Divulgada a vinda da nova Graphic Novel de Tex!

CONFIRMADO: EM JUNHO, a nova GN de Tex, O Vingador!

Saquem!

 

 

FGDQ – Onde estamos?!

Então vem a pergunta: mas como eu acho a Confraria no evento?!

Tá-dá: estaremos no conjunto de mesas M50! Confira no mapa e fique ligado para saber como se deslocar no salão!

Se liga: a venda de ingressos pela internet foi encerrado. Mas você pode comprar lá na hora! Acesse e saiba mais em:

Ingressos

 

Festival Guia dos Quadrinhos!

E finalmente está chegando o evento mais aguardado de São Paulo e do Brasil! O Festival Guia dos Quadrinhos entra na reta final de preparativos para o próximo final de semana!

 

Para quem ainda está meio perdido sobre o evento, vale a visita na página oficial:

Home

Lá vocês podem conferir a programação do que vai rolar durante todo o final de semana. Dentre as principais atrações, destacamos o super leilão de vai acontecer por lá e ainda, a área de trocas! Isso mesmo, colecionador: se você tem algo para trocar, haverá um espaço reservado para você bater aquele rolo maneiro 😀

“Mas poxa, como eu chego lá?”, calma, jovem Kit Willer, a gente te ajuda! O Próprio site tem um guia bem legal para quem não conhece, que a gente aproveita e cola aqui:

Um dos motivos que nos levou a escolher o Club Homs é que ele está localizado em um dos pontos mais acessíveis, conhecidos e queridos de São Paulo: A Avenida Paulista. Você pode vir de transporte público, de automóvel, de bicicleta ou a pé. O importante é não perder o evento.

DA RODOVIÁRIA DA BARRA FUNDA

Pegue o metrô da linha vermelha com sentido CORINTHIANS-ITAQUERA e desça na estação SÉ (R$ 3,80). Agora pegue o metrô da linha azul com sentido JABAQUARA e desça na estação PARAÍSO (baldeação gratuita). Faça uma nova baldeação e pegue o metrô linha verde no sentido VILA MADALENA (baldeação gratuita). Desembarque na estação BRIGADEIRO. De lá, dá para ir a pé (uma caminhada de apenas 4 minutos).

DA RODOVIÁRIA DO TIETÊ

Pegue o metrô com sentido JABAQUARA e desça na estação PARAÍSO (R$ 3,80). Pegue o metrô linha verde, sentido VILA MADALENA e desça na estação BRIGADEIRO (baldeação gratuita). De lá, dá para ir a pé (uma caminhada de apenas 4 minutos).

DA RODOVIÁRIA DO JABAQUARA

Pegue o metrô com sentido TUCURUVI e desça na estação ANA ROSA (R$ 3,80). Pegue o metrô linha verde, sentido VILA MADALENA e desça na estação BRIGADEIRO (baldeação gratuita). De lá, dá para ir a pé (uma caminhada de apenas 4 minutos).

DO AEROPORTO DE CONGONHAS

De táxi, são 26 minutos (19 minutos sem trânsito) e o valor da corrida será de aproximadamente 40 reais. Outra opção é andar até a Av. Washington Luiz nº 6200 e pegue o ônibus: 875A-10, PERDIZES (R$ 3,80). Desça na Av. Paulista, nº 900, em frente ao prédio da Gazeta.

 

Nos vemos lá!

Tex ganha nova coleção de miniaturas na Itália

Em mais uma novidade pelos setenta anos de Tex, a Sergio Bonelli Editore anunciou uma nova coleção de miniaturas do herói, seus pards e personagens importantes de sua saga.

A partir do dia 24 de março será lançada a coleção Tex 3D – Coleção Oficial. São modelos 3D com 12 cm de altura, feitos com materiais de qualidade e atendendo a todos os detalhes e pintados à mão.

Quem produz as peças é a Centaúria, empresa de colecionáveis experiente no mercado.

Cada modelo é acompanhado por um dossiê, com um estudo aprofundado do personagem apresentado. A distribuição será quinzenal.

Viva Bonelli!

Boselli, Vecchio, Dotti e Civitelli – As novidades da Cartoomics 2018!

