As peculiares características de Dylan Dog

Dylan Dog é um personagem muito bem construído pelo seu criador Tiziano Sclavi  e pelos roteiristas que depois assumiram a série. A personalidade do herói faz com que os fãs tenham uma forte ligação e seus trejeitos e manias fazem dele quase que de verdade de tão peculiares e especiais para um simples personagem de quadrinhos. Aqui listo a maioria delas:

Dylan Dog sempre se veste da mesma maneira. Camisa vermelha, terno preto, jeans claro e sapatos Clarks. Independente do tempo (“para não estragar o visual”, como ele afirma). Além disso ele acha o guarda-chuva uma “invenção inútil”, especialmente quando não chove.

Porém se vestir da mesma maneira tem uma explicação mais pessoal. Na verdade ele se veste sempre assim em luto pela morte de Lilly Connoly (imagem ao lado). Em Dylan Dog & Martin Mystere: Última parada: O Pesadelo! (publicada no Brasil pela Record), Martin Mystere comenta que Dylan atribui o modo de sempre se vestir da mesma maneira para não esquecer da antiga namorada, Alison Dowell, porém na série mensal isso foi negado.

Sclavi deu carta branca para a roteirista Paola Barbato explicar este hábito do investigador. Na edição n. 200, Dylan compra doze conjuntos iguais e ressalta consigo mesmo que usar roupas iguais é o modo mais adequado de manter viva a memória de Lilly. A garota irlandesa fazia parte do IRA e acabou por morrer numa penitenciária em condições desumanas. O conjunto de roupas era o que ele estava usando no último encontro com ela.

Bloch e Groucho costumam pegar no pé de Dylan dizendo que ele “tem 12 ternos iguais ou realmente tem um excelente desodorante”.

O personagem já afirmou ter 1.85cm de altura.

Dylan Dog é abstêmio. No passado ele foi alcoólatra (na 2ª edição da série regular ele é visto bebendo cerveja, porém na reedição subsequente o quadro foi redesenhado e a cerveja virou suco de laranja. Na edição n. 81 lhe é oferecido um copo de whisky e Dylan não aceita), ele se define como um alcoólatra anônimo.
Groucho brinca que Dylan é um abstêmio que muitas vezes se esqueceu de se abster.

Dylan não fuma e é vegetariano.

Ele tem uma série de fobias: claustrofóbico (medo de lugares apertados) e aerofóbico (medo de altura) além de sofrer de vertigem. Nas poucas viagens ao exterior, ele sempre usa seu carro ou um navio (mesmo que fique enjoado). Geralmente é hipocondríaco.

Dylan tem pouco interesse na vida moderna. Não gosta de celulares e para escrever em seu diário usa caneta de pena e tinteiro.

Adora ler, especialmente poesia. Escuta música clássica, heavy metal e filmes de terror.

Apesar de estar sempre procurando ganhar dinheiro, Dylan não tem interesse particular nisso, às vezes investiga sem cobrar nada. Originalmente sua taxa de investigador privado é de 50 libras por dia mais despesas, mas na edição n.145 (ao lado) aumentou para 100 libras. Na n.146 ele chega a cobrar Mil libras por dia para trabalhar para o rico Darknight. Ele recebe uma média de mil a cinco mil libras antecipadamente.

Ele é o primeiro a ser cético em relação aos casos que enfrenta, e não é incomum vê-lo mandar seus clientes procurarem psicólogos ou psiquiatras antes de admitir a existência do paranormal.

Muitas vezes, quando as clientes são mulheres, Dylan se apaixona por elas e desenvolve um certo relacionamento.

Seu método de investigação consiste em partir de hipóteses racionais e “depois de ter descartado todas as hipóteses possíveis, o que resta é o meu trabalho: O Pesadelo”. Dylan é um detetive de verdade, qualificado pela Scotland Yard onde esteve às ordens do inspetor Bloch. Ele não acredita em coincidências.

