Dakota do Sul, quando Wild Bill Hickock foi até o Saloon n.10 para faturar em cima dos locais. Ele não achou uma cadeira vaga de costas para a parede e de frente para a porta, onde sentava-se por precaução. Contentou-se com uma cadeira de costas para a porta.

Logo após receber dois ases, dois oitos pretos e um valete de ouros, Jack McCall aproximou-se por trás e atirou na nuca de Hickock, que caiu no chão sem soltar as cartas. A lenda conta que se um jogador pegar essas cartas ou vence ou leva um tiro.

O motivo pelo qual McCall matou Hickock foi porque na noite anterior, Hickock depenou o jogador, que na ocasião estava bêbado. Hickock ofereceu dinheiro para que McCall comprasse ao menos o café da manhã. Insultado, no dia seguinte foi até o saloon e “acertou suas contas”.

A edição da Le Grandi Storie Bonelli #12 conta com 336 páginas e compila as edições italianas 593 (La mano del Morto), 594 (Quel Treno a Mezzogiorno) e 595 (Deadwood). Enquanto Kit Carson defende um pequeno rancho do ataque de uma gangue de assassinos, sem conseguir salvar o proprietário, Tex e Kit, em Phoenix, presenciam um crime misterioso e espetacular, no qual seu amigo, Xerife Patterson fica gravemente ferido.

Os dois acontecimentos sangrentos parecem não ter nada em comum, exceto uma cidade no passado das duas vítimas: Deadwood. A morte de Wild Bill Hickock deixa um enigma que Tex e os pards procuram resolver e na trilha dos assassinos, estão prestes a se deparar com uma intriga sombria cujas etapas são marcadas por cinco cartas de baralho: dois ases e dois oitos pretos e um valete de ouros…

No Brasil a Mythos publicou esta história nas edições 495 (A mão do morto), 496 (Duelo ao meio-dia) e 497 (Encontro em Deadwood). Nunca foram republicadas por aqui.

 

Nota: A suposta cadeira em que Wild Bill Hickock levou o tiro está exposta em uma versão do Saloon n.10 localizado em Deadwood. Suposta porque o Saloon não é o mesmo do século XIX, ninguém sabe ao certo onde é a localização exata.

Panini anuncia Dylan Dog: O Planeta dos Mortos

A Panini Comics anunciou que irá lançar Dylan Dog: O Planeta dos Mortos em julho de 2024, o anúncio foi feito na live de lançamentos da Editora. Essa é uma edição especial da Sergio Bonelli Editore que mostra o Investigador do Pesadelo em um futuro distópico onde o mundo foi tomado por zumbis.
A edição será lançada em formato americano, capa dura, com 160 páginas e traz duas histórias completas escritas por Alessandro Bilotta. A primeira, colorida, é “Adeus, Groucho”, lançada originalmente em Dylan Dog ColorFest #10, com desenhos e cores de Paolo Martinello. E a segunda é “O crepúsculo dos Mortos Vivos”, que saiu em Dylan Dog Gigante #22 com desenhos de Daniela Vetro.


Bilotta escreveu uma história curta publicada em Dylan Dog ColorFest #2 em 2008, que dava um vislumbre de uma versão de Dylan mais velho, vivendo em um mundo onde a força de trabalho mais degradante era a dos zumbis. Foi o suficiente para que o público gostasse e a Sergio Bonelli lançasse uma série própria desta versão do Investigador.
Planeta dos Mortos nos traz Dylan quinze anos no futuro, mais velho e vivendo em meio a uma misteriosa epidemia que transforma humanos em zumbis. Dylan, agora um homem de meia-idade se depara com escolhas difíceis e é forçado a duvidar do que sempre acreditou. A série foi publicada completa em oito edições, mas a Panini não confirmou se publicará a série completa.
A edição já está em pré-venda no site da Panini.

 

Booktrailer da Bonelli:

 

Capa de Dylan Dog Color Fest #2

Campanha de Zagor pela Saicã está na reta final

A campanha no Catarse para o lançamento de Zagor pela Editora Saicã está em sua reta final. Vai até dia 29 de maio e pretende publicar duas edições de Zagor em cores. O personagem da Sergio Bonelli Editore era publicado pela Editora Mythos desde junho de 1999, e agora segue com a editora Saicã que vem publicando História do Oeste.
A Zagor Coleção Histórica em Cores terá o formato 16x23cm (formato italiano) em capa cartão com orelhas. O miolo é colorido em papel couché. O volume 1, “Liberdade ou morte” terá 324 páginas e o volume 2, “A Ilha da Magia”, terá 260 páginas. A intenção do editor da Saicã, Neimar Nunes é publicar a partir da melhor fase de Zagor, que inicia segundo os fãs na edição 89 italiana, logo após o clássico “Odisseia Americana”.

“A Mythos já publicou “Odisseia Americana” e nossa coleção inicia logo após ela. São histórias que marcaram o personagem e o coração dos fãs, é a Era de Ouro Zagoriana. Sergio Bonelli, que na época assinava com o pseudônimo de Guido Nolitta, cativou leitores na Itália, Brasil e outros países tornando Zagor um dos principais personagens dos quadrinhos mundiais”, ressalta Neimar.
Zagor defende os índios da ambição dos brancos, mas também é conhecido e estimado por quase todos os cara-pálidas que vivem nos arredores de Darkwood, floresta fictícia que fica ao leste dos Estados Unidos.

O ambiente das histórias é o velho oeste, mas Sérgio Bonelli inseriu alguns elementos fantásticos, assombrações, ficção científica, e coisas do gênero. As histórias de Zagor se passam na década de 1830 e como se trata de uma obra bastante imaginativa, nas aventuras do Espírito com a Machadinha não é raro se ver máquinas voadoras, robôs, mísseis e armas automáticas. Toda essa mistura serve como motivação para que os autores tratem de temas atuais, daí o fascínio que Zagor tem para os jovens leitores de todas as partes do mundo.
No primeiro volume que a Saicã pretende lançar, “Liberdade ou Morte”, os Estados Unidos estão exterminando um povo inteiro: os Seminoles. Os últimos rebeldes obstinados, liderados por Manetola, conseguem chegar a um acordo com o capitão Seabrook, que promete levá-los para a pequena ilha de Britannia, nas Bahamas, onde poderão viver em paz. Mas os paraísos são muitas vezes ilusórios…”. Roteiro de Guido Nolitta com desenhos de Franco Donatelli.
No segundo volume, “Ilha da Magia”, a trama se passa no Haiti, onde chegam Zagor, Chico e seu amigo Bosambo. Uma ilha onde domina a religião misteriosa do vodu, uma mistura de catolicismo e ritos africanos. Uma ilha de cheiros estranhos e cores estranhas, onde os Loa, os espíritos, caminham lado a lado com os homens! Roteiro de Nolitta com desenhos de Franco Bignotti
Para apoiar a campanha acesse: www.catarse.me/ZGCOL1e2

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