Nossos mestres deram uma pequena “palhinha” do que esses 70 anos de Tex representam e o que estão reservando. Mas antes de ficar mais curioso, vale a pena assistir na íntegra o vídeo da transmissão da participação dos gigantes da SBE no evento, num bate-papo super descontraído!

Se você não compreende o italiano ainda tão bem, não se preocupe. Acesse a engrenagem que aparece no canto direito inferior do vídeo e selecione a opção “legendas” e depois escolha “traduzir automaticamente”. Procure pelo idioma “português” e desfrute!

Fumetti impressa – Assinatura Mensal!

Confrades, vem novidade por ai!

É com muito orgulho que a Confraria Bonelli anuncia a parceria oficial entre a Fumetti. e nossa casa! E para comemorar essa incrível parceria, estamos com um projeto sensacional de lançamento IMPRESSO E EXCLUSIVO da versão MAXI FUMETTI.!

COMO FUNCIONA O PROJETO?

O modelo de assinaturas é para qualquer um que faça parte do grupo ou seja interessado. No início, nesta primeira fase de implementação, as assinaturas estão limitadas a 10 assinantes, ou seja, nesse primeiro momento, somente os 10 primeiros interessados ingressarão no novo sistema.

Isso será feito progressivamente porque a Confraria NÃO ARRECADA DE FORMA DIRETA, ou seja, tudo é subsidiado com o próprio valor da assinatura. Por isso, os demais interessados vão entrar na lista de espera. Assim que fecharmos mais 10 assinantes, habilitamos essa nova turma e assim por diante, sempre em blocos de 10.

Maiores informações serão dadas ao vivo, no lançamento oficial da revista impressa durante o Festival Guia dos Quadrinhos que acontecerá em São Paulo, nos dias 14 e 15 de Abril de 2018.

Mas, como sabemos que ninguém é de ferro, já adiantamos algumas coisas:

  1. A Assinatura deverá ser paga de forma mensal;
  2.  A revista terá tiragem EXCLUSIVA para assinantes, e não poderá ser adquirida de forma avulsa;
  3. Tem conteúdo totalmente original e único, inclusive com encartes especiais, suplementos únicos e brindes vinculados;
  4. A sua tiragem será BIMESTRAL.

Dúvidas:

  1. Vou poder comprar a revista avulsa? Não
  2. Como que funciona esse sistema de cotas? Como a Confraria NÃO tem fonte de arrecadação nenhuma, criamos o sistema de cotas. Então a cada 10 cotas preenchidas pelos assinantes, viabilizamos a publicação da Maxi fumetti. Por isso as assinaturas serão feitas por etapas no sistema de lista de espera. A cada 10 cotas preenchidas, os assinantes receberão comunicado com os dados para depósito bem como o número de assinante. A partir dessa data, bimestralmente, ele receberá sua revista em casa, DESDE QUE, esteja em dia com a arrecadação.
  3. Eu já mandei meu pedido de assinatura. Tenho que pagar já? Não. Somente depois que você receber o e-mail de assinante com seu número de assinante é que você deverá proceder ao depósito.
  4. O pagamento da mensalidade é fixo? Sim. Só assim vamos conseguir viabilizar esse projeto.

Quer saber como fazer? Não se preocupe! No dia do lançamento tudo será explicado! Mas fique ligado! Nessa primeira fase de implantação são só 10 cotas!

10 Episódios memoráveis de Zagor

Com mais de 50 anos e 600 edições, não é fácil escolher 10 episódios marcantes da série da Bonelli Zagor. Vários fãs  tem ligações pessoais com as histórias e as 10 melhores histórias pra um não são para outro. Portanto aqui iremos apenas citar 10 momentos marcantes, especialmente para possíveis novos leitores que queiram vir a conhecer a série agora. E para os mais longevos fãs, é apenas um retorno à boas memórias junto ao Espírito da Machadinha.

Irei dar importância apenas para edições publicadas no Brasil.

1 – Iron Man

Publicado originalmente em Zagor #14 e #15 na Itália. No Brasil pela Editora Record em Zagor #05 e Zagor Especial Mythos #19, da Editora Mythos.