Dylan está sempre tentando completar um modelo de galeão que por muitas vezes é destruído. Quando o está construindo, em muitas vezes Dylan recebe epifanias sore os casos que estão difíceis de resolver.

O galeão é uma réplica de um navio inglês do século XVIII, o HMS Vitória do Almirante Nelson. O modelo (destinado a nunca ser concluído e ao qual muitos eventos relacionados ao passado do personagem estão vinculados) foi adquirido após a morte de Lilly Connoly na loja Safará.

Na edição n.100 (publicada no Brasil na 1ª edição da Mythos), Dylan consegue terminar o galeão e acaba desencadeando uma série de eventos que o leva a conhecer seus pais e por um ponto final a todos os seus pesadelos. Na história extra, “Orrore Nero” (onde o personagem Francesco Dellamorte aparece), o galeão é terminado pelo menino Joey, amigo de Dylan, que faz o garoto desmontar o galeão. Nada acontece neste caso, pois é somente Dylan que tem uma conexão com o modelo, idêntico ao galeão que seus pais embarcaram há 300 anos.

Na edição n.100, Dylan descobre quem são seus verdadeiros pais, o que faz com que termine a investigação sobre si mesmo, o libertando dos pesadelos e começando uma nova vida tendo sonhos.

O fusca conversível branco com placas DYD 666 que Dylan possui foi dado como pagamento pelo primeiro caso resolvido pelo investigador. Embora em algumas histórias ele termine completamente destruído, sempre retorna intacto na aventura seguinte. Em Dylan Dog & Martin Mystere: Última Parada: O Pesadelo! É comentado, ao contrário do que foi dito na série regular, que Dylan tinha o mesmo carro no ano de 1978.

Em seu tempo livre Dylan toca clarinete. Ele se inspirou na paixão de Sherlock Holmes pelo violino. Ele geralmente toca “Il Trillo del Diavolo”, de Tartini. Na primeira edição da série regular, o clarinete é perdido pois sua maleta continha uma bomba. Groucho dá um novo clarinete para Dylan na edição n. 2. Na edição n.25, Morgana (publicada no Brasil pela Conrad) devolve à Dylan o clarinete perdido na edição n.1, então Dylan tem dois clarinetes, mesmo que os dois nunca tenham aparecido ao mesmo tempo.

 

A música no Clarinete de Dylan soaria assim:

 

Dylan tem uma arma velha que encontrou enquanto estava com Marina Kimball em uma caverna, quando ainda era jovem. Ele quase sempre leva consigo e Groucho é quem tem a tarefa de lançar a arma quando Dylan precisa (o primeiro lançamento é executado por Marina). A pistola é uma Bodape Mod. 1889 tipo B. Foi destruída na edição n.101, mas depois foi consertada por Moore, o proprietário de uma loja de armas.

Quando recebe clientes em seu escritório, Dylan geralmente está sentado com uma perna descansada em um braço da poltrona, suas mãos estão juntas ao nível do rosto e os cotovelos apoiados no braço da poltrona e o outro na perna oposta. Pode ser uma referência à postura adotada por Sherlock Holmes.

Dylan não tem um sexto sentido, tem um quinto e meio sentido.

Dylan tem como marca registrada a expressão “Judas Dançarino!”, usada em quase todas as edições. Tiziano Sclavi, criador de Dylan comenta que a expressão era de um amigo jornalista, Gianluigi Gonano.

Em 1995 Dylan se torna padrinho após salvar o casal Sara e Steve, pais do falecido Tom que virou um fantasma e pediu ajuda a Dylan. Um ano depois, Sara e Steve estão esperando um novo bebê e convidam Dylan a ser padrinho da criança.

É ou não um personagem incrível? Cada edição nos apegamos ainda mais ao sinistro e divertido Dylan Dog.

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  1. Eduardo

    Comecei a ler Dylan Dog muito tarde, graças às edições da Lorentz, e agora estou correndo atrás de antigos materiais em sebos. Realmente trata-se de um personagem fantástico e que já está entre os meus preferidos. Que venham muitas novas edições nesse anos de 2018!

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