A Editora Mythos anunciou através de seu blog parceiro TexWillerBlog.com o checklist de março. E nele estava a tão aguardada divulgação das histórias, preços e formatos das novas edições de Dylan Dog e Martin Mystere que a editora irá lançar este ano.

Dylan Dog e Martin Mystère serão publicadas neste mês de março ao preço de R$ 26,90, formato italiano Bonelli, papel Offset 90g e miolo preto e branco com 100 páginas. Os fãs que aguardavam ansiosamente pelas edições ficaram decepcionados com o valor das edições, que serão, segundo a Mythos, distribuídas apenas em algumas capitais, livrarias e comic shops, além da venda pelo próprio site da Mythos.

É provável que este valor diminua consideravelmente com promoções e descontos, possibilitando assim a compra com um preço razoável das edições. Mas o que chama a atenção principalmente nestas novas edições é a escolha das histórias. Tirando Dylan Dog, que foi publicado em 2017 pela Editora Lorentz em três edições, nenhum dos outros personagens anunciados, Martin, Nathan Never e Nick Raider havia sido publicado nos últimos anos. A última publicação dos mesmos faz mais de 10 anos pela própria Mythos.

Dylan Dog por exemplo, a Mythos anunciou a história Horror Paradise, publicada na edição n. 48 em 1990, escrita por Medda, Serra e Vigna, com desenhos de Claudio Castellini. A sinopse conta o seguinte: “Um péssimo despertar para Dylan Dog, que não se recorda como e nem por que alguém o jogou numa espécie de parque de diversões de filme de terror. Enquanto foge de demônios, monstros e alienígenas famintos, o Investigador do Pesadelo deve reencontrar o fio da memória. Tudo começou poucos dias antes, ao seguir os rastos ensanguentados de Alfred Hotchkiss, o diretor maldito, o gênio do terror, que foi desta para a melhor em circunstâncias misteriosas”.

Para entender melhor porque a editora irá publicar esta edição primeiro, é bom dar uma olhada em toda a trajetória de Dylan pelo Brasil.

Começando pelo final. Pela Editora Lorentz que publicou três edições de períodos distintos em homenagem aos 30 anos do Detetive do Pesadelo.

  • Lorentz 01 – Retorno ao Crepúsculo – Dylan Dog n° 57/1991
  • Lorentz 02 – Manchas Solares – Dylan Dog n° 192/2002
  • Lorentz 03 – Mater Morbi – Dylan Dog nº 280/2009

Em 1991 a Editora Record lançou a primeira edição de Dylan Dog no Brasil.

Em ordem cronológica ela foi até o número 11, quando encerraram a série. Todas as edições foram lançadas similares às italianas, mesmo formato, mesmo desenho de capa, mesmo estilo. Muito fieis à original.

Dylan voltaria a ser publicado no Brasil apenas em 2001 pela Editora Conrad, em seis edições que foram baseadas nas lançadas pela editora Dark Horse nos EUA. As capas eram de Mike Mignola, criador de Hellboy, papel offset e formatinho similar aos mangás publicados pela editora na época. A Conrad repetiu duas edições publicadas anteriormente pela Record. O Despertar dos Mortos Vivos e O Retorno do Monstro.

A edições eram consideradas as melhores de Dylan Dog até então:

  • DYD-001 – Johnny Freak –   Dylan Dog n. 81 /06/1993
  • DYD-002 – O Despertar dos Mortos Vivos – Dylan Dog n.01/ 10/1986
  • DYD-003 – Memórias do Invisível – Dylan Dog n. 19 / 04/1988
  • DYD-004 – Morgana – Dylan Dog n.25 / 10/1988
  • DYD-005 – O Retorno do Monstro – Dylan Dog n.8 / 05/1987
  • DYD-006 – Depois da Meia-Noite – Dylan Dog n.26 / 11/1988

Em novembro de 2002 a Mythos inicia sua publicação de Dylan Dog no Brasil. Mesmo formatinho de Tex, papel jornal, a arte da capa tinha algumas peculiaridades que a diferenciavam da original italiana e os números eram totalmente variados. Tanto é que ela inicia pela número 100, uma edição que fala do passado de Dylan mas sem contexto se torna muito confusa.

Pela lista a seguir você pode acompanhar a miscelânea que a Editora fez, sem um critério específico de publicação:

  • DYD-001 – A História de Dylan Dog, julho/2002 – 10/1994 – n.100
  • DYD-002 – Cagliostro!, setembro/2002 – 03/1988 – n.18
  • DYD-003 – O Túnel do Terror, outubro/2002 – 07/1988 – n.22
  • DYD-004 – Partida com a Morte, novembro/2002 – 03/1992 – n.66
  • DYD-005 – O Longo Adeus, dezembro/2002 – 11/1992 – n.74
  • DYD-006 – Assassino!, janeiro/2003 –  Dylan Dog n° 12/1987
  • DYD-007 – Entre a Vida e a Morte, março/2003 – Dylan Dog n° 14/1987
  • DYD-008 – Um dia Maldito, maio/2003 – Dylan Dog n° 21/1988
  • DYD-009 – Nas Profundezas, julho/2003 – Dylan Dog n° 20/1988
  • DYD-010 – A Ilha Misteriosa, agosto/2002 – Dylan Dog n° 23/1988
  • DYD-011 – Canal 666, setembro/2003 – Dylan Dog n° 15/1987
  • DYD-012 – O Castelo do Medo, outubro/2003 – Dylan Dog n° 16/1988
  • DYD-013 – A Dama de Negro, novembro/2003 – Dylan Dog n° 17/1988
  • DYD-014 – Visões Mortais, dezembro/2003 – Dylan Dog n° 27/1988
  • DYD-015 – Terror do Infinito, janeiro/2004 – Dylan Dog n° 61/1991
  • DYD-016 – Grand Guinol, fevereiro/2004 – Dylan Dog n° 31/1989
  • DYD-017 – Obsessão, março/2004 – Dylan Dog n° 32/1989
  • DYD-018 – Jekill, abril/2004 – Dylan Dog n° 33/1989
  • DYD-019 – Aconteceu Amanhã, maio/2004 –  Dylan Dog n° 40/1990
  • DYD-020 – O Mal, junho/2004 – Dylan Dog n° 51/1990
  • DYD-021 – Uma Voz Vindo do Nada, junho/2004 – Dylan Dog n° 38/1989
  • DYD-022 – Golconda!, agosto/2004 –  Dylan Dog n° 41/1990
  • DYD-023 – Quando Caem as Estrelas, setembro/2004 – Dylan Dog n° 131/1997
  • DYD-024 – A Casa Assombrada, outubro/2004 – Dylan Dog n° 30/1989
  • DYD-025 – Eles Estão Entre Nós, novembro/2004 – Dylan Dog n° 13/1987
  • DYD-026 – Coelhos Assassinos, dezembro/2004 – Dylan Dog n° 24/1988
  • DYD-027 – O Fio da Navalha, janeiro/2005 – Dylan Dog n° 28/1989
  • DYD-028 – Quando a Cidade Dorme, fevereiro/2005 – Dylan Dog n° 29/1989
  • DYD-029 – O Escuro, março/2005 – Dylan Dog n° 34/1989
  • DYD-030 – O Recife dos Fantasmas, abril/2005 – Dylan Dog n° 35/1989
  • DYD-031 – Pesadelo de uma Noite de Verão, maio/2005 – Dylan Dog n° 36/1989
  • DYD-032 – O Sonho do Tigre, junho/2005 – Dylan Dog nº 37/1989
  • DYD-033 – O Senhor do Silêncio, julho/2005 – Dylan Dog n° 39/1989
  • DYD-034 – O Hiena, agosto/2005 – Dylan Dog n° 42/1990
  • DYD-035 – A História de Ninguém, setembro/2005 – Dylan Dog n° 43/1990
  • DYD-036 – Reflexos de Morte, outubro/2005 – Dylan Dog n° 44/1990
  • DYD-037 – O Duende, novembro/2005 – Dylan Dog n° 45/1990
  • DYD-038 – Infernos, dezembro/2005 – Dylan Dog n° 46/1990
  • DYD-039 – Escrito com Sangue, janeiro/2006 – Dylan Dog n° 47/1990
  • DYD-040 – O Mistério do Tamisa, fevereiro/2006 – Dylan Dog n° 49/1990

A Mythos então, pretende iniciando a republicação de Dylan Dog no Brasil retomar a coleção de onde parou. Mesmo publicando de forma totalmente variada as edições na vez passada, ela conseguiu que todas as edições originais de Dylan Dog fossem publicadas no país, contando as edições publicadas pelas outras editoras

Do 1 ao 11 pela Record, e da 12 até a 47, pela Mythos, fora os números 26 e 27 que a Mythos não republicou e saíram pela Conrad. A edição que lança agora em Março, n. 48, Horror Paradise, era a que faltava para que a cronologia do Detetive fosse totalmente respeitada no Brasil, pois a Mythos pulou ela, encerrando sua coleção na edição n. 49.

Para os colecionadores isso é ótimo. Pois mesmo em formatos diferentes, poderão ter até a número 49 e depois dela a 51, 61 e 131.

Das quatro edições programadas para este ano então podemos esperar que sejam continuações, sendo a próxima:

Al confini tel tempo n.50/1990

“Ao Confim do Tempo” (Tradução Livre), é escrita por Tiziano Sclavi, desenho de Luigi Piccatto e capa de Angelo Stano.

No Skyglass, o arranha-céu mais impressionante de Londres repentinamente é povoado por animais bizarros, antigos, extintos a milhões de anos. Dylan Dog deve ldar com homens das cavernas e dinossauros do passado mais remoto e fechar a passagem secreta que está ligada aos confins do tempo.

A número 51 já foi publicada pela Mythos na edição n. 10 – O Mal e pulamos pra:

Il Marchio Rosso (A Marca Vermelha) – n.52/1991

História de Tiziano Sclavi e desenhos de Gianluigi Coppola. Capa de Angelo Stano.

Yuri Wolkoff não entende por que o acusam de crimes tão monstruosos. Mas com o rosto marcado pela pobreza, é para todos o candidato perfeito: só pode ser ele o assassino, o terrível Marca Vermelhla! Após sua morte, no entanto, a dúvida surge, serpenteando na névoa como um fantasma. Um fantasma que retorna para matar…

La Regina Delle Tenebre (A Rainha das Trevas) – n.53/1991

Roteiro de Claudio Chiaverotti, desenhos de Montanari & Grassani. Capa de Stano.

A jovem Pam é possuída por um demônio. Médicos, sacerdotes e psiquiatras jogam a toalha: não há nada a fazer, pois a garota está ficando cada vez mais louca. Mas algo terrível se esconde por trás desta maldição, mas o quê? A Rainha das Trevas não é apenas uma alucinação, mas um monstro de carne e osso!

Claro que tudo isso passa apenas de especulação, mas pelo que foi feito me parece o mais correto a dizer que a Editora irá fazer.

Viva Bonelli!