História de Guido Nolitta e desenhos de Gallieno Ferri.

Vemos aqui o herói criado por Guido Nollita (pseudônimo de Sergio Bonelli) ser derrotado por um guerreiro mais forte do que ele, mais perspicaz e usando seus próprios truques. Chico leva Zagor nos ombros, ferido, até seu abrigo, humilhado, anulado. O que nunca poderia ter acontecido com Tex, acontece com o personagem de Sergio.

Depois Zagor busca vingança, que além de restabelecer o equilíbrio, proporciona um caráter mais articulado com mais profundidade do que pode parecer. A estrutura narrativa típica é confirmada com um tom de humor e um drama de ação.

Zagor aqui já mostra que é um personagem diferenciado, que apesar de ser um mito lendário, é apenas um humano. E um herói Bonelli que tende a errar também.

 

2 – A Origem de Zagor (Zagor Racconta)

Publicada originalmente na Itália em Zagor #55 e #56. No Brasil saiu nas edições da Vechi Zagor #01, da Record Zagor #01 e em Zagor em Cores #01 pela Editora Mythos.

História de Guido Nolitta e desenhos de Gallieno Ferri.

Nesta história como o nome já diz, vemos a origem de Zagor, mas também toda a originalidade que Nollita deposita em sua criação. A história conta desde a infância serena de Zagor com os pais na cabana de Clear Water até a grande tragédia de sua vida.

Zagor fica orfão ainda bebê, quando seus pais — Mike Wilding, um ex-oficial do exército americano (que largara tudo para viver como um desbravador), e Betty — são massacrados por um grupo de índios (abenakis), liderado por um renegado chamado Salomon Kinsky. Antes de morrer, Mike joga Zagor no riacho que passa atrás de sua casa. Recolhido e salvo por um andarilho, Wandering Fitzy, o rapaz cresce com um único pensamento: vingar o pai matando quem o matou.

Até aí nada de original, temos referências de várias histórias se mesclando, mas é aí que Nollita arregaça as mangas e mostra porque foi um dos maiores nomes do Fumetti italiano e mundial.  Em sua busca por vingança, Zagor capta os ensinamentos de Wandering Fitzy, este homem que o encontra e se torna seu mentor.

Um poeta, um filósofo e um homem livre das convenções e hipocrisias dos civilizados. Ele havia renunciado até mesmo às armas e defende-se e caça usando apenas uma machadinha, um símbolo que viria marcar o futuro herói. E a figura desse conselheiro acabaria por se transformar, aos olhos de Zagor, na imagem do herói moderno na sua busca incansável da própria identidade.

Quando Zagor consuma a sua vingança, ela tem um sabor amargo e cruel, pois descobre que o pai que ele tanto idealizou odiava os índios e, enquanto servia no exército, fora um dos mais ferozes exterminadores.

Como para se redimir do sangue inutilmente derramado para satisfazer seu espírito de vingança, Zagor consagra à sua vida a tarefa de “contribuir para que a paz reine neste grande país atormentado pela violência”. Zagor passou a dedicar sua vida à defesa da paz e da ordem na imaginária floresta de Darkwood, situada na região dos Estados Unidos conhecida por “As 13 Colônias”. Com a ajuda da família acrobata Sullivan (o pai Tobia e os filhos Romeu e Horace), Patrick Wilding (o real nome de Zagor) inicia a lenda do Espírito da Machadinha, Rei de Darkwood e enviado do Grande Espírito. Uma auto-designação que, em sua opinião, não é a exploração da ingenuidade de um povo primitivo, mas uma forma de respeito pela sua cultura.

3 – Odisseia americana (Odissea americana)

Publicada originalmente em Zagor #87, #88 e #89. No Brasil foi publicado pela Vecchi nos números #05 e #06. Pela Record no número #17.

Roteiro de Guido Nolitta e arte de Gallieno Ferri.

A viagem do barco “Athena” ao longo do rio Tallapoosa manteve-se gravada na imaginação dos leitores. Quando foi pedido para que fosse criado um jogo de tabuleiro de Zagor, a história indicada foi: Odisseia Americana.

Mais do que uma história, foi um período editorial em que Zagor permaneceu fora de sua Ítaca (Darkwood) e se envolveu em uma série de aventuras que se desenrolaram da edição #85 (Angústia) a #107 (De volta a Darkwood). Dois anos de vida editorial. Aqui conhecemos também o belo e trapaceiro Trampy, que vive com truques inteligentes para conseguir almoço e acaba envolvendo Chico em seus golpes acabando em várias confusões.

  1. A marcha do desespero (La marcia della disperazione)

Publicada originalmente na Itália nas edições #112 a #116. No Brasil saiu pela RGE em Zagor #06 e #07.

História de Guido Nolitta e arte de Gallieno Ferri.

Neste período, as histórias narrativas tendem a durar mais tempo. Bonelli coloca Zagor contra personagens com fortes motivações. Vemos vários temas clichês e ambientes de impacto: o deserto, o embate entre brancos e índios, a morte, o sacrifício, a poesia e até o amor. Vemos Zagor encontrando chefes tribais e mostrando todo o seu prestígio entre os nativos americanos e os militares.

Temos de um lado, Winter Snake, chefe da tribo Kiowa, um dos melhores vilões de Zagor e do outro Frida, uma das poucas e fundamentais mulheres da saga de Zagor.

A história mostra a arrogância dos brancos e seu desprezo pelo estilo de vida dos nativos. Zagor em toda a sua essência se indigna, enfurece e vai fundo em promover a paz e a salvação dos mais fracos. Zagor vive sua primeira história de amor com Frida Lang e encontramos o engraçado feiticeiro Mohawk, Many Eyes. Bizarro e simpático, usa óculos e um relógio como colar.

  1. Adeus irmão vermelho (Addio fratello rosso)

Publicada originalmente em Zagor #119 a #122. No Brasil foi publicado como “O Aventureiro” pela RGE, edição #02.

História de Guido Nolitta e desenhos de Franco Donatelli.

Mais um embate mortal entre americanos e nativos, reavivado com violência irredutível.

Zagor é forçado a enfrentar uma comunidade inteira para levar à justiça um jovem homem branco responsável pela morte da esposa de Sakem Wakopa. Nolitta apela para a emoção do leitor e quebra em pedaços os corações, nos fazendo enfrentar a complexidade do conceito de justiça.

  1. Terror do sexto planeta (Terrore dal sesto pianeta)

Publicado originalmente na Itália de Zagor #178 a #182. No Brasil foi publicado pela Record em Zagor #06 – O Raio da Morte

História de Guido Nolitta e arte de Ferri e Franco Bignotti.

Esta é a última grande história de Guido Nolitta, uma pequena obra-prima, apesar do bizarro tema. Nolitta traz ao extremo o que é Zagor: Western, fantasia, misticismo e ficção científica. Características primordiais da série que aqui consegue nos levar a uma aventura incrível elevando Zagor a uma figura mítica.

Nesta aventura vemos o confronto de Zagor com seu maior inimigo, o Professor Hellingen, cientista louco e brilhante, inventor de futuristas armas e máquinas que periodicamente retornam para ameaçar o Espírito da Machadinha, que para Hellingen é “um homem ignorante da floresta”. É a quarta aparição do vilão e a mais perigosa devido aos seus aliados, os extraterrestres com tecnologia avançada: Akkronians.

Existe toda uma atmosfera de tensão e mistério na primeira parte da história e em seguida cresce uma terrível ameaça dos adversários aparentemente insuperáveis. A magia dos índios desempenha um papel importante neste caso e agora surge como um dos grandes heróis e defensores do povo vermelho. Desta vez, de verdade.

Aqui também conhecemos amigos importantes de Zagor como o coronel Perry (médico oficial do Forte Pitt), Barão Ícaro la Plume (inventor bizarro e aviador) e Tonka (Mohawk e irmão de sangue de Zagor). É a história que Nolitta se despede de seu personagem.

Depois disso Hellingen apareceu apenas mais três vezes em quase 37 anos.

  1. Oceano

Publicado originalmente em Zagor #95 a #99. No Brasil foi publicado pela RGE em Zagor #24 e pela Globo na edição #25 como “Bandeira Negra”

Tem vários motivos que tornam Oceano uma leitura indispensável de Zagor e em seu campo específico, insuperável. É, e permanece a melhor história de viagem de navio no oceano e a melhor caça ao tesouro da série. Para os zagorianos, as viagens pelo oceano trazem a memória o capitão Fishleg, com uma perna artificial feita com um osso de baleia. É um dos amigos mais famosos de Zagor e Chico, e comandante da caça à baleia na “Golden baby”. De tripulação variada e multiétnica (com o fakir Ramath, que reaparecerá em outras edições).

E por tratar de tesouro, a trama traz Digging Bill, que busca o tesouro apenas pela satisfação de estar em uma busca e não para enriquecer. Ele acaba se tornando um dos mais famosos amigos de Zagor. A atmosfera aventureira desta história não cansa o leitor, mesmo que se estenda por algumas edições.

  1. Liberdade ou morte (Libertà o morte)

Publicada originalmente nas edições #82 a #92 na Itália. No Brasil saiu pela Vecchi em Zagor #47 – Liberdade ou Morte

História de Guido Nolitta e arte de Donatelli.

Uma história densa que mostra como Zagor para alguns leitores não é apenas um herói que vive em um lugar imaginário, muitas vezes se afastando da realidade histórica, ou que a presença de Chico ou outros personagens deixam as tramas mais simplórias e ingênuas. Liberdade ou Morte é de fato a melhor história da série que pode ser lida para entender que tais características não impedem episódios ambiciosos, que mesmo com personagens e eventos imaginários, se inspire na lógica implacável que governa a sociedade do homem branco.

Aqui, Zagor enfrenta uma de suas principais lutas, a contra todas as formas de escravidão, pela liberdade dos homens de qualquer raça e cor. Surgem também personagens fundamentais da série como Manetola, líder dos Seminoles e Liberty Sam, escravo fugitivo que se juntou a causa de Zagor.

  1. Zagor contra Supermike

Publicada originalmente em Zagor #123 e #124. No Brasil foi publicado pela RGE na edição #03 – Zagor contra Supermike

História de Nolitta e desenhos de Ferri

Zagor quando está lutando contra injustiças e maldade, se torna uma fúria, e tem entre seus maiores inimigos figuras não menos excepcionais que ele, dotadas de extraordinários poderes intelectuais ou sobrenaturais. O adversário, no entanto, mais irritante, é um homem sem poderes, mas com habilidades extraordinárias que o fazem superar todas as atividades que se propõe a realizar. É Mike Gordon, conhecido como Supermike. E adivinha qual a próxima missão que ele decidiu superar? Tornar-se o “Perturbador de Darkwood”.

Com um traje colorido e um grito de batalha, para mostrar ser superior ao Espírito da Machadinha, humilhá-lo para quem sempre o valorizou e forçá-lo a entrar na briga. O ponto é que ele realmente consegue tirar Zagor do sério e colocá-lo em sérios problemas.

Supermike se tornou um inimigo muito popular, porém seu único retorno, pós-Nolitta, não foi muito bem aproveitado.

 

  1. Il mio amico Guitar Jim

Publicado originalmente na centésima edição de Zagor na Itália. No Brasil saiu pela Vecchi em Zagor #02 – Guitar Jim

História de Nolitta e desenhos de Ferri

Este foi o único centenário assinado pelo criador da série, Guido Nolitta. Nos mostra um amigo histórico do Espírito da Machadinha, embora nem sempre confiável.

Guitar Jim, é um rapaz bom, porém é um cantor fora da lei que esconde uma arma na caixa inseparável de seu violão. Inicialmente ele luta com Zagor que é enganado por Jim e determinado vai em busca de justiça (mesmo acontecendo uma simpatia mútua entre os dois).

Nolitta nos mostra como Zagor fica zangado quando traem a sua confiança.

Nas aparições posteriores de Guitar Jim, elas não tem resultados tão convincentes.

Menção honrosa pois sei que está na lista de vários Zagorianos:

Zagor contra o Vampiro

Publicada originalmente nas edições #85 a #87. No Brasil foi publicado pela Vecchi em Zagor #10 e #11. E pela Record em Zagor #14.

História de Nolitta e desenhos de Ferri.

Nolitta, um apaixonado pelos clássicos do cinema de sua época,  não podia deixar faltar uma história com vampiros. Guido concebe um enredo que começa como um épico ocidental, estabelecido no imaginário comum e depois entra casualmente nos elementos de terror com vários mistérios.

O núcleo principal da trama acontece em uma residência escura, onde nos deleitamos com momentos hilários de Chico. Nesta história vemos a estreia do Dr. Metrevelic, grande especialista no assunto que em outras aventuras ajudará Zagor contra outras criaturas “impossíveis”.

É o início do que os fãs de Zagor chamam de Idade do Ouro: cinquenta e quatro edições consecutivas com uma história mais inesquecível do que a outra.

Viva Bonelli!

FLIQ! – Limeira será o oeste americano nos dias 29 e 30 de setembro!

Depois da confirmação da Confraria Bonelli nos eventos de Não-Me-Toque (RS), Festival Guia dos Quadrinhos (SP-Capital), agora é a vez de Limeira, interior do Estado de São Paulo, carregar os alforges e aprumar acampamento!

Idealizada e coordenada por Renato Frigo, do grupo Colecionadores de HQs, o 3º Festival Limeirense de Quadrinhos (FLIQ) estará homenageando Tex Willer pelos seus 70 anos de vida editorial no mundo, a serem completados no dia 30/09/2018 (Dia do Tex). O evento acontecerá na cidade de Limeira, interior de SP, dias 29 e 30/09/2018.

Na ocasião, organizada pelo maior colecionador do personagem no Brasil – Adriano Rainho, será realizada a exposição “TEX 70 ANOS”, no período de, aproximadamente, 15/8 a 30/9/2018.

O evento contará com a presença de Pedro Mauro, desenhista da Sergio Bonelli Editore, o grande homenageado do FLIQ, e também de Ge Ge Carsan – o Tex brasileiro, maior divulgador do personagem no país e autor de três livros sobre o personagem.


A Confraria Bonelli, portanto, não poderia faltar a este evento super especial e conta com a presença de seus confrades de todo o país.

Tá esperando o que?! Já marque na agenda e não falte!

Conhecendo Adam Wild

Dica de trilha para escutar enquanto lê. Nada melhor do que a trilha de “As Minas do Rei Salomão”, clássico da Sessão da Tarde que conta uma grande aventura na África:

Gianfranco Manfredi (à direita), é um dos gênios da Sergio Bonelli Editore, criador de séries como Mágico Vento e Face Oculta. Em 2014 o italiano deu vida à mais uma série Bonelli: Adam Wild. Para nós esta série teve algo muito especial, em sua equipe de desenhistas estavam dois brasileiros: Ibraim Roberson e Pedro Mauro.

Ibraim Roberson já desenhou para Marvel e DC, além de ter feito a versão em quadrinhos do Guia de sobrevivência aos zumbis – Ataques registrados, lançado no Brasil pela Rocco. E Pedro Mauro é um desenhista muito experiente que voltou com força total. Começou na editora Taika, de Jayme Cortez ajudando Ignacio Justo em histórias de guerra. Meses depois assinava a arte da revista Pancho, um western spaguetti. Depois deixou as HQs para fazer storyboards para publicidade. Em 2017 Pedro lançou junto ao roteirista Carlos Estefan a hq independente “Gatilho” contando a história de um caçador de recompensas que chega a uma cidade abandonada em busca de justiça.

Voltando à Adam Wild, a obra foi lançada em outubro de 2014 com a primeira edição intitulada “Os Escravos de Zanzibar”. Os roteiros são de Gianfranco Manfredi e as capas são de Darko Perović. A realização gráfica do personagem ficou a cargo de Alessandro Nespolino. A série acontece no final do século XIX e suas histórias são histórico-aventureiras que ocorrem na chamada África negra, do Quênia à África do Sul, com uma “localização” prevalecente na Tanzânia, incluindo países como Congo e Nigéria.

Como em Mágico Vento, Face Oculta, entre outros de seus trabalhos, Manfredi escreve com muita base em pesquisa histórica. Adam Wild é um homem de ação, que prefere o contato com a natureza e a viver em Londres.

Em suas missões, Adam está sempre acompanhado de amigos e de Amina, a princesa guerreira Bantu que luta ao seu lado. Suas características o fazem parecer Errol Flynn (imagem abaixo), Clark Gable e Douglas Fairbanks.

Adam Wild é um homem ousado, positivo e amante da natureza. É um explorador escocês, membro da Royal Geographical Society de Londres. Em suas aventuras combate as mais diversas ameaças da exploração colonial na África como o poder de empresas ocidentais, a exploração nas minas de ouro e diamantes e as guerras tribais induzidas pela política europeia.

Em entrevista a Alfredo Castelli, criador de Martin Mystère, Manfredi comenta que Adam Wild nasceu como um projeto dedicado aos leitores de longa data da Bonelli. “Os leitores Bonelli estão a décadas conosco, são leitores para a vida toda. Em épocas de crise chegamos a vender 28 milhões de cópias e temos muito a agradecer aos fieis leitores. Enquanto no passado, quando a tradição da Bonelli era vista como conservadora, eu e outros autores tentávamos propor coisas inovadoras (devido à estabilidade assegurada por Tex, Dylan Dog e Martin Mystère), agora penso que alguém deveria cuidar não só de encontrar novos leitores, mas manter os que continuam conosco, pois se os perdermos, estamos ferrados”, comentou Gianfranco.

Foi Manfredi quem encontrou a arte de Pedro Mauro no Facebook e o convidou a fazer parte do projeto (arte de Pedro Mauro à direita). Em entrevista ao site Mania de Gibis, Pedro Mauro comentou sobre Gianfranco, “ele é muito organizado: manda todas as referências, quadro a quadro, e tem um roteiro bem fácil de seguir”. Já Ibraim Roberson chegou a Manfredi por meio do seu representante na Itália.

Segundo o desenhista, Manfredi nunca fez um retoque sequer nas sequências narrativas. “Ele parece desenhar cada detalhe das páginas no momento em que está escrevendo. O meu trabalho fica facilitado, pois é exatamente como uma tradução, em vez de uma adaptação”, diz Roberson. “Toda a energia de um texto incrível está visível em cada painel de Adam Wild”.

Em Adam Wild, Manfredi diz que tentou mostrar a raiz histórica de problemas que reapareceram fortemente hoje em dia, como a escravidão. “Adam Wild não é um explorador normal, ele é um libertador de escravos que mais tarde se envolve em guerras coloniais. É uma série que continuou o discurso aventureiro e histórico das obras de Arthur C. Clark (2001: Uma Odisseia no Espaço), ou do personagem Indiana Jones, etc.

Ao falar do encerramento da série na 26ª edição, Manfredi comenta que poderia ter abordado muito mais assuntos. “Adam Wild passa por cerca de quinze países africanos subsaarianos. Passagens pelo Congo, alusões ao Sudão e nem mencionamos Angola. Em suma, haveria muito a contar”, e destaca que agora com a série concluída, não mudaria nada em sua trajetória, “após ter passado pela falta de clareza no início da série, pois não sabíamos se seria longa ou não, tudo se encaixou depois e a série é muito clara em sua proposta”.

Viva Bonelli!

Dampyr 212 – O dia dos mortos

Por Joe Fábio Mariano Oliveira

 

A Itália sempre foi o berço de excelentes obras em quadrinhos. Criado no ano 2000, Dampyr é um desses personagens que a Editora Bonelli apresentou. Criado pelos talentosos artistas Mauro Boselli e Maurizio Colombo, o Caçador de
vampiros já superou os 200 números em seu país de origem.

Enquanto isso, no Brasil, o personagem que teve uma breve passagem em nossas bancas, sob a tutela da Editora Mythos, com 12 números publicados entre setembro de 2004 e agosto de 2005, prepara seu retorno, agora numa aposta ousada da jovem Editora 85, que após uma campanha flexível no site de crowdfunding Catarse, já mandou para a gráfica o álbum que apresentará quatro histórias inéditas com Harlan Draka.

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